Educar pela Positiva

Educar pela Positiva

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O projeto Educar pela Positiva (www.educarpelapositiva.pt) nasceu em 2015, fruto da minha paixão pela parentalidade. Conto consigo nesta viagem?

🧠 Educação Positiva | Palestras & workshops | Autor dos livros “Educar pela Positiva” e “O Comboio das Emoções” | Fundador da Academia Educar pela Positiva | Mentor & Kids Coach O desafio diário educar duas crianças levou-me a procurar novas estratégias e "ferramentas", pois os métodos tradicionais não estavam a resultar e sentia-me frustrado e o pior pai do mundo. Descobri então a Disciplina Posi

18/08/2026

👏👏👏

Meu caro pai,
minha cara mãe,

se calhar deste tudo o que sabias dar, se calhar trabalhaste até rebentar, se calhar engoliste sonhos, adiaste a tua vida, passaste centenas ou milhares de noites em claro, medos, doenças, contas, solidões, se calhar ninguém cuidou de ti enquanto cuidavas dos teus filhos.

Eu acredito em ti, eu acredito na tua dor.

Só não acredito que a tua dor te dê direitos sobre a vida deles, não acredito na transformação do amor numa dívida. Um filho pode amar-te profundamente; não deve ser condenado a salvar-te.

Não uses as tuas lágrimas como algemas.

Ele não tem de carregar o teu sofrimento para provar que te ama. A culpa é uma trela absurda.

O teu filho não nasceu para corrigir nada, não nasceu para telefonar o número de vezes que julgas necessário, não nasceu para escolher o curso que te faria orgulhoso, para casar com quem te tranquiliza, para morar perto, para aparecer todos os domingos, para produzir os netos que imaginaste. A parentalidade é uma ironia cruel: passamos anos a ensinar alguém a caminhar; um dia,ele vai usar essa ferramenta para caminhar para longe de nós.

Dói muito; mas não uses a dor como ingrediente para a culpa.

Diz: "Tenho saudades tuas."
Não digas: "Nunca tens tempo para a tua mãe."

Diz: "Gostava de estar contigo."
Não digas: "Depois de tudo o que fiz por ti."

Diz: "Estou magoado e quero explicar-te porquê."
Não digas: "Quando eu morrer, vais arrepender-te."

Por favor, não faças isso.

Não precisas. O amor sem chantagem é muito mais bonito.
Não te castigues. Não castigues o teu filho.

Diz: "Isto é meu. Não tens de o carregar."
É uma das frases mais bonitas que um pai pode oferecer a um filho.

Os teus filhos já terão peso suficiente.
Não acrescentes o teu.

_

BENJAMIM
e os dias cheios de nada

Já disponível em todos os hipermercados e livrarias

17/08/2026

Li esta frase escrita num muro e mexeu comigo:
“Dia que se planta não é dia que se colhe.”

Talvez seja uma das melhores metáforas para a parentalidade e para a educação em geral.
Porque educar é, muitas vezes, plantar sem saber quando (e se) vamos colher.
Plantamos respeito quando ensinamos limites com firmeza e carinho, mesmo quando seria mais fácil gritar ou dar uma palmada.
Plantamos autonomia quando deixamos que a criança tente, erre e volte a tentar.
Plantamos confiança quando, em vez de dizer “eu avisei-te”, dizemos “estou aqui para te ajudar”.
Plantamos responsabilidade quando não fazemos tudo por ela.
Plantamos segurança quando estamos presentes, sobretudo nos dias difíceis.
E plantamos amor em cada abraço, em cada conversa, em cada vez que escolhemos conectar em vez de controlar.

O problema é que muitas vezes queremos resultados imediatos.
Queremos que uma criança seja hoje aquilo que só poderá ser amanhã.
Que faça logo o que só conseguirá fazer depois.
Mas uma semente não cresce porque gritamos com ela.
Não cresce porque a comparamos com a planta do lado.
Não cresce porque lhe repetimos todos os dias que devia estar mais desenvolvida.
Precisa de tempo. De cuidado. De presença. De consistência.

