Paulo Borges

Paulo Borges Professor na Faculdade de Letras e na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Cofundador de Visão Pura e Santuário Dewachen. Coordenador de Irmânia.

Professor de meditação, escritor e tradutor.

“Realizei claramente que a mente nada é senão rios, montanhas e a terra grande e vasta, o sol, a lua e as estrelas”- Dog...
07/09/2026

“Realizei claramente que a mente nada é senão rios, montanhas e a terra grande e vasta, o sol, a lua e as estrelas”

- Dogen (descrevendo o seu despertar)

Presença Plena - meditação on-line com Paulo Borges
2as feiras - 18:30-20:00
Recomeça a 14 de Setembro

Informações e inscrições:

https://visaopura.pt/actividade/meditacao/

Imagem: Ecobuda no Santuário Dewachen

Os quatro pilares do florescimento humano, segundo a neurociência - consciência, conexão, insight e propósito - , são um...
03/09/2026

Os quatro pilares do florescimento humano, segundo a neurociência - consciência, conexão, insight e propósito - , são uma das bases das práticas meditativas que facilito semanalmente, abertas a todos.

“Nos últimos anos, concentrámo-nos em duas questões fundamentais: de que competências necessitamos para florescer perante os desafios crescentes do mundo contemporâneo? E será possível desenvolver a nossa capacidade de florescer tanto quando tudo corre bem como, diante de enormes adversidades, continuar a aprender, a crescer e a preservar o nosso bem-estar? Verificámos que o florescimento humano acontece quando:

1. estamos plenamente presentes e conscientes;
2. vivemos relações positivas com as pessoas que fazem parte da nossa vida e com o ambiente natural em que habitamos;
3. possuímos uma compreensão lúcida dos nossos pensamentos e das nossas emoções;
4. sentimos que a nossa vida tem significado e propósito.

E tudo isto pode acontecer mesmo em circunstâncias de dificuldade e de stress”

- Richard J. Davidson e Cortland Dahl, Born to Flourish, Scribe, 2026, p.8.

Presença Plena - meditação on-line com Paulo Borges
2as feiras - 18:30-20:00
Recomeça a 14 de Setembro

Informações e inscrições:

https://visaopura.pt/actividade/meditacao/

Muito sofreremos até vermos que a realidade não tem pronomes pessoais. Foto: Santuário Dewachen
03/09/2026

Muito sofreremos até vermos que a realidade não tem pronomes pessoais.

Foto: Santuário Dewachen

“(…) a fertilidade masculina, representada pelos aludidos monólitos fálicos, era acompanhada por culto da fertilidade fe...
31/08/2026

“(…) a fertilidade masculina, representada pelos aludidos monólitos fálicos, era acompanhada por culto da fertilidade feminina, como transparece dos menires ovóides do Barlavento Algarvio, com representações se***is femininas (vulvas em relevo) (…)”

- João Luís Cardoso, Pré-História de Portugal, 2002, p.233.

O simbolismo da conjunção energética masculino-feminino avulta na nossa ancestral cultura pré-histórica, milénios antes da sua formulação na união Shiva-Shakti ou yin-yang nos textos indianos e chineses. A esta e outras questões - e sobretudo à sua actualização experiencial e meditativa aqui e agora - dedicarei o curso on-line, a começar no final de Outubro, “Ilha dos Amores. Uma viagem filosófico-meditativa pelos grandes arquétipos mítico-simbólicos da cultura portuguesa”, um verdadeiro tesouro por descobrir e desfrutar. Se desejarem saber mais escrevam para [email protected]
Imagem: menir do Padrão

“Que voz vem no som das ondasQue não é a voz do mar?É a voz de alguém que nos fala,Mas que, se escutamos, cala,Por ter h...
30/08/2026

“Que voz vem no som das ondas
Que não é a voz do mar?
É a voz de alguém que nos fala,
Mas que, se escutamos, cala,
Por ter havido escutar”

