Era uma vez

Era uma vez

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Creche dos 3 meses aos 3 anos

HORARIO DE FUNCIONAMENTO
De segunda a sexta das 07:30h às 20:00h

É hoje conhecida a importância que a primeira infância tem no correto desenvolvimento das crianças. A Creche Era uma vez tem como objetivo, proporcionar às crianças as condições para poderem desenvolver todos os aspetos da sua personalidade, nomeadamente nos campos social, intelectual, físico e emocional, sempre com a consciência de que existem diferentes ritmos de desenvolvimento em cada criança, que é importante respeitar.

Mesas ... 15/07/2013

Ideia Gira!

Mesa renovada, tendo o tampo recoberto por fitas adesivas coloridas!
Recomenda-se proteger o trabalho com um tampo de vidro...

Photos 29/03/2013
Photos 14/02/2013

É já amanhã...

14 de Fevereiro de 2013 Dia dos Namorados

Deixe as crianças connosco e vá comemorar este dia!!!

Temos um programa especial para este dia, jogos, musica e muitas brincadeiras!

Horário: 19:30 – 00:00 horas
Preço / criança: 25€ (até dia 8 de Fevereiro)
30€ ( de 9 até dia 14 de Fevereiro)
Actividades: Jogos, musicas e muitas brincadeiras!

Tlm. 916 881 199
Email: [email protected]
Morada: Rua Eça de Queirós nº2
Caldas da Rainha

Faça já a sua reserva, vagas limitadas

Photos 30/01/2013

“Querida mãe, querido pai, então que tal?...” - Eduardo Sá

1 - Embora pareçam pessoas (num formato, levemente, mais pequeno... e mais ágil) as crianças, pela sofisticação com que vêm equipadas, necessitam de cuidados mais ou menos delicados, sempre que se lida com elas. Uma criança nunca se deve despertar de forma súbita, abrindo-se o estore do quarto duma só vez... (mesmo que se diga, sublinhado cada sílaba, num tom açucarado: “São horas!...”). Entre segunda e sexta-feira esse procedimento – muito perigoso! – faz com ela reaja de forma maldisposta, sendo necessário zangarmo-nos à italiana, logo pela manhã, ao mesmo tempo que ela se remete a uma greve de zelo, mais ou menos temível (já que recusa o leite, não se veste e, pior, pragueja, com frequência, contra tudo o que se mexe). Geralmente, como a lentidão com que sai de casa é inversamente proporcional à agitação com que os pais pululam, ao seu redor, convém que uma criança não seja demasiado agitada, até chegar à porta da rua, sob pena dela guardar o melhor dos seus vagares só para nós, enquanto amaldiçoa o caminho para a escola, as pessoas que se cruzam com o carro dos pais, as notícias (que, timidamente, só sussurram) e, até, comentários enternecedores como, por exemplo: “Quem é a menina linda da mãe, quem é?...”. Como, na melhor das hipóteses, terá à sua espera um olhar fulminante do género “Já te calavas!...”, faça de conta que, dentro do carro, estão na primavera e que os melros cantam, porque – palavra de amigo – receio que precise de ter um coração sem arritmias muito acentuadas para a terceira etapa dum dia... normal, de semana... Num dia como esse, em que um ma***to karma toma conta do mundo e uma nuvem negra acompanha o seu rebento para onde quer que ele vá, convém que, ao chegar à escola, nenhum dos pais se precipite, solícito, em direção à porta do carro, abrindo-a, sorridente, já de mochila na mão. Segundo dizem, esse tom macio e, levemente, adequado torna robusta uma virose infantil, mais ou menos misteriosa, cujo único sintoma que tem sido descrito é um “não vou, não quero e não faço!”, mais temível que um febrão, que se faz acompanhar por uma espécie de convulsões, em que as crianças têm gestos extensos e gritos estridentes, próprios de quem está... possuído. Contando que uma criança, num dia desses, saia do carro, de seguida, os pais devem despedir-se dela, com um beijo firme, na cabeça, o mais depressa que puderem, dando, logo após, um pulo, de volta para o carro. Se esse procedimento for dado ao fracasso, como é de esperar, sugere-se uma mão – determinada – segurando-a no ombro, enquanto, de ar enxofrado, ela passa – corredores dentro – pelos pais dos amigos, pelos amigos, pelos professores e por aquelas auxiliares educativas com quem foi travando amizades, como se lhes dissesse: “Prazer em não a conhecer! E a si! E a si, também.” Enquanto isso se dá, não faça, por favor, o sorriso mais amarelo que consegue (como quem diz, num esgar: “Embora não pareça, a minha criança, habitualmente, não é assim!”). Regra geral, um lado engonhante desses paga-se com uma birra, cheia de efeitos especiais, mal se entra na sala, que dá origem a um combate do género: “Deixe-a ficar, que ela já se cala!” versus “Pronto, já passou... A mãe, agora, vai dar-te um beijinho, tu vais-te acalmar e logo – prometo! – vamos comer um gelado” cujo desfecho – se tudo correr como se espera – se traduz num derrota dos pais, por KO técnico, a meio do primeiro round. Já com a frescura de quem deixa um filho a debater-se nas mãos da professora (que, entre o vermelho de raiva e a candura – que todos os pais, secretamente, lhe parecem exigir – pergunta a Deus que mal terá feito para começar um dia de sol com mais uma ação de preservação da “vida selvagem”) está, finalmente, em condições de tomar um café prolongado enquanto lê o jornal. E, embora, regra geral, uma boa notícia nunca seja... notícia, nesse dia, enquanto uma enxaqueca parece cirandar à sua volta, é natural que você desconfie que, ao contrário dos últimos dias, os conflitos que há no mundo ou a crise, por exemplo, sejam – só pode ser... – brincadeiras de crianças. Aí, já mais descansada, é natural que respire bem fundo e que, de sorriso meigo, puxe pelo telemóvel e, delicadamente, escreva uma mensagem, onde cada movimento será ofegante e requintado. Mais ou menos assim: “Querido, como tenho medo de me atrasar, podes ir buscar a nossa filha, logo à tarde?” (Quem é que resiste a um pedido que começa por “Querido...”, pensa você?...) E, então sim, está pronta para começar o dia...



