23/06/2026
📑Em Trabalho📑
Ler os clássicos na era digital
O presente curso constitui o segundo módulo do projeto Do pergaminho ao computador: editar manuscritos na era digital. Neste módulo, o foco será direcionado para o digital e as edições científicas digitais. O objetivo é oferecer aos inscritos uma panorâmica das possibilidades proporcionadas pela leitura/utilização de edições filológicas digitais, sem tratar especificamente a questão do mérito da sua realização. Após uma aula de caráter mais teórico, que abordará os conceitos de edição filológica e edição filológica digital, bem como as suas implicações, passar-se-á a uma fase prática. Nesta, o objetivo será sugerir boas práticas de utilização de uma edição digital e explorar possíveis interações de um leitor/utilizador. Nesta fase, uma contribuição fundamental virá dos interesses dos próprios participantes, que terão a possibilidade de preparar atividades de leitura e exploração de uma dada edição digital, de acordo com os seus próprios objetivos e curiosidades.
OBJETIVOS DESTE MÓDULO: oferecer aos interessados em edição digital com experiência prévia em edição científica analógica alguns conhecimentos básicos necessários para frequentar os demais módulos, promovendo um primeiro contacto com as atividades de planeamento de uma edição filológica digital; proporcionar, aos participantes inscritos no curso que também atuam como professores do Ensino Secundário, sugestões de novos materiais para serem utilizados em sala de aula; estimular novas práticas de leitura e fruição de textos escritos junto de um público geral com interesses diversos; garantir a continuidade do conteúdo discutido no módulo precedente, ao mesmo tempo em que se busca expandir e diversificar o público envolvido; divulgar a Crítica Textual e a Filologia Digital junto de toda a comunidade.
📧 https://filologiadigitalcl.wordpress.com/
23/06/2026
📖Leitura da Semana📖
Esta semana sugerimos para leitura as «Elegias» de Luís de Camões, edição critica de Maurizio Perugi.
📌 Disponível para download em: https://doi.org/10.24438/ciep-ge.com/EDCR-7
20/06/2026
🎭Agenda da Semana🎭
Passeios Agulha Magnética
📅 Data: até 19 dezembro 2026
🕙 Hora: Sábados das 10h às17h30
📍 Local: Diversos
💸 Entrada: Marcação prévia - 916 126 556
Jardins da Era do Automóvel em Lisboa
«A Agulha Magnética organiza passeios que dão a conhecer o património cultural e o património natural.
Deixe-se levar no tempo até meados do século XX e visite dois espaços verdes da cidade de Lisboa cujos traçados foram influenciados pela existência do automóvel: o Parque Eduardo VII e o Parque Florestal de Monsanto.
O primeiro, idealizado em 1882 mas que só viria a ser totalmente implantado mediante plano aprovado sessenta anos depois, encerra a possibilidade de uma expansão da Avenida da Liberdade e do seu trânsito automóvel para norte, sacrificando: ou as largas calçadas que ladeiam a alameda central relvada, onde sobressai o trabalho de buxo topiado, ou esta mesma alameda – onde não existe arborização. O segundo resulta da intenção de dotar a cidade de um vasto espaço verde. Arborizado a partir de 1938 e visitável apenas por recurso ao automóvel; viria a ocupar o monte de Monsanto, uma área de fraca vegetação situada no estremo poente da cidade. Ambos possuem áreas ajardinadas de eleição que merecem visitas guiadas por um especialista.»
Encontro: Miradouro do Alto do Parque Eduardo VII, na Av. Cardeal Cerejeira»
18/06/2026
❓Curiosidades...❓
Sabia que a edição crítica procura tornar visível o processo de transmissão textual?
Greetham, D. C. (1994). Textual scholarship: An introduction. Garland Publishing.
̧ãodeeventos
18/06/2026
📣 Entre nós📣
Esta semana sugerimos para leitura o artigo «Sobre a datação do manuscrito P do Leal Conselheiro, de D. Duarte: a fórmula que Deus perdoe» do Professor João Dionísio e Bernardo de Sá Nogueira
Início do artigo: «Na inexistência de um cólofon dotado de informação fiável sobre a data em que terá sido constituído o manuscrito Portugais 5 da Biblioteca nacional de França – testemunho único do Leal Conselheiro e do Livro de Bem Cavalgar Toda Sela, de D. Duarte–, o discurso crítico sobre esta matéria tem sido desenvolvido com base em conjecturas sobretudo assentes em dados internos. As propostas de datação a quo e ad quem têm dependido em especial do cruzamento de dados provenientes do texto, não necessariamente datados, e de factos localizados no tempo de maneira precisa.
