Crias na Floresta

Crias na Floresta

Compartilhar

Comunidade de aprendizagem ao ar livre para crianças e suas famílias. Comunidade de aprendizagem ao ar livre. Playgroups para crianças e suas famílias.

Photos from Crias na Floresta's post 16/04/2026

Vamos aparecer (outra vez) na televisão!! 🤭🙌
Uma nova reportagem do Crias na Floresta a sair!

O que tem amor, floresce. E tem florescido tanto!
O que vivemos aqui é de tamanha beleza que emociona.

De coração aumentado 🫀
Sempre, com gratidão.

Photos from Crias na Floresta's post 25/03/2026

Nem tudo o que é nosso tem de ser partilhado.
E isso também é importante que as crianças aprendam.

Há coisas que são especiais para nós.
Há momentos em que simplesmente não queremos dar.

Demonstrar ou verbalizar que “agora não quero partilhar” é reconhecer e comunicar um limite.

E quando dizemos a uma criança que tem de partilhar, muitas vezes, estamos a ignorar algo essencial:
o direito de sentir que aquilo que é seu é respeitado.

As crias pequenas ainda não sabem partilhar.
E isso é completamente natural no seu desenvolvimento. Estão a construir relação com os objetos, com os outros e consigo próprias.

Associamos ainda a partilha à generosidade.
“Partilha, isso é bonito.”
“Partilha, isso é ser generoso.”

Mas a generosidade é muito mais do que isso.

É esperar pelo outro.
É cuidar.
É ajudar quando alguém precisa.
É escutar.
É estar disponível.

E nasce verdadeiramente da segurança.
Do respeito pelos próprios limites.
E da experiência de relações onde também somos respeitados.

Porque quando uma criança sente que pode dizer “não” e que esse “não” é ouvido, ela aprende que os seus limites importam.

E talvez uma das razões pelas quais existem tantos adultos que não sabem dizer não, que têm dificuldade em colocar limites, que dizem sempre que sim mesmo quando não querem, começa exatamente aqui; numa infância onde muitas vezes não puderam proteger aquilo que era seu, nem ouvir que o seu “não” podia ser respeitado.

Nós, adultos, que somos espelho das nossas crias, temos a responsabilidade de mostrar que podemos dizer “não”, colocar os nossos limites, respeitar o outro sem deixarmos de respeitar-nos a nós próprios.

Com o tempo e respeito pelos limites de cada um, a generosidade sente-se.

Photos from Crias na Floresta's post 08/03/2026

Hoje, no Dia da Mulher, queremos partilhar uma reflexão que tem crescido connosco.

Ao longo do tempo, temos reparado e conversado também com algumas famílias que, participam, em geral, mais meninos do que meninas.

E isso fez-nos parar:
O que poderá estar na raiz desta realidade?

Será que, ainda hoje, mesmo que de forma inconsciente, continuamos a associar certas vivências mais aos rapazes do que às raparigas?

Subir às árvores, cair e voltar a levantar, sujar, desafiar o corpo, explorar,…

Durante muito tempo estas vivências foram mais socialmente aceites para os rapazes. E talvez, sem nos darmos conta, ainda carreguemos a ideia de que as meninas devem manter-se mais limpas, mais cuidadas, mais protegidas.

Sabemos que muito disto nasce de uma cultura que ainda estamos a desconstruir. Da educação que recebemos e das associações que fomos criando ao longo do tempo, mesmo que sem intenção.

Mas a floresta lembra-nos de algo muito essencial.

O feminino está em todo o lado.
Uma energia que é criadora e regeneradora.

Na árvore que sustenta e enraíza.
Na flor que se abre no seu tempo.
Na terra que acolhe, nutre e transforma.
Nos ciclos de renovação e de vida.

Existe uma energia feminina na natureza que é simultaneamente sensível e poderosa, suave e profundamente resiliente.

E tudo isso vive dentro de cada criança.

Que espaço damos à força, à coragem e à liberdade das nossas meninas e mulheres?

Photos from Crias na Floresta's post 06/03/2026

OS BEBÉS DEVEM METER COISAS NA BOCA!

Pedras. Folhas. Paus.
As próprias mãos.
Objetos que acabaram de cair no chão.

Vivemos numa era de desinfetante e toalhitas.
E sempre que uma criança se suja… a limpeza é imediata.

Hoje, parece que bons pais têm crianças sempre limpas.
Roupa impecável.
Mãos limpas.

Tornou-se quase um símbolo de bons pais.

Se está impecável, parece cuidado.
Se tem lama nas mãos ou na roupa… parece descuido.

Mas e se estivermos a limpar demasiado?

Crianças que vivem a infância têm
terra nas mãos,
lama nos pés
e curiosidade por tudo.

E há algo fascinante na biologia dos bebés…
Eles exploram o mundo…
com a boca!

E não é por acaso.
Não é descuido.
É desenvolvimento.

Nos primeiros anos de vida, o sistema imunitário está em plena construção.

Cada contacto com
a pele da mãe,
o chão,
objetos,
a terra
expõe o bebé a micróbios que ajudam a treinar as suas defesas naturais.

