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Jorge Boim Coaching Performance Coaching | Coaching Emocional | Coaching de Liderança MUDAMOS COMPORTAMENTOS. TRANSFORMAMOS VIDAS.

Jorge Boim, Terapeuta com hipnose, Coach Cognitivo Comportamental e de Alta Perfomance, é, antes de tudo o resto, um facilitador na transformação pessoal, emocional e profissional. Desde 2010, o caminho tem sido realizado através do estudo e formação em várias áreas do desenvolvimento e crescimento pessoal, como a Hipnoterapia, o Coaching e a Programação Neurolínguistica, tendo a felicidade de conhecer e receber o conhecimento e a experiência das melhores pessoas e profissionais mais competentes que cada área tem para oferecer. O objectivo é ajudar todas as pessoas a realizar a sua MUDANÇA, a sua TRANSFORMAÇÃO, para chegar ao seu SUCESSO pessoal, emocional, desportivo ou profissional, atingir a sua FELICIDADE. Com as formações realizadas tornou-se possível criar um processo terapêutico holístico, que equilibra o corpo, a mente e as emoções, focando no Amor Próprio, Autoestima e Autoconfiança. Desde 2016, a formação focou-se mais no desenvolvimento de competências para melhoria da performance, no desporto como na Vida, melhor PERFORMANCE é igual a melhor RESULTADO.
2020 e 2021 foram anos dedicados à formação na área da Psicologia ligada ao desporto e da liderança de equipas, com as formações e certificações em Psychology for High Performance Sports e em Psicologia do Desporto. Foi também nestes anos que se realizou a Certificação de Competências Pedagógicas, permitindo criar e a realizar a FORMAÇÃO LIDERANÇA E COMUNICAÇÃO PARA TREINADORES, agora com 2 alinhamentos distintos para treinadores de desportos colectivos e desportos individuais. O Caminho faz-se caminhando, pelo que a procura pelo conhecimento e experiência que levam ao crescimento é constante, pois só assim será possível continuar ao serviço das pessoas que o procuram, ajudando e facilitando a realização de todas as mudanças e transformações necessárias e pretendidas para atingir a FELICIDADE.

Quando não há liderança, as equipas desmembram-se, partem-se, desunem-se. No caso da politica, é o povo que deixa de se ...
17/10/2026

Quando não há liderança, as equipas desmembram-se, partem-se, desunem-se. No caso da politica, é o povo que deixa de se organizar. No caso do desporto, são os adeptos. A liderança funciona, no fundo, como esse pilar de alinhamento e união entre os liderados.

O futebol português vive, há décadas, um constante clima de suspeição, de conflito, de guerrilha mais ou menos latente, mais ou menos clara. Mudam as caras, mas os processos são iguais porque, no fundo, a filosofia não se alterou. Os líderes são mais novos, na idade e no tempo de liderança, mas continua tudo na mesma.

Os 3 grandes lideram o futebol português, porque são os grandes dinamizadores financeiros do negócio. Só que vivem constantemente divididos entre aquilo que negoceiam nos bastidores e aquilo que precisam mostrar para os adeptos, em especial os mais radicais.

Quando se perde, normalmente, a culpa é das arbitragens, nunca é da competência dos outros ou incompetência própria. Critica-se e ataca-se toda a gente. Há que atacar adversários, transformá-los e inimigos, para vender ideologias defensáveis quando se perde, ao mesmo tempo que se conspira para por nos lugares de decisão as pessoas que se quer.

Quando se é juiz em causa própria, por regra as coisas correm mal. Temos uma Liga com uma direcção não executiva, ou seja não executa. Tudo tem que passar pela aprovação constante dos clubes para decidir coisas... para os clubes. É como se o povo tivesse sempre a votar em referendos para decidir alterações ao código da estrada.

A FPF manda nada no futebol profissional e serve mais de trampolim para o seu presidente ir para a UEFA ou a FIFA. O governo, qualquer governo, só intervém para a foto da praxe quando se ganha. Em tudo o resto, os clubes que se entendam porque tomar partidos e decidir coisas costuma dar mau resultado... com alguém.

Por este caminho, o futebol português vai continuar sempre igual: somos bons cá no bairro mas medianos ou pouco mais, quando a coisa corre bem. Vamos tapar o sol com a peneira e continuar a culpar o dinheiro que dizemos não ter, a competitividade que achamos não poder existir, a arbitragem, o sistema, o manto, etc.

No fundo, o futebol português não avança porque a liderança é má. Olha só para a árvore em vez de pensar a floresta.

