Aprender com a Helena

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It`s not enough just being able to remember or to recognise words, above all we should know the right way to put them together. Caminhamos juntos! É fácil.

01/05/2026

Em Português, a voz passiva (muitas vezes chamada de “forma passiva” em gramática) é uma construção em que o sujeito da frase não realiza a acção, mas sim sofre a acção.

Comparação simples:

Voz activa: O João escreveu a carta. → O João (sujeito) faz a acção.

Voz passiva: A carta foi escrita pelo João. → A carta (sujeito) recebe a acção.

Forma-se geralmente com: sujeito paciente + ser + particípio passado do verbo principal + por + agente da passiva (opcional)

Activa: A professora corrigiu os te**es.

Passiva: Os te**es foram corrigidos pela professora.

A Voz Passiva usa-se quando queremos dar mais importância ao resultado da acção do que a quem a faz em linguagem formal ou escrita (notícias, relatórios, etc.).











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30/04/2026

Hoje falamos sobre mais uma expressão: “mas é”. Esta é muito usada no português europeu informal para dar ênfase, insistência ou ordem ao que se está a dizer.

“mas é” 😎

Funciona como um intensif**ador, muitas vezes com ideia de urgência ou recomendação forte:

Vai mas é travbalhar! ( = agora, sem desculpas)

Compra mas é isso. ( = É melhor comprares isso, não compliques)

Estuda, mas é. ( = Estuda a sério / vá lá)

Diz a verdade, mas é. ( = insistência)

Vai mas é trabalhar!
→ Just go and do some work! (firm, slightly impatient tone)

Compra mas é isso.→ Just buy that, what’s the problem?

Estuda, mas é. → Just study, will you.

Diz a verdade, mas é. → Just tell the truth.

Aqui, o “mas” não está a opor ideias, como normalmente acontece; serve antes para reforçar a atitude.

“é mas é” 😎

É uma forma ainda mais enfática, quase sempre com tom de impaciência ou ordem direta. Usa-se para dar ênfase forte, quase como uma correção ou afirmação categórica:

Isto é mas é uma confusão! (= Isto é mesmo uma confusão, reforço forte)

→ This is an absolute mess! (strong emphasis)

Neste caso, o “é” repete-se para dar mais força, como se fosse “é isso mesmo, e sem dúvida”.

Soa a correção com alguma autoridade e tem mais carga emocional,

“anda mas é” / “vai mas é” → incentivar alguém a agir / despachar-se

Anda mas é, estamos atrasados! ( =“Despacha-te!”)
Vai mas é trabalhar. ( = Ordem directa, pode soar brusca)

"Vai mas é " / "Anda mas é"

Esta forma é muito comum na fala informal, especialmente entre amigos ou família.

Anda mas é, estamos atrasados! → Come on, hurry up, we’re late! (≈ “Get a move on!”)

Vai mas é trabalhar. → Just get on with your work. (direct order, can sound brusque)











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29/04/2026

Ora, espero que todos se encontrem bem! 🌞

Hoje vamos comparar estes dois tempos verbais de forma clara em Português de Portugal.

Pretérito Perfeito Composto

Forma: verbo auxiliar “ter” no Presente do Indicativo + particípio passado

Exemplo: tenho estudado

Usa-se para falar de acções que começaram no passado e continuam até ao presente ou acções repetidas recentemente.

Tenho estudado muito este mês.

Quer dizer que comecei a estudar no passado e continuo a estudar agora.

Pretérito Mais-que-Perfeito Composto

Forma: verbo auxiliar “ter” no Pretérito Imperfeito do Indicativo + particípio passado

Exemplo: tinha estudado

Usa-se para falar de uma acção que aconteceu no passado antes de outra acção também passada.

Quando vim à escola, já tinha estudado.

Primeiro estudei, depois vim (duas acções no passado, uma anterior à outra).

Assim, podemos notar a diferença principal:

Tenho estudado → ligação ao presente (acção contínua ou recente)
Tinha estudado → acção completamente no passado, antes de outra acção passada











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28/04/2026

Em português, a palavra “pronto” é muito versátil e muda bastante de signif**ado consoante o contexto e a entoação. Pode ser adjectivo, advérbio ou até uma interjeição muito usada na fala informal. Aqui vai um guia claro dos principais usos:

1) “Pronto” = terminado / concluído. É o signif**ado mais literal.

O trabalho já está pronto. → Quer dizer que está feito, concluído.

O jantar está pronto. → Está preparado e pode ser servido.

2) “Pronto” = preparado / disponível. Aqui indica que alguém ou algo está preparado para agir.

