08/27/2025
LOJA DA CHINA E LOJA DO JAPÃO
Rua de São Bento em 1906, vista em direção ao largo de São Francisco.
Na extrema esquerda, a Loja da China, que ficava no nº 41 (antigo) da rua e foi fundada em 1822 por Antônio Félix Sarafana.
A seguir, a Loja do Japão, fundada em 1883 por Manoel Garcia da Silva e estabelecida no nº 54.
A especialidade de ambas as lojas eram chás, plantas e sementes, cera, tabaco e outros produtos associados a culturas orientais, como acessórios de moda, sombrinhas e leques, bem como fogos de artifício. Seus fundadores, porém, eram portugueses, que se valeram da tradição do comércio luso na Ásia para comerciar especiarias e outros exotismos orientais e também do fato de que as estéticas orientais estavam em voga na Belle Époque europeia.
Foi o dono da Loja do Japão quem mandou construir, em 1907, o prédio que serviu de sucursal do Grande Hotel, na esquina da rua de São Bento com o largo do Café. Mantinha na rua Piratininga, no bairro do Brás, uma área na qual cultivava as plantas que comerciava.
O prédio da Loja do Japão foi projetado por Maximiliano Hehl, o mesmo da nova Catedral da Sé. Tinha em seu frontão a figura de uma japonesa vestida de quimono. O imóvel anterior havia sido consumido por um incêndio, justamente porque na época as lojas tinham o costume de fabricar em seu interior os fogos de artifício que vendiam.
A partir da década de 10, a Loja do Japão aos poucos diversificou os seus artigos, fugindo ao padrão oriental.