A linha entre a confiança e a arrogância é muito ténue. Quando ganhas tens confiança alta, quando não ganhas, és arrogan...
07/10/2026

A linha entre a confiança e a arrogância é muito ténue. Quando ganhas tens confiança alta, quando não ganhas, és arrogante. Quando pensas em ti primeiro, como caminho para seres melhor, és confiante, quando pensas em ti primeiro mas esqueces todos os outros, és arrogante. Quando gostam de ti, és confiante, quando não gostam, és arrogante.

Ronaldo foi, durante muitos anos, um atleta altamente confiante, em si e nas suas capacidades. Tornou-se símbolo e um dos melhores finalizadores da história do jogo. Talvez até o melhor. Mas, como sempre, o seu declínio físico levou a que o seu rendimento baixasse e, talvez por isso, a sua confiança passasse a ser vista como arrogância.

Na última novela federativa, esse lado mostrou-se em todo o seu esplendor. Acho que, no final do jogo com a Noruega, JJ podia - e devia, face ao estatuto que foi reconhecido pelo próprio - ter ido ter com Ronaldo e ter dito algo do tipo "não entraste porque, com o decorrer do jogo, achei que precisávamos mais de outro tipo de opção". E só. Não era um pedido de desculpa, porque não tinha que o fazer. Afinal, é o treinador e ele decide quem joga e quando. Tinha sido frontal e honesto e a coisa morria ali. Não o fez, e está no seu direito.

A seguir, Ronaldo reagiu muito mal a isto. Ninguém gosta de f**ar no banco e aquecer sem jogar, mas Ronaldo ainda mais, por ser uma situação nova, por causa do tal estatuto, pela arrogância... enfim, por tudo. Houve a tal reunião onde terão chegado a um acordo mas, de seguida, a arrogância tomou conta de Ronaldo e aquele papel para JJ ler deu cabo do resto.

Um dos princípios das Liderança, na minha opinião e de que falo nas minhas formações, é a Individualidade. Quanto mais aceitarmos a nossa individualidade, as nossas características, valências e percebermos os pontos menos fortes, melhor e mais ef**az será a nossa liderança. JJ é assim e assim vai continuar. Achar que JJ ia ler aqueles pontos todos, colocando em cima de toda a responsabilidade do caso, é não conhecer JJ. Fez muito bem em não ler.

Com o comunicado de ontem, Ronaldo abriu as portas para muitas coisas. Não acredito que, Ronaldo e JJ, tenham hoje condições para trabalharem juntos, não só pela quebra de confiança mas, sobretudo, pelo desafio à liderança que não pode ser permitido. As regras disciplinares têm que ser iguais para todos, independentemente do estatuto de cada um. Por isso, Ronaldo terá que cumprir castigo federativo e isso vai deixá-lo fora da próxima convocatória. Depois disso, há 3 caminhos possíveis:

JJ convoca Ronaldo mas não o utiliza, mostrando assim quem manda.
JJ não o convoca, alegando uma coisa qualquer, também mostrando que é ele que manda.

Nenhuma me parece lá muito positiva.

A 3ª opção e saída mais airosa, parece-me ser a de fazerem, numa qualquer pausa FIFA, um jogo de despedida e Ronaldo aproveitar e sair de cena pela porta grande - pelo menos, maior do que aquela que agora atravessou.

Há muitos anos, que a ideia generalizada é que Ronaldo manda na selecção. É ele quem decide que selecionador se contrata...
01/10/2026

Há muitos anos, que a ideia generalizada é que Ronaldo manda na selecção. É ele quem decide que selecionador se contrata ou despede. Genericamente falando, também se acha, há uns anos, que Ronaldo já devia ter abandonado a selecção. Vamos partir deste princípio, então.

Antes de mais, esclarecer alguns pontos:
Ronaldo esteve mal a gerir todo o processo? SIM
Jesus esteve mal a gerir todo o processo? SIM
É JJ quem tem a autoridade para decidir tudo em relação ao jogo? Quem joga, quem não joga, sai ou entra? SIM
Proença esteve mal em todo o processo (não gere nada, na verdade)? SIM
Algum de nós sabe o que realmente foi dito e combinado, naquela reunião? NÃO
Então, podemos apenas especular a partir da nossa própria percepção da realidade que, como sempre, é influenciada pela nossa opinião pré-formada em relação aos intervenientes.