- Fernando Pessoa, “As Ilhas Afortunadas”, Mensagem

“Creio que o factor mais importante na preparação para a morte é recordar que morremos tal como vivemos. Se aprendermos ...
29/08/2026

“Creio que o factor mais importante na preparação para a morte é recordar que morremos tal como vivemos. Se aprendermos a acolher a impermanência, a trabalhar com os nossos kleshas (aflições mentais), a reconhecer a natureza semelhante ao céu da nossa mente e a abrir-nos cada vez mais às experiências da vida, estaremos a aprender simultaneamente a viver e a morrer. Se desenvolvermos uma paixão por conhecer a natureza sem fundamento, imprevisível e insondável do nosso mundo e da nossa mente, isso permitir-nos-á enfrentar a nossa morte com mais curiosidade do que medo”

— Pema Chödrön, How We Live Is How We Die (titulo português: Viver a Vida, Aceitar a Morte)

É triste ver tantas pessoas, com a melhor das intenções, a recorrer à IA para escrever e criar. Os produtos ficam demasi...
22/08/2026

É triste ver tantas pessoas, com a melhor das intenções, a recorrer à IA para escrever e criar. Os produtos ficam demasiado “perfeitos”, ou seja, falta-lhes a imperfeição, a irregularidade e o inacabamento que é a marca do humano, da criatividade e da autenticidade. Falta-lhes o que no Japão se chama Wabi-sabi, a beleza do defeito, da falha e da incompletude que singularizam e tornam cada obra única e irrepetível. Falta-lhes a indelével marca do tempo e dos processos internos. Seduzidos pela facilidade, imediatez e fascínio do resultado final, os humanos demitem-se dos longos, dolorosos e incertos processos de transformação e iniciação. E assim se auto-enganam, regridem e se desumanizam.

21/08/2026

O que a nossa cultura profunda, desde as suas raízes pré-históricas até à actualidade, com o seu sentido de conexão com o fundo divino de todas as coisas, a ancestralidade e a terra viva, tem a dizer aos humanos alienados e zombies que somos, perdidos em narcisismo, ecrãs e distracções tecnológicas? O que significam o nosso fundo atlante e o megalitismo, os antigos nomes deste território - Oestrímnia e Ophyussa, a Terra das Serpentes, bem como Lusitânia e Portugal - , o cristianismo alternativo do galaico-lusitano Prisciliano, as mouras encantadas em forma de serpentes e os seus tesouros, as viagens visionárias a ilhas paradisíacas, a demanda do Santo Graal, o Império do Espírito Santo e o Quinto Império? Que mensagem há em tudo isto que nos pode ajudar a não sermos “cadáveres adiados que procriam”, como escreveu Fernando Pessoa, mas a viver de forma mais plena, desperta e liberta, para nosso bem e de todos os seres? Se quiseres saber mais sobre o meu curso on-line “Ilha dos Amores. Uma viagem filosófico-meditativa pelos grandes arquétipos mítico-simbólicos da cultura portuguesa”, escreve para [email protected]

19/08/2026

Haverá maior propósito na vida do que orientá-la para o bem de todos os seres, sem qualquer excepção?

18/08/2026

O que será, como diz Eduardo Lourenço, o “fundo silencioso ou silenciado” da cultura portuguesa? Que relação terá com as nossas vidas? E o que o silencia: será o nosso desconhecimento a seu respeito? Que caminhos a cultura portuguesa nos indica para o descobrirmos? Esta cultura tão espantosamente rica quanto espantosamente ignorada por nós mesmos, reféns da tendência da mente para procurar longe o que está próximo. É a isto que vou dedicar este curso, com a assistência de Fábio Ramunni: Ilha dos Amores. Um percurso filosófico-meditativo pelos arquétipos mítico-simbólicos da cultura portuguesa. Se queres saber mais escreve para: [email protected]

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