16/08/2019
Mesmo com a surpresa dos 32 degraus alcatifados, ao abrir a porta, deparei-me com um ambiente acolhedor, romântico, quente... todas as combinações da sala, cantos e recantos soavam a notas dançantes tal como a beleza da música ambiente que acolhia-nos num abraço quente.
Pousei a mala e a echarpe que em nada serviu nesta viagem de uma esperança de aventura, s**o e paixão. Mais uma tentativa envolta de medo de mais um falhanço que me deixará estendida por terra em vão.
Informaram de tudo o que se devia saber e entregando a chave, desejaram um excelente estadia.
A fome tocou-nos à porta e decidimos descer e encontrar alguma coisa aberta e, nada como um hambúrguer congelado e temperado às três pancadas, um kbab e uma batatas fritas congeladas não resolvam. De romantismo não se salientou rigorosamente nada. De conversa, o mesmo de sempre, de casal... o colocar duas palhinhas nas latas de Coca Cola transpareceram que éramos casal.
De regresso ao clima vintage do centro da cidade, rápido nos deitamos-nos sem qualquer contacto humano, de pele. E assim foi nos dias seguintes. Um casal de amigos partilhando uma casa, uma viagem, um leito. Nada mais.
No dia seguinte, no quente da água que escorria pelas paredes cinzentas do d***e, desejava ser cobiçada, desejada por entre a espuma do gel e o cheiro do Shampoo. Tomada por uns braços molhados e encostada à rendição sexual ... tinha que me despachar... voltar à realidade pois havia uma cidade a explorar.