Associação de Pais do Agrupamento Latino Coelho

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Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento Latino Coelho - Lamego Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento Latino Coelho

16/06/2026

𝗣𝗿𝗼𝗷𝗲𝘁𝗼 “𝗟𝗲𝗶𝘁𝘂𝗿𝗮(𝘀) 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝘁𝗼𝗱𝗼𝘀 – 𝗟𝗶 𝗲 𝗴𝗼𝘀𝘁𝗲𝗶”

“O Rapaz de Bronze”

Sophia de Mello Breyner Andresen

Ao lermos as páginas deste livro, descobrimos um jardim muito especial. Durante o dia era um jardim normal, mas mal caía a noite a magia acontecia.
À noite, as flores ganhavam vida, tornando-se personagens que falavam, pensavam, andavam, entendiam-se, desentendiam-se e até organizavam festas originais.
Percebemos que essas flores comportavam-se como as pessoas e, como nós, apresentavam defeitos e virtudes: vaidade, orgulho, altivez, inveja… mas também vergonha, timidez, humildade, doçura, empatia, vontade de ajudar…
Divertimo-nos a aprender o nome de várias espécies de flores. Aprendemos que apesar das suas diferenças e das suas diferentes maneiras de ser, trabalhando em conjunto, elas conseguiram organizar a sua festa, com a ajuda do Rapaz de Bronze.
Também conhecemos a Florinda que sempre considerou as flores como seres vivos, tratando-as com amizade, bondade e carinho. Por isso, foi convidada para participar na Festa das Flores, ensinando-nos que devemos tratar a Natureza com amor e muito respeito.
No nosso jardim do Rapaz de Bronze, aprendemos que a beleza das flores é o reflexo de quem nós somos e que a imaginação não tem limites.

Alunos do 4º ano
Escola Básica nº1 Lamego

08/06/2026

𝗣𝗿𝗼𝗷𝗲𝘁𝗼 “𝗟𝗲𝗶𝘁𝘂𝗿𝗮(𝘀) 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝘁𝗼𝗱𝗼𝘀 – 𝗟𝗶 𝗲 𝗴𝗼𝘀𝘁𝗲𝗶”

O Estrangeiro, Albert Camus

Ao ler O Estrangeiro, de Albert Camus, deparei-me com uma história diferente, que me fez pensar bastante. Não é apenas uma narrativa, é, sobretudo, uma obra que nos obriga a refletir sobre a forma como vemos a vida.
A história acompanha Meursault, um homem que demonstra pouca emoção, algo visível logo no início com a morte da sua mãe. Ao longo da narrativa, ele acaba por cometer um crime, mas o mais interessante não é o crime em si, mas a forma como ele encara a vida, sem fingir sentimentos nem procurar dar um grande sentido às coisas.
O que mais me marcou foi essa sinceridade do protagonista. Meursault não finge para corresponder às expectativas dos outros, e isso faz com que seja visto como estranho pela sociedade. Isto leva-nos a pensar que, muitas vezes, as pessoas são mais julgadas por não seguirem as normas sociais do que pelos seus próprios atos.
Na minha opinião, este livro é muito interessante porque aborda temas importantes, como o sentido da vida, a morte e o julgamento social. A linguagem é simples, mas a mensagem é profunda.
Concluindo, “Li e gostei” de O Estrangeiro porque, apesar de ser uma leitura curta, faz-nos pensar e questionar a forma como vemos os outros e o mundo.

Tiago Borges, n.º 20, 9.º D

05/06/2026

𝗣𝗿𝗼𝗷𝗲𝘁𝗼 “𝗟𝗲𝗶𝘁𝘂𝗿𝗮(𝘀) 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝘁𝗼𝗱𝗼𝘀 – 𝗟𝗶 𝗲 𝗴𝗼𝘀𝘁𝗲𝗶”

