“Carangueijo”, “igreija”
Porque é que isto acontece?
Muitos pais ficam preocupados quando começam a surgir estas trocas na escrita. Mas, na verdade, estes erros dizem-nos muito sobre a forma como a criança está a processar os sons da língua.
Quando uma criança escreve “carangueijo” em vez de caranguejo ou “igreija” em vez de igreja, está a escrever exatamente aquilo que pensa ouvir. Ou seja, está a tentar estabelecer uma relação entre os sons da fala e as letras da escrita.
Este tipo de erro está frequentemente relacionado com competências de consciência fonológica e com a consolidação das regras ortográficas da língua portuguesa.
Aprender a escrever não é apenas copiar letras. É um processo complexo que exige:
✔️ Discriminar sons semelhantes;
✔️ Identificar sílabas e fonemas;
✔️ Associar sons a letras;
✔️ Memorizar padrões ortográficos.
Por isso, alguns erros fazem parte do processo normal de aprendizagem. No entanto, quando persistem por muito tempo, surgem em grande quantidade ou são acompanhados por dificuldades na leitura, compreensão ou escrita, podem ser um sinal de alerta que merece avaliação especializada.
A escrita é uma janela para percebermos como o cérebro da criança está a organizar a linguagem.
📌 Nem todos os erros são iguais.
📌 Nem todos os erros significam uma dificuldade.
📌 Mas todos os erros nos dão informação importante sobre a aprendizagem.
💬 O seu filho já escreveu palavras desta forma? Conte-me nos comentários qual foi a mais engraçada que encontrou!
Diana Moreira - Terapeuta da Fala
Linguagem Oral - Leitura&Escrita - Comunicação - Articulação dos sons da fala - Fluência - Voz - MOF -
09/06/2026
✨🎀 Maio foi um mês cheio. Daqueles que parecem ter mais dias do que os que vêm no calendário.
Foi um mês de consultas, de escuta, de aprendizagem e de crescimento. Continuei a fazer aquilo que mais gosto: acompanhar pessoas, refletir sobre o desenvolvimento humano e procurar formas de fazer melhor.
Escrevi mais artigos que tiveram a oportunidade de ser publicados online. Estudei liderança, porque acredito que liderar é, acima de tudo, saber servir, inspirar e crescer com os outros. Iniciei também dois novos percursos de formação: um sobre coaching na dislexia e outro sobre autorregulação na escrita, duas áreas que me desafiam e apaixonam.
Mas maio não foi só trabalho.
Foi também o mês das primeiras sardinhas, dos primeiros dias de praia, dos passeios em família e das conversas demoradas. Foi o mês de ir ao Senhor de Matosinhos (principalmente para comer!), de fazer uma caminhada com os meus e de aproveitar aquelas pequenas coisas que tantas vezes passam despercebidas, mas que acabam por ser as que mais importam.
Como todos os meses, houve dias leves e dias mais difíceis. Houve altos e baixos, desafios e conquistas. Mas houve, sobretudo, aprendizagem. Porque cada experiência, boa ou menos boa, deixa sempre qualquer coisa para levarmos connosco.
No final, fico com a certeza de que a vida é feita destes momentos simples: aprender, trabalhar, estar com quem amamos, caminhar, rir, descansar e continuar.
E talvez seja mesmo aí que mora a felicidade: nas pequenas coisas da vida.
Ahhh… Cartolei a minha afilhada, em breve mais uma enfermeira perto de si! E que orgulho!
Só não tenho tido o mesmo compromisso com o ginásio! Mas prometo que vai mudar 🫶🏼
06/06/2026
⚽️ Sabes como esta coleção pode ajudar as nossas crianças?
Mais interação, mais vocabulário, mais comunicação, mais partilha, mais trocas verbais, mais poder de negociação!
Lê tudo no artigo 👇🏽
https://executivedigest.sapo.pt/a-febre-dos-cromos-do-mundial2026-nao-e-so-futebol-especialista-analisa-como-tambem-pode-ensinar-as-criancas-a-comunicar-melhor/
06/06/2026
A febre dos cromos do Mundial'2026 não é só futebol: especialista analisa como também pode ensinar as crianças a comunicar melhor Diana Moreira, terapeuta da fala, defende que a febre dos cromos pode funcionar como um verdadeiro laboratório natural de comunicação
🦵🏽⚽️
O lado mais interessante desta febre está na necessidade de interação. Para completar a coleção, as crianças precisam de perguntar, pedir ajuda, explicar o que procuram, negociar, justificar escolhas, argumentar e ouvir o outro.
Estas competências fazem parte da comunicação funcional trabalhada na terapia da fala. Ao contrário de muitas atividades digitais, nas quais a criança pode ter uma participação mais passiva, a troca de cromos exige comunicação real e presencial.
01/06/2026
As melhores crianças que fazem de nós os melhores pais!
Sejam sempre crianças 🫶🏼🔅
☘️✨Falar com os bebés é uma ciência!
Às investigações apontam para que as crianças que são mais comunicativas têm uma dinâmica familiar que as envolve nas conversas, pais que conversam muito com os bebés e que interagem muito com eles!
E tu, sabes como falar para um bebé?
23/05/2026
🔴 “O meu filho percebe tudo… mas fala pouco.”
Muitos pais descrevem exatamente isto em consulta:
“Ele entende tudo o que lhe pedimos, mas fala muito pouco.”
E sim, compreender e conseguir expressar são competências diferentes.
A criança pode ter boa compreensão verbal, mas apresentar dificuldades ao nível da expressão oral: construir frases, organizar pensamento, encontrar palavras ou produzir sons corretamente.
Quando a fala surge pouco desenvolvida para a idade, é importante olhar para:
– iniciativa comunicativa
– vocabulário
– construção frásica
– interação social
– intenção comunicativa
Porque falar não é apenas repetir palavras. É conseguir comunicar com o outro.
A MINHA EQUIPA PODE AJUDAR-TE!
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