Centro Psicologia Formação Dialógicos

Centro Psicologia Formação Dialógicos

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Psicologia Clínica | Terapia Familiar e de Casal | Formação Profissional | Supervisão Clínica. Desde 2001. Mem-Martins - Sintra - Lisboa - Online

Locais de atendimento:

Rua Rio da Azenha, Nº 49A, Loja 3 - 2725-434 Mem Martins - Sintra
e
Avenida Duque d'Ávila, Nº 64 - 7º C - 1050-053 Lisboa

Photos from Centro Psicologia Formação Dialógicos's post 17/06/2026

É a partir da relação com o Outro que nos desenvolvemos e estruturamos a nossa personalidade. Por isso mesmo, é também no interior da relação terapêutica que as maiores fragilidades, defesas e vectores da personalidade do paciente se actualizam e ganham expressão.

Aprender a descodificar esses processos é uma exigência contínua que acompanha todo o percurso do psicólogo.

Para quem está a dar os primeiros passos na profissão, este conhecimento funciona como um mapa essencial para navegar na insegurança técnica inicial, ajudando a organizar a escuta. Para quem já tem alguns anos de consulta, serve como um momento valioso de refinamento, supervisão e distanciamento das próprias defesas e contratransferências. Independentemente do tempo de experiência, a capacidade de ler a estrutura da personalidade do paciente e o modo como este interiorizou padrões relacionais, permite-nos intervir com mais segurança.

Lembrete: Se este é um tema que o desafia e que gostaria de discutir e aprofundar na companhia de outros colegas, relembramos que no final deste mês iremos realizar um espaço de formação inteiramente dedicado a esta matéria:

• Workshop: Relação e Vectores de Personalidade
• Data: 24 de Junho de 2026 (09h30 às 12h30)
• Formato: Online (via Zoom)
• Destinatários: Psicólogos e estudantes de Psicologia

As inscrições continuam a decorrer e os lugares são limitados. Envie-nos uma mensagem privada ou aceda ao link na nossa bio para garantir a sua presença.



Photos from Centro Psicologia Formação Dialógicos's post 15/06/2026

Uma das conquistas mais difíceis na vida é a aceitação do Outro na sua radical alteridade, isto é, aceitá-lo exactamente como ele é. Quantas vezes nos desiludimos ou zangamos por considerarmos que o outro não escolheu o “melhor” caminho, ou porque não expressou a forma de sentir que esperávamos?

Esquecemo-nos, frequentemente, de que esse seria o nosso caminho, a nossa forma de ver, de sentir e de resolver. Na intenção genuína de ajudar o outro a “progredir”, raras vezes nos questionamos: não estaremos, de forma inconsciente e arrogantemente narcísica, a tentar condicioná-lo a partir da nossa própria perspectiva?

Se usarmos o mundo automóvel como analogia, a compreensão torna-se clara. Imaginemos uma pessoa cuja estrutura psíquica e de personalidade se assemelha a um Jeep: um veículo todo-o-terreno, construído com capacidade para percorrer trilhos sinuosos, pesados e diversos. Pensemos agora noutra pessoa que se assemelha a um Fiat Cinquecento: um citadino, ágil, desenhado para a precisão urbana. Cada um destes carros possui uma estrutura única e adequada ao seu próprio percurso. O Fiat quebrar-se-ia num trilho de alta montanha; o jeep desgastar-se-ia no trânsito citadino, consumindo combustível de forma desnecessária.

Quando cada indivíduo reconhece a sua própria estrutura, permitindo-se percorrer os caminhos que se alinham com o seu “veículo” e com as aprendizagens integradas em cada viagem, sem tentar que os outros carros sigam trajectos para os quais não estão habilitados, a ecologia mental restabelece-se. O desgaste emocional é menor, os conflitos diminuem e as defesas deixam de entrar em colapso.

Em última análise, mesmo com percursos e estruturas tão distintas, todos os carros se podem encontrar e conectar nas “estações de serviço” da vida, partilhando os abastecimentos afectivos necessários.

O parque automóvel humano é vasto, e cada identidade apresenta-nos versões e potencialidades diferentes. Que carro considera que é neste momento da sua vida? Quais são as suas verdadeiras necessidades e limites?

F**a a reflexão...



