NEHPUA - Núcleo de Estudantes de História e Património

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Núcleo de Estudantes de História e Património da Universidade dos Açores
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Photos from NEHPUA - Núcleo de Estudantes de História e Património's post 12/05/2026

O NEPHUA divulga que a Universidade dos Açores irá acolher o seminário “Os Desafios da Gestão e da Dinâmica Cultural em Territórios Insulares”, organizado pelo Mestrado em Património, Museologia e Desenvolvimento, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH), no âmbito da Unidade Curricular de Gestão e Direito do Património.

O evento terá lugar no dia 15 de maio de 2026, no Auditório Norte do Complexo da Aula Magna, reunindo profissionais e especialistas da área do património para debater questões relacionadas com a gestão patrimonial, a cooperação institucional e o desenvolvimento sustentável em contextos insulares.
Deste modo, dá-se continuidade a iniciativas semelhantes anteriormente realizadas, reforçando o compromisso de fomentar a reflexão e o diálogo sobre o património e a dinâmica cultural em ilhas.

O seminário conta com o apoio e parceria do CHAM – Centro de Humanidades da Universidade dos Açores, da Cátedra UNESCO e da Academia das Artes (UAc.artes).

🕝 14h30 – 17h45
📍 Auditório Norte – Complexo da Aula Magna

Photos from NEHPUA - Núcleo de Estudantes de História e Património's post 10/05/2026

Mesmo para aqueles que não vivem a fé de forma religiosa, as festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres representam muito mais do que uma celebração católica. São um símbolo da identidade açoriana, da memória coletiva e do sentimento de pertença de um povo espalhado pelo mundo. Durante estes dias, Ponta Delgada transforma-se num espaço de encontro entre gerações, famílias e emigrantes que regressam à ilha para reviver tradições, recordar as suas origens e fortalecer laços afetivos.

A origem desta devoção remonta ao século XVI, quando a imagem do Ecce Homo chegou a São Miguel e foi mais tarde acolhida no Convento da Esperança. Contudo, foi através da profunda dedicação da Madre Teresa da Anunciada que o culto ganhou força e marcou definitivamente a cultura micaelense. A religiosa via no Senhor Santo Cristo uma figura de compaixão e proximidade humana, capaz de unir as pessoas nos momentos de sofrimento, medo e esperança.

Ao longo dos séculos, as festas cresceram não apenas como expressão de fé, mas também como património cultural e social dos Açores. As ruas ornamentadas, os sons das filarmónicas, o silêncio respeitoso da procissão e a presença de milhares de pessoas criam um ambiente único que ultrapassa a religião. Para muitos, participar nestas festas é preservar a história da ilha, homenagear os antepassados e sentir a força de uma tradição que continua viva no coração do povo açoriano.

Multimédia:
1º Um trecho da Procissão do Senhor Santo Cristo dos Milagres. Foto A.Q.E.
2º Gravura de 1763, representando a Venerável Madre Teresa.
3º O pintor Domingos Rebelo junto ao seu quadro.
4º Fonte: Manuel João Coelho; Foto de autor desconhecido
5º Boa Segunda-feira do Senhor Santo Cristo dos Milagres. Procissão dos anos 50.
6º Iluminações do Campo de São Francisco. Foto A.Q.E.
7º Coreto do Campo de São Francisco a arder. Fonte: Foto, João Oliveira.
8 e 9º Autor e Editor desconhecidos; Da coleção de Postais dos Açores de Alberto Gonçalves Cidraes.
10º Iate Santo Amaro. Fonte: Manuel Jorge Lobão.
11º A equipa do Marítimo da Madeira. Foto A.Q.E.

Photos from NEHPUA - Núcleo de Estudantes de História e Património's post 03/05/2026

Benção das Pastas 2026 🎓

Um marco que assinala o fim de uma etapa e o início de novos desafios.
Depois de anos de esforço, dedicação, noites longas e muitas memórias construídas, celebramos hoje a conquista de todos os finalistas. 🎓

O NEHPUA parabeniza todos que chegam a este momento com orgulho no percurso feito e esperança no futuro que agora se abre.

Que esta bênção simbolize não só o encerramento de um ciclo académico, mas também o começo de novos caminhos, oportunidades e conquistas.

Parabéns finalistas!
💙 NEHPUA

Photos from NEHPUA - Núcleo de Estudantes de História e Património's post 01/05/2026

O Dia do Trabalhador, celebrado a 1 de maio, tem origem nas lutas operárias do século XIX, uma época em que as condições de trabalho eram duras com direitos quase inexistentes. Nos Estados Unidos, em 1886, milhares de trabalhadores saíram à rua para exigir a redução da jornada laboral para oito horas. Os protestos em Chicago acabaram por dar origem ao Haymarket Affair, um acontecimento que marcou profundamente a história do movimento operário, transformando esta data num símbolo internacional de luta e dignidade no trabalho.

