Sexualidade & IST's Sem Tabus

Sexualidade & IST's Sem Tabus

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Esclarece as tuas dúvidas sobre as ISTs - Infecções Sexualmente Transmissíveis e sobre Sexualidade.

As ciências médicas garantem-te uma resposta informada e objectiva. Com o objectivo de quebrar barreiras e de garantir uma maior divulgação de informação científ**a médica acerca das ISTs, um grupo de alunos da FML - Faculdade de Medicina de Lisboa criou esta página no âmbito da disciplina de Desenvolvimento Infantil e Educação. Seja através de uma publicação no mural ou através de mensagem privada, responderemos com maior brevidade possível às tuas dúvidas.

Photos 05/08/2013

"O que é uma INFECÇÃO URINÁRIA?"
Augusto Teca Canbengue Canbengue

O que é?
Uma infecção urinária ou ITU (infecção do tracto urinário), como o próprio nome indica, é uma infecção que afecta uma parte do tracto urinário ou, em casos mais graves, todo o sistema urinário (uretra, bexiga, ureteres e rins). Quando afecta os rins, recebe o nome de pielonefrite; quando acomete a bexiga, é chamada de cistite e quando atinge a uretra, recebe o nome de uretrite.

Quais as principais causas?
As bactérias que entram no organismo através da uretra (tubo que drena a urina da bexiga para o exterior) são a principal causa das ITU. A principal bactéria responsável pelas infecções urinárias é a Escherichia coli, que compõe a flora intestinal normal dos seres humanos.

Porque é que as mulheres são mais afectadas?
O s**o feminino é o mais afectado devido a factores anatómicos: a uretra da mulher, para além de ser mais curta, é também mais próxima do â**s (orifício através do qual as fezes são excretadas) relativamente aos homens. As mesmas razões explicam porque é que as mulheres têm uma maior probabilidade de sofrer de uma ITU depois da actividade sexual. Outro ponto que auxilia na ocorrência deste tipo de infecção resulta da má execução do procedimento de higiene após defecar ou urinar (limpeza com o papel higiénico de trás para a frente) que facilita a migração de bactérias intestinais até à v***a.

Quais os principais sintomas?
Disúria - Dor e ardência ao urinar;
Dificuldade para iniciar a micção;
Urgência miccional;
Vontade de urinar diversas vezes ao dia e em pequenas quantidades;
Urina com mau odor e coloração alterada;
Hematúria - urina com sangue
Quando a infecção alcança os rins, o quadro é mais preocupante, podendo surgir febre, calafrios, dor lombar, náuseas e vómitos.

Como é feito o diagnóstico e o tratamento?
O diagnóstico é feito com base no quadro clínico apresentado pelo paciente, juntamente com um exame de urina, o qual pode evidenciar a presença de bactérias na urina. A urocultura também costuma ser solicitada, sendo que esta ajuda na identif**ação da bactéria responsável pela infecção. O hemograma, realizado a partir de uma amostra de sangue também pode ser utilizado para auxiliar o diagnóstico de uma ITU.
O tratamento é feito por meio da prescrição de antibióticos, sendo este normalmente escolhido de acordo com o resultado da urocultura. A duração do tratamento varia de acordo com o tipo de infecção urinária e o antibiótico de escolha. É de extrema importância que o tratamento seja realizado por completo, de acordo com a prescrição do médico, para evitar recidivas.

Como se pode prevenir?
Abundante ingestão de líquidos;
Evitar reter urina, devendo urinar sempre que sentir necessidade;
Praticar relações se***is com protecção;
Urinar após as relações se***is;
Não utilizar antibióticos indiscriminadamente;
As mulheres, deverão limpar-se da frente para trás; lavar a região em torno do â**s após defecar, evitar o uso prolongado de pensos higiénicos e evitar o uso de roupas sintéticas.

16/04/2013

200 Gostos :) Obrigada! Continuem a aderir e contribuir!

Photos 15/04/2013

"O QUE FAZER SE O PR********VO ROMPER?"
Anónimo

Vamos começar por desmistif**ar um facto...
A eficácia dos pr*********os pode estar diminuída em situações de falhas de fabrico, embalagem, transporte, utilização incorrecta, má colocação ou lubrif**ação insuficiente. Os pr*********os não rompem!

O que fazer IMEDIATAMENTE?

No caso de uma relação sexual va**nal, a mulher deve lavar a v***a com água corrente e um sabão neutro, dando maior importância a toda a zona em torno do orifício va**nal. No entanto é importante referir que a eficácia deste procedimento na prevenção das ISTs e de uma possível gravidez é baixa.

No caso de uma relação heterossexual oral ou a**l, ou homossexual, ambos os parceiros devem lavar-se, dando maior importância a toda a zona em torno do orifício corporal implicado.

O que fazer nas 72 Horas seguintes, para evitar um possível gravidez?

Se a mulher não estiver a fazer outro método contraceptivo (pílula, DIU, anel va**nal,...) existe o risco de haver uma gravidez indesejada (especialmente se a mulher estiver em período fértil - 3 dias antes e 3 dias depois do 14 dia após o inicio da última menstruação, considerando um ciclo de 28 dias). Nesta situação, a mulher deve dirigir-se a uma farmácia ou centro de saúde e comunicar o sucedido. Ser-lhe-à recomendada a toma da "pílula de emergência", que deverá ser tomada até 72 horas após a relação sexual em que ocorreu o incidente.

Nota: A "pílula de emergência" apenas está recomendada nestas situações ou quando a mulher se esquece de tomar a pílula regular. A eficácia deste método é tanto menor quanto maior for o tempo que decorrer até à sua toma. É preciso, porém, ter em atenção os efeitos adversos da "pílula de emergência". O seu uso deve ser o mais esporádico possível, a fim de não causar graves problemas de saúde.

