04/09/2026
Trauma e esperança podem parecer experiências opostas, mas estão muitas vezes profundamente ligados na forma como vivemos e nos relacionamos.
A psicanálise relacional convida-nos a olhar para o trauma não como um acontecimento isolado no passado, mas como algo que se inscreve na matriz relacional em que fomos crescendo, nos vínculos que nos formaram, nos ficaram a faltar, ou nos feriram. Não é apenas aquilo que nos aconteceu. É, muitas vezes, a forma como passamos a estar connosco e com os outros: na dificuldade em confiar, em estabelecer limites, em sentirmo-nos dignos de afeto e de reconhecimento.
Mas se é na relação que o trauma se instala, é também na relação, no encontro intersubjetivo com o outro, que se abre espaço para reparação. É nesse espaço, muitas vezes atravessado por momentos de rutura e reparação, que se pode compreender e ressignificar o que aconteceu. Não como apagamento do passado, mas como possibilidade de o viver de outra forma, dentro de uma relação que sustenta e que também transforma.
É aí que nasce a esperança: não como promessa de que tudo se re(dis)solve, mas como possibilidade concreta de mudança: a de não ficarmos presos ao que foi e de podermos construir novas formas de estar connosco e com os outros.
Vamos pensar sobre isto em conjunto dia 26 de Setembro, no Algarve. Encontramo-nos lá?
Lembramos que este evento é gratuito e de inscrição obrigatória.
Podem inscrever-se e obter mais informações através de: [email protected]