Na educação, também é assim.
Há coisas que ensinamos hoje e que só veremos florescer muitos anos depois.
Por isso, não desesperes se ainda não estás a ver os frutos.
Continua a plantar.

Porque as melhores colheitas começam com sementes que quase ninguém vê.

Grato 🙏🏻

Nuno Pinto Martins
Fundador da Academia Educar pela Positiva
www.educarpelapositiva.pt

16/08/2026

A vida não é breve.
Ela é suficiente.
Nós é que, tantas vezes, a gastamos com aquilo que não importa.

Na parentalidade, isso pode ser ainda mais doloroso.
Gastamos tempo a discutir meias no chão, brinquedos espalhados, pratos por lavar ou a exigir que tudo seja feito "imediatamente."

Preocupamo-nos demais com a casa, com as rotinas, com o que os outros vão pensar.
E, entretanto, esquecemo-nos do essencial.
De olhar nos olhos.
De rir até doer a barriga.
De brincar sentados no chão.
De ouvir aquela história pela centésima vez.
De abraçar sem pressa.
De celebrar uma pequena conquista.
De estar verdadeiramente ali.

Porque um dia vamos perceber que aqueles momentos que pareciam tão pequenos… eram, afinal, os grandes momentos da nossa vida.

Os dias não são curtos.
Às vezes, somos nós que colocamos o que é urgente à frente do que é realmente importa.

Um dia, os nossos filhos vão crescer.
Vão sair de casa.
Vão construir a vida deles.
E talvez nessa altura percebamos que não era assim tão importante ter a casa sempre impecável, o jantar perfeito ou todas as tarefas cumpridas na hora.

O que vamos querer de volta são aqueles abraços demorados.
As gargalhadas.
As perguntas sem fim.
As brincadeiras.
As histórias antes de dormir.

A vida é suficiente.
Mas a infância… essa passa depressa.

Por isso, enquanto podes, escolhe estar presente.
Porque algumas coisas podemos fazer amanhã.
Mas a infância dos nossos filhos, essa não volta.

www.educarpelapositiva.pt

16/08/2026

Um dia inteiro para transformar a tua forma de viver a parentalidade. Já conheces o programa?
​Os desafios da parentalidade são reais e os daneurodivergencia também, por isso vamos aprender ferramentas para nos ajudar a melhorar e a compreender determinados comportamentos.
​Se estavas a guardar a decisão para a última hora, este é o momento.
Guarda este post para consultares o horário e conta-nos nos comentários: qual destas sessões estás mais ansioso(a) por ouvir?

16/08/2026

Vi uma mãe chegar à praia com os filhos.
Tudo parecia perfeito.
A toalha impecável.
Os chapéus a combinar.
O cabelo arranjado.
Antes de começarem a brincar, houve fotografias. Muitas fotografias.
Uma junto ao guarda-sol.
Outra de costas a olharem para a água.
Outra abraçados.
Finalmente, uma selfie, com os três sorridentes.

Parecia mais um dia maravilhoso em família.
De repente, tocou o telemóvel. A mãe atendeu.
Começou a conversar animadamente com alguém. Passaram 5 minutos. Talvez 10.
Os filhos começaram a f**ar impacientes.

O mais pequeno perguntou várias vezes:
— Mãe, vamos à água?
A mãe começou a f**ar irritada.
Finalmente, desligou o telefone.
Furiosa, pegou nas coisas e gritou: "Vocês são impossíveis! Vamos já para casa!".
Pegou nas coisas e agarrou nos miúdos, estupefactos e de lágrimas nos olhos, enquanto subiam as escadas para fora do areal.

Fiquei a pensar nas fotografias tiradas minutos antes naquela praia. A serem partilhadas nas redes sociais, com a legenda "dia perfeito com os miúdos" ou "com os meus dois amores ❤️".

Pensei na quantidade de mães que, neste mesmo dia, estavam em casa ou a trabalhar.
A sentir que não estavam a fazer o suficiente.
Uma com a casa desarrumada.
Outra a sentir-se culpada no trabalho.
Outra com o cabelo despenteado.
Outra completamente exausta depois de passar o dia a cozinhar, limpar e cuidar dos filhos.

