ASSOCIAÇÃO DE DADORES BENEVOLOS DE SANGUE DE GUIMARÃES

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PROMOVER A DADIVA DE SANGUE

13/08/2026
12/08/2026

FEPODABES EXIGE IGUALDADE NO TRATAMENTO DOS DADORES DE SANGUE E QUESTIONA ACESSO À CAMPANHA MOVY JOVEM

NÃO PODE EXISTIR DISCRIMINAÇÃO ENTRE DADORES DE SANGUE, SEJA PELA IDADE, SEJA PELO LOCAL ONDE REALIZAM A SUA DÁDIVA

A Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue — FEPODABES manifesta o seu mais veemente protesto perante situações que suscitam sérias preocupações quanto à igualdade de tratamento dos dadores de sangue e à forma como determinadas campanhas e incentivos são disponibilizados pelo Instituto Português do Sangue e da Transplantação, I.P. (IPST, I.P.).
Todos os dadores são iguais no momento em que estendem o braço para dar sangue. São iguais no altruísmo do seu gesto, na solidariedade que demonstram e na importância que representam para o Serviço Nacional de Saúde. Por isso, devem também ser tratados com o mesmo respeito, consideração e igualdade de oportunidades.

A FEPODABES defende a criação e valorização de incentivos capazes de promover a dádiva benévola de sangue entre pessoas saudáveis dos 17 aos 70 anos. Contudo, esses incentivos devem respeitar obrigatoriamente os princípios da igualdade, equidade, transparência e não discriminação.

“Não defendemos privilégios para uns em prejuízo de outros. Defendemos que todos os dadores sejam tratados com a mesma dignidade e o mesmo respeito”,

A FEPODABES considera ainda que a eventual existência de uma parceria ou acordo com outra entidade para a concretização de iniciativas ou incentivos não pode afastar a responsabilidade institucional do IPST, I.P., enquanto entidade pública com responsabilidades no sistema nacional da dádiva de sangue.
CAMPANHA MOVY JOVEM LEVANTA SÉRIAS QUESTÕES

Segundo informação transmitida à FEPODABES, existem jovens que, apesar de se deslocarem a postos de colheita de sangue, incluindo hospitais e sessões móveis, não estarão a ter acesso às mesmas condições ou benefícios associados à campanha MOVY JOVEM, estamos perante uma diferença de tratamento entre jovens que praticam exatamente o mesmo gesto voluntário e altruísta: dar sangue.

Para a Federação, esta questão é particularmente preocupante porque envolve jovens que estão a entrar no movimento da dádiva de sangue e que demonstram vontade de continuar ligados a esta causa.

“Se queremos captar, motivar e fidelizar novos dadores, não podemos permitir que um jovem que realiza a sua primeira dádiva seja confrontado com falta de informação, ausência de resposta ou procedimentos pouco claros”,

O LOCAL DA DÁDIVA NÃO PODE DETERMINAR O TRATAMENTO DO DADOR

A Federação questiona, em particular, a existência de diferenças entre os jovens que dão sangue diretamente nos Centros de Sangue e Transplantação de Lisboa, Coimbra e Porto e aqueles que dão sangue em hospitais, sessões móveis ou outros postos de colheita.

Para a FEPODABES, qualquer diferenciação injustif**ada é inaceitável,o local onde um cidadão dá sangue não pode determinar o valor do seu gesto solidário, nem condicionar o seu acesso a uma campanha destinada aos dadores.

O DADOR MERECE O MESMO RESPEITO
Não podemos aceitar que um jovem seja tratado de determinada forma por dar sangue num Centro de Sangue e Transplantação — Porto, Coimbra ou Lisboa — e outro seja tratado de forma diferente por realizar exatamente a mesma dádiva num hospital ou numa sessão móvel.

“NÃO ESTAMOS A PEDIR PRIVILÉGIOS. ESTAMOS A EXIGIR IGUALDADE.”

A Federação alerta que situações de falta de informação, ausência de resposta ou tratamento diferenciado podem ter consequências particularmente negativas na captação e fidelização de novos dadores.

