11/05/2026
𝗣𝗿𝗼𝗷𝗲𝘁𝗼 “𝗟𝗲𝗶𝘁𝘂𝗿𝗮(𝘀) 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝘁𝗼𝗱𝗼𝘀 – 𝗟𝗶 𝗲 𝗴𝗼𝘀𝘁𝗲𝗶”
Aquilo que os olhos veem ou o Adamastor, Manuel António Pina
O livro Aquilo que os olhos veem ou o Adamastor, escrito por Manuel António Pina e lançado pela Porto Editora em 1998, fala sobre um rapaz, de 14 (ou 15 anos) chamado Manuel, que vivia com a sua mãe e irmã, após o seu pai ter partido numa viagem para ser marinheiro na frota de Bartolomeu Dias.
Certo dia, Manuel tem um sonho. No sonho, o seu pai está naufragado no mar, prestes a ser morto por uma criatura enorme, o Adamastor. Manuel salta para o mar para salvar o pai, luta contra o Adamastor e vence, o que faz com que o monstro volte às profundezas do mar. Até aí, estaria tudo bem, já que era apenas um sonho, mas, passados alguns meses, o pai de Manuel volta a casa e conta a todos as suas aventuras no mar, contando, também, que quase morreu no mar, e que a única razão para ainda estar vivo é o seu anjo da guarda, que lutou contra o Adamastor e salvou-lhe a vida. Manuel f**a aterrorizado ao ouvir o pai, já que acha muito estranho que o seu sonho seja tão parecido com as descrições do pai, mas acaba por não dizer nada a ninguém.
Vários anos depois, Manuel é chamado para fazer parte da frota de Pedro Alvares Cabral e, mesmo não querendo ir porque está com medo de que o Adamastor o persiga, acaba por ser obrigado a ir.
Após vários dias em alto mar, Manuel e toda a tripulação enfrentam uma tempestade enorme, que dura cerca de vinte dias e, após esses dias, o Adamastor começa a atacar às cegas todos os navios, até que encontra o navio onde está Manuel. No meio do confronto, a embarcação é atirada contra uns rochedos e mata toda a tripulação. Manuel e o Adamastor lutam novamente, só que desta vez o Adamastor vence.
Ao vencer a luta, o Adamastor pensa que o Manuel morreu, e o Manuel também pensa estar morto, mas acabamos por descobrir que Manuel foi levado inconsciente pelas ondas do mar até uma ilha onde permanece cerca de um ano. Por lá passaram umas naus portuguesas que estavam de regresso à pátria que reconheceram o náufrago como navegador português e recolheram-no.
Após acordar, Manuel conta toda a sua história a Mestre João que, como homem da ciência, inicialmente não acredita na parte que fala do Adamastor, mas essa desconfiança não dura muito, já que o vê com os seus próprios olhos a dar voltas na nau onde se encontrava.
Todo este livro é contado como se fossem as memórias de Mestre João, que estaria a escrever esta aventura. No final, Manuel encontra-se novamente com o Adamastor, só que, desta vez, acaba por ser morto pelo Adamastor e levado pelas ondas do mar.
Inicialmente, escolhi este livro por ser o único que considerei aceitável para a minha apresentação oral de nono ano. Durante a leitura, gostei dele já que nos faz refletir sobre vários assuntos, entre os quais, o facto de que nem a pessoa mais sábia pode saber de tudo, dado que isso seria impossível e que nem sempre podemos confiar naquilo que os nossos próprios olhos veem. Finalmente, a leitura interessou-me, porque inclui uma criatura mitológica, o Adamastor, e eu gosto de histórias que fazem referência ao fantástico.
Duarte Rosa Rebelo, n.º 5, 9.ºC