Morangos Gondomar

Morangos Gondomar

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Creche e Jardim de Infância

Avenida Dr. Mário Soares, n.º 3706 e n.º 3708

4510 - 534 Fanzeres - Gondomar

Contacto: 224 800 303

Photos from Morangos Gondomar's post 13/08/2026

Lançamos uma pequena provocação. Não queremos fazer bonito, nem igual, nem a preguiça de mãos e pés carimbados sem reflexão. Queremos sim, que entendam que nenhuma moldura é igual, nenhuma marca,nenhuma folha, nenhum pé ou mão pode ser igual. Esta é a forma que encontramos, hoje, para vos dizer que tudo é cuidado, tudo é detalhe e cada criança merece ser vista com plena atenção. Elas deixam marcas profundas. As molduras seguem para casa, as marcas do cuidado permanecem.

Cada pé representa um passo com chão firme e seguro. Cada mão, a mão que não queremos largar e a quem amparamos desde a primeira entrega acompanhado de um desejo que nada disso vos possa faltar. Cada pequena flor e folha, escolhida ao mínimo detalhe, representando que as vossas diferenças são a vossa força.

Atrás da moldura um poema que representa este fim de ciclo. A convicção que chega o dia em que é preciso largar a mão.

O sucesso de cada interação depende precisamente da capacidade de nos despedirmos na consciência que não precisam mais de nós. Mas não é por isso que nos custa menos.

Então...

Queridos Moranguinhos..

Aos que agora nos deixam, dizemos até já à infância que vivemos convosco.

Levem as vossas conquistas. Nós testemunhamos muitas delas.

Aos que continuam connosco, voltamos a dar as mãos.
Ainda há caminho.
Ainda há coisas para descobrir.

Aos que chegam, abrimos espaço.
Ainda não sabemos a forma das vossas mãos, nem o desenho dos vossos passos.
Mas queremos conhecê-los.

Sem pressa, sem exigências e sem comparações.

Até já!

06/08/2026

Há muitas missões importantes durante o dia. Hoje queremos falar-vos de uma.
A receção e a entrega das crianças. Um momento altamente privilegiado de trocas imprescindíveis, de relações que superam os anos e as divergências, quando vividas de peito aberto.
O nosso corpo também conta histórias. Também se lê.
Lê-se o cansaço, o desânimo, a impotência de quem vê tanta realidade feia no mundo dos bebés e abraça os nossos como se isso os pudesse escudar, para sempre, dos monstros que não vivem só nos livros.
E os pais perguntam, cada um à sua maneira, aquilo que veem.
"Hoje está com ar de louca."
"Hoje está mesmo cansada."
"Hoje o dia foi animado, não?"
Ou, porque já fazem parte das nossas Morangadas:
"Então... a meia já apareceu?"

E, nessas pequenas trocas, acontece uma coisa inesperada, também nós nos sentimos cuidadas.passamos o dia a ler as crianças. A tentar perceber o que ainda não conseguem dizer por palavras. E, ao final do dia, são os pais que nos leem a nós.
Quem cuida também precisa de encontrar olhares que acolhem, palavras que aliviam e relações onde é possível ser pessoa antes de ser função.

Percebemos que a confiança deixou de morar apenas na entrega de um filho. Passou a morar também na relação que construímos uns com os outros.
Quando um pai reconhece o nosso cansaço, a nossa alegria ou a nossa entrega, está, sem saber, a dizer-nos: "Eu vejo-vos."
E há poucas formas tão bonitas de sentir que o nosso trabalho é verdadeiramente valorizado.

Estamos a despedir-nos de um ano letivo, de bebés e famílias que nos são queridas e como pessoas que também somos, estamos mais sensíveis e emocionais. Agradecemos o vosso carinho que nos tem chegado de várias formas mas sobretudo os abraços e olhares nestes fins de tarde.

Obrigada! Seguimos juntos,sempre.