2 - Quem disse que as crianças são o melhor do mundo não estava, certamente, enganado. Para que é que elas servem? (Foi isso que perguntou?...) Uma criança serve para redescobrirmos o encantamento, a transparência, o riso até às lágrimas e as histórias que se acotovelam na nossa língua. Serve para brincarmos e corrermos pela casa. Serve para termos uma desculpa, sempre que chegamos muito atrasados a um sítio que não nos interessa. Serve para descobrir que há nuvens que se parecem com a tromba de um elefante. Serve para chorarmos quando revemos o Bambi. Serve para adormecermos abraçados a ela, no sofá. E serve para descobrir que o melhor do mundo é sermos (só nós e mais ninguém!) o melhor do seu mundo. Que ao pé de tudo isso haja um dia (ou outro) em que o karma parece apostado em nos contrariar, o que é interessa? Afinal, há sempre um telemóvel à espera de uma mensagem que, podendo não começar com “Querido”, acaba sempre, no mínimo, com: “Já te disse como gosto de ti?” São tão pouco entediantes os dias de uma mãe! E ser-se pai é sempre tão criativo e tão imprevisível!... Afinal, no fi m de um dia normal de semana, depois de deitarmos um fi lho (e de o vermos a voltar, de novo, a ser anjo) sentamo-nos, suspiramos como quem, finalmente, está pronto para descansar e, sem percebermos porquê, enquanto lutamos contra o sono, só nos vem à memória um refrão mais ou menos gasto: “Querida mãe, querido pai, então que tal?...”. (Suspire! Outra vez, ainda, por favor!) Quem disse que o dia da criança era, unicamente, uma vez em cada ano?

in PaiseFilhos.pt

Photos 27/01/2013

14 de Fevereiro de 2013 Dia dos Namorados

Deixe as crianças connosco e vá comemorar este dia!!!

Temos um programa especial para este dia, jogos, musica e muitas brincadeiras!

Horário: 19:30 – 00:00 horas
Preço / criança: 25€ (até dia 8 de Fevereiro)
30€ ( de 9 até dia 14 de Fevereiro)
Actividades: Jogos, musicas e muitas brincadeiras!

Tlm. 916 881 199
Email: [email protected]
Morada: Rua Eça de Queirós nº2
Caldas da Rainha

Faça já a sua reserva, vagas limitadas

Photos 21/01/2013

Diário de uma criança à beira do nervoso miudinho - Eduardo Sá

Os pais não servem como despertador. Adormecem de manhã, como todos nós, mas, ao mesmo tempo que levantam a persiana e nos chamam «Meu querido» e coisas assim, querem que, entre a cara lavada e os cereais despachados, façamos dos 0 aos 100 em poucos... minutos.

Entretanto, como convém às pessoas ponderadas, e paramos de nos vestir para pensarmos na vida, eles sofrem de hiperatividade e, em jeito de ameaça, gritam qualquer coisa do género: «Eu juro que me vou embora, e deixo-te aqui!» (que era tudo o que eu mais queria!).

Os pais servem, também, para nos tirar a boa-disposição, antes do trabalho. Enquanto só não chamam «boas pessoas» a todos os senhores automobilistas que, segundo eles, estavam bem era dormir, ouvem (de meia em meia hora!) as mesmas notícias, atendem o telefone, olham 30 vezes para o relógio, melindram-se com a nossa cara de segunda-feira e, sempre que dizem, com voz de pateta: «Quem é o meu tesouro, quem é?», quem faz as contra-ordenações perigosas somos nós!