Supostamente, Ronaldo estaria a ponderar abandonar a selecção após o Mundial, tendo sido demovido por Proença e JJ, pois a sua presença ainda seria uma mais-valia para o todo. Ronaldo aceitou.
Tanto quanto se sabe, JJ não prometeu a titularidade a Ronaldo, nos jogos todos. Até aqui, tudo bem.

Vieram os primeiros jogos e, supostamente, JJ terá combinado com o capitão que ele iria jogar o 1º e o últimos destes 4 jogos.
Veio a conferência de imprensa e os elogios todos. O estatuto, a comunicação com o atleta com estatuto, a qualidade...
A seguir, supostamente, JJ terá dito a Ronaldo que ia jogar 30 minutos com a Noruega. Não sendo treinador, também acho que o jogo não pedia Ronaldo e, até aqui, tudo bem. JJ decidiu o que achou melhor para a equipa. Está certo.
O problema começa depois, e não pela saída de Ronaldo para o balneário. É que, se JJ diz que Ronaldo tem um determinado estatuto, devia saber que, no final daquele jogo, deveria ter ido ter com ele e dito algo do tipo "Olha, eu ia pôr-te a jogar mas depois senti que o jogo pedia algo diferente. Desculpa lá estares tanto tempo a aquecer e não entrares.". Ponto final. Esclarecimento feito, agulhas acertadas, segue a dança. As regras têm que ser iguais para todos, como JJ disse, mas o tratamento pessoal tem que ser individual, pois os atletas são todos diferentes.

Não, JJ fala com Ronaldo apenas 2 dias depois quando, provavelmente, já ferve na cabeça o não ter entrado no jogo, mais a falta de explicação, mais o evitar falar, etc. Novamente, Ronaldo não agiu bem no processo todo.
Quando se dá a conversa, supostamente, JJ terá prometido coisas a Ronaldo que depois, na conferência de imprensa, não cumpriu. Mais, a forma como JJ mostra o seu lado mais autoritário de que ele é que manda - e está certo em ser ele a mandar - e que, nem Ronaldo nem ninguém o vai fazer mudar, suou mais a confronto do que a tentativa de apaziguamento da situação.
Penso que foi aqui que Ronaldo se sentiu traído, que achou que o copo tinha transbordado, e saiu.

No entanto, a questão que falta responder é: O que realmente foi falado na tal reunião?
Pedro Proença, presente nessa reunião, deve saber e devia dar algum esclarecimento, se não total, pelo menos parcial em relação às razões da saída do capitão. Mas, o presidente da FPF, quase nunca assume uma posição sobre alguma coisa, não vá cair-lhe aquilo em cima um dia. Então, mantém-se em silêncio esperando que, um dia, a coisa passe.

Queria voltar um pouco atrás e à ideia que Ronaldo manda na selecção. A ser assim, terá JJ tido receio de ser apenas mais um nas mãos de Ronaldo? É que se, por acaso, JJ tiver entrado na selecção com esta ideia, pode também ter assumido que teria que fazer alguma coisa para que, com ele, fosse diferente. Então, que forma melhor para afirmar a sua autoridade perante o grupo e mostrar quem é que, realmente, manda, do que criar um conflito com o capitão que o obrigasse a ir embora. Relembro que, há uma semana Ronaldo disse que se não o quisessem lá, ele pegava na mala e ia embora. Não sei se a liderança de JJ f**a reforçada - aliás, nem reforçada nem minimizada - mas a sua autoridade, sim, sai reforçada. Mas autoridade não é forçosamente liderança.

Supostamente, diz um amigo de Ronaldo, o capitão ter-se-á sentido traído por JJ. Não sei se com razão ou não. Talvez não tenha razão e tenha tomado a decisão apenas baseado no seu ego que, terá f**ado magoado por não ter jogado na Noruega. Talvez... Na verdade, neste momento em que escrevo, sabemos pouco. Só sabemos o que sai cá para fora, que não é tudo, e depois analisamos através da nossa percepção individual.

Nota final: Ronaldo devia ter f**ado no estágio da selecção, mesmo que não jogasse mais e, no fim, podia esclarecer tudo com JJ, se assim o quisesse.

PS: Tenho pena que Ronaldo saia da selecção pela porta pequena. A carreira merecia mais.
PPS: Pedro Proença, como sempre, demora a reagir. Talvez ainda esteja a pensar como vai compensar, no orçamento, a saída de Ronaldo. Lamentável.

