11/07/2026
O ano letivo de 2025/2026 aproxima-se do fim...
E, como acontece em todos os ciclos da vida, chegam também os momentos de mudança. Alguns professores e assistentes operacionais seguirão novos caminhos. Outros permanecerão. Novos rostos chegarão. Novas histórias começarão a ser escritas.
Mas, antes de fecharmos mais um capítulo da história do Centro Escolar Beato Nuno, é tempo de parar e olhar para aquilo que construímos juntos.
É tempo de fazer um balanço.
De reconhecer.
De agradecer.
E de homenagear.
Porque uma escola não é feita apenas de salas, corredores, horários ou projetos. Uma escola é feita, sobretudo, das pessoas que lhe dão alma.
E há quem, num esforço diário tantas vezes silencioso e quase hercúleo, transforme um espaço de trabalho num lugar de pertença, uma equipa numa comunidade e uma escola num verdadeiro lar para todos aqueles que dela fazem parte. 💝
Hoje, queremos falar sobre isso.
Sobre empatia. Sobre inclusão. Sobre liderança. Sobre o extraordinário poder de fazer com que cada pessoa se sinta vista, escutada e importante.
E queremos falar sobre uma pessoa que, talvez sem ter verdadeira consciência disso, se tornou parte da alma do Centro Escolar Beato Nuno.
Há pessoas que ocupam um lugar. E há pessoas que deixam uma marca nesse lugar e no coração de quem por ele passa.
Olhamos para esta fotografia e vemos muito mais do que um passeio. Vemos uma equipa. Vemos cumplicidade, alegria, respeito, empatia e, acima de tudo, um profundo sentido de pertença.
No Centro Escolar Beato Nuno, a inclusão não é apenas aquilo que ensinamos às nossas crianças. É aquilo que procuramos viver entre nós. Está na forma como acolhemos quem chega, como respeitamos as diferenças, como cuidamos uns dos outros e como fazemos com que cada pessoa sinta que tem um lugar e que esse lugar importa.
E nenhuma cultura nasce por acaso.
Por detrás de uma equipa que se sente unida, existe sempre alguém que soube abrir espaço para que os outros fossem eles próprios. Alguém que, muitas vezes em silêncio, foi aproximando pessoas, criando laços e ajudando a transformar um local de trabalho num lugar onde também mora o afeto.
Talvez a nossa Coordenadora, Cândida, nem sempre tenha consciência daquilo que ajudou a construir. Talvez, no meio das preocupações, das responsabilidades e dos dias mais difíceis, nem sempre consiga ver-se através dos olhos daqueles que caminham consigo.
Mas basta olhar para esta fotografia.
Basta olhar para trás dela.
Estão ali pessoas diferentes, com histórias, percursos e formas de ser diferentes, mas unidas por algo que não se impõe, não se escreve num regulamento e não se aprende numa formação: o sentimento de pertença.
E talvez este seja um dos legados mais bonitos que alguém pode deixar numa escola: fazer com que as pessoas sintam que pertencem, que são importantes e que ninguém precisa de caminhar sozinho.
Uma escola verdadeiramente inclusiva começa muito antes de chegar às crianças. Começa na forma como os adultos se olham, se respeitam, se acolhem e cuidam uns dos outros. Porque quando há humanidade, empatia e respeito entre aqueles que educam, são as crianças que recebem a parte mais bonita dessa união.
Nesta fotografia, a nossa Coordenadora aparece à frente de todos. Mas aqueles que a conhecem sabem que, na vida desta escola, tantas vezes escolhe caminhar ao lado de cada um.
A Cândida representa uma liderança feita de proximidade, de escuta, de humanidade e de um profundo respeito pelas diferenças. Uma liderança que não precisa de se impor para ser reconhecida, porque se faz sentir na cultura que, todos os dias, se vive nesta escola.
Há coordenadores que organizam escolas. Há líderes que ajudam a construir comunidades.
E há pessoas que são como estrelas. Não precisam de pedir que olhem para elas. Reconhecem-se pela luz que deixam nos outros.
A Cândida é uma dessas pessoas.
É uma das estrelas que iluminam o caminho do Centro Escolar Beato Nuno. Uma luz feita de humanidade, de coragem, de cuidado e da capacidade rara de fazer com que cada pessoa se sinta vista, escutada e parte de algo maior.
Talvez uma estrela nunca consiga ver verdadeiramente a luz que espalha. Mas basta olhar para tudo aquilo que ilumina para perceber que ela está lá.
E nesta fotografia, talvez esteja essa resposta: à frente está a Cândida; atrás dela, não estão apenas colegas. Está uma comunidade que aprendeu a caminhar junta.
Aquilo que se constrói com respeito, empatia, inclusão e afeto não termina no final de um ano letivo.
F**a nas pessoas.
F**a nas crianças.
F**a na história de uma escola.
E algumas pessoas ficam também na memória daqueles que tiveram a felicidade de se cruzar com a sua luz.
Porque há pessoas que passam por uma escola. E há pessoas que, sem talvez perceberem, se tornam parte da sua alma.
Cândida, a estrela que ilumina o Beato Nuno. ⭐🤍
Centro Escolar Beato Nuno. Uma escola onde a inclusão não é apenas uma palavra. É uma forma de estar, de educar e de caminhar juntos.