Time In

Time In Educação apoiada pela ciência | Formação sócio-emocional para crianças e adultos

Time In é uma actividade que proporciona ás crianças competências para gerirem de forma eficaz os seus pensamentos, sentimentos e ações. Desta forma, ajuda-as a desenvolverem-se social e emocionalmente, ao mesmo tempo que ajuda crianças fisicamente agressivas (estado de sobrevivência) ou verbalmente agressivas (estado emocional) a se tornarem mais integradas para poderem usar as suas competências

na resolução de problemas (estado executivo). Time In provides children with the practical skills they need to manage their thoughts, feelings and actions. By doing this, we help children to develop social and emotionally and children who are physically aggressive (survival state) or verbally aggressive (emotional state) become more integrated so they can learn and use problem-solving skills (executive state).

Esta semana tornou-se viral a notícia de uma escola onde a cantina tem sido descrita como tendo “comida para ricos” e “c...
18/03/2026

Esta semana tornou-se viral a notícia de uma escola onde a cantina tem sido descrita como tendo “comida para ricos” e “comida para pobres”.

A explicação apresentada é económica.
Mas a pergunta educativa é outra.

O que aprende uma criança quando percebe que o seu prato não é igual ao dos outros?

Sabemos hoje que o cérebro infantil aprende profundamente através das emoções. Aquilo que uma criança sente repetidamente nos contextos de aprendizagem acaba por moldar a forma como interpreta o mundo — e a si própria.

A investigação mostra também que as crianças identificam hierarquias sociais muito cedo, inferindo quem tem mais recursos ou mais estatuto dentro de um grupo (Horwitz, Shutts & Olson, 2014).
E esta sensibilidade começa surpreendentemente cedo: até bebés conseguem inferir relações de dominância social apenas observando interações (Mascaro & Csibra, 2012).

Quando uma criança se sente excluída ou inferiorizada, o cérebro reage. Regiões associadas à dor física também são ativadas na chamada dor social (Eisenberger & Lieberman, 2004).

Na educação existe ainda um conceito importante: o currículo oculto — tudo aquilo que a escola ensina sem estar no programa oficial (Jackson, 1968).

Porque as crianças não aprendem apenas conteúdos na escola.

Aprendem também como se sentem sobre quem são.

E essas emoções tornam-se identidade.

Educar começa dentro. 🤍

——

Referências
Mascaro, O., & Csibra, G. (2012). Representation of stable social dominance relations by human infants. PNAS.
Horwitz, S. R., Shutts, K., & Olson, K. R. (2014). Social class differences produce social group preferences. Developmental Science.
Eisenberger, N. I., & Lieberman, M. D. (2004). Why rejection hurts: a common neural alarm system for physical and social pain. Trends in Cognitive Sciences.
Jackson, P. W. (1968). Life in Classrooms.

Uma mola.Uma regra simples.E um momento muito interessante de aprendizagem.À primeira vista pode parecer apenas teimosia...
16/03/2026

Uma mola.
Uma regra simples.
E um momento muito interessante de aprendizagem.

À primeira vista pode parecer apenas teimosia.

Mas nos próximos slides vamos explorar o que realmente está a acontecer no cérebro das crianças quando:
• repetem um comportamento
• testam um limite
• começam a cooperar com uma regra

Porque muitas vezes aquilo que parece desafio é apenas desenvolvimento.

🤍
Time In — educar começa dentro.

Uma campanha recente da Tommee Tippee em parceria com a app Peanut quer que a palavra “matrescência” passe a ser reconhe...
06/03/2026

Uma campanha recente da Tommee Tippee em parceria com a app Peanut quer que a palavra “matrescência” passe a ser reconhecida nos dicionários.

A ideia é simples, mas poderosa:
se temos palavras para descrever fases importantes do desenvolvimento humano — como infância ou adolescência — porque não temos uma palavra amplamente reconhecida para a transformação de se tornar mãe?

O termo matrescência foi criado em 1973 pela antropóloga Dana Raphael para descrever o processo físico, psicológico e social que acontece quando uma mulher se torna mãe.

Hoje sabemos que essa transformação inclui também mudanças reais no cérebro.
Estudos de neuroimagem liderados por Elseline Hoekzema mostram que durante a gravidez o cérebro materno sofre uma reorganização estrutural em áreas ligadas à empatia, perceção social e ligação ao bebé.

Por outras palavras:
a maternidade não muda apenas a vida.

Muda o cérebro.

Dar nome a este processo ajuda-nos a compreendê-lo melhor — e a apoiar melhor as mães que o atravessam.

