CENA MÚLTIPLA
Em 1993, Helena Peixinho inicia os Ateliers Jovens, rebatizados Cena Múltipla em 1996. A Cena Múltipla é uma oficina teatral para adolescentes e um projecto da Associação Cultural O Mundo do Espectáculo que conta actualmente com a colaboração de Francis Seleck, Catarina Pé Curto e Pedro d’Orey. A Cena Múltipla desenvolve um trabalho pedagógico e artístico que aposta na imaginação e propõe um espaço de liberdade, criação, experimentação e desenvolvimento de uma prática teatral e artística contínua. Procura incentivar a um melhor conhecimento do mundo do teatro, das expressões artísticas, de si próprio, e aposta numa aprendizagem que permite aos adolescentes integrar um projecto colectivo, estimular o seu espírito crítico e encontrar uma voz própria. A Cena Múltipla é um espaço aberto à imaginação, respeitador das particularidades individuais de cada um e tendo como objectivo concreto a realização conjunta de um espectáculo a apresentar. Ao longo de mais 20 anos, a Cena Múltipla trabalhou autores como Edward Bond, Karl Valentin, Daniil Harms, Henri Michaux, Farid Uddin Attar, Arthur Rimbaud, Fernando Pessoa, Daniel Sampaio, Valère Novarina, Ésquilo, Charles Reznikoff, Gonçalo M. Tavares, o Conde de Lautréamont e textos escritos por jovens autores do grupo (Inês Francisco Jacob e João Pedro Mamede entre outros). No Festival Sementes (Almada), a Cena Múltipla participou com “É preciso imaginar Sísifo feliz” (2016), “Os mortos não bebem chá” (2017), “Os chefes, os auxiliares e os outros” (2018) e “Os cantos de Maldoror (incursões)” (2019)
A Cena Múltipla produziu “ A 20 de Novembro” de Lars Norén com João Pedro Mamede (2011) e “A Inquietude” de Valère Novarina com Eduardo Breda (2016), em coprodução com os Artistas Unidos. No Teatro da Politécnica, apresentou “Holocausto – fragmentos” de Charles Reznikoff (2016) e “Os mortos não bebem chá” com textos de Daniil Harms (2017).