02/06/2026
Bad Bunny não é machista. É um génio.
Toda a gente discute se a Casita é um ato machista. Quase ninguém viu a armadilha.
A casinha cor-de-rosa nasceu como símbolo de resistência à gentrificação, ou seja, o processo de transformar bairros tradicionais em lugares de luxo, tal como ocorre na Ribeira do Porto, em Alfama ou na Mouraria em Lisboa.
Mas a casita de Bad Bunny tornou-se naquilo que resistia! Ou seja, um camarote VIP onde todos querem ser vistos. O símbolo da resistência virou símbolo da exclusão.
E talvez seja isso que o Bad Bunny nos está realmente a mostrar, que a gentrificação já não acontece só nos bairros.
Acontece dentro de nós. Trocamos o raciocínio pela imagem, a relação pela visibilidade.
João Ereiras Vedor apelida o processo de gentrificação da alma.
👉 Ensaio completo no blog. Link na bio.
02/06/2026
A Casita de Bad Bunny não é o que dizem que é.
A discussão pública ficou-se pelo machismo, mas a verdadeira crítica é outra, e está escondida à vista de todos.
Uma leitura à luz de Bourdieu e Byung-Chul Han sobre como um símbolo de resistência se tornou aquilo que denunciava. E sobre como o mesmo está a acontecer connosco.
Lê o artigo completo 👇
Bad Bunny e a Polémica Casita
Enquanto se discute se La Casita é machista, Bad Bunny põe o dedo numa ferida maior: a gentrificação da nossa alma. Uma leitura cultural e psicológica.
01/06/2026
Há uma figura que vive dentro de quase todas as mulheres e que poucas reconhecem pelo nome.
Aparece sob a forma de uma voz. És feia. Não vales nada. Estás a perder tempo. Surge sobretudo quando algo bom acontece, para esvaziar. Surge quando se descansa para envergonhar. Pode coexistir, sem contradição aparente, com uma vida exterior bem-sucedida.
Jung chamou-lhe Animus Negativo. É a parte masculina inconsciente de uma mulher quando internalizada sob a imagem do pai severo: deixa de orientar, passa a julgar.
Este carrossel resume um ensaio de Jasbinder Garnermann, Directora do CG Jung Institute of Ireland, que traduzi e adaptei para o blog da Psingular com a sua autorização. O texto integral, que trabalha o complexo paterno, os símbolos oníricos e o caminho de cura, está em blog.psingular.pt
(link na bio).
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21/05/2026
O mister já escalou a nossa caderneta para o Mundial 2026. 🎴
Mas não te foques só nos titulares, pois podes perder um banco de luxo e uma equipa técnica que pensa o jogo antes dele começar.
O nosso Nº 10 joga com o inconsciente coletivo todo. O avançado vai sempre fundo (e nunca larga o charuto). Uma extrema sabe que, nas relações, a melhor defesa é mesmo o ataque. Um defesa libanês que viu o cisne negro antes de ele entrar em campo. E um português ali atrás a lembrar-nos que não há razão sem emoção.
No banco há uma médica brasileira que tratou da loucura com arte e gatos. Um filósofo coreano que diagnosticou o nosso cansaço antes de nós. E um português de boné bordô a aquecer pela esquerda, porque alguém tinha de fazer a diferença pelas margens.
Desliza para conheceres a nossa caderneta de Craques.
👇E diz-nos nos comentários: quem é que ficou de fora?
14/05/2026
Existe um limite para aquilo que o ambiente pode ensinar. Reconhecer esse limite pode ser, afinal, um ato de saúde.
Foi finalmente publicado agora na Theory & Psychology (SAGE) o artigo Code Psychology: How Organic Codes Create Mind, enviado em julho do ano passado.
A ideia central é simples de dizer e ambiciosa de defender. Nascemos com inclinações reais, inscritas na nossa herança genética e epigenética. O ambiente molda essas inclinações, mas não as reescreve à vontade. E parte da saúde mental está em honrar a biologia que nos constitui, em vez de tentar corrigir.
Dessa ideia saem duas releituras que me são caras. O autismo, que deixa de ser visto como um defeito e passa a ser entendido como uma configuração distinta, uma inteligência preparada para ler sistemas, de que qualquer civilização precisa. E os arquétipos de Carl Jung, que deixam de ser entidades transcendentes para serem códigos de base orgânica que orientam o psiquismo.
Mais do que um artigo, é o início de um programa de investigação que quero levar adiante na Psingular.
Para quem tiver curiosidade, a história deste pensamento está no nosso blog. O Link está disponível na bio.
05/05/2026
Hoje apresentamos oficialmente a Psingular.
A Psingular nasce de uma decisão de coerência. Nasce da vontade de construir um espaço próprio, mais alinhado com a forma como pensamos a clínica, a formação, as organizações e os sistemas humanos.
Surge em articulação com a Minho Form, afirmando uma identidade própria e um posicionamento mais especializado nas áreas da psicologia, da saúde, da formação avançada e da intervenção organizacional centrada nas pessoas, na liderança e nos contextos humanos.
O nosso lema, Mind, Behavior, and Human Systems, exprime essa visão integrada do ser humano. Acreditamos que a mente, o comportamento, o corpo, as relações e os contextos constituem sistemas vivos, dinâmicos e interdependentes.
A Psingular não nasce para repetir fórmulas. Nasce para afirmar uma diferença substancial, uma identidade fundamentada e um compromisso claro com o rigor, a integridade, a profundidade e a excelência humana e técnica.
Este é o início de uma nova etapa.
Mais nítida. Mais alinhada. Mais inteira.
10/09/2025
O momento alto de qualquer investigador é ver as suas ideias reconhecidas ao mais alto nível. É para isto que vivo: atualizar a psicologia analítica com exigência e reflexão.
O meu novo artigo, sobre como os sonhos funcionam e para que servem, foi publicado na BioSystems e está disponível para leitura e download gratuito por 50 dias.
Se te interessa o cruzamento entre neurociência, psicanálise, psicologia analítica, biologia e teoria da informação, lê agora:
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10/07/2025
Deixo disponível nos comentários a minha opinião venenosa sobre o processo Kafkanjiano.