30/11/2025
Com África De Mãos Dadas – Sou imbatível! Estou na lista de maiores fãs há 17 meses seguidos. 🎉
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30/11/2025
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26/06/2025
☺️
Meu pai cria abelhas. Hoje fui visitá-lo, e com o orgulho tranquilo de quem respeita a natureza, ele me mostrou o fruto mais doce de seu ofício: um balde de 5 galões repleto de mel recém-colhido. Quando tirou a tampa, vimos três pequenas abelhas se debatendo no topo do mel dourado. Estavam cobertas do líquido espesso, afogando-se lentamente. Perguntei se poderíamos ajudá-las. Ele suspirou, dizendo que provavelmente não sobreviveriam — apenas perdas inevitáveis na colheita.
Mas insisti. Lembrei-o que foi ele quem me ensinou a não deixar um animal sofrer. Após um momento de silêncio, ele cedeu. Com delicadeza, resgatou as abelhas e as colocou num potinho vazio de iogurte Chobani. Depois, deixou-o do lado de fora, no banco, à mercê do destino.
O dia estava cheio de zumbidos; a colmeia ainda alvoroçada pela colheita. E então, algo extraordinário aconteceu. As três abelhas, imóveis e envoltas em mel, começaram a ser visitadas por dezenas de outras — suas irmãs. Sem hesitar, começaram a limpá-las, com uma delicadeza instintiva e uma urgência quase humana. Elas não fugiram do mel. Elas mergulharam nele para salvar suas companheiras. Uma a uma, passaram a língua e as patas por cada asa colada, cada antena colapsada.
Voltamos um tempo depois: restava apenas uma abelha no potinho. As outras já tinham recuperado as forças e voado. E mesmo assim, aquela última não ficou sozinha. Ainda havia abelhas cuidando dela, pacientes, persistentes.
Na hora de ir embora, conferimos uma última vez. O recipiente estava vazio. Todas tinham partido.
Aquelas três abelhas sobreviveram não por sorte, mas porque estavam cercadas de solidariedade. Porque suas irmãs se recusaram a abandoná-las, mesmo quando tudo parecia perdido. Porque, às vezes, a salvação não está na força individual — mas no amor silencioso de quem limpa nossas asas quando mal conseguimos respirar.
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11/06/2025
🤔
— Sabe qual é a coisa mais difícil de envelhecer?
- O quê?
— Que você fique invisível. Enquanto você é jovem, você ainda é alguém: lindo, engraçado, carismático, forte... ou pelo menos notório. Mas depois tudo isso acontece. E você se torna o "velhinho mais" com o casaco gasto, ou "a senhora" com boina e tapado velho. É como se já não estivesses aqui. Você é transparente...
— Mas eu, sabe? Reparei em você assim que entrou no quarto...
É uma frase de uma série britânica muito conhecida. E sim, é real.
Muitas vezes, a única “característica” que parece importar em um idoso é a sua idade. Ninguém diz: “ela foi professora de língua”, ou “ele era engenheiro civil”. Dizem: “já tem mais de 80” ou “ele deve andar perto dos anos 90”.
Quando uma pessoa atinge uma certa idade, o número de pessoas que conhecem a sua verdadeira história, quem foi, o que amava, o que sabia fazer — diminui cada vez mais.
Os amigos ou já partiram, ou estão trancados em casa, mal se mexem e só saem, se for, até o quiosque da esquina para comprar pão.
Os filhos vivem em seus próprios mundos, com seus problemas, suas rotinas. Às vezes eles ligam pelo celular, e de vez em quando, de vez em quando, eles passam para tomar umas matemática.
No prédio há vizinhos novos, mães jovens com carrinhos de bebé, pais com sacos de super... E nem sequer sabem o nome da senhora do segundo andar.
No negócio da virada, as funcionárias já trocaram. Nem uma cara conhecida.
Dos avós do bairro, se alguém souber de alguma coisa, é o número do apartamento e uma idade aproximada. Mas o que acontece do outro lado da porta, ninguém se importa.
Um mundo invisível.
Não percebemos como um vazio se formando em volta dos nossos velhos.
Não entendemos por que a mãe liga dez vezes por dia para o trabalho "com besteira".
Por que o papai insiste em perguntar detalhes que parecem irrelevantes.
E eles têm medo de ficar completamente esquecidos. Eles querem ser ouvidos, reconhecidos, nem que seja pela voz...
Velhice não é apenas uma questão de anos.
É invisibilidade.
É solidão.
E uma necessidade enorme de se sentir ainda importante para alguém.
🫣
☺️
🫣
04/06/2025
🤔
Em Mouriscas, Portugal, vive uma árvore que desafia o tempo. A Oliveira do Mouchão tem cerca de 3.350 anos e segue produzindo azeitonas como no passado distante.
Plantada por volta de 1300 a.C. e enxertada por fenícios, ela atravessou impérios, guerras e civilizações em silêncio, mas sempre viva.
Hoje é reconhecida como monumento de interesse público e representa a força da natureza e a memória que ela carrega.