🤍
Time In — educar começa dentro.

Quando nasce um bebé, não muda apenas a rotina.Muda o cérebro de quem cuida.A parentalidade ativa sistemas neurobiológic...
03/03/2026

Quando nasce um bebé, não muda apenas a rotina.

Muda o cérebro de quem cuida.

A parentalidade ativa sistemas neurobiológicos antigos, orientados para a proximidade, proteção e sobrevivência relacional.
Áreas cerebrais ligadas à vigilância, empatia e antecipação tornam-se mais sensíveis aos sinais da criança.

Por isso tantas mães descrevem a sensação de nunca desligar.

Não é falta de organização.
Não é incapacidade de descansar.

É o cérebro a funcionar exatamente como foi moldado para funcionar:
manter outro ser humano seguro através da ligação.

Aquilo que por vezes parece perda de identidade é, na realidade, uma expansão do self —
o sistema nervoso passa a incluir o bem-estar do filho dentro da própria perceção de segurança.

Com o tempo, o cérebro integra novamente espaço para o descanso, para o prazer e para o eu individual.

Porque cuidar não apaga quem somos.
Reorganiza-nos.

🧠 Não é perda. É adaptação.
É vínculo.
É expansão.

🤍
Time In — educar começa dentro.

O primeiro passo para que pais e cuidadores atuem no combate à violência sexual é ter um bom relacionamento com a crianç...
20/06/2023

O primeiro passo para que pais e cuidadores atuem no combate à violência sexual é ter um bom relacionamento com a criança. Se existir um bom relacionamento e uma educação respeitosa, sem recurso à violência, como a palmada, é mais provável que o vínculo esteja saudável e que a prevenção seja eficaz. Estatisticamente, crianças que sofrem violência física tendem a manter-se em silêncio em situações de violência sexual, pois sentem-se culpadas e acreditam que serão punidas se revelarem o ocorrido. Pesquisas mostram que crianças educadas sem uso de violência, incluindo a palmada, têm maior probabilidade de revelarem o abuso sexual para cuidadores ou familiares e de procurarem ajuda.

Por isso, é muito importante que pais e cuidadores estabeleçam uma boa relação com a criança, conversem com ela regularmente, saibam como é o seu dia a dia, mostrem que acreditam nela e validem os seus sentimentos e palavras.

Consentimento parece um conceito complicado para ensinar a crianças pequenas. Será? F**a aqui uma ideia simples 💡
19/06/2023

Consentimento parece um conceito complicado para ensinar a crianças pequenas. Será?
F**a aqui uma ideia simples 💡

Ensinar às crianças os termos anatómicos corretos para as suas partes íntimas é uma parte crucial da Educação para a Pre...
06/06/2023

Ensinar às crianças os termos anatómicos corretos para as suas partes íntimas é uma parte crucial da Educação para a Prevenção do Abuso Sexual (EPAS). Aqui estão 8 boas razões para o fazer:

1. Se uma criança for tocada de forma inadequada, pode relatar com maior precisão (por exemplo, é diferente ser tocada na v***a (parte externa) e na va**na (parte interna), o mesmo para nádegas e â**s). Este facto tem muito mais peso se as acusações da criança forem levadas a tribunal.

2. Comunica às crianças respeito pelo seu corpo e que os seus órgãos genitais não são sujos ou tabu. Quando usamos termos como "pilinha", "p**i" ou "pombinha", estamos a ensinar-lhes que as palavras verdadeiras não são adequadas para serem ditas.

3. Se uma criança disser ao infrator: "Pára! Não toques na minha v***a! O potencial agressor sabe que esta criança tem conhecimentos de EPAS. É menos provável que essa criança seja selecionada como alvo.

4. Se o teu filho começar a usar "nomes carinhosos", podes questionar-te onde é que ele os ouve, uma vez que a tua família usa os termos anatómicos corretos. Isto pode ser um sinal de alerta para aliciamento e abuso.

5. Usar apelidos com o teu filho torna mais fácil para um abusador "despistar" quaisquer queixas de toque inapropriado feitas pela criança como sendo apenas um "pouco de brincadeira" e facilmente descartadas por adultos sem formação em EPAS.

6. A utilização dos termos anatómicos corretos ajuda a explicar às crianças as mudanças no seu corpo à medida que a puberdade começa. O tema pode ser discutido sem o tornar vergonhoso, sem o transformar numa piada ou sem menosprezar a sua importância.

7. Se os órgãos genitais da criança estiverem feridos ou se houver um problema de saúde, é mais fácil para a criança comunicá-lo a ti e/ou a um profissional de saúde com mais precisão.