Portugal venceu a Noruega, por 2 - 1, com golos de Félix e Ramos. Ronaldo não saiu do e, no final do jogo, foi directo p...
29/09/2026

Portugal venceu a Noruega, por 2 - 1, com golos de Félix e Ramos. Ronaldo não saiu do e, no final do jogo, foi directo para o balneário, sem ir agradecer aos adeptos. Estava lançado o mote para mais uma ronda de comentários, posts e opiniões sobre as atitudes do capitão, o seu ego, a sua azia por não jogar, além da ausência de qualidades para ser titular da seleção pois Ramos lá marcou 1 (podiam ser 2) golo.

Defendo, há muito, que Ronaldo dá à seleção muito mais do que apenas as suas qualidades como finalizador. Mentalmente, é o mais forte que temos no grupo, o mais competitivo, exigente, dedicado e resiliente. Nesse campo, não vejo ninguém como ele ou perto dele.

No entanto, isto não signif**a que tudo o que faça, seja bem feito. No final do jogo com a Noruega, devia ter ido saudar os adeptos - muitos vão lá por ele - e ter acompanhado os seus colegas.

Mas, em termos de grupo, que real impacto é que isto tem? Nenhum. Zero. Não se ganha ou perde uma equipa por isto, basta ver os relatos dos colegas no final do jogo. Não se está mais perto nem mais longe de vencer, porque um atletas f**a mais ou menos aziado. Não esteve bem, ponto. Critica-se a atitude, e só, nada mais a acrescentar, não há mais filmes a fazer.

Isto serve apenas para posts e comentários, nas redes sociais e nas tvs, para acicatar ânimos e extremar posições: com Ronaldo ou contra Ronaldo.

A Liderança de Ronaldo não ficou em causa por isto. Não está mais reforçada nem mais enfraquecida, está na mesma.
No fundo, quem acabou por ganhar aqui alguma coisa, foi JJ, que mostrou que trata todos por igual, quando o tema é o jogo.

O resto é paisagem...

Venha a Dinamarca.

Lá vamos nós voltar a Rui Borges.O Sporting voltou a perder pontos no campeonato e, novamente, contra uma equipa inferio...
20/09/2026

Lá vamos nós voltar a Rui Borges.

O Sporting voltou a perder pontos no campeonato e, novamente, contra uma equipa inferior e depois de estar a vencer até aos últimos 10 minutos. E, para piorar, a jogar em casa. Desta vez, cresceram as palavras de contestação e já há lenços brancos nas bancadas. Previsível.

Digo há muito - basta ver os posts que já fiz sobre o tema - que Borges não tem qualidade para ser treinador do Sporting. Não será tanto pela qualidade como treinador nas vertente táctica da coisa, mas mais pela parte da liderança e da comunicação. Rui Borges é lento na tomada de decisão, f**ando sempre preso no processo de decisão, parecendo sempre pensar mais em não falhar do que em acertar, em não perder mais do que vencer.

Quando a mentalidade é esta, o foco está sempre mais no negativo que no positivo, mais no medo no que na coragem. Quando um treinador deste tipo enfrenta equipas mais pequenas ou da mesma dimensão, as coisas tendem a ser deixadas ao sabor da qualidade futebolística dos jogadores o que, em Portugal, normalmente dá em vitória do clube grande, e por isso as debilidades vão sendo disfarçadas. Quando se enfrentam equipas de maior dimensão ou em competições de maior importância, como a Liga dos Campeões, estes treinadores parecem sempre mostrar algo mais do que o seu real valor porque, sentando-se na cadeira do "underdog", focam-se mais no adversário e têm tendência para adaptar a sua equipa ao adversário, dando a ideia de melhor preparação e mais qualidade.

Por isso, nas competições europeias, por regra, as coisas parecem melhores para Rui Borges e isso também serve de argumento a quem ainda o defende - é o treinador com mais vitórias pelo clube, na Liga dos Campeões. É bonito, mas não mostra assim tanto em relação à qualidade do treinador como líder, decisor ou comunicador.

Esta época, a administração do Sporting - não o seu treinador - decidiu cortar de vez com o legado de Amorim - Varandas tem o desejo, a necessidade, de vencer assim para poder encher o peito e dizer que o maior mérito das vitórias é seu e menos do treinador -, e dar a Borges um plantel com as características que ele pediu, para que ele pudesse chegar ao sucesso. Acho francamente que isso não vai acontecer. Mas, também acredito que Varandas não o demite tão cedo, até porque ainda não começou a dança das cadeiras lá por fora e não se o presidente do Sporting quererá ir buscar alguém em Portugal, novamente.

Voltando a Borges, com o tempo que já passou desde que está no clube, não mostrou ter melhorado nesta vertente da liderança e acredito que estamos na prática do Princípio de Peter: Borges foi promovido até ao seu nível de incompetência.

