Fadinhas da Alma

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A luta da Tatiana contra o Rett
Fadinhas e Seres Mágicos
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20/06/2026

🇵🇹 (English below🇬🇧 ):
​Diferentes e Iguais!

Dizem por aí que as crianças atípicas, como a Tatiana, são diferentes.

E são!

Aliás, digam-me lá quem é que é “normal”?

Eu cá ainda estou para conhecer essa pessoa (e desconfio que, se existisse, seria uma verdadeira seca!).

A verdade é que, no fundo, somos todos feitos da mesma massa.

Todos temos os mesmos direitos, todos queremos ser felizes e todos sonhamos com as mesmas coisas!

No cerne do ser humano, somos todos iguais.

O resto? São só detalhes!

🇬🇧
Different, Yet the Same!
People often say that atypical children, like Tatiana, are different.
And they are!
But tell me… who is actually “normal”?
I’m still waiting to meet that person (and I suspect that, if they existed, they’d be terribly boring!).
The truth is that, deep down, we are all made of the same stuff.
We all have the same rights, we all want to be happy, and we all dream of the same things.
At the heart of what it means to be human, we are all the same.
Everything else? They’re just details. 🤍




18/06/2026

🇵🇹 (English below🇬🇧 ):
Não Fala e Diz TANTO!

Quem olha do lado de fora pode achar que o silêncio da Tatiana é um vazio, mas quem conhece a realidade da Síndrome de Rett sabe que o silêncio, na verdade, está cheio de significado.

A minha filha não usa palavras, mas comunica com o mundo de uma forma incrivelmente pura. Ela fala através do olhar, que brilha, que pede, que agradece e que transborda Amor.

Agradece através do sorriso!! Que ilumina os dias mais cinzentos e cura qualquer cansaço.

Comunica com o toque e da presença, que nos relembram o que realmente importa na vida.

A Síndrome de Rett pode ter-lhe tirado a voz falada, mas nunca lhe tirou a capacidade de se fazer entender, de amar e de nos ensinar tanto, todos os dias.

Ela não precisa de cordas vocais para tocar o coração de quem a rodeia.

Que possamos aprender a ouvir com os olhos e com o coração.

A inclusão começa quando decidimos escutar aquilo que não é dito. 💜
🇬🇧

She Doesn’t Speak, Yet She Says So Much!
To those looking from the outside, Tatiana’s silence may seem like emptiness. But anyone who knows the reality of Rett syndrome understands that silence is, in fact, full of meaning.
My daughter does not use words, yet she communicates with the world in an incredibly pure way. She speaks through her eyes — eyes that shine, that ask, that thank, and that overflow with love.
She speaks through her smile, which brightens the greyest days and eases even the deepest exhaustion.
She communicates through touch and presence, reminding us of what truly matters in life.
Rett syndrome may have taken away her spoken voice, but it has never taken away her ability to make herself understood, to love, and to teach us so much every single day.
She does not need vocal cords to touch the hearts of those around her.
May we learn to listen with our eyes and with our hearts.
Inclusion begins when we choose to hear what is not being said. 💜




16/06/2026

🇵🇹 (tap for English🇬🇧 ):
​Eu VEJO-TE! 🤍

Ser mãe ou pai atípico é viver numa montanha-russa que o mundo exterior, nem sempre, compreende.

É um caminho feito de amor incondicional, mas também de desafios diários que, muitas vezes, são ultrapassados no silêncio do nosso coração.

Por isso, hoje quero parar um momento para vos dizer: eu vejo-vos!!

Vejo-vos nas noites sem dormir e na preocupação constante com o futuro.
Vejo-vos a celebrar cada pequena grande vitória, daquelas que mais ninguém entende a exigência que tiveram por trás.
Vejo-vos a ser terapeutas, advogados dos vossos filhos, educadores e a força motriz de uma casa que nunca para.
Vejo-vos a engolir o cansaço para dar o vosso melhor sorriso, todos os santos dias.
Como mãe atípica, sei bem que a solidão pode bater à porta e que o cansaço nos pode dobrar, mas quero que saibam que não estão sozinhos. A nossa dedicação é extraordinária, o nosso amor é uma força da natureza e a nossa resiliência é inspiradora.

Se estás a ler isto e te sentes exausto ou exausta, respira...

Tu estás a fazer um trabalho incrível.

Eu entendo-te.

Eu apoio-te.

Eu vejo-te.




13/06/2026

🇵🇹 (English below🇬🇧 ):
​​A empatia mora ao lado

Por trás da parede do vizinho, há um mundo que nem sempre se consegue ver.

Às vezes, ouves passos mais descompassados no meio da noite. Um choro que parece não ter fim. Sons repetitivos, uma porta que bate que, para quem está de fora, pode parecer apenas “falta de regras” ou barulho. Mas, na verdade, é o som da nossa luta diária!

​​O que para vocês é um pequeno incômodo, para nós é o limite de nossas forças.

