16/10/2026
A DIREXPortugal - Realistic Training Scenarios é uma marca de referência em Portugal especializada na criação de cenários hiper-realistas de treino para forças de segurança, bombeiros, proteção civil e profissionais de saúde. Fundada em 2012 e sediada em Paços de Ferreira (Porto), a empresa atua na área do desenvolvimento profissional, fornecendo ferramentas e simulações para que os operacionais possam treinar em ambientes o mais próximos possível da realidade.
O que se sabe detalhadamente sobre as suas valências e atividades inclui:
1. Principais Serviços e Valências (Efeitos Especiais - SFX)
A empresa foca-se no máximo realismo visual, tático e médico através de parcerias com redes internacionais (como a Maxpreven España). Destacam-se as seguintes áreas:
• Maquilhagem de Trauma e Moulage: Aplicação de próteses e maquilhagem avançada para simular ferimentos críticos, amputações e fraturas expostas. Isto permite preparar equipas para cenários multi-vítimas de catástrofe ou incidentes com múltiplas vítimas (MASCAL).
• Simuladores de Fogo Real Controlado e Fumo: Fornecimento de equipamentos como geradores de fumo (por exemplo, o simulador Stratus) e sistemas de fogo controlado para o treino avançado de equipas de extinção de incêndios e salvamento.
2. Parcerias e Exercícios de Grande Escala
A DIREXPortugal trabalha em estreita colaboração com entidades de formação médica e académica. Um exemplo prático da sua atividade é a cooperação regular com a Ocean Medical e o Politécnico de Leiria em exercícios como o MASCAL e o curso ITLS Military (International Trauma Life Support). Nestes eventos, a empresa m***a cenários complexos (como acidentes rodoviários graves provocados por quedas de árvores ou simulações em contexto militar) para testar a triagem, coordenação e o stress das equipas de emergência.
3. Perfil Organizacional
• Dimensão: Trata-se de uma microempresa, contando com uma estrutura de 2 a 10 funcionários.
• Filosofia: Operam sob o lema "Treino difícil para um combate mais fácil... Para que outros vivam", focado na premissa de que a eficácia do salvamento real depende diretamente da exigência psicológica e visual exercida durante a simulação.
A DIREXPortugal tem capacidade para projetar cenários de incêndio simulado numa escala altamente flexível, cobrindo desde pequenas simulações em espaços confinados até exercícios complexos de grande escala para infraestruturas críticas e cenários multi-vítimas.
A escala e a tipologia dos cenários dividem-se essencialmente em três níveis de empenhamento:
1. Pequena a Média Escala: Espaços Confinados e Sensíveis
Ideal para locais onde o uso de fogo real ou combustão é proibido, contraindicado ou perigoso (como escolas, hospitais, escritórios ou navios).
• Tecnologia Ecológica (Sem Combustão): Utilização de simuladores avançados de chama (sistemas Firespot, Firespot XXL e Pandora) que recriam o aspeto visual do fogo através de efeitos de luz LED verticais combinados com v***r.
• Objetivo: Treino tático de equipas de busca, salvamento e progressão em ambientes urbanos fechados com total segurança.
2. Média a Grande Escala: Infraestruturas Críticas e Túneis
Para treinar a resposta operacional em estruturas complexas de engenharia que exigem uma saturação visual severa.
• Saturação de Fumo de Alta Densidade: Uso de geradores de fumo industriais (como o sistema Stratus) capazes de ocultar a visibilidade e preencher grandes áreas rapidamente.
• Casos Reais: A empresa desenvolve este nível de escala para testar planos de emergência complexos, como os exercícios de incêndio em túneis rodoviários realizados em parceria com a Brisa Concessão Rodoviária.
3. Grande Escala: Incêndios Estruturais e Eventos Multi-Vítimas (MASCAL)
Cenários massivos desenhados para testar não só o combate ao fogo, mas toda a cadeia de triagem médica, comando de incidentes e stress psicológico sob condições extremas.
