CRIA-Centro em Rede de Investigação em Antropologia
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Centro em Rede de Investigação em Antropologia O CRIA reflete este posicionamento.
A antropologia é um instrumento indispensável à compreensão crítica das dinâmicas sociais e culturais da contemporaneidade que permite a articulação de aproximações centradas no indivíduo e na comunidade com formulações mais vastas da biologia, filosofia, história ou sociologia. As suas ferramentas teóricas e metodológicas contribuem para repensar criticamente a complexidade da vida social e cultu
ral, seus fluxos e mediações constantes, ditados pelo trânsito de pessoas, ideias, objetos, mercadorias, estruturas económicas e políticas, e suas metamorfoses criativas. A antropologia é hoje fundamental à reconfiguração dos métodos para uma investigação multi-situada e multidisciplinar que questiona as fronteiras entre o local e o global, o centro e a periferia, o indivíduo e a cultura. O CRIA organiza-se em polos sediados em quatro instituições universitárias (ISCTE, NOVA FCSH, UCoimbra e UMinho). Este estrutura em rede permite que cada polo desenvolva as suas atividades de forma autónoma e todos partilhem recursos indispensáveis à gestão de ciência, captação de fundos, divulgação das atividades de pesquisa e ensino e transferência de conhecimento, estimulando ainda a mobilidade dos seus investigadores entre as diferentes instituições. A pesquisa no CRIA organiza-se em grupos de investigação que compõem o núcleo científico do centro e reúnem investigadores dos diferentes polos institucionais. Estes grupos formaram-se a partir de quatro campos específicos: (1) Circulação e Produção de Lugares, (2) Desafios Ambientais, Sustentabilidade e Etnografia, (3) Governação, Políticas e Quotidiano, e (4) Práticas e Políticas da Cultura. Transversalmente, as linhas temáticas agregam investigadores dos vários grupos de investigação em torno de temas e contextos específicos de pesquisa tais como (1) Antropologia da Saúde, (2) Antropologia Visual e da Arte, (3) Estudos em Contextos Árabes e Islâmicos, (4) Antropologia da Religião, (5) Recursos Informais, Estado e Capital Social e (6) Estudos Sul Asiáticos. O CRIA promove uma rede transnacional de investigação que maximiza recursos e capacidades antes dispersos e se traduz numa maior profundidade científica aos níveis teórico, metodológico e temático. Contribui para a sua consolidação o envolvimento do CRIA, como instituição parceira ou de acolhimento, em diversos projetos e programas de investigação teórica e aplicada, financiados nacional e internacionalmente por entidades como a FCT, o QREN, os programas-quadro da União Europeia (Hera, Grundtvig, ERC, ESF, H2020, as ações COST), ou do sector privado e da sociedade civil. O CRIA é desde 2012 uma ONG acreditada como consultora para a Convenção de Salvaguarda do Património Imaterial da UNESCO e membro do Grupo Nacional de trabalho para o Património Imaterial desde 2014. Em articulação com a investigação, o CRIA incentiva a organização de encontros científicos, atividades diversas fora da academia e a edição de publicações em antropologia. Merece destaque a sua revista Etnográfica, que é a principal publicação periódica em antropologia em Portugal, e está indexada em bases de dados internacionais significativas (e.g. Web of Knowledge, Scopus, AIO, EBSCO, Latindex, Capes Qualis, ERIH Plus), e a Etnográfica Press – uma editora de antropologia com três coleções: Etnográfica Books, Antropologia e Portugal de Perto. O CRIA tem ainda como missão o estreitamento das relações entre investigação e formação, organizando cursos e atividades relacionadas com o ensino, para além de acolher estudantes de diferentes ciclos do ensino superior, contribuindo para a sua integração na comunidade científica. Desde 2021, é um Laboratório Associado do Estado através da sua participação no consórcio IN2PAST - Laboratório Associado para a Investigação e Inovação em Património, Artes, Sustentabilidade e Território.
17/06/2026
Realiza-se no próximo dia 7 de julho de 2026, às 15h00, a prova de doutoramento de Pedro Nuno Pestana Soares, no âmbito do Doutoramento em Antropologia – especialidade em Religião, Ritual e Performance.
Intitulada «As Viagens da Barakah: Legados Indo-Moçambicanos e Carisma no Espaço Transnacional Islâmico», a dissertação será discutida em provas públicas que terão lugar na Sala 223, no 2.º piso do Colégio Almada Negreiros, no Campus de Campolide da Universidade Nova de Lisboa.
O júri será presidido pela Prof.ª Doutora Maria Cardeira da Silva. Foram designados como arguentes principais o Prof. Doutor Abdool Karim Vakil e o Prof. Doutor Paulo Gabriel Hilu da Rocha Pinto, podendo igualmente intervir os restantes membros do júri.
A sessão é pública.