Estou pronto para sair. → Estou preparado para ir.

O carro está pronto. → Está em condições de ser usado.

Mas existem outros usos, não tão óbvios para estrangeiros. Como interjeição, “pronto” em português de Portugal é sobretudo uma palavra usada na fala para reagir a algo, fechar um assunto ou marcar uma atitude emocional. Não descreve nada concreto, serve mais para mostrar como a pessoa se sente ou o que pensa naquele momento. Aqui têm os usos principais:

3) “Pronto” como confirmação ou aceitação (“ok”, “está bem”). Muito comum na conversa do dia-a-dia.

Encontramo-nos às 8h00?
Pronto. → Sim, está combinado.

Mariana, faz assim.
Pronto, faço isso. → Aceito / está bem.

Vens amanhã cedo? — Pronto. → Está bem, aceito.

Muda isto assim. — Pronto, faço isso. → Ok, concordo.

4) Encerramento de assunto ⇒ “Pronto” como conclusão de conversa ou de ideia. Serve para encerrar um assunto, às vezes com leve impaciência. Às vezes, manifesta irritação. Depende muito do tom. Serve para dar o tema como resolvido.

Já percebi, pronto. → Não vale a pena continuar a explicar. / Ok, entendi, não é preciso explicar mais.

Pronto, acabou-se a conversa. → O assunto f**a fechado.

Pronto, já está decidido. → Assunto encerrado.

Pronto! Já percebi! → Pode signif**ar “chega, não insistas”. Mostra impaciência ou irritação leve ⇒ Quando é dito de forma mais seca ou mais forte.

Pronto, pronto… → Pode indicar impaciência ou tentativa de acalmar alguém.

5) “Pronto” como expressão de resignação (“enfim”, “paciência”) ⇒ quando algo corre mal e a pessoa aceita sem grande reacção. Muito típico em português de Portugal.

Perdeste o autocarro?
Pronto… → Azar, não há nada a fazer.

Ele não veio outra vez.
Pronto, é o que é. → Aceitação resignada.

Cancelaram o plano.
Pronto, f**a para outra vez. → Aceitação meio desapontada.

6) Conclusão emocional de algo ⇒ Serve como “fim” de uma ideia ou momento, muitas vezes com carga emocional.

Pronto… (silêncio depois de uma decisão difícil) → Aceitação final, às vezes com tristeza ou alívio.

7) “Pronto” como muleta de fala (enchimento de discurso quase automático). Muito comum na oralidade, sem grande signif**ado.

E eu, pronto, fui lá, pronto, falei com ele… → Apenas ligações na fala, sem conteúdo próprio.











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26/04/2026

PT 🇵🇹 / EN 🇬🇧

When we start learning a language, we first tend to focus on the practical side: building useful vocabulary, conjugating verbs, working on pronunciation, and forming sentences.

However, at some point, we come to realise that a language goes far beyond this. For instance, what do Portuguese speakers actually mean when they use certain expressions? A language is not simply a matter of grammar and vocabulary: it also includes fixed expressions that are used very frequently in everyday speech, whose meaning can change depending on the context.

Let’s take a closer look, here is one such expression.

“Lá está”

The expression “lá está” is very common in European Portuguese and can have several meanings depending on the context. In general, it conveys the idea of confirmation, something expected, or something already mentioned, with a slightly reflective tone, as if one is connecting the dots. Let’s look at some more realistic everyday examples to better understand how it is used:

1. Confirming something (similar to “exactly” / “indeed”). It is used when someone says something we agree with or that confirms what was already suspected:

- He forgot his keys again.
- Lá está. (i.e. “exactly”, “as expected”)

2. Returning to or reinforcing an idea. It can be used to return to an important point or reinforce something already stated.

At work or at school:

- The project wasn’t finished because there was a lack of communication.
- Lá está, that was the main issue.

Meaning:
Exactly, that’s the core problem” or “That’s precisely the issue we’re talking about.”

It is used to confirm and highlight the main cause of something already mentioned.

- The problem is a lack of organisation.
- Lá está.

In this case, “lá está” works almost like a full sentence on its own, meaning:

“Exactly.” / “That’s it.” / “That’s the problem right there.”

3. Indicating inevitability or something predictable. It is used when something happens as expected.

- He arrived late… lá está.

In this context, the Portuguese expression “lá está” means something like “there you go”, “as expected”, or “I knew it” (depending on tone)

Among friends, it can mean something like “as expected”:

- He got back with his ex.
- Lá está… he never learns.

Meaning:
A predictable situation, suggesting “we all saw this coming”.

- I missed the bus again.
- Lá está!

