St.Francis Lab; Laboratório Vivo de Agroecologia

St.Francis Lab; Laboratório Vivo de Agroecologia St. XXI, sustentável nas dimensões Ambiental, Económica e Social.

Francis Lab ou Laboratório de São Francisco é um Laboratório Vivo de Agroecologia de ciência cidadã, que visa manifestar um novo paradigma de soluções pragmáticas para a agricultura do séc.

No Laboratório de São Francisco, até as árvores se abraçam.
29/03/2026

No Laboratório de São Francisco, até as árvores se abraçam.

Amigo agricultor que fazes queimadas: este post é para ti!Parte 2: o uso de sobrantes para prevenir ou remediar erosão d...
03/03/2026

Amigo agricultor que fazes queimadas: este post é para ti!

Parte 2: o uso de sobrantes para prevenir ou remediar erosão de taludes.

Primeiro mito a esclarecer. Sobrantes deitados, entrançados entre si, é quase impossível que criem uma ignição, pela simples razão que uma vez depostos no chão, ao longo de um talude, vão estar em permanente contacto com o solo e toda a água que por ele escorre, criando inclusive um efeito de esponja que ajuda a água a infiltrar e a f**ar mais tempo no solo.

Com esta água, rapidamente os microorganismos entram em ação e começam a apodrecer esta biomassa, que como sabemos, arde mal ou nem arde e precisa de um incêndio de maiores proporções, em que tudo já arde em volta, para secar e se deixar consumir.

Mais ainda, as chamas, em média, elevam-se 3 vezes a sua fonte de ignição, ou seja, um pau deitado que arda, a chama não alcançará a copa de qualquer árvore, que está, no mínimo, a metro e meio.

Finalizado o esclarecimento do mito do sobrante fonte de incêndios, no caso, se estiver colocado junto ao chão e principalmente na curva se nível, a biomassa sobrante, ou seja, a ramagem das podas, é uma fonte incrível de material fixante do solo em erosão, permitindo-nos estabilizar um talude, com relativa rapidez e total eficiência.

Com o passar do tempo, o resultado é a sedimentação, ou seja o acumular de detritos de solo, que criam uma camada suficiente para permitir a todo o tipo de ervas se estabelecer e a todo o tipo de sementes, até as de árvores, de germinar.

Sabe o agricultor a importância de um talude bem estabilizado e os problemas que um deslizamento de terras pode provocar, principalmente se ali passamos com veículos ou mesmo a pé, no cuidado das nossas culturas da nossa fazenda.

Finalmente, como já descrito na publicação anterior, estes sobrantes são ouro, carbono pronto a se libertar, disponível para as plantas se alimentarem dele, mas também todos os bichinhos que nos ajudam as nossas culturas a se alimentar com nutrientes disponíveis a elas, que antes estavam presos na forma de madeira.

Ser feliz é fácil, pois a Natureza tem solução para tudo!

Amigo agricultor que fazes Queimadas: porque te custam tão caro. Episódio 1 - Produtividade.Se te preocupam as queimadas...
28/02/2026

Amigo agricultor que fazes Queimadas: porque te custam tão caro. Episódio 1 - Produtividade.

Se te preocupam as queimadas, partilha este post.

Tudo no solo que não seja pedra ou areia e seja inerte, já foi uma planta. Pode ter sido um animal que comia plantas ou um animal que comia animais que comiam plantas, mas tudo, até o petróleo, que temos no chão e que não venha da pedra, vem das plantas.

Estas plantas, das ervas mais pequenas às maiores árvores, tombaram e foram devoradas pelo estômago da plantas, que são todos os bichinhos, fungos e bactérias que desfazem a matéria morta, com ajuda de água e um pouco de calor.

Se tens uma terra boa, é porque ao longo se milhares de milhões de anos, plantas cresceram e morreram ai, cobriram a rocha mãe e deram-nos a terra que nos alimenta.

Cada ano de crescimento, a planta precisa de tirar nutrientes do solo. Por isso talvez adubes a tua terra, dando o teu primeiro custo a multinacionais pouco recomendaveis que te vendem agroquímicos cujo impacto na saúde é no mínimo suspeito.

