25/04/2026
Queremos filhos mais calmos, mais pacientes, mais respeitadores.
Mas esquecemo-nos de uma coisa essencial: eles aprendem muito mais com o que veem do que com aquilo que ouvem. Com o que fazemos e não com aquilo que dizemos.
Não é sobre perfeição.
É sobre exemplo. É sobre consciência.
É perceber que, quando o dia pesa e a pressa aperta, também estamos a ensinar. Quando gritamos, interrompemos, desvalorizamos ou reagimos em impulso, estamos a mostrar — sem palavras — como se lida com o mundo.
E não, isto não é para apontar dedos ou encontrar culpados.
É para abrir portas. À reflexão. À mudança.
Porque todos os dias são novas oportunidades de fazer diferente.
De baixar o tom.
De escutar um pouco mais.
De respeitar o tempo deles… mesmo quando o nosso parece não chegar.
De estar mais presente.
Os gritos não educam — apenas silenciam.
E aquilo que f**a não é a lição, é o que eles sentiram.
Mas a boa notícia é esta: o mesmo lugar onde, às vezes, falhamos…
é exatamente o lugar onde podemos recomeçar. Todos os dias.
Educar não é formar filhos perfeitos.
É crescer com eles. É aprender com os erros. É pedir desculpa quando erramos. É estabelecer limites com respeito.
E, muitas vezes, o maior presente que lhes podemos dar
não é acertarmos sempre — é mostrarmos que estamos disponíveis para aprender.
25/04/2026
💡 Na primeira infância, cada experiência conta. O contato com as letras, com os livros e com as histórias amplia o repertório cultural de bebês e crianças pequenas, fortalece aspectos cognitivos e favorece o desenvolvimento da linguagem - especialmente quando a leitura faz parte da rotina familiar e quando está disponível nos espaços de educação.
A ciência mostra que ler para e com crianças desde os primeiros meses fortalece vínculos afetivos e contribui para o desenvolvimento cognitivo, emocional, linguístico e social. A leitura compartilhada é uma experiência potente de interação entre adultos e crianças, que estimula a linguagem, a memória e a atenção.
Por isso, promover a leitura na primeira infância é investir em vínculos, em aprendizagem e em oportunidades ao longo de toda a vida! 🌱
24/04/2026
Todas as crianças, quando entram na escola, são sensíveis, curiosas, criativas, inteligentes, fantasiosas, intuitivas, atentas e perguntadoras. Como se compreende, então, que tantas tenham dificuldades escolares e que muitas reprovem e reprovem? E como se explica que muitas se zanguem com a escola?
O que é que a escola tenta, muitas vezes, fazer com elas? Educá-las do zero, à mesma velocidade e da mesma maneira. Tê-las quietas, atentas, caladas e com bons resultados escolares. Tenta uniformizar as aprendizagens. E tenta tê-las a escutar, a decorar e a repetir, mais do que a perguntar, a duvidar, a construir, a participar em raciocínios ou a criar.
A escola serve a educação estimulando a igualdade? Como se põem alunos muito diferentes a pensar tendencialmente da mesma maneira? Como se compatibiliza a diversidade de cada criança com a equidade?
E o que é que, em muitos momentos, esperam os pais? Que elas tenham bons resultados! Bons resultados independentemente das horas de trabalho, do tempo que se rouba à infância, daquilo que não brincam, das condições e das escolas que tenham ou não tenham, das exigências de todo o lado com que convivem, do stress do seu dia a dia e do medo com que vivem a escola. E nem sempre bons resultados signif**am melhores aprendizagens!
Afinal, o que é devia ser o sucesso na escola: formar líderes, jovens tecnocratas de qualquer coisa (que ganhem muito dinheiro muito depressa) ou pessoas sábias, autónomas, criativas e proactivas?
Não estaremos a trocar a escola que ensinava a medo, que premiava as respostas que um professor queria ouvir sempre na ponta da língua e que penalizava os erros com castigos, por uma escola que ensina a medo, tal é a forma como colocamos pressão nos nossos filhos para terem sempre muito bons resultados? Trocar o medo pelo medo faz com que se ame a escola e a liberdade de aprender?
E, se for assim, a escola serve sempre para nos tornarmos todos mais inteligentes? Será que os alunos saem sempre da escola mais inteligentes do que quando lá entraram? Não era altura - considerando as crianças, as famílias, as escolas e o mundo do século XXI - de nos sentarmos todos a conversar sobre o que queremos da escola?