- He’s late again.
- Lá está… nothing’s changed.

This gives the sense of “as expected” or “exactly so”.

4. Introducing an explanation or justif**ation. It can also work as a way of structuring or organising speech:

- Lá está, I think we should try another solution.

Here, “lá está” acts as a soft lead-in to a point being made. It roughly means:

“Well, I think we should try another solution.” or “The thing is, I think we should try another solution.”

It helps to introduce a thought in a natural, conversational way.

Explaining something:

- Why did this go wrong?
- Lá está, we didn’t plan properly from the start.

In this case, “lá está” introduces the reason or explanation. It can be understood as:

“Well, we didn’t plan properly from the start.”
or
“You see, we didn’t plan properly from the start.”

A tone of resignation: it can also be used in a slightly resigned way, similar to “well…” with a sense of acceptance of an outcome that can’t really be changed, often after something negative has already happened.

- I didn’t study much and got a bad grade.
- Lá está…

Meaning:
“Well… that’s what happens.”
or
“There you go… I suppose that’s the result.”

In English, it is closest to expressions like “well…”, “there it is…”, or “what can you do…”, depending on the tone. It softens the statement and often carries a reflective, slightly disappointed tone.

In short, “lá está” is a highly versatile expression widely used in informal spoken Portuguese in Portugal, and its meaning always depends on the context and the tone in which it is said.














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26/04/2026

Quando começamos a aprender uma língua, focamo-nos primeiro no lado mais prático: adquirir vocabulário útil, conjugar verbos, trabalhar a pronúncia e formar frases.

Mas, a certa altura, percebemos que uma língua vai muito além disso. Por exemplo, o que querem realmente dizer os portugueses quando usam certas expressões? É que uma língua não se resume à gramática e ao vocabulário: existem expressões próprias, muito frequentes no dia a dia, cujo signif**ado pode variar consoante o contexto.

Vamos então ver melhor - aqui está uma dessas expressões.

“Lá está”

A expressão “lá está” é muito comum no português de Portugal e pode ter vários signif**ados dependendo do contexto. Em geral, transmite a ideia de confirmação, de algo esperado ou já referido, com um tom ligeiramente analítico, como quem liga pontos.

Vejamos alguns exemplos mais reais do dia a dia para perceber melhor como se usa:

1. Confirmar algo (tipo “pois é” / “exactamente”)

Usa-se quando alguém diz algo com que concordamos ou que confirma aquilo que já se suspeitava:

- Ele esqueceu-se da chave outra vez.
- Lá está. (ou seja: “pois é”, “como era de esperar”)

2. Retomar ou reforçar uma ideia; serve para voltar a um ponto importante ou reforçar algo já dito:

No trabalho ou na escola:

- O projecto não ficou pronto porque faltou comunicação.
- Lá está, esse era o problema principal.

- O problema é a falta de organização.
- Lá está.

3. Indicar inevitabilidade ou algo previsível; Usa-se quando algo acontece como já se esperava:

Ele chegou atrasado… lá está.

Conversa entre amigos: aqui signif**a “pois é / como já era de esperar”.

- Ele voltou para a ex.
- Lá está… nunca aprende.

Situação previsível: dá a ideia de “já se sabia que ia acontecer”.

- Perdi o autocarro outra vez.
- Lá está!

- Ele voltou a chegar atrasado.
- Lá está… não mudou nada.

Dá a sensação de “como já se previa” ou “é exactamente isso”.

4. Introduzir uma explicação ou justif**ação. Às vezes funciona quase como uma pausa para organizar o discurso:

- Lá está, acho que devíamos tentar outra solução.

A explicar algo:

- Porque é que isto correu mal?
- Lá está, não planeámos bem desde o início.

Em tom meio resignado - um “pois…” com ar de aceitação de algo menos positivo:

- Estudei pouco e tive má nota.
- Lá está…

No fundo, “lá está” é uma expressão muito versátil e bastante usada na fala informal em Portugal, cujo signif**ado depende sempre do contexto e do tom em que é dita.