Se tiras a planta toda, como nas hortas, tiras todos os nutrientes que ela te levou do solo. Se tiras só a fruta, o feijão, o bago ou a espiga, e deixas as folhas e as ramas das podas, então, ao que a planta tirou do chão, acrescentas o que a planta tirou do ar, o carbono que torna o solo escuro e te alimenta a produtividade da tua cultura.

Alternativas? Muitas! Da trituração ao uso em retenção de água ou estabilização de taludes, mas também a criação de abrigos de insetos predadores de pragas, a produção de composto e a utilização como material de construção natural, por exemplo tabiques, mas também argamassas, seja com folha ou serradura.

Segue os posts seguintes e conhecerás com pormenor várias.

O que se garante é:
- Maiores ganhos no aumento da produtividade da cultura;
- Menor ou zero custo em fertilizantes;
- Menor custo na necessidade de rega;
- Menor ou zero custo no combate a pragas;
- Menor custo da tua saúde, maltratada por químicos e fumarada;

A Natureza tem sempre solução.

Este soube-nos a primeiro dia de um lindo percurso que sonhamos desde que a fundação da Mushmore Coop - Faça o que Ama, ...
27/02/2026

Este soube-nos a primeiro dia de um lindo percurso que sonhamos desde que a fundação da Mushmore Coop - Faça o que Ama, Ame o que Faz.

Peripécias? Algumas. Incertezas? Também. O sonho esteve lá, a crença esteve lá também.
Planta Rara e Floresta Pristina, são os nomes a registar. O primeiro alimenta o segundo, o segundo dá razão ao primeiro.

Estão abertas as hostes na preparação do espaço. Esperam-se pessoas interessantes, para plantar o início de algo maior, que nos transcende, mas nos anima.

Hoje, simplesmente, estivemos a fazer o que fazemos em todo o lado, com o material sobrante. Não queimamos, usamos para melhorar, neste caso para reter sedimentos e assim estabilizar e nutrir o talude, delimitando onde o trator pode passar e reduzir se ao mínimo cortar o que ao lado deixamos e queremos que viva.

Fungos, insetos, azoto e muito carbono, tudo coisas boas, que aqui, no St.Francis Lab; Laboratório Vivo de Agroecologia , saberemos demonstrar que vale muito a pena usar os sobrantes em vez de os queimar.

E se como os Rios se comportam for a solução, não o problema?O AquaRestore, vencedor do Prémio Promove “la Caixa”, promo...
05/02/2026

E se como os Rios se comportam for a solução, não o problema?

O AquaRestore, vencedor do Prémio Promove “la Caixa”, promovido pelo Instituto Superior de Agronomia, junta o Centro de Ecologia Funcional, a WWF e a Mushmore Coop – Faça o que Ama, Ame o que Faz, num consórcio que chega para testar os limites do St. Francis Lab; Laboratório Vivo de Agroecologia, onde irá decorrer boa parte das iniciativas de desenvolvimento de soluções.

Desde cedo, investigamos primeiro e fazemos a seguir.
Na verdade, achamos que só conseguimos entranhar algo nos nossos hábitos fazendo.

Então:
→ a) investigamos sobre o que queremos fazer
→ b) e a seguir, fazemos.

Os cientistas fazem a investigação que nós investigamos — e que nos dá as informações que nos faltam — para pegar num comportamento natural e materializá-lo na engenharia da realidade humana.

É daí que nascem as Soluções Naturais, manifestadas em estratégias (protocolos) de Engenharia Natural ou Engenharia Ecológica.

→ Este é o maior cartão-de-visita da Mushmore Coop – Faça o que Ama, Ame o que Faz.

Se há problema, certamente é pela ausência da solução.
E se a solução está ausente ali, está presente noutro sítio — às vezes logo ao lado.

O papel das Soluções Baseadas na Natureza (NBS) é este:
→ a) identif**ar
→ b) mimetizar (copiar)
→ c) reintroduzir, com estratégias humanas, os elementos naturais que estão ausentes.

Exemplos práticos (dicas abertas, sem truques)

Problema: Solo compactado
Solução:
a) Cereais de inverno e de verão
b) Dupla safra, se possível
c) Sempre biodiverso (nunca uma só espécie)
d) Micorrizado, sempre que possível

Solo compactado germina pouco e enraíza mal.
Resultado: culturas pobres e pouco densas.