A valorização do trabalho é vista em diferentes realidades. Em São Miguel, as plantações de chá são um exemplo claro de como o trabalho. humano continua a ser essencial. A cultura do chá desenvolveu-se no século XIX, quando a ilha procurava novas formas de sustento após a crise da produção de laranja. Com o tempo, esta atividade ganhou importância e tornou-se uma marca distintiva da região.

Na fábrica Chá Gorreana, fundada em 1883, o trabalho mantém um forte carácter tradicional. A apanha das folhas é feita manualmente, exigindo atenção, prática e resistência física. Os trabalhadores percorrem diariamente os campos, escolhendo apenas as folhas mais adequadas. Na fábrica, o chá passa por várias etapas de transformação que continuam a respeitar métodos antigos.

Este tipo de trabalho é fundamental para preservar não só um produto de qualidade, mas também um património cultural único na Europa. Ao longo de gerações, foram estes trabalhadores que garantiram a continuidade da produção de chá nos Açores.

Celebrar o 1.º de Maio nos Açores é reconhecer o valor de atividades como esta. É lembrar que por detrás de cada produto existem pessoas e o seu esforço. Aqui o trabalho é um elemento central da vida das comunidades, contribuindo para a sua identidade, economia e preservação das tradições.

Fotografias:
1º Trabalhadora da fábrica de Chá Gorreana. Fonte e autoria da foto: Laura Salprata (Laura Guerreiro).

2º São Miguel. Gorreana. Trabalhadores nas terras da Fábrica em trabalhos. Sem data patente. Fonte: Foto exposta na Fábrica de chá da Gorreana

Photos from NEHPUA - Núcleo de Estudantes de História e Património's post 29/04/2026

Visita ao Palácio da Conceição, numa iniciativa organizada pelo NEHPUA. Um mergulho na história e no património que marcam a identidade açoriana.

27/04/2026

Quando o Mar Galgou a Terra” é um filme português de 1954, realizado por Henrique Campos e rodado na ilha de São Miguel, nos Açores, com filmagens em locais como Capelas, Furnas e Ponta Delgada. A obra estreou a 27 de Abril de 1954 no cinema Capitólio e é uma adaptação do romance de Armando Cortes Rodrigues.

O enredo decorre na aldeia das Furnas e acompanha a vida de uma família marcada por dificuldades, paixões e conflitos. A filha de um velho cego casa com um pescador de baleias, mas vê-se envolvida numa situação de tensão quando um jovem de uma família influente a persegue com intenções duvidosas. Um conjunto de acontecimentos, agravados por uma tempestade e por intrigas alimentadas por suspeitas e mal-entendidos, acaba por desencadear um clima de desconfiança que conduz ao escândalo e à tragédia.

Com um elenco que inclui Alves da Costa, Mariana Villar, Fernando Curado Ribeiro e Helena Félix, o filme, em preto e branco, destaca-se pela forte componente dramática e pela representação de um ambiente rural açoriano carregado de emoção e fatalismo.

[Filme completo disponível no Youtube - https://youtu.be/3_z_-FXhc84?si=xOCdqLKyPOayZ-N6]

Photos from NEHPUA - Núcleo de Estudantes de História e Património's post 27/04/2026

A 27 de abril celebra-se a Autonomia dos Açores, uma conquista histórica que só foi possível após a Revolução dos cravos, que pôs fim à ditadura e abriu caminho à democracia em Portugal.
Durante décadas, as decisões sobre o arquipélago eram tomadas longe das ilhas, sem atender plenamente às suas realidades específicas. Com a Constituição de 1976, os Açores passaram a ter órgãos de governo próprios, permitindo que os açorianos participassem diretamente nas decisões políticas, económicas e sociais da região.
A autonomia trouxe maior capacidade de resposta às necessidades locais, impulsionou o desenvolvimento, melhorou infraestruturas, serviços públicos e reforçou a identidade açoriana dentro de Portugal.
Mais do que um modelo político, a autonomia representa proximidade, participação democrática e reconhecimento da singularidade das ilhas. Celebrar este dia é lembrar o caminho feito desde a liberdade conquistada em abril até a construção de um futuro pensado pelos próprios açorianos.

Multimédia utilizada:
1º Brasão dos Açores.
2º Sessão da Assembleia Constituinte, 2 de abril de 1976 (Disponível em «https://www.50autonomia.pt/historia»).