A verdadeira comunidade é construída quando trocamos o julgamento pela compreensão. Quando, em vez de um olhar de reprovação no elevador, ofereces um sorriso caloroso. Quando, em vez de uma reclamação, bates à porta para perguntar: “Está tudo bem? Precisa de alguma ajuda?”

Ser vizinho é compartilhar o mesmo espaço, mas ter empatia é compartilhar o mesmo coração. Vamos olhar mais de perto, ouvir com mais carinho e julgar menos.

O Amor e a paciência também se cultivam no condomínio.

🤍 Envia este post para alguém que precisa de ler isto, para entender melhor 🙏

🇬🇧
Empathy Lives Next Door
Behind your neighbour’s wall, there is a world you cannot always see.
Sometimes, you hear uneven footsteps in the middle of the night. A cry that seems endless. Repetitive sounds. A door that slams. To someone on the outside, it may seem like “a lack of discipline” or simply noise. But in reality, it is the sound of our daily struggle.
What may be a small inconvenience to you can be the very limit of our strength.
A true community is built when we replace judgement with understanding. When, instead of a disapproving look in the lift, you offer a warm smile. When, instead of a complaint, you knock on the door and ask, “Is everything alright? Do you need any help?”
Being neighbours means sharing the same space, but having empathy means sharing the same heart.
Let’s look a little closer, listen with more kindness, and judge less.
Love and patience can also be cultivated within a community.
🤍 Share this post with someone who needs to read it and better understand this reality. 🙏



11/06/2026

🇵🇹 (tap for English 🇬🇧 ):
​O esgotamento de que ninguém fala!

Ser pai ou mãe é, por si só, um dos maiores desafios da vida. Mas quando a parentalidade é atípica, a exigência muda de escala.

Não se trata de uma fase difícil ou de uma semana cansada. Falamos de um estado de alerta constante que, muitas vezes, culmina no burnout.

O impacto não é imaginário. É real, diário e profundo! Fisicamente,existe uma exaustão crónica, o corpo parece pesar o dobro e o sono deixa de ser reparador.

Apresentamos sintomas somáticos, dores de cabeça constantes, tensões musculares, problemas digestivos e uma quebra acentuada no sistema imunitário, sendo que o nosso corpo passa a estar em modo de sobrevivência, vivemos com os níveis de cortisol (a hormona do stresse) permanentemente elevados.

Emocionalmente, existe um impacto GIGANTE! Temos a sensação de que ninguém compreende verdadeiramente a complexidade da rotina. Sentimos uma culpa avassaladora, uma incapacidade mental de “desligar”, antecipando crises, gerindo terapias, burocracias e a inclusão escolar.

Não estamos à beira de um esgotamento, nós estamos lá… todos os dias!




09/06/2026

🇵🇹 (tap for English 🇬🇧 ):
Como fazer a diferença!

Muitas vezes olhas para a rotina de um pai ou de uma mãe atípica e pensas: «Gostava tanto de ajudar, mas não sei como.

A verdade é que fazer a diferença na nossa vida não exige grandes gestos heroicos, mas apenas empatia genuína e ações concretas.

Se queres apoiar verdadeiramente, começa por validar o nosso cansaço e os nossos sentimentos, sem julgamento ou sem formular conselhos.

Ouvir sem criticar já é um abraço gigante!

Outra forma incrível de agires é oferecer ajuda específica. Em vez do habitual «avisa se precisares de alguma coisa», experimenta propor algo prático, como ires ao supermercado, levar um lanche e ficar à conversa durante uma hora para que possamos respirar.

Lembra-te também de manter os convites, mesmo que nós tenhamos recusado a maioria das vezes devido a crises ou rotinas rígidas.

Vamos sentir que continuamos a ser lembrados e incluídos e, isso, faz toda a diferença para combater o isolamento.
Finalmente, olha para nós pais, para lá da parentalidade. Pergunta como estamos, o que temos feito por nós e recorda-nos de que, antes de seremos cuidadores a tempo inteiro, somos pessoas que também precisam de colo, mimo e atenção.

Mudar o dia de uma família atípica está ao alcance de todo!

Basta estarmos presentes de forma real, sem pressões e com o coração aberto. 💙




06/06/2026

🇵🇹 (tap for 🇬🇧 ):
​Ser mãe de uma menina atípica é uma aventura!!

É aprender a ler o mundo com outros olhos e, muitas vezes, validar gestos que, para a maioria, são banais.

Por isso, hoje sinto uma necessidade imensa de compartilhar uma palavra que me enche a alma: Gratidão. ✨

Há dias em que a rotina pesa, em que os pequenos obstáculos do dia a dia parecem gigantes mas depois, a vida surpreende-nos.

Falo de momentos da vida comum, como entrar num café cheio, não haver uma única mesa vaga e perceber que o mundo continuar a girar, indiferente.