O cereal é campeão de germinação e campeão de enraizamento — mais do que a maioria das árvores.
Com micorrízas, pode triplicar o tamanho da raiz e ganhar poder enzimático que, sem o fungo, não tem — a capacidade de degradar até pedra para entrar ali com a raiz.

Problema: Excesso de pragas agrícolas
Solução:
a) Orlas de canteiros com prados floridos (suporte a polinizadores e habitat de predadores)
b) Charcos temporários
c) Micorrização do perímetro de produção (uma vez para sempre, caso não se mobilize o solo, com cereal, ou prado rico em leguminosas.)
d) Orlas regenerativas arbóreas em ambos os lados, para suporte de pássaros insetívoros que fazem a patrulha diária

Tudo isto só conseguimos fazer porque existem cientistas que fazem uma coisa para a qual não temos pachorra:
→ Passar décadas a estudar uma só coisa, muito, muito bem.

Nós preferimos — enquanto fazemos e trabalhamos — observar a Natureza a ser Pristina, bisbilhotar, como duendes, como tudo é uma soma de agentes, cada um com a sua função.

Daí a nossa adoração exuberante por cientistas.
Ao pé deles, devemos parecer lontras num laboratório, a bater com a cauda em tudo quanto é perna de gente, que tem ali de ser porto de descarga da nossa curiosidade infinita.

O AquaRestore é isto que promete:
Passar esta capacidade de olhar os ecossistemas ribeirinhos, compreender o que cada elemento faz e, assim, perceber o que falta sempre que há um problema.

Problema: Cheias devastadoras
Solução:
Galerias ripícolas com:
a) Pelo menos três linhas de árvores
b) Sub-bosque funcional

Mais a norte:
a) Salgueiro, Amieiro, Freixo
b) Sub-bosque: Sabugueiro, Murta, Pilriteiro, Figueira, Aveleira

Mais a sul:
a) Salgueiro, Freixo, Sobreiro
b) Sub-bosque: Sabugueiro, Murta, Pilriteiro, Figueira, Medronheiro

(São apenas exemplos de conjugações que têm de respeitar a localização climática e as condições de cada local.)

A existência de cortinas e sub-cortinas arbóreas desacelera a corrente da água, diminui exponencialmente a sua força,
e reduz de forma direta os prejuízos e perigos.

Esperamos por ti no Fundão, no St. Francis Lab; Laboratório Vivo de Agroecologia









Há uma ideia feita de caminhos repetidos: a de que a inovação acontece “no centro”, nas grandes cidades, nos grandes polos, nos grandes investimentos. Mas a verdade é outra, e Portugal sabe-o bem. Porque, no interior, há desafios mais exigentes, necessidades mais urgentes e recursos que con...

23/12/2025

O Bardo Sentimental, do Aldeamento das Fadas do Laboratório de São Francisco, explica a origem das Alterações Dramáticas
Mushmore - A emoção da Ecologia

Ninguém no nosso laboratório estranharia a ordem...
18/10/2025

Ninguém no nosso laboratório estranharia a ordem...

Como compreender e gerir a terra sem tirar um curso superior?No segundo episódio das Crónicas Panteístas, partilhamos a ...
27/04/2025

Como compreender e gerir a terra sem tirar um curso superior?

No segundo episódio das Crónicas Panteístas, partilhamos a força prática e espiritual da filosofia panteísta aplicada à gestão ecológica.

"Temos milhões de hectares de terra natural no nosso país, e somos um país pequeno. Quanto melhor gerirmos estes hectares, mais recursos naturais teremos, mais saúde, mais bem-estar, mais abundância e prosperidade."

→ Lê agora o artigo completo no blog da Mushmore:

https://mushmore.org/cronicas-panteistas-ep-2/

Como compreender e gerir um pedaço de terra, uma vida inteira, sem tirar um curso superior. O poder da filosofia panteísta na compreensão da realidade ecológica.

Crónica Panteísta. Ep1:"O Panteísmo, uma filosofia para uma gestão ecológica da terra. Como a Casa da Ecolução cumpre es...
26/04/2025

Crónica Panteísta. Ep1:
"O Panteísmo, uma filosofia para uma gestão ecológica da terra. Como a Casa da Ecolução cumpre este desígnio de servir a terra com alma, escutando no silêncio a inspiração divina."

As crónicas panteístas, a pedido de vários leitores, estão a ser reeditadas, melhoradas e republicadas, numa plataforma clássica onde qualquer um dos 100+3 episódios especiais estão facilmente acessíveis, organizados em série e por categoria.