Photos from NEHPUA - Núcleo de Estudantes de História e Património's post 26/04/2026

Em 27 de abril de 1942, na Alemanha, foi concluído o plano conhecido como Amerika-Bomber, um ambicioso projeto estratégico que visava a capacidade de atingir o território dos Estados Unidos através de bombardeamentos de longo alcance. A proposta foi apresentada ao Reichsmarschall Hermann Göring a 12 de maio do mesmo ano e assentava numa ideia central, a utilização dos Açores como ponto intermédio fundamental para operações aéreas transatlânticas.

De acordo com o historiador James P. Duffy, Adolf Hi**er via nas ilhas dos Açores uma oportunidade estratégica relevante. A partir destas bases, seria possível lançar ataques aéreos contra cidades norte-americanas, obrigando os Estados Unidos a reforçar as suas defesas antiaéreas no próprio território. Esta estratégia pretendia desviar recursos da defesa da Grã-Bretanha, permitindo à Luftwaffe operar com menor resistência no espaço europeu.

O plano, composto por 33 páginas, foi posteriormente descoberto em Potsdam pelo historiador alemão Olaf Groehler. Foram produzidas dez cópias do documento, seis distribuídas por vários serviços da Luftwaffe e quatro mantidas em reserva. Entre os aspetos técnicos, previa-se a utilização de aeronaves como o Heinkel He 277, o Junkers Ju 290 e o Messerschmitt Me 264, capazes de transportar cargas explosivas entre 3 e 6,5 toneladas até alvos nos Estados Unidos.

Um mapa de outubro de 1943 ilustra ainda um cenário mais extremo, representando o alcance de uma hipotética bomba atómica alemã sobre a cidade de Nova Iorque, evidenciando a dimensão estratégica e simbólica que este plano pretendia atingir. Embora nunca tenha sido concretizado, o Amerika-Bomber permanece como um exemplo significativo das ambições militares alemãs durante a Segunda Guerra Mundial.

Multimédia:
1º Caricatura de Adolf Hi**er. Autoria de Covarrubias, Miguel.

2º Hi**er viu nos Açores a possibilidade de efectuar ataques aéreos aos EUA. In Sla de Guerra.

3º Mapa de outubro de 1943, que mostra o alcance de uma bomba atômica alemã lançada sobre a cidade de Nova York, nos EUA (Blog Notícia Final).

Photos from NEHPUA - Núcleo de Estudantes de História e Património's post 25/04/2026

Pictures full of stories 🍸✨️

Photos from NEHPUA - Núcleo de Estudantes de História e Património's post 25/04/2026

No dia 25 de Abril de 1974, a Revolução dos Cravos marcou o início de uma nova realidade em Portugal. A liberdade passou a fazer parte do dia a dia e, com ela, surgiu também a vontade de participar, de falar e de agir. De norte a sul do país, as pessoas saíram à rua e começaram a dar forma a essa mudança que durante tanto tempo parecia impossível.

Nos Açores, em Vila Franca do Campo, na ilha de São Miguel, esse espírito fez-se sentir de forma clara e próxima. Na Rua Padre Manuel Brasil de Amaral realizou-se uma manifestação de apoio à revolução, promovida pelo M.E.P., onde se ouviu com convicção “Morra a Guerra, Viva a Paz”. A mercearia do senhor João Carvalho, um espaço simples e familiar, acabou por se tornar um ponto de referência desse momento, mostrando como a vida quotidiana e a História se cruzaram naquele dia. Ao longo de abril, outras manifestações aconteceram na vila, sempre com o mesmo objetivo de apoiar a mudança e afirmar novos valores.

Pouco tempo depois, essa energia transformou-se em ação mais intensa com a ocupação da Câmara Municipal de Vila Franca do Campo. Foi um momento marcado tanto por questões políticas como por conflitos pessoais ligados ao então presidente, Orlando Augusto Borges Brandão. Apesar da sua ligação ao antigo regime, era visto como alguém dedicado ao concelho. A situação acabou por gerar destruição e prejuízos que talvez pudessem ter sido evitados, sobretudo porque a substituição da vereação acabaria por acontecer com a consolidação do novo regime.

Ainda assim, estes acontecimentos mostram bem como o 25 de Abril foi vivido de forma ativa também fora do continente. Em Vila Franca do Campo, a revolução não ficou apenas nas palavras ou nas notícias que chegavam de longe. Foi sentida nas ruas, nas pessoas e nas atitudes. Foi assim, de forma próxima e real, que a liberdade começou a ganhar raízes e a fazer parte da vida de todos.

Multimédia:

1º Manifestação de apoio à Revolução do 25 de Abril promovida pelo M.E.P. Fonte: Zeze Vilão (Facebook).

2º Manifestações de apoio ao 25 de Abril na Vila Franca do Campo. Fonte: Guy Costa.

3º Foto retirada do livro Luta Pela Democracia nos Açores do Dr. Manuel Barbosa.

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