Talvez alguma delas tenha aberto o Facebook ou o Instagram e pensado: "gostava tanto de estar naquela praia" ou "porque é que eu não consigo proporcionar isto aos meus filhos?"

Aquelas fotos não mostravam a história toda.
Porque as redes sociais mostram momentos.
Não mostram presença.
Mostram sorrisos.
Não mostram o que corre mal.
Mostram famílias perfeitas.
Não mostram famílias reais.

Por isso, não compares a tua vida real com a versão editada da vida de outra pessoa.

Não precisas de uma praia perfeita.
Nem de fotografias perfeitas.
Nem de uma casa perfeita.

Os teus filhos também não precisam de uma infância perfeita.
Precisam de uma infância onde se tenham sentido vistos, ouvidos e amados.
E isso não precisa de filtros.
Precisa de ti.



15/08/2026

Há comentários que dizem mais sobre nós do que sobre aquilo que estamos a comentar.

A notícia do voo cancelado por uma criança ter recusado colocar o cinto no avião, levou a centenas de comentários nas redes sociais, com sugestões para resolver o assunto: com palmadas, chineladas, chapadas e até agressões mais graves.

"No meu tempo resolvia-se com um chapadão.»
"Um par de estalos era pouco."
"Nada que um chinelo não resolvesse."
E muito mais, como pode ler na imagem.

Cada um tem direito à sua opinião.
Mas preocupa-me a facilidade com que julgamos os outros, sem sabermos toda a história. A criança tem algum problema cognitivo? O que fizeram os pais para tentar resolver a situação? Que apoio tiveram do pessoal a bordo? Não sabemos, mas para criticar estamos sempre prontos.

Preocupa-me ainda mais como confundimos violência com educação. E educação positiva com permissividade.

Há uma diferença enorme entre dizer:
"Tens de pôr o cinto porque é uma regra de segurança e não podes viajar sem ele."
e dizer:
"Se não puseres o cinto, levas uma chapada/chinelada/tareia de cinto."

No primeiro caso, há um limite.
No segundo, há medo.

Talvez devêssemos pensar nisto antes de escrevermos coisas como "no meu tempo é que era bom" ou "também apanhei e sobrevivi".

Uma criança não precisa de tareias de cinto, de chineladas nem de palmadas para aprender.
Precisa de um adulto que consiga ser firme sem perder o controlo.

Porque educar não é conseguir que uma criança obedeça a qualquer custo.
É ensiná-la a compreender limites, mesmo quando ela ainda não tem capacidade para os aceitar sozinha.

Muitas das coisas que passam de geração em geração não sobrevivem por serem boas.
Sobrevivem porque nunca parámos para questioná-las. Talvez seja altura de o fazermos.



14/08/2026

No aeroporto de Roma, entre malas, pessoas apressadas e anúncios de partidas, há um piano.
E não é apenas um piano. É um convite.

Qualquer pessoa pode sentar-se e tocar.
A maioria passa e continua. Algumas param com curiosidade. Mas poucas arriscam.

De repente, um homem senta-se. Traz posto o avental de um restaurante ali perto. Do nada, aquele funcionário da restauração transforma o hall do aeroporto numa mini sala de espetáculos.
Por alguns minutos, o aeroporto de Roma deixoa de ser apenas um lugar de passagem.
As pessoas param. Ouvem. Sorriem. E emocionam-se.

No final da primeira música, os aplausos.
Depois, uma turista aproximou-se. Diz que é solista. E desafia o pianista para uma segunda música, juntando a sua voz ao instrumento.

Sem ensaio. Sem palco. Sem bilhetes. Sem ninguém ter planeado aquele momento.
Apenas duas pessoas que decidiram partilhar um pouco daquilo que tinham dentro de si.

Este momento único fez o meu dia. E mostra como pode haver beleza (e talento) nos locais mais improváveis.
Não precisa de acontecer num teatro.
Não precisa de estar num museu.
Não precisa de ser perfeita.

