23/06/2026
Um trabalho sério e de persistência pode mudar uma realidade triste para uma admirável 💚
A Lagoa Rodrigo de Freitas, historicamente marcada pela poluição e mortandade de peixes, vive recuperação ambiental visível. A capivara virou celebridade, mas aves como colhereiros, garças e biguás, além de caranguejos e peixes, voltaram a frequentar e prosperar nas águas. É o sinal mais forte de transformação de um cartão-postal que parecia perdido.
O SANEAMENTO QUE SALVOU A LAGOA
A virada tem explicação no saneamento. Águas do Rio modernizou 13 estações elevatórias de esgoto, reforçando proteção do espelho d’água. Com isso, 216 mil litros de esgoto deixaram de cair na lagoa a cada hora. O esforço faz parte dos R$ 6,3 bilhões já investidos em infraestrutura sanitária.
MANGUE REPLANTADO HÁ 40 ANOS
A recuperação se soma ao trabalho do biólogo Mário Moscatelli, que há quase 40 anos replanta o mangue da lagoa, muda a muda. Além de berçário natural para peixes e crustáceos, o manguezal filtra poluentes e protege margens. “Água limpa e mangue saudável chamam a vida. Quando comecei, achavam que eu era maluco. Hoje passei de maluco para visionário”, celebra.
NOVO TURISMO DE NATUREZA
Guias da Zona Sul começaram a notar grupos interessados em observar fauna variada e agora estudam criar roteiros estruturados de ecoturismo. Para o biólogo Yan Hess, “tem muita coisa para mostrar além da capivara: os peixes maiores, as aves que voltaram, os caranguejos. Cada espécie conta um pedaço da recuperação”.
Guia Samuel Rodrigues, com 13 anos acompanhando a lagoa, relata mudança: “Precisava explicar cenas de peixes mortos. Hoje, as pessoas fotografam e querem entender o que aconteceu para chegar nesse estado”.