08/06/2026
Temperatura basal: o anel e o relógio fazem quase tudo bem, menos isto. 💅
São onze da noite e tens dois separadores abertos. Num, o anel no carrinho. No outro, o relógio.
O dedo paira sobre o "comprar" há vinte minutos e a pergunta que te trava é sempre a mesma: qual deles lê melhor o meu ciclo?
A resposta que talvez não a que esperas: para quase tudo, qualquer um deles é fantástico.
Passos, sono, batimento, variabilidade cardíaca, o aviso de que andas a dormir mal há semanas. Esses compram-se de olhos fechados.
Para o ciclo, é outra conversa. A subida depois da ovulação é de uns 0,2 graus. Pequenina.
E o sensor está encostado à pele, que se porta como o radiador da casa e não como o termostato: liberta calor quando tens calor, agarra-o quando tens frio.
Responde ao edredão, ao copo de vinho ao jantar, à mão por baixo da almofada. A tudo menos ao sinal que procuras.
A curva que vês na app já passou por filtros, médias e correções. F**a bonita. Boa para uma fotografia geral do bem-estar, fraca para o detalhe fino.
E para saberes em que dia ovulaste, se a fase lútea é longa o suficiente, se o ciclo foi mesmo ovulatório, é o detalhe fino que conta. Aí precisas de medir por dentro e ver o valor real, não um número já maquilhado quatro vezes.
Não duvido que a tecnologia há de lá chegar. Maa, por agora, ainda não chegou.
Comenta TEMPERATURA e envio-te o link do artigo do blog, onde explico isto com detalhe.
O teu corpo é a tua casa. E maquilhagem a mais não te deixa ver o que importa.
P.S. uma temperatura cronicamente baixa, ou um padrão estranho que se repete ciclo após ciclo, é assunto para a tua médica e não para o teu pulso.
E já que falamos de medir a temperatura basal a sério, para mim não há melhor do que o Daysy (.pt): um sensor feito mesmo para isto, que lê por dentro e tem uma sensibilidade de 0,018 graus, uma margem muito mais fina do que a própria subida que andas à procura. Se for esse o teu caso, manda-me mensagem. ❤️