Quinta Rio de Lagos
Na nossa escola, acreditamos que a natureza é a melhor sala de aula.
Aqui, as crianças têm a oportunidade de explorar, aprender e crescer em um ambiente ao ar livre, onde cada árvore, pedra e elemento da floresta se torna parte do processo educativo. Ao pé da Serra da Arrábida, logo a entrada das Cabanas Quinta Rio de Lagos é um lugar de apoio às famílias.
26/07/2026
Inscrições para 2026-2027
Hoje em dia, muitas fotografias que vemos das creches mostram crianças sentadas nas cadeiras de refeição, presas pelos cintos de segurança, a fazer atividades. Em algumas, os sorrisos parecem forçados; noutras, os rostos revelam cansaço ou tristeza.
No final do dia, são-nos entregues impecavelmente arranjadas, quase como um embrulho com um laço bonito.
Mas será que isto é ser criança?
Ser criança é correr, explorar, sujar as mãos, inventar brincadeiras, rir sem motivo, cair e voltar a levantar-se. É aprender através do movimento, da curiosidade e da liberdade de descobrir o mundo.
Uma fotografia pode captar apenas um instante, e não deve servir para julgar o trabalho de uma creche. Ainda assim, vale a pena refletir: estaremos a valorizar mais as imagens perfeitas e as atividades "bonitas" do que o tempo de brincadeira livre, tão essencial ao desenvolvimento infantil?
F**a a pergunta: que infância queremos proporcionar às nossas crianças?
18/07/2026
E tudo começa aos 5 meses...
252 dias úteis por ano. Oito a dez horas por dia na escola.
Um bebé de seis meses precisa, em média, de dormir cerca de 11 horas durante a noite, mais duas sestas de 2 a 3 horas cada. Se essas sestas forem feitas na escola, somando o tempo que lá permanece na escola + o dormir, passa entre 19 e 21 horas por dia longe dos pais.
E, quando finalmente chega a casa, ainda há as rotinas: dar banho, vestir, preparar e fazer as refeições. Quanto tempo sobra, afinal, para brincar, dar colo, ensinar, conversar, rir, observar, conhecer verdadeiramente o nosso filho?
As primeiras descobertas, os primeiros progressos, as primeiras conquistas, as pequenas quedas e as grandes aprendizagens são, muitas vezes, acompanhados através de uma aplicação no telemóvel. Um ecrã substitui a presença. Uma notif**ação conta aquilo que muitos pais gostariam de viver em primeira mão.
As casas são preparadas com tanto amor à espera destes filhos. Os quartos, os brinquedos, os sonhos... Mas, no dia a dia, quanto tempo vivem realmente esses espaços e esses momentos em família?
Para onde caminhamos? Onde f**am os afetos? Onde f**am os exemplos dados pelo tempo partilhado? Onde f**am as memórias construídas em conjunto, os abraços sem pressa, as brincadeiras espontâneas, os momentos que f**am para a vida?
Quanto tempo para viver, apreciar, sentir e aprender com a natureza?
Talvez seja tempo de refletirmos sobre o valor que damos ao tempo. Porque o desenvolvimento de uma criança não se mede apenas pelas aprendizagens que faz, mas também pelos afetos que recebe e pelos momentos que vive ao lado de quem mais a ama.
17/06/2026
Que visão de ser humano queremos cultivar através da tecnologia e da educação?”
A tecnologia e a educação não são apenas ferramentas; elas moldam a ideia de ser humano que estamos a formar.
Se a educação for sobretudo preparar para exames e a tecnologia servir principalmente para captar atenção, corremos o risco de cultivar pessoas muito competentes a executar tarefas, mas menos capazes de observar, questionar, imaginar e compreender o mundo à sua volta.
Quando uma criança ou jovem passa 8 a 10 horas em espaços fechados, entre salas de aula, atividades estruturadas e depois ecrãs, surge uma questão legítima: quando é que aprende a olhar para a realidade sem mediação? Quando explora a natureza, observa uma comunidade, lida com o tédio criativo, conversa longamente com pessoas diferentes ou simplesmente contempla?