Às vezes, a beleza acontece no meio da pressa, quando alguém decide parar.
E quando alguém tem coragem de mostrar ao mundo aquilo que sabe fazer.
Porque há coisas que não foram feitas para f**ar guardadas. A música é uma delas.
Mas talvez a nossa melhor versão também.

✨ Que nunca nos falte coragem para parar.
E que nunca nos falte tempo para apreciar quem o belo

13/08/2026

Milhões de pessoas pararam para ver o eclipse.
Foram só uns minutos, em que a luz deu lugar à sombra.
Assim é também na parentalidade.
Porque, às vezes, somos nós, pais, que f**amos “às escuras”.

O cansaço tapa a paciência.
A culpa tapa a confiança.
O medo tapa a serenidade.
A pressão tapa o prazer de sermos pais.

Mas sabes uma coisa?
Não és um mau pai ou uma má mãe porque tens dias em que a tua luz f**a escondida.

O importante é perceberes que o eclipse não é permanente.
É temporário.
E, tal como acontece no céu, a luz acaba sempre por voltar.

Não precisas de ser um pai ou uma mãe perfeito/a.
Precisas de ser suficientemente humano para reconhecer quando estás a f**ar sem luz.
Precisas de parar.
Respirar.
Pedir ajuda, se for preciso.
Perdoar-te pelos dias menos bons.

E, sobretudo, lembrar-te de que os teus filhos não precisam de um pai ou de uma mãe que nunca se cansa, nunca se irrita e nunca erra.

Precisam de alguém que, mesmo depois de um dia difícil, escolha voltar a estar presente.

Porque educar também é isto:
ensinar aos nossos filhos que podemos atravessar momentos de escuridão sem deixar de acreditar que a luz vai voltar.

E talvez essa seja uma das maiores aprendizagens que lhes podemos deixar.

Não precisamos de brilhar o tempo todo.
Precisamos de saber que a nossa luz continua lá, mesmo quando não a conseguimos ver.

P. S. - Se sentes que precisas de ajuda para seres mais vezes luz do que sombra, estou aqui para te ajudar.
👉 Mais info aqui: www.educarpelapositiva.pt

Grato 🙏🏻

Nuno Pinto Martins
Fundador da Academia Educar pela Positiva

11/08/2026

Nas ruas de Florença, cada esquina nos lembra constantemente que o tempo passa.
E há até um café cujo nome é uma expressão latina que provavelmente todos conhecemos: “Carpe diem.”
Signif**a "Aproveita o dia."

Mas será que estamos realmente a fazer isso?
Passamos tanto tempo preocupados com o futuro dos nossos filhos que, às vezes, esquecemo-nos de viver o presente com eles.

Queremos que tenham boas notas.
Que tenham sucesso.
Que sejam responsáveis.
Que venhama ser adultos felizes.
E, no meio de tudo isto, esquecemo-nos de uma coisa simples: Eles estão a crescer AGORA.

A infância não volta.
A adolescência não se repete.

Aquele abraço que hoje eles rejeitam porque “já são crescidos”, pode ser precisamente aquilo de que vamos sentir falta.

Por isso, sim… prepara os teus filhos para o futuro.
Mas não te esqueças de estar presente no presente.
Porque, afinal, é HOJE que a vida acontece.

11/08/2026

Em Roma respira-se história em cada canto.
Aqui no Coliseu já houve poder. Riqueza. Impérios.
Pessoas que acreditavam que o seu mundo seria eterno.
Mas hoje só restam ruínas.
E isto fez-me pensar no que valorizamos na vida.
O dinheiro?
O sucesso?
A popularidade?
O número de seguidores nas redes sociais?
Tudo isso pode desaparecer.
Mas há coisas que permanecem.
A forma como tratámos as pessoas.
A coragem de reconhecer um erro.
A empatia
A capacidade de amar.
A memória que deixámos na vida de alguém.

No fim da vida, talvez não sejamos lembrados pelo que conseguimos acumular.
Mas por aquilo que conseguimos tocar
Porque a glória passa.
Mas aquilo que fazemos alguém sentir pode permanecer muito depois de nós.

Partilha este vídeo com alguém que precisa mesmo de ouvir isto.

Um abraço positivo

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