24/04/2026
A Estratégia Prebásico.Psi, nos domínios da literacia e numeracia emergentes, visa desenvolver em contexto estratégias de prevenção e promoção, com o objetivo último de apoiar o desenvolvimento e aprendizagem das crianças/alunos. Ancorado em modelos como o de Resposta à Intervenção e no Desenho Universal para a Aprendizagem, Consultoria e Resolução de Problemas. Desenvolve atividades em colaboração com educadores de infância e docentes do 1º ciclo do ensino básico e seus grupos de crianças/alunos. Criada como projeto no ano de 2009, no ânbito da Direção Regional de Educação da Madeira, contou com a orientação científ**a de uma equipa de investigadores da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto. O seu desenvolvimento e resultados têm vindo a ser apresentados nalguns encontros nacionais e internacionais e foi considerado um projeto pioneiro por diversos especialistas. Os trabalhos no terreno continuam, com estratégias renovadas e inclusáo de novos domínios de intervenção, como o das competências socio-emocionais e de funcionamento executivo. E os resultados, esses, com maior ou menor apoio, aparecem sempre. O nosso agradecimento a todos os docentes que têm vindo a colaborar com o PREBÁSICO.PSI, ao longo de todos estes anos! Bem hajam!
24/04/2026
https://youtu.be/CpMFeeosBv4?si=ptMzeUE0eRuzB3nP
Porto Editora
11 likes, 1 comment. "Educar Transforma | Webinar #2 | Escola de Todos: os desafios atuais da Educação Inclusiva"
27/03/2026
O uso da tecnologia pelos jovens
No período de férias que agora começa, a tecnologia vai fazer ainda mais parte do dia-a-dia das crianças. O que associado a redes sociais ou outras aplicações de lazer, pode trazer efeitos negativos. Como combater estes efeitos e controlar a utilização de telemóveis e outros dispositivos?
26/03/2026
Há uma tendência atribuída à saúde mental que passa por pôr diagnósticos sobre diagnósticos às crianças. E, pior que tudo, a deixar no ar que as dificuldades que manifestam são, sobretudo, problemas delas.
O que me deixa mais tranquilo é que essas manifestações, supostamente doentias, que possam ter se diagnosticam “às ondas”. Como se fossem surtos atípicos duma espécie de “epidemia”. Ou talvez uma “moda”, um bocadinho infeliz.
Primeiro, foi a hiperactividade. E, desde as crianças vivaças, às crianças “com nervoso miudinho”, até às crianças interpelantes e às agitadotas, todas eram hiperactivas. Elas são obrigadas a estar quietas, atentas e caladas, mesmo que trabalhem 12 horas por dia, vivam numa agitação desmedida, tenham exigências sobre si que não páram de aumentar, nem sempre disponham das melhores escolas do mundo ou dos melhores recursos familiares, não brincam e não têm recreios? Nada se contextualiza. Estão doentes.
Depois, a baixa auto-estima. E, mais uma vez, não se pondera a distância entre os seus resultados e as expectativas que existam sobre si. Paciência, elas não podem estar tristes e não devem ter medo.
Ainda, a baixa tolerância à frustração. Independentemente da forma como não aprenderam a viver com as frustrações porque há uma crise de “nãos”, foram frustradas com parcimónia e com coerência muito poucas vezes e, felizmente, desconhecem as derrotas e as poupamos ao sofrimento. Logo, contrariedades signif**am pequenas fúrias. Estão doentes.
Finalmente, o síndrome de oposição. Como se a teimosia das crianças fosse um problema delas e quase nunca um desencontro entre aquilo que querem e a autoridade um tudo-nada medrosa dos seus pais.
E como se nada disto não chegasse, os sintomas passam a ser do espectro de alguma coisa (como se um sintoma psicológico fosse ou preto ou branco). E, cereja no topo do bolo, como se isso fossem atrasos do seu desenvolvimento a precisar, sobretudo, de estimulação cognitiva.
Será isto saúde mental? Afinal, quem ajuda os pais a compreender como chegam as crianças às suas dificuldades e os ajuda a geri-las de forma a que as ultrapassem? E, já agora, as crianças saudáveis, apesar de terem os seus tropeções, deixam de ser saudáveis, só por isso?
03/03/2026
Frequentar o ensino pré-escolar compensa? | Iniciativa Educação
Cada vez mais crianças frequentam o ensino pré-escolar. Uma decisão tomada por muitos pais por razões profissionais, mas que acaba por beneficiar o desempenho escolar das crianças a longo prazo.