11/08/2026
A joaninha-de-sete-pontos é um dos mais eficientes predadores naturais de pulgões disponíveis em qualquer jardim português — e uma das primeiras vítimas de qualquer inseticida de largo espectro aplicado para controlar exactamente esses pulgões.
Um adulto come aproximadamente 100 pulgões por dia. A larva — que é negra com marcas laranja, completamente diferente do adulto e frequentemente não reconhecida como joaninha — come entre 200 e 400 pulgões por dia durante as três semanas de desenvolvimento larvar.
Uma fêmea deposita entre 200 e 1.000 ovos ao longo da vida, escolhendo especificamente os locais com maior concentração de pulgões para a postura — garantindo alimento imediato para as larvas quando eclodem.
O problema com a aplicação de inseticida numa infestação de pulgão é exactamente este: os pulgões têm ciclos reprodutivos de dias a uma semana. As joaninhas têm ciclos de semanas. Quando o inseticida destrói ambas as populações, os pulgões recuperam primeiro — e desta vez sem predadores para os controlar.
Antes de qualquer inseticida contra pulgões, procurar ovos amarelos em grupo na face inferior das folhas próximas, ou larvas negras e azuis a caminharem entre os pulgões. Se existirem, a população de joaninhas está activa e o controlo biológico está em curso.
O pesticida interrompe um processo que estava a funcionar. A joaninha precisa apenas de tempo.
16/07/2026
Estudar no IPBeja
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15/07/2026
Recordação: Estação de Castro Verde-Almodôvar, na localidade do Carregueiro (concelho de Aljustrel)
29/05/2026
🏛️ O que esteve escondido entre ervas e papoilas volta a revelar a sua história.
Durante anos, imagens do Fórum Romano de Beja mostraram um espaço marcado pelo abandono, com estruturas arqueológicas progressivamente encobertas pela vegetação e sujeitas à degradação. Um local único, considerado uma referência da presença romana no território, aguardava uma intervenção que permitisse devolver-lhe a dignidade e a valorização que merece.
No passado dia 19 de maio iniciaram-se os trabalhos de limpeza e conservação do sítio arqueológico situado na Rua da Moeda, numa intervenção promovida pela Câmara Municipal de Beja, em parceria com o Património Cultural, I.P., representando um investimento conjunto de 33.200€ + IVA.
Os trabalhos decorrem em três fases:
✔️ Limpeza e desmatação do sítio arqueológico
✔️ Avaliação da estabilidade e conservação das estruturas
✔️ Aplicação de medidas de consolidação
Com acompanhamento científico da Professora Conceição Lopes, principal referência no estudo da cidade romana de Beja, esta é a primeira etapa de um processo mais amplo: conservar, investigar, abrir ao público e integrar este importante património num futuro espaço museológico dedicado à cidade romana de Beja.
Porque preservar património não é apenas cuidar do passado — é construir identidade para o futuro.