A Recoletora

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"A RECOLETORA — sobre vegetação daninha comestível" é um projeto que pretende dar a conhecer a www.portodesignbiennale.pt

Queremos contribuir para uma maior diversificação alimentar e, em simultâneo, para a recuperação de uma cultura popular alimentar local que se tem perdido ao longo do tempo. Para reverter o preconceito associado a estas plantas, pretendemos investir na sua inventariação e no seu respectivo mapeamento, ensinar formas de reconhecimento e potenciais usos culinários, bem como divulgar os seus benefíci

Photos from A Recoletora's post 01/05/2026

BOCA DE SAL • DIÁRIO DE CAMPO

— “Ândoa”: s.f. Espécie de barro, umas vezes castanho-escuro, outras castanho-claro, castanho-avermelhado ou amarelado, muito abundante na praia, sobretudo nos pontos em que a invasão das ondas varre os seixos, areias e terra vegetal da superfície do solo. Os habitantes de Carreço utilizavam essa espécie de barro para formarem o pavimento das eiras, quando nisso não querem, ou não podem, por ser mais dispendioso, empregar o granito.

Foi a partir desta definição, encontrada no livro “Linguagem Popular do Alto Minho” (1932), de Abel Viana, que iniciámos uma série de explorações pelo território de Viana do Castelo, em colaboração com a ceramista Maria Ulecia. Das margens do Rio Lima às praias do litoral, procurámos terras passíveis de serem usadas em cerâmica para a criação da loiça da performance gastronómica do nosso projeto “Boca de Sal”, que juntará algas silvestres comestíveis à cultura sargaceira.

No terreno, e com a ajuda do Hugo Marrafas, confirmámos a existência de uma argila silvestre com plasticidade suficiente para ser trabalhada. Mais tarde, em conversa com o geólogo Ricardo Carvalhido (responsável pelo desenvolvimento do Geoparque Litoral de Viana do Castelo), percebemos que essa “ândoa” não é de origem marinha, mas sim de uma lagoa que existiu há 18 000 anos, numa altura em que o mar estaria tão longe que não seria possível vê-lo da atual linha costeira. Esta lagoa perdurou na paisagem por cerca de 7 mil anos, estendendo-se entre Viana e Caminha, e foi sendo alimentada pelo degelo das montanhas. São estes sedimentos de fundo que, ao reterem a água e os nutrientes, tornaram possível a atividade agrícola que se observa nas veigas litorais desde os tempos da ocupação romana.

Trabalhar este material é ativar o território e as suas camadas de história, tornando visível o que nele está inscrito.



Residência Artística: S+T+ARTS Aqua Motion, Viana do Castelo
Desafio: The Shapes of the Sea - Remembered, Reused, Reimagined
Anfitrião: ESE, Câmara Municipal de Viana do Castelo e Inova +





ulecia

Photos from A Recoletora's post 16/04/2026

No próximo sábado, 18 de abril, às 11h30, vamos receber na nossa quinta, em Fafe (futuro centro da A Recoletora), a VII leitura coletiva do manifesto “A ecologia está morta e fomos nós que a matámos”, de María Auxiliadora Gálvez e Mauro Gil-Fournier.
A leitura terá lugar no bosque — entre carvalhos, castanheiros, louros, salgueiros e sabugueiros — e será orientada pelos autores, por nós e pela Matilde Seabra.
Após a leitura, abrimos o espaço a um conjunto de ações informais relacionadas com o manifesto e com o lugar: recolha de terras do lugar para reboco interior, início da plantação de um muro vegetal para atenuação do ruído e preparação de pequenos petiscos silvestres.

Sábado, 18 de abril às 11h30.

🌍 (Rua das Eirinhas, 245; 4820-440, Freitas, Fafe)
🍃 Se quiseres participar, envia-nos uma mensagem. Podemos combinar boleias a partir do
Porto.

Recomendamos levar:
— Algo para comer;
— Galochas ou botas impermeáveis (uma vez que poderão existir zonas do terreno alagadas);
— Calças compridas e resistentes (já que em alguns locais a vegetação pode estar densa);
— Chapéu.






Photos from A Recoletora's post 09/04/2026

Leitura coletiva “A ecologia está morta”
👉🏾 Sábado, 18 de abril às 11h30
Convidamos para a VII leitura coletiva do manifesto “A ecologia está morta e fomos nós que a matámos”, escrito por María Auxiliadora Gálvez e Mauro Gil-Fournier.
💥 Desta vez, a ação será desenvolvida por nós e pela Matilde Seabra no espaço da A Recoletora:
🌍 (Rua das Eirinhas, 245; 4820-440, Freitas, Fafe)
🍃 Se quiseres participar, envia-nos uma mensagem. Podemos combinar boleias a partir do Porto.
www.ecologyisdead.com




21/03/2026

Apareçam!

Hoje, às 16h00, inauguramos a exposição “PASTO DAS MARÉS” no Pavilhão Mnemonic, no Parque Ecológico Urbano de Viana do Castelo.