Mas, de repente, alguém repara. Alguém olha para nós, percebe a nossa realidade e decide fazer a diferença. Alguém se levanta e cede o seu lugar para que a minha Tatiana se possa sentar. 🤍

Parece um gesto simples, mas para nós é tudo. É empatia pura. Sentimos um abraço que nos diz:

“Eu vejo-vos, eu importo-me” .

A todas as pessoas que guardam este olhar atento e generoso para com o outro, o meu mais profundo obrigado .

Vocês não imaginam o impacto que têm no dia de uma mãe e na vida de uma criança. O mundo precisa de mais pessoas como vocês. 🌍🙏




04/06/2026

🇵🇹 (English below🇬🇧 ):
​Sorte!

Não digam que é “sorte”.

Quando um filho atípico frequenta uma escola que realmente inclui, que capacita e que o trata com a dignidade que merece, isso não é uma questão de Sorte.

Não é um bónus, não é uma caridade e não é um privilégio.

É um direito.

A inclusão e o respeito pela neuro divergência e pela deficiência são bases inegociáveis dos direitos humanos. Celebrar a existência de espaços inclusivos é importante, mas normalizá-los como um favor é perpetuar a ideia de que o básico é opcional, e não é!

Nenhum pai ou mãe deve ter de respirar de alívio por ver o seu filho tratado como um ser humano pleno no espaço escolar.

O cumprimento da lei e a garantia de dignidade não são sorte, são o padrão mínimo exigido a uma sociedade civilizada.

Pelo direito de todos os nossos filhos estarem, pertencerem e evoluírem onde quer que estejam!

🇬🇧
Luck!
Please don’t call it “luck”.
When an atypical child attends a school that truly includes, empowers and treats them with the dignity they deserve, that is not a matter of luck.
It is not a bonus, it is not charity, and it is not a privilege.
It is a right.
Inclusion and respect for neurodiversity and disability are non-negotiable foundations of human rights. Celebrating the existence of inclusive spaces is important, but treating them as a favour only reinforces the idea that the basics are optional — and they are not.
No parent should have to breathe a sigh of relief simply because their child is being treated as a full human being within the school environment.
Compliance with the law and the guarantee of dignity are not matters of luck; they are the minimum standard expected of a civilised society.
For the right of all our children to be present, to belong, and to thrive wherever they are. 🤍




02/06/2026

🇵🇹 (English below🇬🇧 ):
O que não dizemos em voz alta!

Existem coisas que a maternidade atípica nos faz sentir, mas que raramente dizemos em voz alta. 🤍

Há pensamentos que guardamos a sete chaves, não por falta de amor, mas porque o mundo lá fora nem sempre tem o “manual de instruções” para os compreender.

Sentir cansaço não é falta de força, e desejar um minuto de silêncio não é falta de dedicação. É só ser humana numa jornada que exige superpoderes todos os dias.

A maternidade atípica é feita de duplos saltos mortais, de vitórias gigantescas em passos pequeninos e de um amor que transborda, mesmo quando o cansaço aperta.

Se também guardas esses pensamentos contigo... sabe que não estás sozinha.

Um abraço apertado a todas as mães que me leem por aqui.
🇬🇧

What We Don’t Say Out Loud
There are things that atypical motherhood makes us feel, but that we rarely say out loud. 🤍
There are thoughts we keep locked away, not because we love our children any less, but because the world is not always equipped with the “instruction manual” to understand them.
Feeling exhausted is not a sign of weakness, and longing for a moment of silence is not a lack of dedication. It is simply being human in a journey that demands superpowers every single day.
Atypical motherhood is made up of double somersaults, of enormous victories achieved through the smallest steps, and of a love that overflows even when exhaustion takes hold.
If you carry these thoughts within you too, know that you are not alone.
A warm embrace to all the mothers reading this today. 🫂✨




28/05/2026

🇵🇹 (tap for English 🇬🇧 ):
​ A Dor é normal!

Muitas vezes, o silêncio guardamos uma dor que as palavras não conseguem explicar. 🤍

É um sentimento que quase destrói, que surge, sem aviso, quando olhamos para o lado e comparamos o percurso dos nossos filhos atípicos com o dos filhos típicos.

Aí, é normal sentirmo-nos “destruídas” por dentro, é legítimo sentir o peso da incerteza e o cansaço de uma jornada que exige de nós o que nem sabíamos que tínhamos para dar.

Mas há algo importante que precisas de saber: a dor é normal!

Não te sintas culpada por senti-la. Ela não define o teu amor, define apenas a tua humanidade.

O mais extraordinário é que é precisamente no meio desses escombros que encontramos a matéria-prima para nos reerguermos.

É nessa vulnerabilidade que nasce uma força infinita, uma capacidade de superação que nos torna capazes de tudo pelos nossos filhos.

Crescemos com eles.

Aprendemos a celebrar vitórias que, para outros, seriam invisíveis e, acima de tudo, descobrimos que ser mãe de uma criança atípica é viver num estado de amor e coragem constantes.




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