11/06/2026

Escolher um caminho profissional (seja na juventude, ao definir o rumo para um curso, ou na idade adulta, num momento de reestruturação de carreira) evoca frequentemente sentimentos de profunda angústia e desamparo perante o desconhecido.

Mais do que uma decisão prática, a escolha vocacional é um processo de afirmação da própria identidade.

Quando olhamos para além dos te**es standardizados e interligamos as aptidões conscientes com as dinâmicas da personalidade e os desejos mais profundos do indivíduo, torna-se possível realizar escolhas autênticas.

É um caminho que transforma a ansiedade da escolha numa oportunidade de descoberta do self.

Na Dialógicos, oferecemos um espaço de escuta e reflexão para acompanhar:
• Jovens no final do 9.º ano que necessitam de descodificar as suas inclinações para escolher a área do ensino secundário;
• Estudantes no final do 12.º ano que se confrontam com a ambivalência e a pressão em relação ao curso superior a escolher;
• Adultos em transição que sentem a necessidade de uma reestruturação de carreira, compreendendo que o sofrimento ou a estagnação actual exigem um novo posicionamento profissional.

Investir na orientação vocacional é permitir que o projecto de vida se alinhe com quem realmente se é.



08/06/2026

CICLO DE CONVERSAS | PSICOLOGIA, DECORAÇÃO DE INTERIORES E HOME STAGING

Como decoramos os nossos espaços?

Seja em casa ou num espaço de negócio, as cores escolhidas, os elementos decorativos, as texturas, a iluminação ou a disposição dos objectos, têm implicação no modo como nos sentimos.

A decoração de interiores é a arte, a técnica e a prática de planear, organizar e adornar os espaços internos de um edifício para torná-los mais funcionais, confortáveis, seguros e esteticamente agradáveis para quem os utiliza.

O home staging é uma técnica de marketing imobiliário que consiste em preparar e transformar um imóvel para que ele seja vendido ou arrendado o mais rápido possível e pelo melhor valor de mercado

Nesta sessão, contaremos com a participação da Liliana Santos, decoradora de interiores com larga experiência, para nos ajudar a compreender a ligação destas áreas com a psicologia e a saúde mental.

Traga as suas dúvidas, partilhe as suas experiências e junte-se a nós nesta partilha de saberes.

🗓 Data: 21 de Junho de 2026 (Domingo)
🕙 Horário: das 10h30 às 12h00
📍 Local: Dialógicos – Mem-Martins Rua Rio da Azenha, n.º 49-A, loja 3 – 2725-434 Mem-Martins
👥 N.º de participantes: limitado a 12 pessoas

Garanta já a sua vaga!
🔗 Link para inscrição:
https://forms.office.com/r/antiKrcn0b?origin=lprLink



05/06/2026

Conhecer os parâmetros de personalidade dos nossos pacientes permite-nos compreendê-los melhor nas suas representações internas, no seu sofrimento e nas suas conquistas. E, a partir desses processos, também compreendê-lo nas suas linhas relacionais.

Neste terceiro workshop do nosso ciclo de formação, propomo-nos reflectir sobre os traços de carácter inerentes aos principais grupos de personalidade, tendo em conta uma base relacional e uma perspectiva psicodinâmica do desenvolvimento. Todos os psicólogos e estudantes de psicologia serão bem-vindos, independentemente do seu nível de experiência ou linha teórica de intervenção.

🗓 Data: 24 de Junho de 2026
🕙 Horário: 09h30 às 12h30
📍 Local: Online (via Zoom)
👥 Vagas: Limitadas (8 a 12 participantes) para garantir a proximidade e a qualidade da partilha
Certificação: Disponível (unitária ou de ciclo completo)

Invista na segurança da sua prática clínica.
🔗 Garanta a sua vaga através do link:
https://forms.office.com/r/aDBC9cDMGW?origin=lprLink

Ou contacte-nos para mais informações.



Photos from Centro Psicologia Formação Dialógicos's post 03/06/2026

As vivências do passado moldam-nos, marcam-nos e têm um poder transformador, ainda que tragam consigo dores que parecem não passar. Em consulta, ouvimos tantas vezes: “eu não sei ser de outra forma, foi assim que me ensinaram”.