A escolha do website para a sua republicação, além de cumprir com o seu propósito de acesso democrático e livre, incentiva a um uso mais moderado das redes sociais, num apelo direto a mais tempo com a Terra e menos com o ecrãn.

https://mushmore.org/cronicas-de-um-panteista-1o-episodio/

Panteísmo, uma filosofia para uma gestão ecológica da terra. Como a Casa da Ecolução cumpre este desígnio de servir a terra com alma, escutando no silêncio a inspiração divina. Sabes o que é o Panteísmo? Em poucas palavras é a crença que tudo no Todo formam o corpo de Deus. Descobri o P...

As revoluções são reações em cadeia, processos infinitos que replicam a biologia dos ecossistemas. A Mushmore Coop ansei...
25/04/2025

As revoluções são reações em cadeia, processos infinitos que replicam a biologia dos ecossistemas. A Mushmore Coop anseia por servir um propósito maior, ajudando todos a acolher uma vida em comunhão com a Terra que nos abriga, acolhe e sustenta.
https://mushmore.org/blog/

No nosso entender, a melhor forma de comunicar um serviço à Terra, é sugerindo um consumo com parcimónia do mundo virtual que nos afasta dela e nos consome um irrecuperável de tempo de vida.

Por isso o Blog. Para que a semente que deseja pôr em cada consciência, seja de desligar um pouco o ecrãn e reconectar com a fonte do tempo que nos devolve ao melhor da vida, que são as experiências que nos tem para oferecer como personagem principal.

Na Terra, a personagem és tu. És o bicho fofo e a vedeta, com um infinito números de reels for real a acontecerem em tempo real, na primeira pessoa do teu sentir...

Bem vindo, aqui és mush more que um avatar. Aqui és a personagem real que queremos ajudar a fazer acontecer.

Crónicas de um Panteísta. 1º Episódio 25/04/2025 Panteísmo, uma filosofia para uma gestão ecológica da terra. Como a Casa da Ecolução cumpre este desígnio de servir a terra com alma, escutando no

Aqui f**a o Poster feito para a 17ª Conferência da Água da APRH - Associação Portuguesa dos Recursos Hídricos.Por aqui c...
08/04/2025

Aqui f**a o Poster feito para a 17ª Conferência da Água da APRH - Associação Portuguesa dos Recursos Hídricos.
Por aqui continuaremos firmes que:
- a solução para as o problema das plantas invasoras não está na vã tentativa da sua erradicação, mas sim, na sua substituição por plantas nativas.
- que a origem das invasões está na esmagadora maioria das vezes, no processo de desflorestação e de destruição humana dos ecossistemas florestais.
Precisamos de todos para resolver as invasões de plantas exóticas. Primeiro, parar a destruição dos ecossistemas nativos, depois recuperar estes ecossistemas para matrizes próximas do que eram antes da sua destruição e posterior invasão.

É com forte sentido de missão que iremos apresentar no 17º Congresso da Àgua, nesta semana, em Lagos, o Poster explicati...
06/04/2025

É com forte sentido de missão que iremos apresentar no 17º Congresso da Àgua, nesta semana, em Lagos, o Poster explicativo do novo paradigma para a solução do problema dos canaviais invasores: A renaturalização com plantas nativas, pelo processo de sucessão natural.
São décadas de fracasso a tentar "erradicar", "eliminar", "combater" invasões de plantas exóticas infestantes. As invasões de plantas ocorrem após a desflorestação e a destruição de ecossistemas frágeis. Por isso, introduzimos um novo paradigma de "renaturalização", que signif**a a replantação dos ecossistemas nativos, é fundamental para resolver de vez e evitar novas invasões, sejam de canas ou de qualquer outra planta invasora.

Endereço

Aldeia Do Castelejo, Est. 238, Fundão
Castelejo
6230

Notificações

Seja o primeiro a receber as novidades e deixe-nos enviar-lhe um email quando St.Francis Lab; Laboratório Vivo de Agroecologia publica notícias e promoções. O seu endereço de email não será utilizado para qualquer outro propósito, e pode cancelar a subscrição a qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Escola/colégio

Envie uma mensagem para St.Francis Lab; Laboratório Vivo de Agroecologia:

Atalhos

Compartilhar