19/08/2023
Candelabros e lustres de cristal de sal da capela de Saint Kinga, na mina de sal Wieliczka – Cracóvia, Polónia.
A capela de Saint Kinga está a 101 metros subterrâneos e é uma das principais atrações de toda a mina. A sala tem aproximadamente 12 metros alta 18 metros de largura e 54 metros de comprimento.
O chão foi criado a partir de um único bloco de sal e o teto está decorado com lustres sumptuosos de cristal de sal. A construção da capela durou aproximadamente 70 anos.
O sal cinzento de Wieliczka foi descoberto no século XIII, quando os primeiros poços foram escavados. Na Idade Média, a mina de sal chamava-se Magnum Sal (“O Grande Sal”).
Uma vez que este mineral escondido no subsolo tinha um valor inestimável e foi graças ao comércio de sal que numerosas famílias de comerciantes e nobres poloneses adquiriram a sua riqueza. A partir do século XIII, a mineração foi sistematicamente alargada: novas cavernas, esculturas, lagoas, capelas.
Usado por 750 anos, os resorts Wieliczka são únicos. A mina estende-se por nove níveis, o mais profundo dos quais está 327 m abaixo da superfície da terra. A rede de galerias tem atualmente mais ou menos 300 km de comprimento. As 3000 cavernas alcançam 327m de profundidade.
A mina inclui mais de 200 km de corredores e 2.040 instalações num volume total de 7,5 milhões de m3. No subsolo pode encontrar igrejas e capelas, a mais espetacular das quais é definitivamente a dedicada a Santa Kinga (Cunegonda) na Polónia; a capela pode acomodar até 500 pessoas e todos os elementos da decoração interior são feitos de sal.
De valor inestimável é também a coleção de ferramentas de mineração, carrinhos, máquinas, ferramentas e mecanismos de transmissão movidos por animais, recolhidos no Museu das Salinas Cracovian.
A 135 m de profundidade, na caverna do Lago Wessel, também existe um Centro de Tratamento e Reabilitação, destinado a pessoas com problemas de alergia e doenças respiratórias.
Em 1978 a Mina de Sal Wieliczka foi oficialmente eleita Património Mundial da UNESCO.
Por Polônia-viagens
21/06/2023
Comboio no túnel de Arnozelo - Linha do Douro 🚂
📸 Carlos Froufe
21/06/2023
Se o calor te incomodar, plante uma árvore.
Se a chuva te incomodar, plante uma árvore.
Se você gosta de frutas, plante uma árvore.
Se você gosta de pássaros, plante uma árvore.
E se você gosta da vida, plante muitas árvores.
05/01/2023
As crianças até aos 2 anos, estão em contacto com o digital 50 minutos por dia. Entre os 2 e os 8, duas horas e quarenta cinco. Entre os 8 e os 12 anos, quatro horas e quarenta e cinco minutos. E entre os 13 e os 18, sete horas e quinze minutos*. A internet e os videojogos não têm como não fazer parte da vida dos nossos filhos. Entretêm-nos. “Sossegam-nos”. Deixam-nos quietos e calados. As escolas incentivam o uso do digital. Nos recreios, o digital é preferido ao convivo, à conversa ou aos jogos. Nos restaurantes, convida-se a que as crianças se entreguem ao digital. E até as refeições são invadidas pelo digital. Tornará o digital os nossos filhos mais aptos e mais capazes? Esta ideia deles serem nativos digitais acrescenta-lhe capacidades ou compromete muitos dos recursos que eles têm? Serão os nativos digitais melhores alunos na matemática? E no português? Serão mais expeditos, mais capazes e mais autónomos? Não…
O digital dá-lhes acesso à mais fantástica enciclopédia do mundo. E, através dos videojogos, a problemas matemáticos, que requerem lógica e raciocínio abstracto. O digital traz-lhes a comunicação em tempo real. Mas será que a forma como o digital ganha espaço e mais espaço na vida deles os torna mais competentes para pensar? Não! Estarem num permanente zapping entre aplicações faz com saltitem, de forma impulsiva, entre conteúdos atractivos que são, rapidamente, descartáveis. Escreverem com abreviaturas não os torna mais capazes de usarem a palavra falada e a palavra escrita, de forma clara. Torna-os mais iliteratos. Viverem debruçados sobre o digital torna-os menos sagazes. Mais virados sobre si próprios. Menos sensíveis. E mais sós!
Será estranho que, depois disto, muitos dos grandes promotores do digital, pelo mundo fora, proíbam os seus filhos de o usarem amiúde ou que já haja países que olhem para o volume de consumo de videojogos pelas crianças como um novo perigo, que referenciam? Será que é um alarme sem sentido que se diga que corremos o risco dos nossos filhos estarem a tornar-se, devagarinho, menos inteligentes que os pais e que somos nós que lhes damos alguns dos instrumentos que os põem em perigo?
18/10/2022
Nem sempre os nossos filhos, quando crescem, entendem a falta que nos fazem, quando saem de casa. Não é tanto porque ela, sem eles, f**a mais silenciosa. Nem por deixarmos de estar preocupados, a olhar para as horas, à espera que eles cheguem. É, sobretudo, porque - ao passarmos pelo seu quarto, à noite - deixamos de ter a graça de os ver a dormir.
Eu acho que ninguém entende, como devia, o bem que nos faz ver um filho a dormir! Um filho, a dormir, não é um anjo. É muito mais! A beatitude e a beleza do seu rosto faz com que o tempo pare, ali, às nossas mãos. E o encanto que nos dá deixa-nos supor que uma tão infindável serenidade só é possível por ele se confiar, sem reservas e sem medo, à nossa guarda. E esse furor que, devagarinho, nos leva ao céu, silenciosamente - só de o olharmos, quase a sorrir - deixa que se perceba que, afinal, a perfeição se faz de coisas simples e pequenas.
Ver um filho, seguro, no escuro, a dormir, bem fundo, faz até nós o Céu inteiro. Ao mesmo tempo que nos convence a sermos, de rompante, outra vez, frágeis, amigos íntimos do encantamento e pequeninos. E ajuda a sentir que o mundo, por mais virado do avesso que pareça, perante a estranha beleza de um filho, quando dorme, é o lugar mais perto da perfeição a que se chega.
A graça de ver um filho a dormir faz com que, a partir daquele sítio, tudo o mais (que parece esdrúxulo e fundamental) se resuma a muitos quase-nada. Que, ao pé do Céu, faz de nós Deus. E daquela noite o tempo inteiro.