• Persistência em Exteriores: Aplicação de líquidos de fumo técnicos específicos para cenários ao ar livre, mantendo a visibilidade reduzida ativa durante várias horas de exercício.
• Fogo Real Controlado: Integração de simuladores de fogo real controlado para treino avançado de extinção com linhas de água.
• Dimensão Operacional: Capacidade para desenhar exercícios integrados de longa duração. Um exemplo foi o exercício MASCAL20, que envolveu um incêndio estrutural complexo com mais de 16 horas de operações, 120 operacionais no terreno e mais de 50 vítimas simultâneas caraterizadas com maquilhagem de trauma.
O portefólio da DIREXPortugal destaca-se pela realização regular e anual de exercícios complexos de Incidentes com Múltiplas Vítimas (MASCAL), simulacros em infraestruturas industriais e parcerias estratégicas com municípios e concessionárias de transportes.
Os exercícios mais significativos e mediáticos dividem-se em três grandes frentes:
1. Exercícios MASCAL (Mass Casualty Incidents) com Ensino Superior
A empresa é a parceira oficial na criação de cenários de catástrofe para a avaliação prática da Pós-Graduação em Emergência Médica e Catástrofe (promovida pela Ocean Medical e pelo Politécnico de Leiria).
• MASCAL 2026: Um dos exercícios mais dinâmicos do portefólio da empresa. O cenário principal envolveu um acidente rodoviário grave em cadeia provocado pela queda de uma árvore de grande porte. A equipa de efeitos especiais da DIREXPortugal alterou as variáveis e o estado das vítimas em tempo real para testar a capacidade de triagem, liderança e adaptação dos formandos face a recursos limitados.
• MASCAL 2024 / MASCAL 2025: Edições que recorreram fortemente a simuladores de fumo de alta densidade e fogo controlado. Os cenários incluíram explosões industriais com dezenas de feridos caracterizados com maquilhagem de trauma complexa (amputações e queimaduras críticas).
2. Simulacros Rodoviários em Infraestruturas Críticas
• Exercício de Emergência em Túnel (Grupo Brisa): Exercício de elevada complexidade tática realizado para a Brisa Concessão Rodoviária. O cenário simulou um incêndio violento no interior de um túnel rodoviário. Devido às restrições ambientais e de segurança que impedem o uso de chamas reais nestes espaços, a DIREXPortugal utilizou os seus simuladores digitais LED FireSpot XXL e geradores de fumo Stratus para criar uma saturação visual de fumo realista, obrigando à ativação total dos planos de evacuação e emergência da concessionária.
3. Treino Operacional de Corpos de Bombeiros e Autarquias
• Exercício PASIR (Santa Maria da Feira): Desenvolvido em colaboração com o Município de Santa Maria da Feira, este simulacro testou a coordenação de meios municipais de Proteção Civil. Contou com a aplicação em grande escala de granadas de fumo industriais e ferimentos pré-feitos em figurantes.
• Plano de Treino com os B.V. de Freamunde (Riscos Industriais): Exercício focado na resposta a incêndios provocados por fugas de gás. Em ambiente industrial controlado, serviu para treinar operacionais em procedimentos de segurança face a materiais inflamáveis e monitorização de temperaturas extremas.
• Exercício Final TAS (Cruz Vermelha Portuguesa e Corporações do Norte): Um mega-exercício conjunto que juntou delegações da CVP (Frazão, Alpendurada, Sobreira, Matosinhos, Porto, Gaia, entre outras) e os Bombeiros Voluntários de Freamunde. A DIREXPortugal montou cenários de acidentes de viação complexos para certificar os formandos do curso de Tripulante de Ambulância de Socorro (TAS).
A gestão de exercícios hiper-realistas assenta numa combinação rigorosa de engenharia de simulação ecológica (sem combustão destrutiva) e de uma logística tática de caracterização em massa conhecida como moulage.