Photos from Morangos Gondomar's post 17/07/2026

Por aqui, acreditamos que a sesta é um dos momentos mais frágeis e privilegiados da rotina, onde nos entregam vulnerabilidade e esperam proteção e presença. Enquanto o sono não chega, o peluche, embalo, o pequeno ovo e a mão desacelaram o corpo e coração ainda agitado pelas descobertas da manhã. Entregamo- se por fim ao descanso reconhecendo que estão protegidos. Os objetos tornam-se extensão deste cuidado e proteção de forma simbólica como se o adultos também morasse ali. Os objetos das nossas crianças não lhes são retirados em creche, são inclusive incentivados.
Não olhamos para a sesta apenas como um momento morto ou necessidade fisiológica. Olhamos como um tempo de união e de cuidado onde é imperativo respeitar quem precisa mais de nós ou quem adormece de imediato. Quem procura uma mão, um peluche, uma festinha na cabeça ou um ovo.

09/07/2026

📢 Missão "Encontrar os próximos jardineiros" iniciada!
Recebemos tantos currículos que, por momentos, pensámos que o anúncio tinha sido partilhado no grupo das chupetas perdidas. 😄
Muito obrigada a todos os que se candidataram.
Vamos agora analisar cada currículo com a atenção que merece.

Pedimos apenas um bocadinho de paciência. Nesta altura estamos divididos entre analisar candidaturas e resolver assuntos de máxima urgência, como:

🍓 Responder à pergunta: "Foi mesmo uma melga?" sem um laboratório de análise forense.
🍓 Descobrir quem trocou as meias. (Spoiler: ninguém sabe.)
🍓 Impedir quedas em câmara lenta.
🍓 Convencer um pequeno ser humano de dois anos de que a banana partida ao meio continua a ser exatamente a mesma banana.
🍓 Explicar aos pais que, sim, o filho comeu muito bem... mesmo que em casa só sobreviva a massa simples.
🍓 Responder, pela quinta vez no mesmo dia: "Não, ainda não encontrámos o travessão do cabelo. Mas continuamos otimistas."
🍓 Explicar aos pais que o arranhão foi resultado de uma grande disputa diplomática... por um carrinho azul.
🍓 Conseguir que todos lavem as mãos... exceto aquele que decidiu que hoje a água é altamente suspeita.
🍓 Responder à pergunta "Mas ele dormiu mesmo?" com a serenidade de quem podia apresentar um relatório, três fotografias e duas testemunhas.

Prometemos voltar ao contacto assim que terminarmos estas pequenas missões... e lermos todos os currículos.

Obrigada!

07/07/2026

🌱 PROCURA-SE JARDINEIRO(A)… da infância.
Não é preciso saber podar roseiras. Nem distinguir uma camélia de uma petúnia. Também não valorizamos experiência em cortar relva.

Mas convém conseguir distinguir 40 chupetas que, garantimos, são "todas iguais". Ter algum talento para descobrir a meia desaparecida antes que os pais perguntem por ela. Desenvolver reflexos suficientes para salvar uma taça de sopa a dois centímetros do chão. E saber que um peluche perdido é uma emergência nacional ...

Estamos à procura de um(a) Educador(a) de Infância e de um(a) Auxiliar de Ação Educativa para integrar a nossa equipa.

O que oferecemos?

🍓 35 horas semanais.
🍓 Horário não letivo.
🍓 Remuneração de acordo com a tabela salarial do Ensino Particular e Cooperativo.
🍓 Formação contínua.
🍓 Uma equipa que acredita que educar também é cuidar de quem educa.

Não prometemos dias perfeitos. Haverá tinta onde não devia estar, sapatos trocados, perguntas difíceis e dias em que o plano muda antes das nove da manhã.

Mas prometemos isto: aqui ninguém "toma conta de crianças". Aqui observa-se, escuta-se, experimenta-se, reflete-se e aprende-se. Acreditamos que educar é um trabalho exigente, intencional e profundamente humano.

Procuramos pessoas curiosas, que gostem de aprender, de refletir e de trabalhar em equipa. Pessoas que saibam que educar não é ter todas as respostas mas continuar a fazer boas perguntas.