Pasto das Marés” é um projeto da Recoletora, desenvolvido em colaboração com o CMIA e o Centro de Mar da Câmara Municipal de Viana do Castelo, que explora as dimensões ecológicas e culturais das algas marinhas neste território. Ao longo de dois anos, apresentou-se através de um conjunto de eventos públicos — incluindo workshops, refeições, palestras, exposições e publicações.
Esta mostra reúne e sintetiza o trabalho desenvolvido, cruzando arte, ciência, pedagogia e envolvimento comunitário em torno das florestas marinhas de Viana do Castelo. Inclui atividades de campo realizadas na Praia Norte, documentação sobre algas, entrevistas com especialistas, receitas e conservas, vídeos das iniciativas realizadas, bem como experiências materiais e performativas com algas criadas pelos participantes..

21 de março (sáb)
Pavilhão Mnemonic, no Parque Ecológico Urbano, Viana do Castelo
16h00
Atividade aberta

“Pasto das marés” é um projeto da Recoletora em colaboração com o CMIA e o Centro de Mar da Câmara Municipal de Viana do Castelo.




hyperlocal

16/03/2026

📢 PASTO DAS MARÉS • Inauguração da Exposição “PASTO DAS MARÉS” •
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Depois de alguns adiamentos e imprevistos, a nossa exposição “Pasto das Marés” inaugura já este sábado, 21 de março. Contamos com a vossa presença às 16h, no Pavilhão Mnemonic, à entrada do Parque Ecológico Urbano, em Viana do Castelo. Teremos à vossa espera um caldo de algas para celebrarmos juntos este momento.

A exposição marca o fecho do projeto “Pasto das Marés”, que se propôs refletir sobre as dinâmicas ecológicas e culturais em torno das algas marinhas, e que se apresentou através de workshops, refeições, palestras, exposições e publicações.

A mostra compila o trabalho desenvolvido ao longo dos dois anos de projeto, que juntou arte, ciência, pedagogia e comunidade à volta das florestas marinhas de Viana do Castelo. Inclui momentos de trabalho de campo na Praia Norte; documentação diversa sobre as algas; registos sonoros das conversas que tivemos com diferentes especialistas; receitas culinárias, conservas e algas desidratadas; vídeos documentais sobre cada atividade; e experimentação ligada à materialidade@o e performatividade das algas, realizada pelos participantes dos nossos workshops.
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Juntem-se a nós nesta exposição para celebrarmos a recoleção e a exploração matérica com algas, enquanto lugares de conhecimento, resiliência e afetividade

🗓️21 de março (sáb)
📍Pavilhão Mnemonic, no Parque Ecológico Urbano, Viana do Castelo
🕐16h00
🎟️Atividade aberta



“Pasto das marés” é um projeto da Recoletora em colaboração com o CMIA e o Centro de Mar da Câmara Municipal de Viana do Castelo.




hyperlocal

Photos from A Recoletora's post 26/02/2026

BOCA DE SAL • DIÁRIO DE CAMPO

Em Castelo de Neiva, após ser recolhido na praia e seco ao sol, o sargaço era cuidadosamente empilhado em terra, dando origem a estruturas de armazenamento como estas, conhecidas por palheiros. Estes montes funcionavam como celeiros agrícolas, protegendo a preciosa matéria orgânica da humidade e da chuva até ao momento de ser espalhada nos campos como adubo natural.
Eram, assim, uma reserva estratégica para a fertilidade dos solos — um tesouro de origem marinha, rico em sais minerais e oligoelementos essenciais para a agricultura local.
Construídos com sabedoria prática, os palheiros elevavam-se sobre pedras, mantendo o sargaço separado do solo. A sua estrutura rectangular era consolidada com estacas de madeira, enquanto uma cobertura de palha, presa por cordas e lastrada com lousas de xisto ou pedras, defendia o interior dos ventos e da intempérie.

Os palheiros que fotografámos pertencem a Céu Arezes, conhecida na região como a “última sargaceira de Castelo de Neiva”, guardiã de uma prática secular e testemunha viva de um património cultural e agrícola.
Atualmente a Dona Céu já não faz a apanha do sargaço, nem o vende; 2024 foi o último ano em que foi à praia buscar algas, com a ajuda do seu irmão e da vaca Galega, que entretanto vendeu. No seu terreno, no Caminho do Rêgo Velho, restam apenas quatro palheiros de sargaço, que mantém não só para adubar a sua horta, mas também como uma espécie de monumento à atividade sargaceira.



Informação escrita com recurso ao livro “Actividades Agro-Marítimas em Portugal” (Ernesto Veiga de Oliveira, Fernando Galhano e Benjamim Pereira; Instituto de Alta Cultura, Centro de Estudos de Etnologia, 1975).

Residência Artística: S+T+ARTS Aqua Motion, Viana do Castelo
Desafio: The Shapes of the Sea - Remembered, Reused, Reimagined
Anfitrião: ESE — Escola Superior Educação (Licenciatura de Artes Plásticas e Tecnologias Artísticas), Câmara Municipal de Viana do Castelo e Inova +





24/02/2026

BOCA DE SAL — Arquivo Expandido

Como podemos cultivar novos modos de coexistência e regeneração entre populações costeiras e o ambiente aquático que as rodeia?