17/06/2026
Estão abertas as candidaturas para o Mestrado em Estudos Interdisciplinares de Género e Sexualidade do Iscte – Instituto Universitário de Lisboa. Oferecemos uma formação interdisciplinar que cruza as áreas científicas da Antropologia, Sociologia e Psicologia e conta com especialistas em género, teoria e métodos feministas interseccionais; política e ativismo LGBTQIA+; perspetivas q***r e trans; masculinidades; ativismo e movimentos sociais baseados no género; sexualidade e saúde; violência e direitos humanos.
Mestrado em Antropologia, Globalização e Alterações Climáticas - UCoimbra
📌Abertura das Candidaturas
Este mestrado centra-se no impacto que dinâmicas contemporâneas como digitalização, urbanização, transformações ambientais e climáticas têm nas relações entre pessoas, comunidades ou diferentes populações (humanas e não-humanas) quer seja numa escala local ou planetária.
O mestrado privilegia diálogos inter/multidisciplinares entre ciências naturais e sociais e humanas, bem como trabalhos criativos que vão além academia e almejem a transformação individual e societal.
Sediado no DCV, o mestrado tem docentes de diferentes áreas do conhecimento – ciências socias e naturais – que trabalham em várias áreas geográficas - Portugal, África, Ásia e Antártida entre outras.
Calendário de candidaturas:
2ª fase: 01 de junho a 15 de julho
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15/06/2026
🌊 Conferência de encerramento do projeto ENERGEO
Nos dias 1 e 2 de junho, o projeto ENERGEO concluiu três anos de investigação com a conferência "What is Happening in the Strait?", realizada entre Tânger e Tarifa, nas duas margens do Estreito de Gibraltar.
O encontro reuniu investigadores internacionais e atores locais para refletir sobre as transformações territoriais contemporâneas num dos espaços mais complexos da geografia global — onde se cruzam dinâmicas energéticas, migratórias, ambientais e geopolíticas.
Em debate esteve o conceito de "energo-geografias", desenvolvido pelo projeto para analisar as reconfigurações territoriais ligadas à crescente centralidade da energia nas agendas políticas atuais.
O projeto foi financiado pela FCT (ref. 2022.07881.PTD) e integrado no grupo de investigação Desafios Ambientais, Sustentabilidade e Etnografia do CRIA.
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12/06/2026
📌[Workshop]Taking the Harm Out (in Ireland), or Restitution as Emergent Method in Collaborative Anthropology: A Conversation with Anne Byrne
📆18 JUN 2026 | ⏰ 15h00
ONLINE - Link nos comentários
A partir da leitura prévia e comentários de dois textos de Anne Byrne, é proposta uma troca de informações e ideias sobre restituição de arquivos etnográficos em contexto rural europeu e nomeadamente na Irlanda. Um momento marcante na reflexão sobre o significado e a prática da restituição ocorreu quando Anne Byrne devolveu os cadernos de campo da missão antropológica da Universidade de Harvard à Irlanda, nos anos 1930, aos descendentes atuais dos interlocutores locais envolvidos. Esse ato de restituição reconfigurou o projecto: aquilo que tinha começado como um exercício de recuperação arquivística transformou-se num processo colaborativo e interpretativo, moldado por novas relações e por um conhecimento situado. Suscitou também questões de voz, autoridade e pertença — quem interpreta, quem fala e de que forma os relatos do passado são construídos e partilhados. Estas questões continuam a orientar a sua abordagem à restituição enquanto prática metodológica e ética contínua, e não como um simples ato de devolução. Em muitos casos, a restituição é biográfica, relacional e política.
Textos de apoio à oficina:
📍Byrne, Anne & Deirdre O'Mahony. 2011. “Family and Community: (Re)Telling Our Own Story”, Journal of Family Issues. DOI: 10.1177/0192513X11421121
📍Byrne, Anne & Deirdre O’Mahony. 2013. “Revisiting and Reframing the Anthropological Archive: the Harvard-Irish Survey (1930-1936)”, Irish Journal of Anthropology, 16(1): 8-15.
Organizado por Frederico Delgado Rosa (CRIA Polo NOVA FCSH)
12/06/2026
📌Conferência BeFRAIL | 2026 | BeFRAIL | O PORTO EM TEMPOS DE CÓLERA E GUERRA: UMA ABORDAGEM À FRAGILIDADE HUMANA
📍PORTO in Times of Cholera and War: An Approach to Human Fragility
📆Data: 13 JUNHO 2026 | ⏰Horário: 10h00 - 18h00
📌Morada: Reservatório – Museu do Porto: Parque da Pasteleira (Entrada Poente) | Rua de Gomes Eanes de Azurara |4150-362 Porto
Partindo das investigações em curso sobre o antigo cemitério da Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, no Porto, o projeto BeFRAIL convida à descoberta de um período desafiante da história da cidade, marcado por epidemias, conflitos e transformações sociais. Através de comunicações, uma mesa-redonda e uma exposição, este encontro apresenta algumas das descobertas mais significativas do projeto. O evento propõe-se ser um momento de diálogo entre a ciência e a responsabilidade social, e humana, para com a memória das pessoas do Porto oitocentista, reafirmando o papel fundamental da ciência na valorização e no cuidar do património cultural.
