09/12/2026
Em dezembro de 2000, a paz esteve mais perto do que muitos gostam de admitir.
O presidente Bill Clinton apresentou uma proposta que previa aos palestinos toda a Faixa de Gaza, cerca de 96% da Cisjordânia, trocas de terras equivalentes dentro de Israel, a retirada de assentamentos, uma passagem segura entre Gaza e a Cisjordânia, grande parte da Cidade Velha e Jerusalém Oriental como capital palestina, além da substituição gradual da presença militar israelense por uma força internacional.
Israel aceitou seguir adiante.
Yasser Arafat não transformou aquela oportunidade em um acordo.
E a história que veio depois foi marcada não por paz, mas por uma escalada brutal de terrorismo, incluindo atentados suicidas contra civis israelenses.
É por isso que esse episódio importa tanto.
Porque desmonta a narrativa de que os palestinos nunca receberam uma proposta concreta para ter seu próprio Estado.
Receberam.
Território. Capital. Continuidade territorial. Retirada israelense. Reconhecimento político.
O que faltou não foi uma proposta.
Faltou uma liderança palestina disposta a dizer sim à paz.
E essa verdade precisa ser lembrada.