Meu Pé de Laranja Lima, José Mauro de Vasconcelos

Escolhi ler este livro porque já tinha ouvido dizer que era muito triste, mas muito bom. Como é baseado na infância real do autor, fiquei curiosa para perceber como é que o Zezé conseguia aguentar tanta coisa sendo tão pequeno.
O que mais me impressionou não foi a pobreza da família, mas sim a força do Zezé. Ele, ainda tão pequeno, conseguia suportar tanto sofrimento que advinha das agressões físicas sofridas em casa por ser tão traquina. A criança, para conseguir sobreviver àquela solidão, acaba por criar um mundo só dele.
No início, a amizade dele com o "Minguinho" (o pé de laranja lima) é engraçada, mas depois percebemos que é muito mais do que isso, é o seu único refúgio.
A parte que mais me marcou foi a amizade com o Portuga. É incrível como um estranho lhe deu mais carinho e respeito do que os próprios pais. A frase que o Zezé diz sobre "matar no coração", ou seja, deixar de amar para a pessoa deixar de existir para nós, é a parte mais profunda do livro e mostra bem o seu sofrimento.
Recomendo este livro a quem quer ler algo que mexe por dentro e inquieta, verdadeiramente, pois há um misto de sentimentos que invade o nosso pensamento durante a leitura, nomeadamente, revolta, tristeza e emoção. Não é uma leitura para "passar o tempo", mas é, sem dúvida, um livro que nos faz ter mais paciência e empatia pelos outros. Vale muito a pena lê-lo.

Matilde Subtil, n. º17, 9.ºD

02/06/2026

𝗣𝗿𝗼𝗷𝗲𝘁𝗼 “𝗟𝗲𝗶𝘁𝘂𝗿𝗮(𝘀) 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝘁𝗼𝗱𝗼𝘀 – 𝗟𝗶 𝗲 𝗴𝗼𝘀𝘁𝗲𝗶”

Imogen, Obviamente - Becky Albertalli

Becky Albertalli é uma escritora norte-americana conhecida por escrever livros de romance juvenil que exploram os desafios da adolescência. O livro Imogen, Obviamente apresenta uma história focada na autodescoberta da personagem principal e nas relações entre amigos.
O livro segue Imogen Scott, uma adolescente que sempre teve a certeza de que era heterossexual e uma grande aliada da comunidade LGBTQIA+. Quando vai visitar a melhor amiga à universidade, acaba por alinhar numa mentira inofensiva, fingindo ser bi*****al. No entanto, essa situação leva-a a questionar-se sobre assuntos que nunca tinha pensado antes, por serem considerados “óbvios”, como a sexualidade, fazendo com que comece a olhar para si própria de forma diferente.
Ao longo da história, vemos a evolução de Imogen à medida que lida com dúvidas, inseguranças e novas experiências. A autora mostra como pequenas situações, para alguns, podem ter um grande impacto na forma como uma pessoa se entende, tornando o processo de crescimento mais confuso, mas, também, mais verdadeiro.
Uma das partes de que mais gostei no livro é a forma como os leitores se podem identif**ar com a protagonista. Mesmo que não passem exatamente pela mesma situação, é fácil reconhecer sentimentos como a incerteza, o medo de não corresponder a expectativas, ou a dificuldade em perceber quem realmente somos. Isso torna a história mais realista para muitas pessoas.
Recomendo este livro porque, além de ser envolvente e fácil de ler, aborda temas importantes como a sexualidade e a aceitação. Para além disso, ensina-nos a respeitar os outros e a nós mesmos, a ser empáticos e a ter uma mente mais aberta. Este livro faz, ainda, o leitor refletir sobre a importância de se conhecer a si próprio, pois, se não o fizermos, quem o fará por nós?

Bárbara Almeida, n.º 3, 9.ºC

02/06/2026

𝗣𝗿𝗼𝗷𝗲𝘁𝗼 “𝗟𝗲𝗶𝘁𝘂𝗿𝗮(𝘀) 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝘁𝗼𝗱𝗼𝘀 – 𝗟𝗶 𝗲 𝗴𝗼𝘀𝘁𝗲𝗶”

