20/07/2022
Você já ouviu falar do Biological Nurturing?
Esta é uma abordagem neurocomportamental de apoio à amamentação que incentiva as mulheres a amamentar em uma posição mais relaxada e descontraída. A princípio essa é uma abordagem que tem o potencial de reduzir problemas mamários (por exemplo, traumas mamilares), facilitando a boa pega bem como o início do aleitamento materno exclusivo.
Contudo, seus efeitos não foram adequadamente investigados em uma situação da vida real e, portanto, o objetivo deste ensaio clínico randomizado foi avaliar sua eficácia comparando-a com as práticas hospitalares usuais, na frequência de problemas e sobre a prevalência do aleitamento materno exclusivo na alta da maternidade, após 1 semana, e em 1 e 4 meses.
O estudo foi realizado em uma maternidade de nível terciário em Trieste na Itália, entre março e dezembro de 2018. Duzentas e oito mulheres que planejavam dar à luz
no hospital e que manifestaram a intenção de amamentar foram inscritas durante a gravidez e randomizadas para receber apoio à amamentação seguindo esta abordagem ou o protocolo de cuidados usual baseado no curso de 20 horas da OMS/UNICEF, em uso no hospital.
O desfecho primário do estudo foi a incidência de problemas durante a internação, definidos como a presença de um ou mais dos seguintes desfechos, coletados
separadamente: mamilos doloridos, mamilos rachados, ingurgitamento e mastite e o acompanhamento dessas duplas durou 4 meses.
Os resultados do estudo apontaram que na alta da maternidade, o biological nurturing reduziu significativamente o risco de problemas mamários, incluindo rachaduras e mamilos doloridos. Não se observou diferença estatisticamente significativa para o aleitamento materno exclusivo na alta e até os 4 meses.
Os autores concluiram que tal abordagem foi eficaz na prevenção de problemas mamários. E você, já observou isso na sua prática também?