É como se o corpo estivesse a aprender:
o que é perigoso
o que é inofensivo
quando deve reagir
quando deve tolerar

Sem isso, o sistema imunitário pode crescer mais hiper-reativo.

Talvez essa seja a razão pela qual, cada vez mais, vemos crianças com alergias, sensibilidades, inflamações e problemas imunitários.

O objetivo não é expor as crianças a perigos.
O verdadeiro desafio é aprender a distinguir entre:

perigo real vs sujidade natural

Porque nem tudo o que parece sujo é realmente perigoso.
E muitas vezes é exatamente nesse contacto com o mundo que o corpo aprende a defender-se.

E comer terra?

A terra faz parte de um solo vivo, cheio de microrganismos naturais com os quais o nosso corpo evoluiu a conviver.

Comer terra contribui para a exposição microbiana.

Uma infância completamente esterilizada não é natural.

Porque enquanto parece que são atraídos por micróbios…
estão a construir o sistema imunitário que os vai proteger para o resto da vida.

Talvez o verdadeiro problema não seja os bebés meterem tudo na boca.

Talvez seja uma coisa chamada limpeza a mais.

Photos from Crias na Floresta's post 06/02/2026

Talvez o problema nunca tenha sido o frio ou a chuva.
Talvez tenha sido o nosso medo.

Medo que se constipem.
Que se sujem.
Que escorreguem.
Que “não seja confortável”.

E, sem darmos conta, trocamos poças por sofás.
Lama por ecrãs.
Natureza por tetos e paredes.

O inverno traz silêncio e frio…
e a floresta continua maravilhosa.

Cheira a terra molhada.
O vento dança nas árvores.
Os pés mergulham na lama.

E as crias continuam prontas.
Sempre prontas.

Querem correr na chuva, chapinhar nas poças, sentir o mundo com o corpo todo.

Talvez não precisem que o tempo melhore.
Talvez só precisem que nós ganhemos coragem.

Vestir mais uma camada.
Descomplicar e simplificar.
Abrir a porta.
Ir com elas.

O encanto não depende da estação do ano.
Depende de nós.

Photos from Crias na Floresta's post 24/01/2026

Chuva, vento e frio - é caso para ficarmos em alerta? 🔔

É o inverno a acontecer!
Não é uma anomalia, é parte do ciclo natural da vida.

A nossa sociedade está cada vez mais analfabeta no que toca ao mundo natural e, quando ele se expressa, a resposta é o alarme. Esquecemo-nos que este é, precisamente, o tempo da chuva e do frio.
E é também um tempo importante: da água que alimenta a terra, do vento que renova, do recolhimento e da transformação.

Brincar à chuva é tão natural como brincar ao sol.
Bom tempo, mau tempo? Talvez não exista.
Um dia de chuva pode ser tão bom quanto um dia de sol.
Cada ciclo traz algo de necessário e precioso.

O que estamos a presenciar é também um processo de extinção da experiência: para muitas crianças, a paisagem vista através da janela do carro ou dos ecrãs tornou-se o contacto mais próximo com o mundo natural.

Brincar nas poças, cobrir-nos de lama, sentir a chuva no rosto e o frio do inverno - fortalece o corpo, regula emoções e aproxima-nos do que somos: natureza.
Não apenas em dias de sol, mas em todos os dias, em todos os ciclos.

A ligação com a natureza não se ensina por discursos:
vive-se.

E sempre lembrar que não é o frio que adoece.

A segurança é essencial e deve ser respeitada.
Mas nem toda a chuva é perigo, nem todo o vento é ameaça.
Na maioria das vezes, é só o inverno a cumprir o seu papel.

Photos from Crias na Floresta's post 11/01/2026

Uma sessão Forest School…

… não parte de atividades fixas ou previamente definidas, mas de infinitas possibilidades.

O planeamento adapta-se ao grupo, ao momento e ao contexto natural, permitindo que a sessão evolua de forma viva e autêntica.

Cria, adulto, espaço e recursos: interagem de forma dinâmica e contínua. Procura-se uma relação de responsividade entre estes elementos, sem determinar totalmente o que vai acontecer ou que caminho a sessão irá seguir.

O ponto de partida é sempre a curiosidade e o interesse das crianças.

O adulto não conduz todo o processo, mas isso não significa estar ausente. Pelo contrário, está presente, atento e disponível. Observa, escuta, acompanha e garante segurança, ligado ao momento, ao lugar e ao que de precioso está a acontecer, sem distrações nem distanciamento.

Por vezes é a criança que conduz.
Outras vezes é o próprio meio natural que orienta.
É dessa dança viva entre todos que o caminho se revela.

A aprendizagem acontece através da experiência direta, do fazer e do estar verdadeiramente presente.

O tempo é respeitado, sem pressas.

As relações constroem-se com confiança, continuidade e presença, criando espaço para a espontaneidade e para o inesperado.

Antes de tudo, a premissa para estar na natureza é o respeito e o cuidado pelo espaço e por todos os seres que o habitam. Cuidar da terra, da fauna e de tudo o que vive naquele lugar faz parte da vivência e da aprendizagem.