Devia sair já? Sim, devia. Mas não me parece que haja grandes alternativas que encaixem bem na filosofia do clube.

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Messi assinou, ontem, mais 2 assistências para golo que ajudaram, e de que maneira, a Argentina a derrotar a Inglaterra,...
16/07/2026

Messi assinou, ontem, mais 2 assistências para golo que ajudaram, e de que maneira, a Argentina a derrotar a Inglaterra, na meia-final do Mundial. Nas redes sociais, tal foi aproveitado para se continuar a comparar Messi e Ronaldo, que este último não corre, que está acabado, etc.

Há dias, vi uma estatística, se a memória não me falha, na DAZN, que dizia que Messi foi, na fase de grupos, o 618º jogador que mais correu... em 618. E, quando vi essa estatística, como quando vejo falar que Ronaldo não corre, pensei que se o futebol fosse só correr, Kipchoge seria um craque de nível mundial, mas, de facto, o futebol é mais do que isso.

Não vou analisar Messi ou Ronaldo pelo lado da qualidade futebolística pura, porque aí acho perda de tempo, tal a qualidade de ambos e a quantidade de coisas que os separam. Quero falar de Liderança e de contexto, algo que faz uma diferença enorme no sucesso ou insucesso das equipas.

Que Ronaldo e Messi são líderes, parece-me não haver dúvidas, apesar da diferença no tipo de liderança de cada um. Ambos, levam essa liderança para dentro do campo, assumindo esse papel sem receios, aceitando que os olhos estão sobre si, mais do que sobre os outros. Servem de exemplo para os seus companheiros. No caso de Ronaldo, esse exemplo está muito ao nível da mentalidade, do compromisso e dedicação, da motivação e consistência, da confiança e ambição, entre várias outras características mentais que ele tem a mais que os outros. Já Messi, parece sempre mostrar essa liderança de uma forma menos assertiva, mais cooperativa, quase deixando que sejam os seus companheiros a decidir dar-lhe a bola para ele decidir, alicerçando essa forma de estar na sua qualidade individual e nos títulos, individuais e colectivos, já conquistados na sua carreira.

Ambos são líderes, é óbvio isso. Então, se calhar a diferença está no contexto, muito mais do que na vertente física. O contexto da selecção Argentina, coloca Messi acima de todos os outros, e todos os outros se colocam abaixo do astro, numa posição subalterna de serviço ao maior deles todos. Em jogo jogado, isso faz com que os restantes companheiros de equipa presentes em campo desempenhem um papel de complemento a Messi, como se dissessem “nós sabemos o que fazes e não fazes, e vamos assumir a despesa de compensar o que tu não fazes”. Assim, Messi liberta-se, física e mentalmente, para o que melhor pode e sabe fazer, que é muito e de forma decisiva. Por isso, e como também aconteceu de forma clara, ontem contra a Inglaterra, Messi quase não corre, sabendo que, atrás dele, haverá mais 10 que o irão fazer por si. E fazem-no. A outra parte do contexto é a posição em campo, que permite a Messi ter mais influência no jogo jogado, por jogar mais recuado no campo, aumenta assim o seu raio de influência. No jogo e na liderança, pois as assistências apresentam-se como uma forma de contribuição do líder aos liderados.

No caso de Portugal, o contexto é muito diferente. Com o avançar da idade, Ronaldo foi mudando a sua maneira de jogar e a sua posição no campo, permitindo-lhe ser mais finalizador, mas menos influente no jogo da equipa, deixando essa tarefa a outros que, no fundo, acabariam por ser os seus municiadores, como Bruno Fernandes, Vitinha, João Neves ou Félix, só para falar dos mais frisados pelo público. Esse papel de municiado, possibilitou que outras figuras fossem ganhando mais destaque e influência no jogo da equipa – não confundir com liderança –, o que levou a que fossem requisitando mais reconhecimento externo. Ao não verem esse reconhecimento ser atribuído, foi aumentando a clivagem entre líder e liderados, e aqui reside o maior problema de contexto.

Se, na Argentina, a sintonia entre Messi, treinador e restante plantel é total, no sentido em que sabem que, para vencer, precisam trabalhar e jogar de uma determinada forma para potenciar a sua estrela, na selecção nacional isso não acontece. E talvez não aconteça porque o treinador, que é quem deve assumir o papel de mostrar qual o caminho para chegar ao destino desejado – vencer – não tinha capacidade para tal. Tivesse o selecionador a capacidade para convencer os “outros” que, ao servirem bem Ronaldo na frente, estariam mais perto de vencer e que iria reconhecer as suas assistências e qualidade de jogo como se de um golo se tratasse, e talvez Portugal chegasse mais longe ou, não chegando, tivesse saído com a cabeça mais levantada.