Em mais de 15 anos a trabalhar com crianças até aos 10 anos NUNCA conheci NENHUMA que soubesse os nomes corretos dos seus genitais!!!! NEM UMA!!! Precisamos mudar isto com a máxima URGÊNCIA!

O avô: 🤫 "Não digas à tua mãe que comemos chocolate de manhã."O pai: 🤫 "Não digas à mãe que fui multado por excesso de v...
05/06/2023

O avô: 🤫 "Não digas à tua mãe que comemos chocolate de manhã."

O pai: 🤫 "Não digas à mãe que fui multado por excesso de velocidade."

A mãe: 🤫 "Não digas à tua professora que tiveste febre esta manhã."

A Avó: 🤫 "Não digas à tua irmã que te dei gomas durante a sesta dela".

Porque é que os adultos pedem às crianças que guardem segredos aparentemente "inocentes" de outros adultos e dos seus irmãos❓Para evitar conflitos com outros adultos e crianças!

Sobre quem recai o fardo? A criança❗

O que é que estamos a pedir às crianças para fazerem? Mentir❗

Não é tarefa da criança gerir conflitos entre adultos❗

Se vais dar chocolate ao teu filho e o teu companheiro não concorda, diz ao teu filho que os adultos vão resolver o problema em conjunto e que não é problema dele.

O mesmo se passa com os irmãos.

Se deres uma guloseima a uma criança e não à outra, em última análise, cabe-te a ti gerir a birra e não à criança guardar o segredo.

As crianças que têm de gerir conflitos entre adultos e irmãos podem ser mais vulneráveis ao grooming (aliciamento).

Os abusadores quase sempre começam o processo de construção de confiança com o que parece ser um segredo inocente - manipulando a criança para se sentir especial.

Os segredos aumentam com o tempo até que a criança se sinta parte voluntária do segredo.
Nessa altura, é mais fácil para o agressor conseguir que a criança guarde um segredo sobre o toque sexual.

Pedir às crianças que guardem segredos, mesmo os aparentemente inocentes, tem sempre a ver com as necessidades dos adultos, não com as da criança, e ISSO NÃO É do melhor interesse das crianças!

Cria a regra "SEM SEGREDOS!" em tua casa e partilha com o resto da família.

Pequenos passos podem fazer toda a diferença!

Na nossa sociedade ainda tratamos as crianças como seres inferiores. A criança ainda está num processo de aprendizagem e...
01/06/2023

Na nossa sociedade ainda tratamos as crianças como seres inferiores. A criança ainda está num processo de aprendizagem e mesmo assim somos, muitas vezes, mais exigentes e rígidos com elas do que com os outros adultos. Esperamos delas o que nem nós conseguimos fazer. Porque será? Neste Dia da Criança convido-te a refletir sobre isto. E pergunto-te: Quantos amigos terias se tratasses as outras pessoas da mesma forma que tratas as crianças?

Ao ensinarmos aos nossos filhos todas as competências importantes de segurança corporal de que necessitam, temos de ser ...
26/05/2023

Ao ensinarmos aos nossos filhos todas as competências importantes de segurança corporal de que necessitam, temos de ser a sua primeira linha de defesa.

Temos de ser os pais que falam na escola e que fazem as perguntas que nem todos os pais se apercebem que devem ser feitas.

Temos de ser os pais que falam nas reuniões de família quando um familiar continua a fazer cócegas mesmo depois de o nosso filho ter dito (ou demonstrado visivelmente) "já chega".

Temos de ser os pais que intervêm e que são modelos de definição de limites.

Temos de estar dispostos a falar sobre um tema "tabu" para que deixe de ser tabu.

É assim que ajudaremos a acabar com a violência sexual contra as crianças.

É necessária uma ação corajosa da nossa parte.

Estás disposto a ser corajoso em relação a este assunto?

O nosso corpo dá sinais sempre identifica uma ameaça ou perigo. É importante a criança conhecer os sinais de alarme do s...
24/05/2023

O nosso corpo dá sinais sempre identifica uma ameaça ou perigo. É importante a criança conhecer os sinais de alarme do seu corpo. Nem sempre os sinais se manifestam da mesma forma e cada pessoa pode ter os seus sinais específicos. Falar com a criança sobre eles ajuda não só a uma maior auto consciência e auto conhecimento como é indispensável na Educação para a Prevenção do Abuso Sexual.

Conteúdos que são importantes na Educação para a Prevenção do Abuso Sexual (EPAS)
24/05/2023

Conteúdos que são importantes na Educação para a Prevenção do Abuso Sexual (EPAS)

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