Leonor de Lencastre, sofria de uma chaga no peito, que lhe causava grande sofrimento e para a qual os médicos da época não encontram remédio. Numa das suas passagens por este local, descobriu uma pocinha com águas borbulhantes, nas quais se banhavam alguns pobres. Miraculosamente a sua chaga diminuiu, assim como o seu mau estar. Agradecida a esta terra, mandou que nesse local fosse construído um h
ospital para os pobres. Lutando com falta de dinheiro, resolveu vender as suas joias e os alamares do seu manto. As suas aias ficaram muito sensibilizadas com este gesto magnânimo solidarizaram-se com ela e fizeram-lhe uma surpresa: bordaram-lhe o manto com as cores e os pontos que imitavam o ouro. Assim nasceu o Bordado das Caldas ou da Rainha D.Leonor, que se caracteriza por um complicado filigranado simétrico sobre tecido de linho, com motivos: camaroeiro , pelicano, carinhas,passarinhos, corações, arabescos, volutas...
A rainha e suas aias organizavam os serões de agulha, às quais se juntavam algumas senhoras da terra, bordavam toalhas, panos retangulares, quadros e circulares, que vendiam à porta do Hospital Termal para ajudar nas obras.