27/05/2024
Os dias parecem não ter fim e é cada vez mais difícil encontrar foco e inspiração que garantam maior realização e desempenho no trabalho. É o chamado "rust-out", que se manifesta pela falta de inspiração, desinteresse geral, maior irritabilidade e baixo grau de tolerância para com os colegas, a que se junta a sensação de que o dia a dia é monótono e entediante.
No mundo empresarial, já se diz que “o Rust Out é o novo Burnout”.
Qual a diferença?
Enquanto o burnout resulta de uma incapacidade em gerir a exposição a stress crónico no local de trabalho, o rustout passa mais pela ideia de aceitar e saber lidar com o que se está a passar apenas para não chegar a um esgotamento.
Isto não pode ser bom, já que resulta em absentismo e outros tipos de fuga ao mal-estar, seja ficando mais sujeito a distrações, consumo de substâncias e adições (a redes sociais e afins), o que tem claras implicações no trabalho (menor produtividade ou criatividade) e na vida pessoal e social (desinteresse, desinvestimento afetivo).
«Embora isto seja considerado um fenómeno profissional, o impacto negativo na vida pessoal pode ser enorme e pode levá-lo a sentir-se paralisado e infeliz», explicou a coach Emily Button-Lynham.
Como podemos lidar com o rust-out?
“Começar por ter autoconsciência. Passe algum tempo a conectar-se com as suas emoções e pensamentos, e identifique quaisquer padrões ou temas quando eles surgirem com maior frequência”, recomenda a coach.
“Tente reformular a sua crise de rustout como uma oportunidade. Pode ser apenas um sinal de alerta muito necessário” para a mudança.