Visto de fora, esta frase pode ser interpretada como inflexibilidade, rigidez ou incapacidade de se permitir à mudança. Mas visto por dentro, raramente é assim tão simples. Em consulta de psicologia, vemos por dentro.

E, não raramente, maravilhamo-nos com a vida interna que cada pessoa transporta consigo. Com as estórias que são suas, mas que também pertencem a quem delas cuidou, a quem esteve presente ou assistiu, a quem ensinou, de forma explícita ou mais silenciosa, a estar no mundo.

Continue a ler a reflexão da Raquel Costa, no nosso site
🔗 Link: https://www.dialogicos.pt/outros.aspx?id=80


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01/06/2026

“É no brincar, e somente no brincar, que o indivíduo, criança ou adulto, pode ser criativo e utilizar sua personalidade integral: e é somente sendo criativo que o indivíduo descobre o eu (self)”
D. Winnicott



Photos from Centro Psicologia Formação Dialógicos's post 29/05/2026

O que entende por confronto?

Por vezes, é no medo que o confronto derive em conflito e, em última instância, no medo de uma ruptura na relação, que surge o silêncio. Sentimento são guardados, esclarecimentos são silenciados e a distância cresce.

Mas já pensou na real diferença entre ambos? O Dicionário Priberam ajuda-nos a delimitar as fronteiras:
Confronto: Acto de confrontar; pôr ou ficar frente a frente; estar virado para. Conflito: Choque; embate; oposição ou disputa.

O confronto não tem de ser sinónimo de ruptura. Pelo contrário. O confronto, enquanto acto de contrapor ideias ou factos rumo à verificação e ao esclarecimento, permite limpar o ruído e fortalecer os laços.
Naturalmente, isto exige uma postura madura e uma linguagem (verbal e não verbal) que seja autêntica, mas conciliadora.

É através do confronto saudável que expressamos o nosso sentir, que nos damos a conhecer e que acolhemos o mundo interno do outro. Na reciprocidade desta entrega, sem máscaras nem silêncios defensivos, solidificamos relações verdadeiras.



Photos from Centro Psicologia Formação Dialógicos's post 27/05/2026

E se, na hora de escolher um psicólogo, o mais importante não fosse a escola teórica, a experiência, ou o preço da consulta, mas sim o grau de loucura de quem está do outro lado? Há quem diga de forma coloquial e sem muita cerimónia que as opções se resumem a duas - maluco ou psicopata - e que o melhor que pode acontecer é calhar no primeiro.

Joyce McDougall, psicanalista nascida em 1920, teve a audácia de formular esta ideia num importante colóquio psicanalítico, onde defendeu que os “normais”, ao contrário do que se poderia esperar, são os que mais pedem cautela - os que se afirmam convictos de que estão bem, muito bem, perfeitamente bem na própria pele. Para perceber o peso desta afirmação, é preciso lembrar de que seio nasceu a psicanálise.

A psicanálise não brotou do sonho de confortar; nasceu marginal, do berço do desconforto e da subversão, da ideia escandalosa de que o inconsciente não só existe, como não pede licença para emergir de alguma forma no mundo acordado. O próprio Freud era o outro e o estranho da sala, e o que quebrava um pouco a tranquilidade do ser bem e bem parecer.

Continue a ler a reflexão da Carlota Rocha e Cunha (Psicóloga Júnior – Dialógicos), no nosso site. 🔗 [Link na bio]



25/05/2026

É na relação que aprendemos a relacionar-nos.

Por aquilo que vivemos (ou deixámos de viver) nas nossas primeiras relações, através das presenças e das ausências (sejam elas efectivas ou emocionais), vamo-nos construindo como seres relacionais.

O período gestacional, o parto, os primeiros contactos com os cuidadores e com o ambiente: tudo isto dita o modo como “entrámos” no mundo e como este nos foi “apresentado”.

Estas vivências ficam gravadas nas nossas células. O primeiro local do sentir é o corpo, muito antes de existir em nós a capacidade de perceber, nomear ou traduzir a experiência vivida. São estas marcas inscritas que influenciam, de forma inconsciente, a nossa matriz relacional e a nossa forma de estar com o outro.

Na Dialógicos, olharmos para o presente implica, tantas vezes, escutar os ecos destas primeiras relações.



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