Os pais servem para imaginar que todas as crianças, ao chegarem à escola, são campeãs de felicidade.

E que nunca nos apetece mandar a nossa professora para a... biblioteca, de castigo, enquanto ela pensa se não será feio mentir (sempre que grita connosco, quando garante, aos nossos pais, que é só doçuras e meiguices...).

Os pais servem, também, para nos ir buscar à escola. E nisso escapam! Mas, independentemente de nos apetecer limpar o pó ao mundo, perguntam (todos os dias!): «Correu bem a escola? e O que foi o almoço?», com tantos pormenores, e no meio de tanta inquietação, que nos provocam brancas e nos levam ao stresse.

Os pais servem para nos deixar nos tempos livres. E, quando pensávamos que podíamos brincar à vontade, (ou não são os tempos... livres?) descobrimos que eles só podem ter sido levados ao engano porque, afinal, nos obrigam a estar, mais uma vez, quietos e calados. E, pior, quando estamos prontos a pedir o livro de reclamações, ora nos castigam com trabalhos de casa ora nos põem, sentadinhos, a ver os mesmos desenhos animados tantas vezes, que nós achamos que isso deve servir para aprendermos a contar até... 100.

Mas os pais servem, também, para trabalhar para a nossa formação desportiva e para o lazer. Quando chegamos à natação, gritam quando não nos queremos despir ali, à frente de toda a gente. Acham que não podemos brincar nem nos balneários nem na piscina. E gritam, outra vez, quando insistimos que os avós e os acompanhantes das outras crianças não deviam saber em que preparos viemos ao mundo.

Os pais servem, também, para zurzir no nosso lado bem-disposto, quando (de regresso ao carro) nos mandam cumprimentar a prima Maria da Glória que, em vez de nos dizer «Olá», delicadamente e com maneiras, nos esborracha contra ela e nos lambuza e, enquanto nos despenteia, duma ponta à outra, nos ofende, de cada vez que diz: «Ai, meu filho, o teu rapaz está tão crescido!....» (Meu filho?... Mas o pai bateu com a cabeça? Então, maltratam-lhe o filho, em vez de lhe darem um beijo transformam-no em algodão doce, e ele, ainda por cima, sorri e agradece?...)

Quando, finalmente, entramos em casa e estamos prontos para descansar, os pais servem para nos dizer, contra todas as nossas expectativas: «Primeiro, fazes os trabalhos de casa. Só depois brincas».

E servem para azedar a nossa boa disposição quando, logo a seguir, tratam, como se fosse contrafação, os pacotes de leite, as embalagens de bolachas e as caixinhas com os presentes da Happy Meal que, carinhosamente, tínhamos a dormir ao pé de nós.

Os pais servem para escandalizar, todos os dias, a nossa paciência, ao jantar. Começam por nunca respeitar o nosso: «Já vou!». Vendem-se à publicidade enganosa de cada vez que acham que a sopa de cenoura «faz os olhos bonitos». Servem-nos ervilhas e, carinhosamente (como quem não está muito seguro do produto que promove), chamam-lhe «bolinhas».

E nunca se cansam de nos dizer que a fruta faz bem!

E, quando o dia não pára de nos surpreender, os pais servem para dizer, todos os dias: «A partir de hoje... tu vais ver!».

E, sempre que estão chateados com o trabalho, para reclamar. Assim: «Ah queres fazer uma birra? Pois vamos ver quem faz a birra maior!...»

E, quando querem quebrar a monotonia dos nossos dias, os pais, servem para pronunciar com alma cada palavra, quando nos estragam com meiguices: «Qualquer dia... eu emigro! Para muito longe! E quero ver como é que vocês se safam!».

Com dias assim, em que o pai e a mãe fazem de Capitão Gancho, quem não se rende à canseira e adormece antes do fim de cada história? E quem é que não cede ao nervoso miudinho e não acorda, a meio da noite, com os nervos em franja? E quem é que não ficaria desolado, no meio de toda a energia renovável que eles têm, quando perguntam com quem estávamos a sonhar (e nós, não podendo dizer que era com eles), respondemos que temos medo é... do Papão!

Nós gostamos dos pais. Desconfiamos que eles imaginam que passam pouco tempo connosco mas, se for para isto, não temos coragem para os contrariar. Afinal, nós sabemos que todas as pessoas de coração grande têm a cabeça quente.

E nunca pomos em dúvida que só o amor importa. Só não entendemos porque é que os pais tenham de ser esta canseira!

E achamos que, desta maneira, eles nos fazem nervoso miudinho.

Eduardo Sá

in paisefilhos.pt

Photos 20/01/2013

Que fim de semana frio...

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