Se assim não for, que sentido faz?

Photos from Crias na Floresta's post 04/01/2026

Em Forest School não seguimos atividades fixas ou fechadas. Partimos do encontro entre a criança, o adulto, a natureza e os materiais disponíveis. As sessões acontecem num ambiente cuidadosamente pensado e preparado por profissionais qualificados.

O ponto de partida é sempre a curiosidade e o interesse das crianças. O adulto não conduz todo o processo, mas isso não significa estar ausente. Pelo contrário, está presente, atento e disponível. Observa, escuta, acompanha e garante segurança, ligado ao momento, ao lugar e ao que de precioso está a acontecer, sem distrações nem distanciamento.

Por vezes é a criança que conduz.
Outras vezes é o próprio meio natural que orienta.
É dessa dança viva entre todos que o caminho se revela.

Durante a sessão, as crianças exploram livremente, brincam, constroem, investigam e experimentam com o corpo e com os sentidos. A aprendizagem acontece através da experiência direta, do fazer e do estar verdadeiramente presente.

O tempo é respeitado, sem pressas.
As relações constroem-se com confiança, continuidade e presença, criando espaço para a espontaneidade e para o inesperado.

A aprendizagem é viva e significativa, fortalecendo a ligação à natureza, a si próprias e aos outros, através do corpo, das emoções e da experiência.

O mote para estar na natureza é o respeito e o cuidado pelo espaço e por todos os seres que o habitam. Cuidar da terra, da fauna e de tudo o que vive naquele lugar faz parte da vivência e da aprendizagem.

Sem essa premissa, não faz sentido estar ali.

Photos from Crias na Floresta's post 03/01/2026

Honramos os ciclos.
O fim que abraça o início.
A despedida que prepara a próxima viagem.

2025 foi desafio e aprendizagem.
Recebemos 2026 com vontade de continuar a crescer e a tocar em tantos corações.

“A gratidão é a emoção mais forte que temos para atrair o que desejamos.”

Até já, seres lindos ✨💫

Photos from Crias na Floresta's post 26/12/2025

No coração do inverno, a noite alcança o seu ponto mais profundo.
A Terra chama-nos para recolher, abrandar, respirar em silêncio.

Os povos pagãos celebravam o solstício de inverno como o retorno da luz, o renascimento do Sol invisível que, a partir de agora, começa lentamente a ganhar força.

O Natal nasce aqui.
Símbolo de esperança, continuidade e renovação.

As árvores sempre verdes lembram a vida que persiste.
As velas e fogueiras honram a luz que resiste na escuridão.
É um tempo de atravessar o frio com presença, de guardar sementes, de confiar no ciclo.

O Solstício mostra-nos que a escuridão não é fim,
mas pausa.
E que toda a luz precisa, primeiro, de nascer no silêncio.
Dentro e fora de nós.

Photos from Crias na Floresta's post 05/12/2025

O silêncio da floresta é tudo, menos vazio.
É um silêncio vivo, cheio de pequenos movimentos que lembram que a vida pulsa mesmo quando tudo parece quieto.

O coração encontra um ritmo mais natural, a respiração suaviza e os sentidos despertam.
A floresta simplesmente acolhe no agora.

E é aí que começa a atenção plena.

Atenção plena não é pensar em nada.
É perceber o que já está aqui.
É escutar verdadeiramente.
É a sensação de que algo em ti finalmente encontra o seu lugar.

A floresta convida a alinhar a nossa energia com a frequência da Terra.
E é nesse alinhamento que nasce a verdadeira conexão,
aquela que não precisa de palavras, apenas de presença.

Photos from Crias na Floresta's post 17/11/2025

Brincar à chuva é movimento.

Quando o céu se abre e cai água, não é preciso vestir o mundo às costas.

A chuva não adoece - o que nos adoece são os vírus e a falta de regulação do corpo. Por isso, o essencial é simples: manter o peito quente e seco.
O resto, o corpo sabe fazer sozinho.

👉 Um casaco impermeável com capuz, leve e confortável; algumas camadas ajustáveis à temperatura são suficientes. Ter em conta que, à medida que a criança se vai movimento, ir retirando camadas.

No caso das Crias mais pequenas, sugerimos as pernas despidas ficando apenas de fralda, de forma ampliar os movimentos.

Molhar, sujar, comer lama, rebolar,… vivências importantíssimas!

E os pés?
Descalços, sempre!
Fortalecem, ativam a circulação, ajudam a regular o calor. Aproximam-nos da terra, devolvem-nos ao essencial.

Movimento é vida!

Tecidos leves, pés livres, corpo em ação — e a sabedoria natural que cada criança já traz consigo.

O corpo sabe cuidar.
Nós só precisamos deixar.

Quer que o seu escola/colégio seja a primeira Escola/colégio em Lisbon?

Clique aqui para solicitar o seu anúncio patrocinado.

Localização

Categoria

Entre em contato com a escola/colégio

Endereço


Lisbon