Não sei se Ronaldo vai continuar ou não, ou até se vai ser convocado mais vezes. Mas, sei que este traz à selecção coisas que mais nenhum traz, como disse antes. Sei também que, para haver sucesso, com ou sem Ronaldo, e considerando que haverá quase sempre uma estrela mais cintilante que as outras, Portugal estará sempre mais perto de vencer se assumir essa estrela, não como um igual aos outros, porque não é, mas como um a melhorar o grupo, a elevar o nível dos outros, tal como a Argentina assume com Messi.

No fundo, a Argentina usa Messi para o seu sucesso, enquanto na selecção nacional, parece que se luta para provar que, afinal, há mais ao nível de Ronaldo. Por isso, uma está na final pela segunda vez seguida e procura o seu 4º título, e a outra acha que chegar aos quartos de final é um objectivo ambicioso.

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Todos os anos, os clubes compram e vendem jogadores, alterando a configuração das suas equipas. Sempre que isto acontece...
13/07/2026

Todos os anos, os clubes compram e vendem jogadores, alterando a configuração das suas equipas. Sempre que isto acontece, que alguém entra e/ou sai, a dinâmica da equipa, do grupo, altera-se, adapta-se. Por vezes isso acontece rapidamente, outras vezes demora mais tempo. Tal depende, em grande medida, do número de atletas que entram e saem do grupo mas, também, da Liderança do grupo.

Para a nova época, e mesmo considerando que ainda falta 1 mês e meio para o fecho do mercado, parece consensual que o Porto sai na frente, não só por ser o campeão, como também por manter treinador e a grande maioria dos seus atletas. As mexidas são poucas e, quando isso acontece, a dinâmica pouco se altera. Além disso, sendo campeão em título, o espírito é mais positivo, a confiança é maior e a disponibilidade para o treino e a competição é, também ela, mais alta.

Sporting e Benf**a são, por motivos um pouco diferentes, casos de similar complexidade.

O Sporting resolveu fazer uma “limpeza de balneário”, assumindo a mudança de ciclo para o treinador Rui Borges. Saíram, ou vão sair, os jogadores que ainda se mantinham com maior ligação ao legado de Amorim: Morita, Hjulmand, Pote, Trincão, Quenda. Talvez saía ainda Inácio ou Diomande. No fundo, a espinha dorsal da equipa, dentro e fora do campo, sai este ano. É uma renovação total, ou quase.

Mais do que o número de atletas que saem, é a importância que estes atletas têm no balneário do Sporting. Ou seja, são muitos e são importantes. Isto tem um impacto tremendo no grupo.

As equipas, qualquer equipa, passam por fases na sua formação, até se tornarem realmente uma Equipa. Essas fases de formação, apesar de serem mais ou menos semelhantes para todas as equipas, são adaptativas e mudam de equipa para equipa no seu processo. Quer isto dizer que as fases são as mesmas e são experienciadas a velocidades diferentes e com impactos diferentes no dia a dia do grupo. O papel do líder é, aqui, altamente importante, não só para perceber em que fase de formação a equipa se encontra, como também para perceber como lidar com o grupo em cada uma dessas fases.

Rui Borges, já o disse, não me parece, ainda, com capacidade de liderança para um clube da dimensão do Sporting, mas este ano tem uma oportunidade de ouro pois, como não teve antes, vai ter um grupo à sua real imagem, com os perfis definidos por si, para o seu jogo, para a sua liderança. E, como eu sempre digo, todas as equipas são o espelho do seu Líder. Borges demorou a pôr este grupo à sua imagem; agora não pode falhar, mas, para acertar, precisa de tempo e, para ter tempo, precisa de pôr este grupo a jogar como equipa rapidamente. Neste capítulo, a comunicação é essencial; tenho dúvidas de que Borges consiga fazer isso assim tão depressa.

O Benf**a parte mais atrás, por um lado, mas mais à frente, por outro. Começou a preparar as coisas mais tarde, ou assim nos dizem, com indefinição quanto à liderança da equipa. Embora não tenha sido nada de positivo, a verdade é que quando os treinos e os jogos de preparação começam, isto desaparece, pois já há um Líder a orientar as coisas, neste caso, é Marco Silva.