Um jovem que dá sangue pela primeira vez deve ser acolhido, esclarecido, valorizado e incentivado a regressar. Não pode ser confrontado com dúvidas, procedimentos pouco claros ou diferenças de tratamento em função do local onde decidiu praticar o seu gesto solidário.

A dádiva de sangue deve ser promovida com respeito, igualdade, transparência e organização.
A FEPODABES considera que o silêncio do Conselho Diretivo do IPST perante estas questões não contribui para esclarecer os dadores, nem para preservar a confiança indispensável entre o Instituto, o movimento associativo e aqueles que voluntariamente dão o seu sangue.

“A confiança constrói-se com transparência, diálogo e respeito. Quando não existem respostas e a transparência desaparece, essa confiança f**a seriamente comprometida. Os dadores de sangue merecem respostas, e a FEPODABES não deixará de as exigir”

10/08/2026

Pelo segundo ano consecutivo, o IPST discrimina os dadores de sangue

A FEPODABES – Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue manifesta a sua profunda discordância perante a decisão do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) de, pelo segundo ano consecutivo, atribuir dormidas gratuitas em Pousadas da Juventude exclusivamente a dadores de sangue entre os 18 e os 30 anos.

Esta medida representa uma discriminação inaceitável baseada na idade. Não existem dadores de primeira e dadores de segunda. Todos praticam o mesmo gesto voluntário, benévolo e altruísta e, por isso, todos devem ser tratados com igual dignidade, respeito e reconhecimento.

A FEPODABES não pode aceitar que o IPST continue a rejeitar medidas estruturais de valorização dos dadores de sangue, como o direito à dispensa de serviço no dia da dádiva, o reforço dos incentivos previstos na lei e uma verdadeira política nacional de promoção da dádiva, mas, ao mesmo tempo, recorra a benefícios dirigidos apenas a uma faixa etária quando necessita urgentemente de aumentar as reservas de sangue.

Esta posição revela uma preocupante falta de coerência. Quando se trata de reconhecer direitos dos dadores, o IPST considera que não devem existir incentivos. Contudo, quando as reservas diminuem e a necessidade de sangue aumenta, já admite oferecer benefícios, desde que apenas a alguns.

Importa recordar que o movimento associativo de dadores de sangue continua a ser responsável por cerca de 70% das dádivas de sangue realizadas em Portugal, desempenhando um papel determinante na resposta às necessidades dos doentes. Apesar disso, as associações continuam sem o reconhecimento institucional, o respeito e o apoio que legitimamente merecem.

A FEPODABES considera que esta estratégia evidencia a ausência de uma política séria, coerente e inclusiva para a promoção da dádiva benévola de sangue. Em vez de unir os dadores, cria divisões; em vez de valorizar todos, estabelece critérios discriminatórios.

A Federação exige que o IPST reveja esta decisão e adote políticas que respeitem o princípio da igualdade entre todos os dadores de sangue, independentemente da sua idade, condição social ou local de residência.

A solidariedade não tem idade. A dádiva de sangue também não.

A FEPODABES continuará a denunciar todas as decisões que promovam desigualdades entre dadores e continuará a defender os direitos de todos aqueles que, de forma voluntária e altruísta, ajudam diariamente a salvar vidas.

Todos os dadores são iguais. Todos merecem o mesmo respeito.

08/08/2026

Para vosso conhecimento .

A convite do Coordenador do Pacto Estratégico para a Saúde, a FEPODABES – Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue foi hoje recebida pelo Prof. Doutor Adalberto Fernandes, no Palácio da Cidadela, em Cascais, para uma reunião de trabalho dedicada à análise da situação atual da dádiva benévola de sangue em Portugal.
Durante o encontro, a FEPODABES apresentou a sua avaliação relativamente ao atual contexto da medicina transfusional e da colheita de sangue.

Portugal precisa, em média, de 1.100 unidades de sangue por dia para responder às necessidades dos hospitais.
Não existe forma de fabricar sangue em laboratório, nem perspetiva de que isso mude num futuro próximo: cada unidade transfundida depende, sempre, do gesto voluntário de um dador.

