Smart Kids

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Educação e divertimento todo o ano
O SHK está aberto todo o ano de 2ª a 6ª das 7:30h às 19:30h.

O SHK é um estabelecimento de Actividades de Tempos Livres devidamente legalizado para crianças em idade escolar até aos 14 anos de idade que incentiva e promove o trabalho conjunto com encarregados de educação e restante comunidade numa atmosfera de respeito mútuo onde as crianças sentem segurança e confiança. Durante os períodos de férias escolares possibilitamos a permanência das crianças em fu

23/12/2024

Desejos de um Santo Natal e um próspero 2025!
A equipa do Smart and Happy Kids

16/04/2024

Abertas as inscrições para o ano letivo 2024/2025!

02/06/2023

Últimas vagas!

ABERTAS AS INSCRIÇÕES PARA O ANO LETIVO 2023/2024!

28/04/2023

Que se parta do princípio, até “para se poupar o trabalho burocrático dos professores”, que as provas de aferição de crianças de sete anos sejam realizadas através de computador preocupa. Mesmo quando as condições de igualdade das crianças em relação aos computadores, à banda larga que utilizam e aos agrupamentos de imensas escolas onde elas se realizam, que estão separados por quilómetros, quando os problemas técnicos surgirem nalguns computadores. E, não, não se trata de ignorar a versatilidade das crianças diante da “escrita na ponta dos dedos”. Trata-se de conjugar, com parcimónia e com bom senso, a motricidade fina das crianças (que, muitas delas, aos sete anos, não sabem desembaraçar-se com um atacador) com a literacia digital. Trata-se, primeiro, de querê-las a desenhar as letras. Depois, a torná-las audio-visuais, aprendendo a palavra, e a juntá-las. Para que, depois, com tempo, transitem para o computador. Que, agora, se usem provas de aferição, recorrendo cedo demais a uma computador, pode ser escorregadio. Muito escorregadio! E pouco sensato.

Às vezes, gostava que não fossem só os professores a reclamar “escusa de responsabilidade” em relação a estas provas, neste formato. Mas que fossem também as crianças, instruídas pelos seus pais, que se escusassem. De forma a que se pense, primeiro, a escola, e os seus primeiros anos de escolaridade, e, só depois, se fosse em frente. Assim, receio que tenhamos um mundo cada vez mais “avançado” com crianças, cada vez mais, “atrasadas” na forma como pensam com o corpo, com a motricidade e com a palavra. Por mais que os resultados, uma vez mais, possam vir a sossegar-nos com mais um “não se passa nada”. Que só nos preocupa ainda mais.

Escrever, cedo demais, com a ponta dos dedos pode não ser escrever. Mas apressar. Se bem que aprender e apressar não liguem tão bem assim quando se trata de avaliar.

31/03/2023

ABERTAS AS INSCRIÇÕES PARA O ANO LETIVO 2023/2024!

22/03/2023

Olhando para as redes sociais, “vendemo-nos” como se tivéssemos vidas de sucesso. Relações de sucesso. Famílias de sucesso. E carreiras de sucesso. Mas é claro que o sucesso nas redes sociais é um produto descartável e de consumo rápido.

No entanto, o pior destes nossos “sucessos” é que eles parecem estender-se às expectativas que colocamos sobre os nossos filhos e sobre a escola. Como se não nos chegasse afirmar: “o meu filho é “só” uma criança”. Nem que tem cincos, noventas por cento e um ror de bolas verdes sendo “só” uma criança. Não! Nós queremos que os nossos filhos não sejam “só” crianças. Queremos que tenham sucesso! Muito depressa! Mesmo que, para isso, sejam crianças à pressa! Mesmo que serem crianças à pressa signifique não terem tempo para terem a vista na ponta dos dedos, para “cheirar” as coisas e para as sentir. Nem terem tempo para perscrutar, para a curiosidade e para descobrir. Ou para arriscar e para perguntar. Numa atmosfera de “sucesso obrigatório”, ou têm as respostas na ponta da língua ou têm necessidades educativas especiais.

Como é que havemos de levar os pais a aceitar que aprender implica tempo, erros e pequenos “desastres”? Como é que os havemos de fazer entender que sucessos nas notas e sucesso na aprendizagem não são sempre a mesma coisa? E que o sucesso vive debaixo da língua e é sinónimo de sabedoria? E que só quem erra e aprende com os erros se torna mais capaz de ter sucesso?

Eu acho que a primeira função da escola é ensinar as crianças a terem “só” sucesso como crianças! Capazes de aprender sem serem crianças à pressa. O que obriga a escola a ter a cabeça na lua e os pés na terra. A educá-las para quererem aprender mais do que para terem notas. Sem desistirem de ser fantasiosas e imaginativas. E sem terem medo de errar.