O que fazer a seguir a seguir no que diz respeito às ISTs?

Tanto homens como mulheres devem procurar assistência médica, preferencialmente no centro de saúde da sua área de residência. Serão pedidas análises laboratoriais e ambos os parceiros serão instruídos para estarem atentos a alterações específ**as que possam vir a ocorrer.

Nota: Atenção que o teste laboratorial que pesquisa a presença de anti-corpos anti-HIV só permite obter resultados conclusivos 3 a 4 meses após a possível infecção.

Photos 14/04/2013

“PORQUE É QUE NÃO SE PEDEM ANÁLISES AO HIV A TODAS AS PESSOAS QUE VÃO AO MÉDICO?”
Anónimo

Segundo a NORMA da DIRECÇÃO-GERAL DA SAÚDE, por proposta do seu Departamento da Qualidade na Saúde e da Ordem dos Médicos, a Prescrição Laboratorial do Teste de Anticorpos Anti-Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH) faz-se:

1. A todos os doentes cuja apresentação clínica possa resultar de uma infecção VIH subjacente.

2. De forma mais selectiva, nas subpopulações seguintes:
a) doentes a quem seja necessário realizar diagnóstico diferencial de infecção por VIH;
b) doentes a quem foi diagnosticada uma infecção sexualmente transmissível;
c) parceiros se***is de homens e mulheres a quem foi diagnosticada infecção por VIH;
d) homens que tiveram s**o com outros homens;
e) mulheres parceiras de homens que tiveram s**o com outros homens;
f) pessoas com história de utilização de dr**as;
g) homens e mulheres originários de país com elevada prevalência de infecção por VIH (> 1%); h) homens e mulheres que tiveram s**o no estrangeiro ou em Portugal com pessoas de países de elevada prevalência;
i) reclusos;
j) populações nómadas;
k) sem abrigo;
l) utentes de centros de aconselhamento e detecção precoce da infecção por VIH (CAD).

3. Por rotina nos seguintes grupos:
a) Dadores de sangue;
b) Pacientes em diálise;
c) Dadores e receptores de órgãos transplantados;
d) Doentes oncológicos.

4. Com periodicidade definida:
a) pessoas com teste VIH negativo, mas com exposição ocorrida durante o período de janela imunológica;
b) pessoas com teste VIH indeterminado;
c) pessoas com parceiro VIH positivo;
d) homens que têm s**o com homens (anualmente ou mais frequentemente se apresentar quadro clínico compatível com infecção primária ou se mantiverem risco elevado de exposição ao VIH);
e) utilizadores de dr**as (anualmente ou mais frequentemente se apresentar quadro clínico compatível com infecção primária ou se mantiverem risco elevado de exposição ao VIH);
f) trabalhadores do s**o (anualmente ou mais frequentemente se apresentar quadro clínico compatível com infecção primária ou se mantiverem risco elevado de exposição ao VIH);
g) sem abrigo (anualmente ou mais frequentemente se apresentar quadro clínico compatível com infecção primária ou se mantiverem risco elevado de exposição ao VIH);
h) pessoas sujeitas a exposição ocupacional (repetição da realização do teste pela 4.ª e 12.ª semanas se teste VIH negativo antes ou imediatamente após a exposição);
i) pessoas sujeitas a violência sexual ou violação (repetição da realização do teste pela 4.ª e 12.ª semanas;

Photos 13/04/2013

UM SEROPOSITIVO PODE TRANSMITIR O VÍRUS?
Anónimo

Vamos começar por entender melhor o conceito de seropositivo...

Uma pessoa diz-se "seropositiva" quando o teste anti-HIV é positivo. Tal acontece quando o organismo já "fabricou" anti-corpos que constituem mecanismos de defesa em resposta à presença do vírus HIV. "Ser seropositivo" não é sinónimo de "ter SIDA". A SIDA é uma síndrome, conjunto de sinais e sintomas que associamos a uma determinada doença. Assim, um doente pode ser seropositivo mas como não manifesta sinais da doença, não podemos dizer que "tem SIDA".

Nota: É possível uma pessoa ser portadora do vírus HIV e apresentar um teste anti-HIV negativo. Estes casos, chamados de “falsos-negativos", resultam da falta de tempo que o organismo teve para fabricar estes anticorpos (mesmo a pessoa sendo portadora do vírus!).

Relativamente à pergunta inicial...a resposta é SIM! Um doente seropositivo pode transmitir o vírus.

A transmissão só pode ocorrer quando o vírus da pessoa infectada entra em contacto com a circulação sanguínea da pessoa saudável. Enquanto uma pele íntegra, sem feridas, constituí uma óptima barreira, o mesmo não podemos dizer das mucosas como a glande do pénis, o â**s, a mucosa da va**na, ou mesmo a mucosa oral, que apresentam poros que possibilitam a entrada do HIV para dentro do organismo. Qualquer relação sexual, seja va**nal, oral ou a**l causa microtraumas nestas mucosas facilitando a infecção pelo vírus, que está presente nas secreções genitais femininas e masculinas.

A reter...

Um doente "seropositivo" (ou um "falso negativo") podem transmitir o vírus HIV sempre que um fluído contaminado entrar em contacto com alguma área do corpo vulnerável a invasões, como as mucosas.

As Tuas Dúvidas, As Nossas Respostas! 13/04/2013

Envia-nos mensagem privada ou comenta na nossa página e nós respondemos a todas as tuas perguntas sobre sexualidade e ISTs :) Estamos à tua espera!

Poster* 11/04/2013

Poster informativo

Photos 13/03/2013

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