📌Disponível para download em: https://www.academia.edu/1222933/Sobre_a_data%C3%A7%C3%A3o_do_manuscrito_P_do_Leal_Conselheiro_de_D_Duarte
16/06/2026
📑Em Trabalho📑
Do pergaminho ao computador: editar manuscritos na era digital, Um projeto de divulgação da Filologia Digital
«Objetivos: A emergência e a consolidação do campo das Humanidades Digitais não são ocorrências recentes, ao ponto de poder confiar-se que, pelo menos em contexto académico, a maioria dos indivíduos terá tido algum grau de exposição à expressão em algum momento. Em Portugal, no entanto, nota-se uma lacuna de iniciativas de autorreflexão e, sobretudo, de atividades de divulgação orientadas tanto para o grande público, como para o público académico não familiarizado com o tema. O nosso compromisso é chamar a atenção para este campo disciplinar, com um foco específico na Crítica Textual e na atividade editorial filológica. Para alcançar este objetivo, desenvolvemos uma série de cursos livres, modulares e de conteúdo articulado, sobre a edição filológica digital. Deste modo, almejamos não apenas capacitar os participantes com os conhecimentos e as competências necessárias para compreender, planear e elaborar uma edição filológica digital, mas também promover uma maior compreensão e apreciação da Filologia Digital, tanto no âmbito da comunidade académica, quanto entre o público em geral.»
📧Mais informações: https://filologiadigitalcl.wordpress.com
15/06/2026
📖Leitura da Semana📖
Esta semana sugerimos para leitura o artigo «Editar Roland Barthes» de Claude Coste e Giovani T. Kurz
Resumo: «A recepção de Barthes na França se distingue por sua dimensão afetiva (os primeiros comentadores de Barthes foram seus alunos) e pela presença dos arquivos em território nacional. A edição das Obras Completas, organizada por Éric Marty, deu origem a duas publicações que refletem a imagem do autor e sua evolução: enquanto a primeira, em três volumes (1993-1995), sem aparato crítico, instaura um Barthes-monumento, a segunda, em cinco tomos precedidos de longos prefácios e mais acessível financeiramente, propõe um Barthes-instrumento. A edição dos inéditos (anotações dos seminários no Collège de France e na École Pratique des Hautes Études) corresponde a um mesmo imaginário autoral: fundamentado na distinção barthesiana entre o oral e o escrito, entre o “escrevente” e o “escritor”, o princípio editorial evolui até culminar na publicação da versão oral de A Preparação do Romance e O Neutro. O Fichier de Barthes e a correspondência apresentam-se como os dois grandes projetos em andamento. O primeiro conjunto permite adentrar o ateliê da escrita, avaliar o papel complementar do caderno e do arquivo, da palavra e da frase, da nota e da notula. O segundo conjunto, ainda pouco explorado, deixa entrever o quanto Barthes fez do diálogo um elemento fundamental da criação.»
📌Disponível para download em: https://revistas.usp.br/manuscritica/article/view/235474/ 213974
15/06/2026
🎭Agenda da Semana🎭
Vasco Araújo - Algumas histórias
📅 Data: até 20 junho 2026
🕙 Hora: Quinta a sábado, das 14h30 às 19h
📍 Local: Fundação Leal Rios
«Vasco Araújo é um storyteller que faz da ficção um modo de pensar a realidade, explorando como as histórias — antigas e novas — moldam identidades individuais e colectivas. A exposição Algumas histórias exibe essa pulsão ficcional da sua obra, reunindo quatro obras em vídeo que são, cada uma à sua maneira, uma meditação sobre o poder simbólico do contar.
Hipólito (2003) revisita o mito clássico para interrogar o desejo, o poder e os jogos de dominação que atravessam as relações humanas e as estruturas sociais e políticas.
Em Hereditas (2006), um conto de fadas gótico e silencioso, crianças e esqueletos habitam um mundo onírico entre o sonho e a memória. Eco (2008) convoca um círculo de vozes que dialogam sobre as grandes questões humanas num espelho filosófico do próprio artista.
Por fim, Todas as Histórias (2013) propõe, a partir do património clássico, uma reflexão sobre a persistência das narrativas e o papel que estas desempenham na construção da experiência humana.» - José Bértolo
Fonte: Agenda Cultural Lisboa
11/06/2026
❓Curiosidades...❓
Sabia que a figura do revisor é central na história da edição, embora muitas vezes invisível?
Santos, L. M. R. dos. (2021). Revisão de texto e a voz do autor. Centro Universitário Internacional UNINTER.
📌https://repositorio.uninter.com/handle/1/687
̧ãodeeventos
11/06/2026
📣 Entre nós📣
Esta semana sugerimos para leitura o artigo «O papel das marcas de água no estudo material do Espelho de Cristina (1518)» da nossa colega Ana Sonsino.
Resumo: «Os livros antigos trazem nas suas folhas mais histórias do que as que podemos ler inscritas nelas. Dessas histórias, algumas vêm mesmo na trama do papel que lhes dá suporte: mais ou menos elaboradas, com ou sem contramarca, as marcas de água têm sido sistematicamente objecto de estudo, inventariação e classificação. Desde a estrutura dos cadernos às balizas temporais da sua confecção, elas são capazes de revelar informações preciosas acerca do exemplar que se está a estudar. Os incunábulos e pós-incunábulos em geral e, em particular, O Espelho de Cristina - tradução para português do Livre des trois vertus, de Christine de Pizan -, impresso em Lisboa em 1518 na oficina de Hermão de Campos por encomenda de D. Leonor, não são a excepção.»
📌Disponível para download em:https://ahhp.es/wp-content/uploads/2023/09/RESÚMENES_PARA_ACTAS.pdf