Não sou adepto da forma de comunicar de Marco Silva, o que não quer dizer que ele não seja bom comunicador, porque é. Sabe passar as suas ideias, é coerente, tem noção do destino do seu caminho e sabe como lá quer chegar. Mais, consegue passar a sua mensagem aos atletas, exatamente por estas razões, e isto é essencial para o sucesso. Quando se fala aqui em sucesso, não me estou a referir directamente aos títulos, porque esses dependem de muitos outros factores, mas no sucesso da sua Líderança ou, se preferirem, na efectividade da sua Liderança sobre a equipa.

Marco Silva e o Benf**a têm o problema de ser tudo novo na relação treinador – equipa, pois ninguém conhece ninguém. O treinador tem que conhecer os jogadores e estes o treinador. O primeiro terá que perceber, muito rapidamente, quem encaixa, na equipa, no seu tipo de jogo, no seu estilo de liderança, e cortar quem está a mais. Esta parte é mais importante até, na vertente da liderança, do que quem precisa comprar para o seu estilo de jogo. Os jogadores, por outro lado, sentem ter outra oportunidade de provar que podem ser apostas, um novo alento para darem mais no treino, mais no jogo. Até ao corte, tudo é possível, nesta fase.

Não há milagres na liderança. Há qualidade, competência, capacidade de adaptação, eficácia na comunicação, entre outras coisas. Mas, claro, é sempre preciso um pouco de felicidade, e o Benf**a, este ano, não a teve. Começou mais cedo que os outros, sem os mundialistas e com a necessidade de vencer já, pois se não o fizer, f**ará de fora da Liga Europa, algo que poderia ter um impacto negativo grande, não só na confiança e no ânimo dos atletas, como nas finanças e na capacidade de aliciar novos jogadores. A pressão é maior nos lados da Luz, já em Julho.

Quando a bola começa a rola a sério, é muito importante se a bola bate no poste e entra, ou se bate no poste e sai. Isto vai ditar praticamente tudo. Ainda assim, vejo um Porto mais perto da vitória e um Benf**a mais longe. O Sporting, mesmo não podendo ser assumido para fora, parece-me mais focado em criar alicerces para mais anos do que só para este ano.

Relembro que, a perspectiva é referente à Liderança das equipas, apenas isso.

Liga Portugal
FC Porto
Sporting CP
Sport Lisboa e Benf**a

QUO VADIS SELECÇÃO?Treinar uma selecção é bem diferente de treinar um clube. O tempo é menor, o número de treinos é esca...
08/07/2026

QUO VADIS SELECÇÃO?

Treinar uma selecção é bem diferente de treinar um clube. O tempo é menor, o número de treinos é escasso, os resultados têm que ser mais imediatos.

Para um seleccionador ter real impacto nos seus atletas, há alguns requisitos que precisam ser preenchidos, pois, sem eles, os resultados não vão aparecer. Fala-se muito em sistema de jogo, na diferença de desempenho do clube para selecção ou na qualidade de jogo apresentado. Tudo certo, mas como potenciar tudo isso, considerando também os egos presentes? Depois, temos a parte essencial da comunicação e gestão do grupo.

Acredito que, no contexto de selecção, se está mais perto do sucesso quanto melhor o selecionador, o Líder, consegue convencer os seus atletas de que, com aquela filosofia de jogo, com aquela maneira de jogar, se vai chegar ao sucesso. Aliás, esta foi a grande diferença entre Fernando Santos em 2016 e Martinez, 10 anos depois. No primeiro caso, conseguiu convencer Ronaldo, primeiro, e o grupo, depois, de que era possível vencer – ainda ontem comentava que aquele apuramento nos últimos minutos do 3º jogo, acabou por funcionar como catalisador disso mesmo, como se Deus tivesse alinhado os planetas para f**armos do lado fácil –, enquanto Martinez nunca teve essa habilidade.

E AGORA?

A saída de Martinez e Ronaldo – acredito que irá pôr um ponto final na sua ida à selecção –, irá iniciar-se um processo de alguma renovação, ao jeito de fim de ciclo. Quer se queira ou não, a saída de Ronaldo será sempre o fim de um ciclo porque, na selecção, e até no futebol português, haverá um antes e um depois de Ronaldo.

