O conceito de inclusão, ou seja, a total inserção no meio social da pessoa, de acordo com a Classif**ação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), em termos físicos, sociais, escolares e profissionais, ultrapassa em muito o conceito de mera integração, uma vez que não pretende posicionar esta pessoa numa situação excecional em relação aos demais, mas sim, assumir que a heterogeneidade que existe entre as pessoas é uma circunstância positiva que permite e impulsiona um profícuo desenvolvimento da própria comunidade em geral. Muitas pessoas consideram, erradamente, que a CIF apenas faz referência a pessoas com incapacidades; na verdade, ela aplica-se a todas as pessoas. A saúde e os estados relacionados com a saúde associados a qualquer condição de saúde podem ser descritos através da CIF. Por outras palavras, a CIF tem aplicação universal.
Só convivendo e interagindo com jovens e adultos com diversidade funcional e suas respetivas famílias, se permite perceber verdadeiramente os grandes desafios que estas pessoas têm vindo a enfrentar. A carência de recetividade social, a dificuldade de inclusão, associado a uma incompreensível ausência de respostas, quer por parte de instituições públicas, quer privadas, parecem estar a negar a este público a possibilidade de garantir uma vida ativa de qualidade e uma integração social plena de direitos.
De que forma a INSER pretende contribuir
A INSER pretende responder a esta problemática através de um conjunto de atividades diversif**adas para pessoas com diversidade funcional com o intuito de combater o isolamento social, facilitar e promover a integração socioprofissional, através da construção de uma rede comunitária de apoio capaz de criar respostas no sentido da promoção da autonomia, realização pessoal e autodeterminação da pessoa. Apesar de existirem matrizes definidas, os objetivos dos programas e atividades são desenvolvidos e estruturados de acordo com a diversidade funcional do público alvo.
A função elementar da escola é preparar todos os jovens para uma vida social ativa e promissora, permitindo simultaneamente o acesso a uma profissão de sucesso. No entanto, é pertinente questionar, que futuro está reservado aos jovens e adultos com menos autonomia e que, legitimamente, também aspiram aos mesmos anseios e sonhos que os seus pares?
Quando os jovens com diversidade funcional terminam a escolaridade, deparam-se com uma enorme carência de respostas adequadas. Perdem o apoio especializado da escola, tornando a maioria das opções formativas / ocupacionais / laborais existentes na comunidade muito difíceis de se materializarem.
A maioria destes jovens f**a normalmente a cargo da própria família e estas, com o ónus de encontrar respostas de qualidade que possam dar continuidade a um quadro social mais reconfortante na expectativa que os seus filhos possam escolher e usufruir de uma vida social ativa, igual ou, pelo menos conducente com o seu estatuto de cidadão.
Contudo, o quadro social percebido desta inconformidade institucional é, muitas vezes, a exclusão social e o isolamento.
É a partir do programa escolar oficial que a INSER se posiciona, pretendendo dar continuidade às competências proporcionadas pelo estado, propondo desenvolver um conjunto de valências, suscetíveis de alterar este quadro de carências e debilidades institucionais, possibilitando ajuda técnica e especializada na transição da adolescência para a vida adulta de jovens com dificuldade de integração social e profissional.
Para além de ser urgente encontrar respostas de qualidade é imprescindível encontrar um modelo que permita reforçar a autonomia, o bem estar físico e emocional de cada cidadão, resgatar a importância dos benefícios da socialização e proporcionar uma melhoria signif**ativa na qualidade de vida para todas as pessoas, mas principalmente para pessoas com diversidade funcional e suas respetivas famílias.