Isto não signif**a que a tecnologia seja um problema em si. Pelo contrário. A tecnologia pode ampliar a curiosidade, o conhecimento e a criatividade. O desafio é saber se a usamos para:
explorar ou apenas consumir;
criar ou apenas reagir;
compreender o mundo ou escapar dele;
conectar-nos autenticamente ou acumular interações superficiais.
Talvez a pergunta central seja: queremos formar seres humanos adaptados aos sistemas existentes ou seres humanos capazes de imaginar sistemas melhores?
Muitos dos grandes avanços da humanidade nasceram de pessoas que tiveram tempo para observar o mundo real, fazer perguntas estranhas e ligar ideias de áreas diferentes. Isso exige algo que tanto a escola como a tecnologia moderna, por vezes, oferecem pouco: espaço para a atenção profunda, para a experiência direta e para a reflexão.
Por isso, eu diria que o futuro não depende apenas de mais tecnologia nas escolas. Depende de equilibrar três dimensões:
Conhecimento (aprender conteúdos e competências).
Consciência (compreender a si próprio, os outros e a sociedade).
Contacto com a realidade (natureza, trabalho, comunidade, experiências concretas).
Uma criança que conhece algoritmos mas não conhece o bairro onde vive, que domina aplicações mas raramente observa um rio, uma floresta ou uma oficina, pode estar preparada para usar o futuro sem necessariamente ser capaz de o imaginar.
Não basta perguntar "o que devem aprender?"; talvez devêssemos perguntar também "que tipo de pessoa queremos que se tornem?"
E essa é uma questão ética e humana, não apenas tecnológica ou pedagógica.
13/06/2026
E Portugal está assim...
É crianças que passam dias "sozinhas" no hospital, nem pais nem familiares com tempo para f**arem com elas, é as instituições cheias e ali f**am dias, meses e os nossos governantes preocupados com os tachos.
É mesmo uma realidade muito dura. não é apenas um problema hospitalar; é também um problema social e demográfico.
Neste mesmo hospital quantas dezenas de idosos permanecem internados durante meses ou até anos à espera de vaga num lar ou numa estrutura de cuidados continuados, acabam por ocupar camas hospitalares de que outras pessoas também precisam. Mas, ao mesmo tempo, não têm para onde ir porque as respostas sociais são insuficientes.
E quem f**a no meio desta situação são precisamente os profissionais. Os enfermeiros, auxiliares, médicos, assistentes sociais e restantes equipas acabam por assumir um papel que vai muito além dos cuidados clínicos. Muitas vezes tornam-se a única companhia diária daqueles idosos, lidando com carência afetiva, demência, dependência física e situações familiares extremamente complexas.
É fácil criticar o funcionamento do SNS quando vemos corredores cheios, mas quem presencia o dia a dia dentro dos serviços percebe que há profissionais a fazer verdadeiros "milagres" com recursos limitados. O desgaste físico e emocional dessas equipas deve ser enorme.
O mais triste é que muitos desses idosos já nem precisam de cuidados hospitalares intensivos. Precisam sobretudo de um lugar digno onde viver, com acompanhamento adequado, e não de passar meses num corredor ou numa enfermaria à espera de uma solução.
É uma revolta e tristeza. Ver pessoas no final da vida a viver nessa incerteza, assim como ver estas crianças sem afeto, sem colo, enquanto os profissionais tentam dar resposta a tudo, é algo que marca qualquer pessoa que passe por esse ambiente.😢😞
Este menino de cinco anos esteve cinco meses a viver num hospital sem estar doente Uma criança de apenas cinco anos, retirada aos pais, viveu cinco meses no hospital de Setúbal sem qualquer necessidade clínica. Foi mais uma vítima de um conjunto de falhas de vários organismos do Estado que tinham obrigação de a proteger.
09/06/2026
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Cabanas-Quinta Do Anjo
Palmela
2950-805
Horário de Funcionamento
| Segunda-feira | 08:00 - 18:00 |
| Terça-feira | 08:00 - 18:00 |
| Quarta-feira | 08:00 - 18:00 |
| Quinta-feira | 08:00 - 18:00 |
| Sexta-feira | 08:00 - 18:00 |