Os olhos de Ana Marta, Alice Vieira

Li e gostei do livro Os olhos de Ana Marta. Inicialmente o livro foi recomendado, mas depois de uma pesquisa individual achei-o interessante e adequado à minha faixa etária.
O livro fala sobre uma rapariga chamada Marta que vivia com a sua mãe, emocionalmente uma pessoa muito fria e fechada. A relação entre as duas foi sempre difícil e distante, levando a filha, muitas vezes, a duvidar do amor da mãe por ela. Na casa onde habitavam havia vários compartimentos fechados e o ambiente era demasiado silencioso, por isso Marta tinha a sensação constante de que havia olhos a observá-la, pela casa. Aquela sensação e a suspeita permanente aumentou a vontade dela querer descobrir a razão pela qual a mãe era tão distante e o que escondia naqueles quartos sempre fechados e que segredos guardariam…
No decorrer da história, percebemos que Marta descobre que tinha uma irmã chamada Ana Marta e era esse o segredo do passado da família. A mãe nunca superara a perda da filha e, porque não sabia lidar com isso, guardou tudo para ela, tornando-se numa pessoa fria e distante. Essa descoberta fez com que Marta passasse a ver a mãe com outros olhos, por isso a entender melhor a mãe e com vontade de ajudá-la. Esta mudança de comportamento foi fundamental para que ambas tentassem melhorar a relacionamento entre ambas e, assim, superar a tragédia ocorrida anos atrás.
Ao ler o livro, a personagem que mais me cativou foi Marta, uma jovem sensível, observadora e bastante reflexiva, que lembra a mente de um qualquer jovem e as suas curiosidades. Ao longo da história, Marta revela-se alguém que pensa muito sobre a vida, as pessoas e os sentimentos a elas associados. Mostra, também, as inseguranças e as dúvidas próprias da adolescência.
A autora Alice Vieira, atualmente com 83 anos, tem uma escrita simples e clara, como se pode verif**ar através da leitura deste livro.
Eu recomendo a sua leitura, pois tem uma história interessante que mostra o valor e a importância da comunicação entre a família. Mostra, ainda, o quão difícil pode ser lidar com perdas, e as incertezas que a falta de comunicação pode criar na cabeça das pessoas.
Gostei muito de ler este livro uma vez que aborda temas sensíveis de uma forma clara e interessante. O ambiente de mistério e curiosidade que o livro transmite cria uma leitura muito interessante.
Rita Ribeiro, n. º18, 9.ºD

01/06/2026

🌟 Feliz Dia da Criança! 🌈
Hoje celebramos todos vocês, pequenos grandes sonhadores! 💫
O nosso conselho?
✨ Não tenham pressa em crescer.
✨ Aproveitem cada brincadeira, cada riso, cada sonho.
✨ Vivam esta fase mágica com o coração cheio de alegria!
E quando forem adultos, nunca deixem que a criança que vive em vocês desapareça. Guardem essa parte doce, curiosa e cheia de amor. 💖
Porque a criança dentro de nós…
👧🏼👦🏽 acredita nos sonhos,
🌻 encontra felicidade nas coisas simples,
❤️ ama de forma verdadeira
e 🌍 olha o mundo com esperança e ternura.
Hoje é o vosso dia. Celebrem-no com alegria! 🎉

24/05/2026

𝗣𝗿𝗼𝗷𝗲𝘁𝗼 “𝗟𝗲𝗶𝘁𝘂𝗿𝗮(𝘀) 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝘁𝗼𝗱𝗼𝘀 – 𝗟𝗶 𝗲 𝗴𝗼𝘀𝘁𝗲𝗶”

O Visconde Cortado ao Meio, Italo Calvino

Este livro é fantástico a todos os níveis: fantástico pela história que é narrada, pela escrita macabra e mórbida e pela mensagem que pude retirar. É um livro completamente diferente de todos os outros que li até hoje. O livro em questão é O Visconde Cortado ao meio, de Italo Calvino e foi publicado em 1952, mas continua muito atual devido à mensagem que nos deixa.
A capa do livro remete-nos para um ambiente escuro e de violência, porque temos um fundo vermelho e um cavaleiro negro, ou seja, deixa antever um romance com muitos conflitos, muita violência e talvez até algum amor, porque o vermelho também está associado ao amor.
O narrador desta história é o sobrinho da personagem principal, o Visconde Medardo de Terralba, que nos transporta para o meio da guerra entre os austríacos e os turcos, no ano de 1716. Este Visconde é um homem normal que decide lutar pela sua pátria, mas descuidou-se e acabou por levar com uma bala de canhão que o cortou simetricamente ao meio. Nesta altura, pensei que estava morto, mas como é ficção, tal não aconteceu. Fiquei muito admirado porque não é possível um homem viver com metade do seu corpo!
Graças a uma escrita rica em detalhes e descrições pormenorizadas, acabei por conseguir visualizar na minha imaginação a figura deste Visconde cortado exatamente ao meio e que regressa à sua terra natal apenas pela metade, a sua metade direita que, mais tarde, descobri ser a parte má! A partir desta altura, o Visconde passa a aterrorizar tudo e todos.
Para mim, o cúmulo da maldade foi quando o Visconde obrigou o carpinteiro Pedro Prego a construir uma máquina de enforcamento e como, aquando da sua estreia, havia vagas por preencher, ordenou que fossem preenchidas com gatinhos.
Mas este livro também acaba por ter uma história de amor pelo meio uma vez que ambas as partes se apaixonam por uma pastora chamada Pamela. Achei que seria a parte boa a conquistá-la, mas, infelizmente, Pamela decide casar com a metade que chegasse em primeiro lugar à igreja na hora marcada e, no final, acaba por haver um duelo até à morte entre as duas metades.
A mensagem que retirei desta obra é que todos temos um lado bom e um lado mau e, quando rejeitamos um destes lados, f**amos incompletos e acabamos por perder a nossa humanidade.

