30/08/2024
Longos dias, fazem décadas (6)
O percurso das pessoas e das instituições é feito de sombra e luz. Quando o Ipme Instituto Formação concebeu o Ideia Atlântico, no início do século XXI, ambicionavamos colocar o a região Norte de Portugal, num patamar digno da European Commission.
Para e existia uma pequena incubadora no , e até Espanha era um vazio. Depois acima 100 kms do Porto e só o Consorcio Zona Franca de Vigo da região de , tinha 6 parques empresariais, incluindo 3 !
O norte e , estavam em terra de ninguém, entre a polarização de e de . As empresas inovadoras e as startups que queriam crescer e contratar, só nesses espaços encontravam infra-estruturas e edifícios empresariais para se instalarem.
Em Braga as empresas de tecnologia estavam em armazéns, vivendas, caves: sem dignidade, nem imagem, nem conforto. Ou em parques industriais misturadas com industrias ruídosas.
As soluções anunciadas pelas "entidades de referência" e pelos , sempre sedentos de grandes números ou elefantes brancos, passavam por coisas irrealizáveis como o , assim uma coisa de meros 200 hectares, tão absurda quanto irrealizável, a nados mortos como o , ali no meio do fim do mundo, para trás do sol posto do Sameiro, encalhado ao lado da Camiliana e rústica Prazins (celebrizada por Camilo Castelo Branco no romance ), sem acessos a Guimarães, a Braga ou a uma auto-estrada. Nados mortos, um que foi um ab**to espontâneo e o outro que é um espaço vegetativo ligado à máquina dos fundos europeus!
Assim e contra todas os lóbis e caciques do Minho e de Braga (como diria ah Braga, essa Paris do Minho), fomos estudando o nosso modelos com base nas boas experiências de incubadoras do e dos .
Definimos premissas:
1. Estar num espaço urbano. Em Braga, cidade, urbe vs moda dos projetos no meio de nada, no vale do cávado ou ave!
2. Cruzar o espaço de incubação de empresas, dos empreendores e das atratupps eraly stage com um espaçpo moderno de nusiness center, agora coworking vs projetos sem gurus empresariais, sem CEOs, só com académicos ou consultores.
3. Criar um modelo auto-sustentável, que fosse financiável e explorável pela sua atividade e não pelos ounpelos da vida e dos beija mão políticos... AUTO-SUSTENTÀVEL.
Estas simples linhas foram ridicularizadas, gozadas, pelos habituais que circulam entre público e privado.
Que nãp era viável fazer algo sem o apoio e financiamento do Município de Braga, ou da Câmara de , ou da Câmara de .
Enfim que o Ideia Atlântico seria inviável pois não estaria debaixo da asa política e dos fundos europeus.
Foi uma luta enorme entre 2005 e 2007 para provar que o nosso conceito estava certo, e os outros, os do "regime" e das suas "capelinhas", estavam condenados ao fracasso e a sobreviver de fundos comunitários.
Em 2008, contra tudo e sem receber o invcentivo contratado com a CCDR NORTE por boicote político ao mais alto nível (shame on you, boys do e do ), abrimos e enfrentamos, apenas com fundos próprios e com receitas de serviços prestados às empresas, o longo calvário do fim do socratismo e da entrada da em Portugal, com a recessão profunda que assolou Portugal até 2014.
Aquilo que vendiamos e faziamos com esforço, outros não faziam e recebiam dos programas comunitários e do Estado.
Como diria "a má moeda matava a boa moeda".
Mas porque somos bons, porque queremos, porque estavamos certos, a má moeda não sobreviveu! E nós, somos a mais antiga incubadora e business center em funcionamento continuo no norte de Portugal, ininterruptamente desde 2008. Sem fundos, sem subsídios!
A seleção das espécies, quando o Estado não desequilibra a favor das cientelas, acontece. e ficamos nós. Com muito orgulho, pioneiros, com zero financiamento público, e totalmente focados nas empresas.
Mas esta parte da nossa história é também o exemplo do drama da história dum país. Que desde 1986 recebe Biliões de euros em fundos comunitários, que desaparecem pelo ralo, em projetos inúteis, inviáveis, discutíveis ou até, inexistentes.
Se náo queremos ficar na cauda da europa a 27, temos que mudar tudo isto. A própria e a têm que ser mais exigentes e menos fantasiosas, com projetos nulos ou prioridades sem valor para a sociedade e para o desenvolvimento económico. E além delas será que as agências de fundos e os programas operacionais fazem o seu trabalho direito? Ou andam a pagar projetos sem efeito multiplicador? Ou projetos para empregar clientelas? Ou projetos sem sustentabilidade?
É isto que queremos para o nosso país e ? É isto que queremos e ?
O que temos são os melhores quadros a emigrar, e muitas empresas a buscar terreno fértil pelos , entre outros casos onde o crescimento robusto se faz por via das empresas inovadoras e do empreendeorismo a sério.
A nossa história numa pequena escala, é um e devia servir para inverter as políticas de desenvolvimento que Portugal tem tido, e que não têm criado riqueza nem empresas pujantes.
Ideia Atlântico
Ipme Instituto Formação
Joaquim Álvaro R Cunha
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