Se leste até aqui e sorriste pelo menos uma vez, talvez já tenhas percebido que este anúncio pode ser para ti.

Se procuras um lugar onde possas deixar marca e, ao mesmo tempo, seres transformado pelo caminho, gostaríamos muito de te conhecer.

OBS: obrigatório Licenciatura e/ou Mestrado em Educação Pré-escolar ( Educadores)

Formação na área ( Auxilar de Ação Educativa)

📩 Envia-nos o teu currículo para [email protected].

07/07/2026

Há um tempo para semear e um tempo para colher. Entre um e outro, existe tudo o que não se vê, a espera, a dúvida, os dias de chuva, o sol a mais, o cuidado repetido, a esperança teimosa de quem acredita que vale a pena continuar.

Educar é isso. Não é fazer crescer. É criar as condições para que o crescimento aconteça. É estar presente. É voltar a tentar quando o dia não corre como imaginámos. É compreender que as crianças não são perfeitas porque estão a aprender e que os adultos também não o são, porque continuam a aprender com elas.
Este ano letivo não foi perfeito. Houve mudanças, desafios, momentos em que foi preciso reinventar caminhos. Mas talvez seja precisamente aí que as raízes se tornam mais fortes. Quando ninguém desiste. Quando o empenho encontra a confiança. Quando uma equipa caminha na mesma direção e as famílias acreditam que vale a pena caminhar ao seu lado.

Hoje olhamos para este morangueiro e vemos mais do que morangos. Vemos a prova silenciosa de que cuidar, todos os dias, transforma. De que o essencial raramente acontece de um dia para o outro. De que os frutos nunca pertencem apenas a quem semeia, mas também a quem confia.

E é por isso que, mesmo depois da colheita, f**a sempre a vontade de voltar a pôr as mãos na terra. Porque educar é acreditar que haverá sempre mais uma semente à espera de um lugar para crescer.

🌱 Ainda temos vagas na Sala dos 2 anos para famílias que procuram um lugar onde a infância é respeitada, vivida e cuidada com tempo, intenção e afeto.

18/06/2026

O berçário é um espaço de grandeza disfarçada de pequenez.

Não é apenas onde se trocam fraldas, se dão papas e se embalam sono. É onde se tecem as primeiras fibras da humanidade de cada criança.

Os cuidadores do berçário são, na verdade,construtores silenciosos de confiança, de capacidade de amar, de coragem para explorar.

A ciência do desenvolvimento é clara, invistamos nos cuidados primários com a seriedade que merecem, porque neles reside o alicerce de toda a educação futura. O bebé que hoje sorri confiante para o cuidador que lhe muda a fralda, amanhã será o adulto que enfrenta o mundo com segurança e tudo começou aqui ( como em casa) num berçário, num olhar, num toque, numa relação.

Photos from Morangos Gondomar's post 11/06/2026

No dia 5 de Junho tivemos mais um momento de encontro entre crianças, famílias e equipa educativa. Entre pincéis, tintas, areia, terra e muitas descobertas, construíram-se experiências que vão muito além da atividade em si.

Do ponto de vista pedagógico, estes momentos têm um valor enorme contudo há algo igualmente importante que acontece nestes encontros: as crianças observam os adultos de referência das suas vidas a partilharem o mesmo espaço, a conversarem, a colaborarem e a construírem relações positivas. Esta experiência transmite-lhes segurança emocional, fortalece o sentimento de pertença e ajuda-as a compreender que família e escola caminham juntas no seu crescimento.

Enquanto colégio, acreditamos profundamente no valor desta proximidade. Sabemos que educar é um processo partilhado e que a confiança se constrói através da presença, da escuta e do contacto humano. É por isso que continuamos a abrir portas e a criar oportunidades de encontro, porque reconhecemos que o desenvolvimento harmonioso das crianças beneficia quando existe uma comunidade educativa coesa e participativa.

