A importância da comunidade que não nos prensa mas que ressignifica parte da nossa identidade…
Cabe a cada um saber integrá-la de forma saudável.
Carla Corsello Psicóloga
Carla Corsello, licenciou-se em Psicologia Clinica, em 1998, no Instituto Superior de Psicologia Aplicada, em Lisboa.
Estabelecimento certificado pela ERS sob os números E151230 e E151231
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Presencial e Online
Carla Corsello, licenciou-se em Psicologia, em 1998, no Instituto Superior de Psicologia Aplicada, em Lisboa.
02/06/2026
Auto-regulação
02/06/2026
Hoje foi um dia para refletir sobre limites. Há semanas, em que certas consultas fazem disparar alguns gatilhos humanos que nos colocam também a nós, os que, por norma, ouvem, a pensar. Sempre que disse não ou que defini um limite houve quem tentasse punir-me. Durante anos tentei aguentar porque me queria convencer de que talvez isso me ensinasse a auto regular, a gerir equilíbrios e a ser reconhecida no amor dado. A vida ensina. Nãos nem sempre são falta de amor pelo outro. Muito menos egoísmo. Certos nãos emergem do animal que em nós tenta sobreviver. E se não o ouvirmos, se aceitarmos que o açaimem e treinem como um cão de Pavlov, mesmo que o corpo siga vivo, parte de nós morre. Ora… por vezes pensamos que se perdermos o reconhecimento, a aceitação e o amor de determinada pessoa ou coletivo, não resistiremos. Do que fui vivendo e observando, a dor aguda da perda por vezes paralisa, por vezes leva-nos ao tapete por anos até, ao ponto de quase deixarmos de saber quem somos. Todos os que vi sobreviverem, ouviram o animal a degladear-se, a tentar desesperadamente soltar-se e transformaram aprisionamento, expectativas, obrigações e aparências em coragem, verdade, liberdade e reencontro com a única coisa que dá sentido a tudo. O amor. Não o amor lamechas, o amor co-dependente, subserviente, porque isso não é amor. O amor por si mesmo, sem vaidade ou narcisismo mas com sentido de dignidade. Cada um demora o que tem que demorar mas seria bom que boa parte de nós fosse a tempo de entender que o amor que vem de fora, o que todos esperam, o verdadeiro por generoso, cuidadoso e respeitador dos limites, do tempo interno e das características de cada um, só chega quando começamos, nós mesmos, a não abdicar de nos tratarmos com esses mesmos preceitos. Amadurecer talvez não seja acinzentar… talvez seja chegar a casa por fim no reencontro consigo mesmo. Independentemente do que outros pensem, julguem, esperem ou critiquem. Limites não são atos de egoísmo. A verdade exige coragem mas acaba por nos levar ao sítio certo e, a uma liberdade que, nunca sendo isenta de algum sacrifício nem gratuita, é a única coisa que nos permite adormecer e acordar de consciência tranquila. CC
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