Abaixo encontram-se os detalhes técnicos dos equipamentos utilizados pela DIREXPortugal e a metodologia de bastidores para gerir cenários com mais de 50 vítimas simultâneas.
Part I: Detalhe Técnico dos Equipamentos SFX (Incêndios)
A DIREXPortugal recorre à tecnologia da prestigiada marca holandesa FireWare (em parceria com a Maxpreven España) para gerar ambientes severos e imersivos sem produzir calor nocivo ou resíduos químicos nocivos em aeroportos, edifícios ou túneis.
1. Gerador de Fumo Industrial "Stratus"
• Capacidade de Ocultação: Trata-se de uma máquina de fumo tática de alta densidade desenvolvida especificamente para treino de bombeiros. Ao contrário das máquinas de fumo recreativas, o sistema Stratus foi desenhado para criar uma saturação visual persistente e estanque, capaz de preencher grandes volumes (como hangares de aeroportos ou túneis estruturais) em poucos minutos.
• Persistência Externa: Utiliza fluidos técnicos de fumo espessados que resistem à dispersão imediata provocada por correntes de ar ou vento em ambientes exteriores, mantendo o cenário tático ativo durante horas de exercício.
2. Simuladores de Chama Digitais: "FireSpot XXL" & "Pandora"
• Ilusão Óptica Dinâmica: O FireSpot é um sistema de projetores LED potentes combinados com dinâmicas de ventilação e sedas especiais (Mini Silkflame) ou v***r de fumo ajustado. Projeta um padrão oscilante vertical que replica com exatidão a cor, cintilação e movimento de uma chama real.
• Integração Pandora's Box: A caixa de controlo Pandora unifica os efeitos. Interliga os geradores de fumo com o FireSpot e acrescenta a Soundbox V3, que reproduz até 58 efeitos sonoros críticos em alta fidelidade (como o crepitar estrutural do fogo, explosões, colapsos ou gritos de socorro em loop). Para maximizar a imersão sensorial, o cenário é complementado com sprays químicos que emulam o odor a plástico ou fios elétricos queimados.
Part II: Logística e Pormenores Táticos da Maquilhagem de Trauma (MASCAL > 50 Vítimas)
Gerir mais de 50 figurantes com ferimentos graves numa janela temporal restrita (normalmente de madrugada, antes do início do exercício) exige uma cadeia de m***agem industrial e controlo clínico rigoroso.
1. A Cadeia de Montagem de Caracterização (Moulage)
Em exercícios de larga escala, a DIREXPortugal m***a uma Linha de Produção SFX dividida por estações especializadas para garantir rapidez (uma média de 3 a 5 minutos por vítima):
• Estação 1 (Colagem de Próteses): Aplicação de próteses de silicone e látex pré-moldadas na pele dos figurantes (representando fraturas expostas, pedaços de vidro/metal cravados, eviscerações ou amputações).
• Estação 2 (Coloração e Queimaduras): Maquilhadores aplicam paletas de cores resistentes à água para emular necrose, queimaduras de 1.º, 2.º e 3.º grau, cianose (falta de oxigénio) ou palidez severa provocada por choque hemorrágico.
• Estação 3 (Fluidos Clínicos): Abastecimento de sangue artificial e fluidos corporais biológicos simulados. Utilizam-se sistemas ocultos de bombagem manual e tubagens finas sob a roupa para simular hemorragias ativas arteriais (jatos de sangue pulsantes), desafiando os operacionais a aplicar torniquetes eficazes e compressão direta sob stress.
[Briefing Clínico] ➔ [Estação 1: Próteses] ➔ [Estação 2: Cores SFX] ➔ [Estação 3: Sangue Ativo] ➔ [Posicionamento Tático]
2. Cartões de Triagem Dinâmicos e Briefing de Atores
Cada um dos 50 figurantes recebe um Cartão de Parâmetros Vitais clínico oculto e instruções estritas de atuação.