Estes momentos trazem ainda uma dimensão muitas vezes invisível, mas muito especial: a possibilidade de aproximar famílias. Pais e mães que vivem a mesma etapa da vida, que partilham dúvidas, alegrias, desafios, receios e sonhos para os seus filhos, encontram nestes espaços uma oportunidade para se conhecerem melhor. Muitas vezes, das conversas mais simples nascem amizades, redes de apoio e parcerias que ultrapassam os muros da escola e perduram ao longo dos anos.

Acreditamos que as comunidades educativas crescem quando existe diálogo direto, respeito mútuo e vontade de caminhar juntos. As diferenças de opinião existirão sempre, mas é na capacidade de nos encontrarmos, escutarmos e colaborarmos que encontramos as melhores respostas para aquilo que verdadeiramente importa o bem-estar, a felicidade e o desenvolvimento das nossas crianças.

É com cada criança, cada família e cada encontro que continuamos a construir a comunidade que desejamos ser!

11/06/2026

Após a introdução de panos na sala as crianças demonstraram elevados níveis de concentração e envolvimento, repetindo estas ações várias vezes e aperfeiçoando-as a cada tentativa.
Este tipo de brincadeira revela-se particularmente rico para o desenvolvimento infantil, uma vez que promove o jogo simbólico, permitindo às crianças representar experiências do seu quotidiano e atribuir signif**ado às suas vivências. Simultaneamente, favorece o desenvolvimento da empatia, das competências sociais e emocionais, da linguagem e da imaginação.

Ao contrário de muitas atividades previamente estruturadas pelo adulto, em que o resultado e o processo já estão definidos, o brincar livre oferece à criança a possibilidade de decidir, experimentar, repetir, corrigir e criar. É precisamente nesta repetição espontânea que acontecem muitas das aprendizagens mais importantes.
Ao tentar colocar o pano sobre o bebé, ajustá-lo para que fique bem tapado ou embalá-lo sem o destapar, as crianças trabalham a coordenação motora fina, o controlo dos movimentos das mãos e dos dedos, a coordenação óculo-manual, a noção espacial e a precisão dos gestos. Além disso, exercitam a atenção, a persistência, a capacidade de observação e a concentração durante períodos prolongados.

Quando damos tempo às crianças para brincar sem pressa e sem objetivos impostos, estamos a oferecer-lhes oportunidades para se expressarem, desenvolverem autonomia, construírem pensamento e fortalecerem competências motoras e cognitivas de forma natural e signif**ativa. Muitas vezes, aquilo que aos olhos dos adultos parece apenas uma brincadeira simples é na realidade, um trabalho profundamente sério de desenvolvimento.

Ao observarem o mesmo lembrem-se de que cada vez que a criança tapa, destapa e volta a tapar, não está apenas a brincar está a crescer!

Photos from Morangos Gondomar's post 06/06/2026

Preparados para Cuidar Melhor

Na Creche Morangos, acreditamos que a segurança e o bem-estar das crianças são responsabilidades que exigem preparação contínua, atualização de conhecimentos e melhoria constante dos nossos procedimentos.

Recentemente, toda a equipa participou numa formação prática sobre anafilaxia, dinamizada pela empresa Emergir. Esta ação teve como objetivo reforçar a capacidade de resposta perante situações de emergência alérgica grave, dotando os profissionais de conhecimentos e competências essenciais para atuar de forma rápida e ef**az.

Sabemos que, em casos de anafilaxia, cada minuto conta. Embora os serviços de emergência sejam fundamentais, a realidade demonstra que a primeira resposta acontece frequentemente no local onde a criança se encontra. Por isso, sentimo-nos responsáveis por estar preparados para agir enquanto o apoio especializado não chega. Este compromisso nasce do cuidado, da dedicação e da importância que atribuímos à proteção de cada criança que nos é confiada diariamente.

A formação da nossa equipa integra um processo contínuo de melhoria, através do qual procuramos reforçar procedimentos, aumentar a segurança e promover uma cultura de prevenção e intervenção informada.

Estamos comprometidos em aprender, evoluir e cuidar cada vez melhor.

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