Guilherme Matias Pinto, n.º 6, 9.ºC

20/05/2026

𝗣𝗿𝗼𝗷𝗲𝘁𝗼 “𝗟𝗲𝗶𝘁𝘂𝗿𝗮(𝘀) 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝘁𝗼𝗱𝗼𝘀 – 𝗟𝗶 𝗲 𝗴𝗼𝘀𝘁𝗲𝗶”

O Principezinho, Antoine de Saint-Exupéry
O livro O Principezinho, de Antoine de Saint-Exupéry, é uma obra muito conhecida da literatura mundial. Cheguei a este livro numa altura em que não gostava muito de ler, mas a capa simples e a contracapa chamaram-me a atenção, o que me levou a comprá-lo. Foi uma escolha importante, pois acabou por me dar um grande ensinamento: nem tudo aquilo que parece às vezes é ou se torna realidade. Além disso, foi também o livro que impulsionou o meu gosto pela leitura, fazendo com que começasse a gostar mais de ler.
A história fala sobre um pequeno príncipe que vive num asteroide e que decide viajar por vários planetas. Ao longo da sua viagem, ele encontra diferentes personagens que representam comportamentos humanos, como a vaidade, o poder e a solidão. Quando chega à Terra, conhece um aviador e uma raposa, com quem aprende lições muito importantes sobre amizade e amor.
O que mais gostei neste livro foi a forma simples, mas ao mesmo tempo profunda, como transmite as suas ideias. Uma das partes mais marcantes é quando a raposa ensina que “o essencial é invisível aos olhos”, mostrando, assim, que devemos valorizar os sentimentos e não apenas aquilo que vemos.
Este livro aborda temas como a amizade, o amor, a responsabilidade e a importância de mantermos a nossa essência de criança. As suas mensagens são muito tocantes, pois fazem-nos refletir sobre a forma como vivemos e como, muitas vezes, os adultos complicam aquilo que, afinal, é simples.
Em resumo, O Principezinho é uma obra especial que ensina lições importantes de forma leve e acessível. Gostei muito deste livro, porque me fez pensar sobre o verdadeiro valor das coisas e das pessoas. Recomendo a sua leitura, pois é uma história que pode ser entendida de diferentes formas e que deixa uma mensagem bonita e duradoura.
Afonso Loureiro, n.º 1, 9.ºC

15/05/2026

🧡 𝟭𝟱 𝗱𝗲 𝗠𝗮𝗶𝗼 | 𝗗𝗶𝗮 𝗱𝗮 𝗙𝗮𝗺í𝗹𝗶𝗮 🏡

Neste Dia da Família, queremos deixar uma palavra especial a todos os pais e familiares dos nossos alunos.

É na família que tudo começa e tudo se constrói: os primeiros sorrisos, as primeiras palavras, os primeiros passos. É em família que se aprendem os valores mais importantes, muitas vezes de forma simples, no dia a dia — a brincar, a conversar, a cuidar. A escola junta-se mais tarde a este caminho, mas nunca substitui o papel único e essencial da família.

A escola tem um papel importante na formação, mas a base vem de casa. E sem essa base, nenhuma aprendizagem se sustenta.