O IPST é, na prática, uma entidade sem reconhecimento efetivo — nem por parte do Ministério da Saúde que o tutela, nem por parte dos Hospitais para quem “trabalha” diariamente. É um instituto público chamado a garantir, em exclusivo, o abastecimento de sangue e componentes sanguíneos ao Serviço Nacional de Saúde setor público e privado, mas sem assento reconhecido nas decisões que o Ministério toma sobre o setor, e sem capacidade de fazer cumprir, junto dos Hospitais, os compromissos que estas assumem para com ele.

Essa política passa obrigatoriamente por:

• Reforçar os recursos humanos do IPST;
• Valorizar adequadamente os profissionais da medicina transfusional;
• Dotar o IPST de maior autonomia operacional e financeira;
• Garantir que os hospitais liquidem atempadamente as dívidas ao Instituto;
• Alargar os horários de colheita nos períodos críticos;

• Alargar a outros Hospitais que possam fazer Colheita de Sangue (dentro do Hospital e até no exterior);
• Desenvolver campanhas permanentes de sensibilização dirigidas à população;
• Criar incentivos à dádiva benévola de sangue;
• Valorizar e apoiar o trabalho desenvolvido pelas Associações e Grupos de Dadores de Sangue.;
• Colocar a funcionar o Conselho Consultivo do IPST.IP ; ( representação dos dadores de sangue e movimento associativo )

Hospitais Privados e respetivas Clínicas Privadas

Tendo o Instituto Português do Sangue e da Transplantação, I.P. (IPST) celebrado e/ou atualizado protocolos de cooperação com hospitais privados e respetivas clínicas, entidades que beneficiam do fornecimento de componentes sanguíneos pelo IPST, e considerando que, segundo informação divulgada por esse Instituto, tais protocolos contemplam compromissos de promoção de campanhas de dádiva e recolha de sangue, solicita-se a disponibilização da seguinte informação:
1. Número total de sessões de colheita de sangue realizadas pelo IPST em resultado ou no âmbito dos protocolos celebrados ou atualizados com entidades privadas;
2. Identif**ação das entidades privadas abrangidas por esses protocolos;
3. Número de sessões de colheita realizadas por cada entidade protocolada, desde a data de assinatura ou renovação do respetivo protocolo até à presente data;
4. Datas e locais das sessões de colheita efetuadas ao abrigo desses protocolos;
5. Sempre que disponível, o número de dádivas recolhidas em cada uma dessas sessões.

A FEPODABES reafirma aquilo que há muito defende:

O problema não é a falta de dadores.
O problema é a falta de capacidade para recolher o sangue que os portugueses estão disponíveis para oferecer.

Portugal precisa de decidir, de uma vez por todas, se quer ter uma verdadeira política nacional de dádiva de sangue ou se vai continuar a geri-la de crise em crise. Isso exige, antes de mais, que o Ministério da Saúde dê ao IPST aquilo que hoje lhe falta: uma voz reconhecida nas decisões que o afetam, autonomia e meios financeiros para planear a médio prazo, e recursos humanos suficientes e bem remunerados para garantir a segurança de todo o processo transfusional.

Exige também que os Hospitais sejam obrigadas a saldar as dividas ao IPST, de acordo com os prazos estabelecidos. A FEPODABES representa milhares de portugueses que continuam, apesar de tudo, a doar sangue de forma voluntária. Fazemos a nossa parte.

É tempo de os responsáveis do Ministério da Saúde, do Instituto Português do Sangue e hospitais, respondam às suas obrigações.

A FEPODABES agradece o convite formulado pelo Coordenador do Pacto Estratégico para a Saúde e considera que esta reunião constituiu uma importante oportunidade para reforçar o diálogo institucional e contribuir para a construção de políticas públicas que garantam um futuro mais sustentável para a dádiva benévola de sangue em Portugal.

Photos from FEPODABES's post 07/08/2026

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