Ao longo destes anos nela se têm refletido os ceticismos, os valores, as ambições, as crenças e as dúvidas que afloram na comunidade em que se insere. Tal é o benefício e a consequência da sua permanente permeabilidade com o meio e essa comunidade. Mas a EPSE quer ser, agora, um esteio contra desânimos. Ser a mola impulsionadora e revitalizadora do tecido económico e cultural. Constantemente atent
a ao pulsar social, às suas ânsias e necessidades. E, mais do que isso, disponível para contribuir ativamente para a sua satisfação. Para proporcionar, através da qualificação dos recursos humanos, os meios indispensáveis ao desenvolvimento da região. O papel de qualquer escola, mas sobretudo desta EPSE situada no interior, tem que ser, forçosamente, além de indutor das necessidades formativas, sobretudo saber, antecipá-las. Não nos podemos dar ao luxo de perder investimento reprodutivo por falta de recursos humanos, nem permitir que os recursos financeiros se desloquem para fora da região por carência de recursos humanos qualificados. Por isso, sobre nós recai a acrescida responsabilidade de introduzir essa indispensável componente da antecipação. A EPSE não enjeita as suas responsabilidades e quer assumir-se como um pólo promotor de novos atores e promover a emergência de novos protagonistas locais e regionais, revitalizar o tecido empresarial e a competitividade regional e, até, favorecer mudanças nas áreas de investimento e nas estratégias empresariais. Dispondo de uma liderança forte a Escola Profissional da Serra da Estrela quer mobilizar professores, alunos e toda a comunidade educativa para que, aprofundando-lhes as potencialidades e capacidades, esses alunos sejam dinâmicos agentes da necessária mudança, da inovação e da criação de riqueza de que a região carece.