O sucesso não são as pequenas vitórias descartáveis que exibimos como se quiséssemos mostrar aos outros que somos bons. São as coisas que aprendemos com eles. Sobre as nossas dificuldades ou sobre os nossos medos. O sucesso que exibimos dá a entender que somos bons sozinhos. Aquele que se conquista com verdade, que há vitórias de consumo rápido que não são nem sucesso, nem aprender e nem crescer.

09/03/2023

Hoje, gostava de falar convosco acerca dos défices de atenção. Não daquela epidemia mais ou menos atípica que durante algum tempo parecia assolar uma imensidão de crianças em idade escolar. Independentemente das horas que elas trabalhavam. Das matérias de que não gostavam. Dos professores assim-assim que também tinham. Do tempo de recreio que não lhes davam. Do stress das suas agendas, de todos os dias. Do tempo em que não brincavam. Da forma como viviam agarradas a ecrãs e a videojogos. Dos resultados escolares que lhes eram exigidos. Da pressa com que as queríamos a crescer. E de uma certa ideologia que imagina que as crianças devem ser “certinhas”, quietas e caladas. Como se a atenção não fosse uma consensualidade de sentidos. E a concentração fosse um botão que se liga e se desliga. Independentemente do cansaço. Da agitação em que se vive. Da oscilação entre a contenção e o impulso para onde as empurramos. E da admiração e do respeito que elas tivessem pelas pessoas com quem cresciam.

Hoje, gostava, antes, de falar convosco dos défices de atenção dos adultos. Daqueles que adormecem e acordam agarrados às redes sociais. Que vivem tão dependentes do telemóvel como qualquer adolescente “viciado” em ecrãs. Que, mal entram no carro, sintonizam o rádio num programa bem disposto que os convide a não pensar. Que, logo que chegam a casa, ligam a televisão. Que postam e postam sobre tudo e mais alguma coisa. Que põem imensos likes e entram nas ondas das opiniões digitais duma forma frenética e incansável. Que não namoram. Que vivem atolados em contas, compromissos e objectivos. A quem lhes é pedido que “vistam a camisola”, são mal vistos quando cumprem, escrupulosamente, o seu horário de trabalho e que o levam para casa e para o fim de semana. E que têm a “obrigação” de criarem filhos sem problemas, cheios de sucesso e com o seu quê de “líderes”. Cercados por receitas do género: “vá atrás do que eles exigem, não grite e não se zangue”.

Com exemplos de tanta agitação, de tanta “perfeição” e de tanta solidão, como é que podemos estar atentos para o que é importante e haver, ainda, quem “exija”, todos os dias, aos pais e aos filhos, que sejam amigos da saúde mental?…

01/03/2023
25/10/2022

O que eu mais quero é estar contigo!

As crianças estragam os pais, sim. Porque lhes dão alma. E os comovem. E os obrigam a voltar a escangalhar-se a rir. A pregar sustos e a contar histórias. Tudo aquilo que os faz voltar a ser pessoas, simplesmente. Em vez de “tecnocratas da vida”, como até elas aparecerem talvez grande parte dos pais acabassem por ser.

As crianças estragam os pais, sim. Quando fazem com que eles lhes espantem os medos. E lhos assustem, até, com a segurança. Só porque lhes dizem: “Eu estou aqui!”. E por causa disso as levam a esmiuçar a alma (e todas as traquitanas que a encolhem, por dentro) e assim as deixam sossegadas. Unicamente porque há quem as guarde e as encante. E só por isso olhe para si.

As crianças estragam os pais, sim. Porque é por elas que eles voltam a saber a mentir, com delicadeza e com cuidado. Quando lhes falam no Pai Natal, na Fada dos Dentes ou no Anjo da. E as levam a senti-los com se fizessem parte da família. E as levam a supor que o mundo se compõe de um exército, quase infindável, de pessoas boas e bonitas que lutam, como guerreiros, por tudo aquilo que se passa no nosso coração. E que, só porque as queremos, hão-de viver, para sempre, ao pé de nós.

As crianças estragam os pais, sim. Porque os ensinam, de novo, a sorrir só por sorrir. Como se de cada vez que alguém nos mima com um sorriso o mundo ficasse, logo ali, mais fácil e mais simples. E mais perto das mãos, também. E mais junto do céu, claro.

As crianças estragam os pais, sim. Porque, de repente, e por causa delas, eles descobrem, outra vez, o gosto de estar apertadinho, quase sem ar, dentro dum abraço. É assim o mundo se transforma num lugar pequeno e simples.

As crianças estragam os pais, sim. E quanto mais os estragam e os desmancham mais eles descobrem o quanto estavam zangados, sem saber. E entendem que, quando há quem nos ame, se perdem os murmúrios e os amuos, os silêncios esquisitos e os salamalecos. E se volta a tudo o que se era. E se aprende a mexer, a sentir e a tocar. E por tudo isso, é claro, se volta a dizer, baixinho: “Aquilo que eu mais quero é estar contigo”.

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