Mas voltando ao selecionador. Dizem que será JJ a assumir o cargo, alegando a experiência, a qualidade e capacidade técnica, a forma de trabalhar, etc. Mas, o trabalho na selecção é completamente diferente do realizado nos clubes. JJ não terá tempo para o trabalho táctico que gosta de fazer com os seus atletas. Só uma nota: isto é válido para JJ, como Sérgio Conceição ou Mourinho, só para dar 2 exemplos. Mas dizia que, JJ terá que encontrar o seu núcleo de 14, 15 jogadores, para com eles iniciar um trabalho rumo ao Euro 2028, aproveitando todos os treinos para ir enraizando o seu sistema, o seu modelo de jogo, a sua filosofia.

Os jogadores funcionam muito por memória muscular, por isso os treinos são repetitivos e, várias vezes, monótonos nesse aspecto. Se treinam todos os dias para um sistema, um modelo, é difícil mudar isso em apenas 3 ou 4 dias, daí que o investimento terá que ser encarado a médio/longo prazo.

Assumindo que o objectivo, o sonho, será vencer o próximo Euro e, quem sabe, estar em condições de competir no Mundial, deve ser assumido esse objectivo de imediato, mesmo que não publicamente. Porquê? Porque, assim, é possível dizer aos atletas “vamos treinar isto durante 2 anos, até estarmos perfeitos e podermos vencer o Euro”. O cartel de JJ permitirá dizer isto e ser aceite como realizável e atingível.

A última parte é a das regras e procedimentos. Não no sentido oficial dos termos – que também têm que estar bem definidos e claros, obviamente – mas no sentido do que se pretende fazer e como. Dizer, de forma clara, “Somos 23, dos quais 14 ou 15 serão praticamente fixos, e os outros poderão variar. À medida que os treinos e as convocatórias avançam, esses 14 ou 15 podem passar a mais.”. Pode parecer que vai mexer na motivação dos atletas mas, na verdade, todos os atletas preferem a clareza em vez da dúvida.

ERROS DO PASSADO

Se o próximo selecionador achar que fazer as coisas de forma diferente, nestas áreas, vai dar melhor resultado, está enganado porque, no fundo, estará apenas a repetir os erros do passado e que, no caso da nossa selecção, se repetem desde 2010, que me lembre.

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Normalmente, esperamos que a diferença, no campo, seja feita por jogadores como Ronaldo, Messi ou Mbappé. São eles quem ...
07/07/2026

Normalmente, esperamos que a diferença, no campo, seja feita por jogadores como Ronaldo, Messi ou Mbappé. São eles quem costuma desequilibrar a balança dos jogos, especialmente quando estes estão mais equilibrados. A sua influência na equipa, na sua e na dos adversários, vai muito além das qualidades futebolísticas, entrando na componente mental. A sua presença em campo, alimenta a confiança dos seus, contribuindo para a diminuição, ainda que em graus diferentes, da confiança do adversário.

Também se sabe que, as substituições realizadas pelos treinadores têm impacto directo nos jogos, não só na vertente táctica mas também na mental. Uma substituição pode fazer uma equipa ver a sua confiança subir ou descer. É o impacto directo no inconsciente colectivo.

O que não é muito comum ver-se, é um impacto tão marcado numa situação que é quase fruto do acaso, como uma lesão muscular. Ontem, há 2 jogos naquele Portugal – Espanha: um antes e depois da lesão de Nuno Mendes. Mentalmente, após aquele minuto 55, Portugal baixou a sua confiança, para nunca mais a ganhar, e a Espanha subiu-a exponencialmente, e continuou sempre a subir até ao golo.

Até aos 55 minutos, Yamal nada fez no jogo: Mendes meteu Yamal no bolso, como se costuma dizer, e ainda teve tempo, arte e força, para ser um dos maiores dinamizadores do ataque nacional. A ideia inicial era de que o maior perigo da Espanha viria de Yamal e, com a grande exibição de Mendes a secar Lamine, Portugal estava mais confiante de que poderia vencer.

A entrada de Semedo veio deitar isso tudo abaixo. Na minha análise, a passagem de Cancelo para a esquerda seria melhor, pois o impacto mental seria menor, já que Cancelo tem mais cartel, mais “peso” que Semedo. Ora, a partir desse momento, Yamal passou sempre pelo seu adversário directo e, com isso, foi minando cada vez mais a confiança colectiva da selecção nacional.

Claro que, 5 minutos depois, Martinez fez o que faltava, ao tirar Félix, que estava a fazer um jogo enorme até defensivamente, para por Leão, que defende com os olhos. E, aí, Portugal afundou-se.

Futebolisticamente falando, não posso dizer que perdemos devido àquele lance, mas mentalmente, o nosso fim começou a ser construído naquele minuto 55 e naquela lesão de Mendes.

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