Programa completo e informações: Link nos comentários
12/06/2026
🎙Ruy Blanes no podcast "Na Terra dos Cacos"
O investigador Ruy Blanes (CRIA Polo Iscte) esteve recentemente no podcast Na Terra dos Cacos, do jornal Público, para falar sobre um dos episódios mais sombrios da história angolana: o 27 de Maio de 1977.
A conversa abordou o trabalho da CIVICOP — Comissão para a Implementação do Plano de Reconciliação em Memória das Vítimas dos Conflitos Políticos —, a recente descoberta de uma alegada vala comum num cemitério de Luanda com cerca de 600 restos mortais, e o processo ainda inacabado de memória e reconciliação em Angola.
Blanes está atualmente a escrever um livro sobre o 27 de Maio, a publicar em 2027, quando se assinalam os 50 anos da purga que se seguiu à alegada tentativa de golpe de Estado de Nito Alves.
🎧 Ouça o episódio completo no link nos comentários ou na bio.
11/06/2026
🏝️ Nova publicação no blog do projeto LiminalWaters
A investigadora Raquel Carvalheira (CRIA Polo NOVA FCSH) acaba de publicar um novo texto no blog do projeto internacional LiminalWaters (Universidade de Graz), intitulado "Islands as Liminal Spaces".
Partindo da Ilha da Culatra, na Ria Formosa, o texto explora como as ilhas habitadas são espaços de fronteira — entre o paraíso e o inferno, entre a memória e o futuro, entre o abandono e a resistência. Com referências a Saramago, à escritora Judith Schalansky e ao antropólogo tonganês Epeli Hau'ofa, Raquel Carvalheira tece uma reflexão sobre a liminalidade das comunidades insulares, o peso das políticas costeiras, e as histórias de quem persiste em viver "na margem" — entre o mar e o continente, entre a pesca artesanal e a turistificação.
Um olhar antropológico sobre a identidade, a memória e a resistência de uma comunidade que ainda luta pelo direito ao lugar.
📖 Leia o texto completo: Link nos comentários e na bio
09/06/2026
O audiowalk "Os Pardais que me povoam a memória" inscreve no espaço público narrativas de vida de mulheres cabo-verdianas.
Apresentação pública acontece a 14 de junho, às 10h00 e 11h00, com início na Estação de comboios Mercês (Linha de Sintra) e término na ACAS – Associação Luso-Caboverdiana de Sintra.
Este novo audiowalk de Ricardo Correia e Luís Pedro Madeira desenvolvido no âmbito do projeto TRAST – Histórias Transmedia de Insularidade financiada pelo Creative Europe, propõe revisitar histórias de migração, memórias e identidades através da escuta de testemunhos junto de mulheres cabo-verdianas ligadas à ACAS.
A criação é promovida pela Tigre Burguês – Associação Cultural, no âmbito do projeto TRAST – Histórias Transmedia de Insularidade, desenvolvido pelo grupo de investigação Circulação e Produção de Lugares, do CRIA da Universidade Nova FCSH, com mediação de Sónia Ferreira e Elizabeth Challinor com a Associação Luso Caboverdeana de Sintra [ACAS] e com a participação de Ana Rosa Varela, Elsa Silva Lima, Maria de Fátima Afonso, Jéssica Varela, Magda Carvalho, Maria da Cruz, Maria de Fátima Gonçalves Almeida, Sara Gomes e apoio de Elsa Ramos, Maria Timas (Acas)
📌Informações do evento:
1| Workshop de 10 a 13 de junho 17h30-20h30
2| Apresentação a14 de junho de 2026, às 10h00 e 11h00
na Estação de comboios Mercês (Linha de Sintra) junto ao quiosque.
📌Mais informações e inscrições: Link nos comentários ou na Bio
08/06/2026
📢CRIA integra projeto ESPON SECC sobre cultura e desenvolvimento territorial
O CRIA integra o projeto ESPON SECC, dedicado à análise dos efeitos de transbordamento das Capitais Europeias da Cultura no desenvolvimento territorial. Liderado pelo HÉTFA Research Institute (Hungria), o projeto compara quatro estudos de caso — Guimarães, Veszprém–Balaton, Bad Ischl–Salzkammergut e Bodø — para compreender impactos socioeconómicos, culturais e institucionais, bem como modelos de governança multi-escalar. No CRIA, a equipa é coordenada por Patrícia Alves de Matos, PI responsável, e conta com Vera Lazzaretti como senior researcher.
📌Saiba mais sobre o projeto através do link nos comentários ou na bio.