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25/04/2026

“Eu não faço cardio, meus queridos… limito-me a observar os outros a correr de um lado para o outro, a tomar notas e a tirar fotografias.” ©







24/04/2026

Os gatos nas varandas agem como se pagassem a renda de todo o prédio…





Photos from Aprender com a Helena's post 24/04/2026

Em Português, não temos apenas o infinitivo, por exemplo, “comprar”; podemos também conjugar esse infinitivo, o que dá origem ao Infinitivo Pessoal. Hoje vou explicar, de forma prática, o que é o Infinitivo Pessoal e quando e como se utiliza. Vou apresentar-vos também várias frases com o Infinitivo Pessoal para repetirem comigo e, assim, praticarem e reforçarem o uso deste tempo verbal.
Primeiro, reparemos na conjugação. Aqui temos uma surpresa, pois o Infinitivo Pessoal, na verdade, tem apenas três conjugações novas.
Vamos usar verbos “comprar”, “fazer”, “ir” como exemplos: (imagem 2)

Como se pode ver, não existe tal coisa como “verbos irregulares”, pois a conjugação de todos os verbos, quer regulares quer irregulares, segue a mesma regra.
Quando usamos o Infinitivo Pessoal? Existem três situações em que se usa o infinitivo pessoal:
1. Depois das expressões impessoais.
2. Quando o verbo no infinitivo vem depois de preposições.
3. Quando o verbo no infinitivo vem depois de locuções prepositivas.
Expressões impessoais são aquelas que normalmente seguem a fórmula
verbo ser /achar + adjectivo
Usam-se nas frases que habitualmente usamos para dar uma opinião ou um conselho de um modo geral.

(imagem 1)

A segunda situação em que se usa o infinitivo pessoal, é depois de uma preposição.
Por exemplo, as palavras “por”, “para”, “sem”, “de” são preposições.
Agora vou dar-vos mais frases em que temos um verbo no infinitivo pessoal depois de uma preposição ou locução prepositiva:

(imagem 3)

E já a terceira situação - com locuções prepositivas. A locução prepositiva é, basicamente, uma preposição formada por mais do que uma palavra.
Por exemplo, “antes de”, “em vez de”, “depois de”, “apesar de”, “no caso de”, etc.

(imagem 4)











̃esidiomáticas


23/04/2026

Olá a todos, após uma pausa nas publicações, estou de regresso ao Facebook. 🙂

Hoje vou falar convosco sobre um fenómeno bastante comum quando se aprende uma língua. 😎

No início, tudo parece andar depressa: aprendem-se palavras novas, começa-se a formar frases e já dá para ter pequenas conversas.
Mas depois… chega aquela fase curiosa. Parece que já sabem bastante, mas há sempre qualquer coisa que não bate certo. Há dúvidas com estruturas mais complexas e o português ainda não soa totalmente natural.

Se já passaram por isto, não estão sozinhos, pois é mesmo típico do nível intermédio. Não é falta de vocabulário, é mais uma questão de ganhar segurança nas estruturas da língua.

Nas próximas publicações, vou falar um pouco mais sobre esta fase, aquela em que deixamos de só “estudar” português e começamos mesmo a dominá-lo.











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31/01/2026

PT 🇵🇹 / EN 🇬🇧
















̃opopular

🇵🇹

Expressão do dia: Isso não é chuva que molha gato.

Tem chovido a cântaros aqui em Lisboa. Os dias estão cinzento-escuros e somos envolvidos por um ar húmido e frio.

A expressão “isso não é chuva que molha gato” é um dito popular que, traduzido à letra, não faz muito sentido. Trata-se de uma expressão figurativa usada para indicar que algo não é insignif**ante nem inofensivo, ao contrário do que possa parecer à primeira vista.

A forma mais completa do ditado é:
“Não é chuva que molha gato, é água que molha cachorro.”

Com isto quer-se dizer que há situações que parecem leves ou sem importância, mas que na realidade têm mais peso, impacto ou gravidade do que se imagina.

Em suma, a expressão é usada quando alguém quer sublinhar que um problema, acontecimento ou situação exige mais atenção, cuidado ou seriedade do que aparenta inicialmente. 😎

PS: Em português europeu, cachorro signif**a cria/filhote (geralmente de cão), enquanto no português do Brasil a palavra é usada para cão de forma geral.

🇬🇧

Expression of the day: Isso não é chuva que molha gato.

It’s been raining cats and dogs here in Lisbon. The days are dark grey, and we’re wrapped in cold, damp air.

The phrase “isso não é chuva que molha gato” is a popular saying that, when translated literally, doesn’t make much sense. It’s a figurative expression used to suggest that something is not trivial or harmless, even if it may seem so at first glance.

The fuller version of the saying is:
“Não é chuva que molha gato, é água que molha cachorro.”

What this means is that some situations may appear light or insignif**ant, but in reality they carry more weight, impact, or seriousness than one might initially expect.

In short, the expression is used when someone wants to emphasise that a problem, event, or situation deserves more attention, caution, or seriousness than it first appears. 😎

PS: In European Portuguese, cachorro means a puppy (or young animal), while in Brazilian Portuguese it commonly means a dog in general.

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