Foi fundada pela Sociedade Promotora de Asilos Creches e Escolas, em 1905, e encerrou definitivamente em 1987. Encerrou definitivamente em 1987.
EO - Escola Oficina n.º 1
(1905-1987)
Foi fundada pela Sociedade Promotora de Asilos Creches e Escolas, em 1905, sob inspiração maçónica (republicana e anarquista), tendo sido inicialmente pensada como escola de marcenaria dirigida a alunos de bairros operários, de classes trabalhadoras e médias. Mas acabaria por dar lugar a um projecto mais vasto e ambicioso, associado ao princípio do ensino
integral. Começou a funcionar com maior fôlego em 1907, altura em que se procurou implementar novos planos educativos. Estiveram ligados à sua direcção figuras como Adolfo Lima e Luís da Matta. Ficou associada a um modelo pedagógico claramente inovador, de que são exemplo "A Solidária" (associação de estudantes encarregue de uma parte da gestão escolar), o regime de coeducação e o auto-educação (devendo o aluno educar-se a si mesmo), o plano de estudos e modelo de avaliação contínua, sem exames, orientado por observação do professor. No fim de cada ano lectivo o conselho escolar reunia-se para discussão desta avaliação mas sem atribuir níveis de classificação: o aluno era apenas "aprovado" ou "reprovado". Neste modelo pedagógico destacou-se ainda a importância da observação e do experimentalismo pelo aluno (também por inspiração maçónica), do ensino da botânica, da representação de peças teatrais (organizadas pelos próprios alunos) e do ensino da sociologia (aliás totalmente inédito na época). A partir de 1912 foi reconhecida pelo governo republicano como instituição de utilidade pública, passando a ter equivalência aos seus diplomas. Em 1914, por conflitos entre Adolfo Lima e Luís da Matta, o primeiro acabaria por abandonar a direcção da Escola, sendo então substituído por César Porto. Em 1918 a escola terá atingido o maior número de alunos, mas a partir de então, e até 1930, entrou em processo de decadência, embora se movessem alguns esforços no sentido da sua reorganização. A partir da década de 30 não seria mais do que uma "escola normal para crianças pobres do bairro da Graça" (localizada no largo da Graça, n.º 58, em edifício hoje abandonado).