Educar não é sempre fácil. Exige tempo, paciência e constância. Mas é na força da família que as crianças encontram o apoio para se tornarem pessoas seguras, felizes e preparadas para o futuro.

Hoje celebramos cada mãe, cada pai, cada avô, cada tio, cada pessoa que faz parte deste núcleo tão importante na vida das crianças.

Obrigada pelo amor, pelo apoio e por caminharem connosco na missão de educar.

𝗙𝗲𝗹𝗶𝘇 𝗗𝗶𝗮 𝗱𝗮 𝗙𝗮𝗺í𝗹𝗶𝗮! 👨‍👩‍👧‍👦

11/05/2026

𝗣𝗿𝗼𝗷𝗲𝘁𝗼 “𝗟𝗲𝗶𝘁𝘂𝗿𝗮(𝘀) 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝘁𝗼𝗱𝗼𝘀 – 𝗟𝗶 𝗲 𝗴𝗼𝘀𝘁𝗲𝗶”

Aquilo que os olhos veem ou o Adamastor, Manuel António Pina

O livro Aquilo que os olhos veem ou o Adamastor, escrito por Manuel António Pina e lançado pela Porto Editora em 1998, fala sobre um rapaz, de 14 (ou 15 anos) chamado Manuel, que vivia com a sua mãe e irmã, após o seu pai ter partido numa viagem para ser marinheiro na frota de Bartolomeu Dias.
Certo dia, Manuel tem um sonho. No sonho, o seu pai está naufragado no mar, prestes a ser morto por uma criatura enorme, o Adamastor. Manuel salta para o mar para salvar o pai, luta contra o Adamastor e vence, o que faz com que o monstro volte às profundezas do mar. Até aí, estaria tudo bem, já que era apenas um sonho, mas, passados alguns meses, o pai de Manuel volta a casa e conta a todos as suas aventuras no mar, contando, também, que quase morreu no mar, e que a única razão para ainda estar vivo é o seu anjo da guarda, que lutou contra o Adamastor e salvou-lhe a vida. Manuel f**a aterrorizado ao ouvir o pai, já que acha muito estranho que o seu sonho seja tão parecido com as descrições do pai, mas acaba por não dizer nada a ninguém.
Vários anos depois, Manuel é chamado para fazer parte da frota de Pedro Alvares Cabral e, mesmo não querendo ir porque está com medo de que o Adamastor o persiga, acaba por ser obrigado a ir.
Após vários dias em alto mar, Manuel e toda a tripulação enfrentam uma tempestade enorme, que dura cerca de vinte dias e, após esses dias, o Adamastor começa a atacar às cegas todos os navios, até que encontra o navio onde está Manuel. No meio do confronto, a embarcação é atirada contra uns rochedos e mata toda a tripulação. Manuel e o Adamastor lutam novamente, só que desta vez o Adamastor vence.
Ao vencer a luta, o Adamastor pensa que o Manuel morreu, e o Manuel também pensa estar morto, mas acabamos por descobrir que Manuel foi levado inconsciente pelas ondas do mar até uma ilha onde permanece cerca de um ano. Por lá passaram umas naus portuguesas que estavam de regresso à pátria que reconheceram o náufrago como navegador português e recolheram-no.
Após acordar, Manuel conta toda a sua história a Mestre João que, como homem da ciência, inicialmente não acredita na parte que fala do Adamastor, mas essa desconfiança não dura muito, já que o vê com os seus próprios olhos a dar voltas na nau onde se encontrava.
Todo este livro é contado como se fossem as memórias de Mestre João, que estaria a escrever esta aventura. No final, Manuel encontra-se novamente com o Adamastor, só que, desta vez, acaba por ser morto pelo Adamastor e levado pelas ondas do mar.
Inicialmente, escolhi este livro por ser o único que considerei aceitável para a minha apresentação oral de nono ano. Durante a leitura, gostei dele já que nos faz refletir sobre vários assuntos, entre os quais, o facto de que nem a pessoa mais sábia pode saber de tudo, dado que isso seria impossível e que nem sempre podemos confiar naquilo que os nossos próprios olhos veem. Finalmente, a leitura interessou-me, porque inclui uma criatura mitológica, o Adamastor, e eu gosto de histórias que fazem referência ao fantástico.

Duarte Rosa Rebelo, n.º 5, 9.ºC

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