• Simulação de Sintomas: Os figurantes são instruídos a encenar estados de choque reais: hiperventilação, confusão mental, gritos histéricos (para criar poluição sonora e stress nas equipas) ou inconsciência total.
• Evolução Tática (Mudança de Variáveis): À medida que os formandos avançam, os técnicos da DIREXPortugal podem atualizar o estado da vítima. Se uma equipa de socorro demorar demasiado tempo a estancar uma hemorragia ativa simulada na Estação 3, o figurante recebe indicações para parar de gritar e simular paragem cardiorrespiratória ou coma, forçando a equipa médica a readaptar a sua estratégia de triagem médica em tempo real.
A introdução de fumo denso em locais públicos ou vias de circulação ativa exige um protocolo rigoroso de planeamento tático e coordenação institucional para anular qualquer risco real de acidentes rodoviários, pânico ou falsos alarmes da população.
O planeamento da DIREXPortugal e das entidades organizadoras assenta nos seguintes pilares táticos:
1. Articulação com Forças de Segurança e Proteção Civil
Nenhum cenário com recurso ao gerador Stratus ou a granadas de fumo industriais avança em espaço público sem a validação e presença da GNR (Guarda Nacional Republicana), da PSP (Polícia de Segurança Pública) e da Proteção Civil Municipal.
• Corte e Balizamento Tático: São criados perímetros de segurança bem delimitados. No caso de simulacros em túneis ou autoestradas (como os realizados com a Brisa), o trânsito da via pública é completamente cortado ou desviado previamente pelas autoridades, garantindo que nenhum condutor civil seja apanhado de surpresa pela cortina de fumo simulada.
2. Controlo da "Poluição Visual" e Avisos Prévios à População
O fumo exterior gerado possui uma persistência técnica elevada. Por isso, a Proteção Civil e a empresa emitem avisos prévios nos órgãos de comunicação social locais, redes sociais e juntas de freguesia, alertando a população para a data, hora e local do simulacro. Isto evita o pânico público e o entupimento das linhas de emergência (112) com falsos alarmes de incêndios reais.
3. Fumo Técnico 100% Seguro (Ecológico e Não Tóxico)
Embora a densidade visual seja severa (reduzindo a visibilidade a zero), o fluido ev***rado utilizado nos sistemas da DIREXPortugal é certificado, biodegradável e não tóxico. Não deixa resíduos oleosos nas vias (o que poderia tornar o asfalto escorregadio após a reabertura do trânsito) e é totalmente seguro para a inalação por parte dos figurantes e operacionais sem máscaras de oxigénio.
A Formação Específica de Moulage para Técnicos
Como o tema da caraterização hiper-realista desperta muito interesse tático, a capacitação de novos técnicos também obedece a uma lógica formativa muito particular:
A DIREXPortugal dinamiza formações focadas em Técnicas de Caracterização de Vítimas e Moulage para Simulacros, destinadas a membros de equipas de socorro, bombeiros e profissionais de saúde que pretendam dominar a m***agem de cenários. Nesta formação, os técnicos aprendem:
• Química de Materiais SFX: Manipulação segura de silicones de cura rápida, gelatinas táticas de modelação e látex para criar tecidos humanos simulados resistentes à água e ao movimento dos figurantes.
• Fisiopatologia Visual: O formando aprende que a caracterização não é apenas "estética". É necessário estudar a medicina do trauma para saber exatamente onde posicionar uma equimose (pisadura), como desenhar uma queimadura por radiação ou a cor exata que a pele adquire em caso de paragem respiratória (cianose).
Para garantir que 50 a 60 vítimas estão perfeitamente caraterizadas e posicionadas no terreno no momento exato em que o alarme do exercício dispara (a chamada "Hora H"), a equipa de moulage da DIREXPortugal trabalha sob um cronograma militarizado de produção contínua.
Assumindo que o simulacro tem o seu início (Hora H) agendado para as 09:00 da manhã, o trabalho de bastidores começa uma a três horas antes.
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