Esta é a pergunta que dá o mote ao nosso novo projeto “Boca de sal — arquivo expandido”, um projeto com a duração de 13 meses que temos vindo a desenvolver desde outubro do ano passado, no âmbito da residência artística S+T+ARTS Aqua Motion, uma iniciativa da União Europeia que une arte, ciência e tecnologia para pensar o futuro da água (os seus problemas e desafios urgentes) a nível regional.

“Boca de sal” pretende explorar, em particular, a triangulação entre a cultura sargaceira, o Oceano Atlântico e as algas do litoral de Viana do Castelo, através da comida e das práticas artísticas, ativando a memória coletiva local — relacionada com a apanha tradicional do sargaço para fertilizante agrícola — como motor de renovação, imaginação e inovação.
O projeto será materializado através de um Arquivo Digital (documental e ficcional), uma Exposição Instalativa e uma Performance Gastronómica, em co-criação com as comunidades locais, nomeadamente a comunidade sargaceira, a piscatória e a académica.



Imagem a preto e branco: desenho ilustrando diferentes versões da “carrela” (instrumento de transporte do sargaço); retirado do livro “Actividades Agro-Marítimas em Portugal” (Ernesto Veiga de Oliveira, Fernando Galhano e Benjamim Pereira; Instituto de Alta Cultura, Centro de Estudos de Etnologia, 1975).

Residência Artística: S+T+ARTS Aqua Motion, Viana do Castelo
Desafio: The Shapes of the Sea - Remembered, Reused, Reimagined
Anfitrião: ESE — Escola Superior Educação (Licenciatura de Artes Plásticas e Tecnologias Artísticas), Câmara Municipal de Viana do Castelo e Inova +





Photos from A Recoletora's post 18/02/2026

DOIS TONS DE CINZA — itinerância

A nossa exposição “Dois tons de cinza” pode ser visitada até 7 de Março, de quarta a sábado entre as 15h e as 19h, no Mira Artes Performativas.
Este espaço das galerias Mira, localizado na R. Padre António Vieira 68 em Campanhã (Porto), foi criado para a realização de performances e apresentações efémeras, e não especificamente para exposições. Por isso mesmo, nem sempre está de portas abertas. Aconselhamos a marcação prévia da visita através do +351 929 113. Agradecemos a compreensão.



SINOPSE: “Dois Tons de Cinza” nasce da residência artística que fizemos na Madeira em agosto de 2024, no âmbito do projeto ‘Semeadores’. Neste território, continuamos a nossa investigação em torno das estratégias e das dinâmicas pastoris que resistem ao tempo e que continuam a marcar a paisagem.

SEMEADORES é um projecto da Câmara Municipal do Funchal, coordenado pelo Museu Henrique e Francisco Franco e pela Capela da Boa Viagem, com o Programa de Apoio da Rede Portuguesa de Arte Contemporânea (RPAC) da DGARTES.

COPRODUÇÃO: MIRA Galerias | MIRA artes performativas + Câmara Municipal do Funchal

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04/02/2026

📢 ADIAMENTO POR MAU TEMPO • Exposição “PASTO DAS MARÉS”

Devido às condições meteorológicas adversas previstas para os próximos dias, optamos por adiar novamente a inauguração da Exposição “PASTO DAS MARÉS”, marcada para este sábado, 7 de fevereiro. Neste momento, os solos do Parque Ecológico Urbano encontram-se saturados de água e a chuva forte prevista poderá agravar a situação, dificultando o acesso ao Pavilhão Mnemonic, bem como a fruição do momento inaugural.
Mantenham-se em casa, em segurança, e contamos convosco numa data futura, a anunciar brevemente.



“Pasto das marés” é um projeto da Recoletora em colaboração com o CMIA (Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental) e o Centro de Mar da Câmara Municipal de Viana do Castelo.



Photos from A Recoletora's post 28/01/2026

DOIS TONS DE CINZA — itinerância

No próximo sábado, 31 de Janeiro, às 16h, inauguramos no Mira Artes Performativas (Porto) a exposição “Dois Tons de Cinza”. Apareçam!

«Importa aos mitos que subsista uma névoa onde nos podemos perder e reencontrar. As palavras comunicam com o seu passado. As pedras prometem dar-nos passagem se as ouvirmos. Uma história precede a própria história dos homens. Há um antes dos incêndios com que habitamos o mundo.»
— excerto do texto de folha de sala escrito por André Barata para esta exposição.



SEMEADORES é um projecto da Câmara Municipal do Funchal, coordenado pelo Museu Henrique e Francisco Franco e pela Capela da Boa Viagem, com o Programa de Apoio da Rede Portuguesa de Arte Contemporânea (RPAC) da DGARTES.

COPRODUÇÃO: MIRA Galerias | MIRA artes performativas + Câmara Municipal do Funchal





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