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Fala-me Neuro “Fala-me Neuro” é um projeto de comunicação de ciência em português! Junta-te a nós!

👑No dia 5 de outubro de 1910, Portugal passou por uma grande mudança política: a Monarquia chegou ao fim e foi implantad...
05/10/2026

👑No dia 5 de outubro de 1910, Portugal passou por uma grande mudança política: a Monarquia chegou ao fim e foi implantada a República. Mudaram-se os ideais políticos e sociais da época e estes permanecem até aos dias de hoje. Mas como é que isto acontece? E por que é, afinal, tão difícil mudar de ideias?

🤔 Quando somos confrontados com uma informação contrária ao que acreditamos, não é fácil para o nosso cérebro agir de forma totalmente racional e imparcial. Crenças ligadas aos nossos valores, à identidade ou à forma como vemos o mundo são bastante resistentes à mudança.

💭Um estudo mostrou que pessoas confrontadas com argumentos contrários às suas crenças, neste caso, políticas, tinham maior atividade na Rede de Modo Padrão (em inglês, Default Mode Network) uma rede cerebral envolvida na forma como nos vemos, com pensamentos internos e na autorreflexão. Observou-se também que crenças políticas são mais difíceis de “quebrar” do que crenças não políticas.

🧐Isto significa que estamos condenados a ficar presos às nossas ideias, especialmente quando se trata de política? Não. Mudar de opinião faz parte da capacidade de atualizar aquilo que pensamos à medida que recebemos nova informação. Uma investigação recente sugere que a forma como os argumentos nos são apresentados (de forma coerente e lógica) pode influenciar a maneira como avaliamos a sua qualidade e levar a uma mudança gradual de determinadas crenças.

👂Talvez, por isso, mudar de ideias não seja simplesmente uma questão de encontrar o argumento perfeito. É também sobre saber ouvir e conseguir olhar para uma ideia sem sentir que, ao questioná-la, estamos necessariamente a questionar quem somos.

❔E tu? Lembras-te de alguma vez teres mudado de opinião depois de descobrires uma informação que não esperavas?



Referências:
https://bit.ly/3TM6xmP
https://bit.ly/3TNJ0ls
https://bit.ly/4ydelNz

😣Já imaginaste que uma dor de cabeça pode, nalguns casos, ser o primeiro sinal de um AVC? Embora seja pouco frequente, a...
02/10/2026

😣Já imaginaste que uma dor de cabeça pode, nalguns casos, ser o primeiro sinal de um AVC? Embora seja pouco frequente, a TVC é um tipo de AVC que acontece quando se forma um trombo nas veias ou seios venosos da dura-máter, estruturas que drenam o sangue do cérebro.

🩸Ao interferir na drenagem normal do sangue, o trombo pode levar ao aumento da pressão intracraniana, dificultando o funcionamento do sistema nervoso central. A manifestação mais comum é a dor de cabeça, podendo também surgir alterações da visão, convulsões, alterações da força ou outros sintomas neurológicos.

🤰Curiosamente, esta doença cerebrovascular apresenta uma particularidade: afeta sobretudo pessoas jovens e, entre os adultos, as mulheres representam a maioria dos casos. Este padrão está relacionado, em parte, com fatores hormonais e situações que aumentam transitoriamente o risco trombótico, como a gravidez, o período pós-parto (puerpério) e o uso de alguns contracetivos hormonais.

📄Existem ainda outros fatores de risco identificados, como algumas alterações hereditárias do sistema de coagulação, doenças inflamatórias/autoimunes, infeções na cabeça e pescoço e neoplasias. O diagnóstico requer exames de imagem crânioencefálica, como veno-TC ou ressonância. Quando identificada, a TVC pode ser tratada com medicamentos anticoagulantes; o diagnóstico precoce é fundamental para reduzir o risco de complicações; na maioria dos casos, esta é uma doença com bom prognóstico.

👨‍⚕Apesar de ser rara, conhecer esta doença é importante, sobretudo porque a sua apresentação inicial pode mimetizar outros problemas mais comuns. Relembrar que uma dor de cabeça persistente ou diferente do habitual, especialmente quando acompanhada por outros sintomas neurológicos, merece sempre uma avaliação médica detalhada.



Referências:
https://bit.ly/4xADnEZ
https://bit.ly/46wfyDn
https://bit.ly/3UX0Nak

⚡️A Epilepsia resulta de descargas elétricas anómalas de uma ou várias áreas cerebrais, provocando crises epiléticas. ...
25/09/2026

⚡️A Epilepsia resulta de descargas elétricas anómalas de uma ou várias áreas cerebrais, provocando crises epiléticas. A frequência e a intensidade destas crises podem variar de doente para doente. Designa-se epilepsia refratária quando os doentes mantêm crises apesar de medicados com 2 ou mais fármacos anticrise epiléptica. Cerca de 1/3 dos doentes com epilepsia apresenta epilepsia refratária. Nestes casos, é importante fazer uma avaliação multidisciplinar em Centros de Referência para verificar se beneficiam de terapêuticas cirúrgicas, como a neuromodulação com estimulação do nervo vago.

🥼O estimulador do nervo vago é utilizado em doentes sem indicação para outro tipo de cirurgia de epilepsia, nomeadamente a cirurgia cerebral. O estimulador inclui um elétrodo, que é colocado em torno do nervo vago, no pescoço, e uma bateria, que é colocada por baixo da pele, na região abaixo da clavícula.

🧠Através do estimulador são aplicados estímulos elétricos no nervo vago que são transmitidos ao cérebro e melhoram a epilepsia.

📉A resposta ao estimulador do nervo vago é diferente entre doentes, não havendo forma de prever o resultado antes da cirurgia. Cerca de metade dos doentes tem uma redução do número e intensidade das crises para metade relativamente ao padrão inicial, sendo raros aqueles que ficam sem crises. A maioria dos doentes continua a precisar de medicação após a cirurgia. O internamento para cirurgia geralmente é de 2 dias. O estimulador é ligado 15 dias após a colocação e o seu benefício pode aumentar pelo menos até 2 anos após a cirurgia. As baterias duram em média 3 a 5 anos, sendo necessária nova cirurgia para a sua substituição. No geral, importa destacar que a eficácia desta modalidade terapêutica é variável entre doentes e é essencial manter um bom seguimento médico.



Referências
https://bit.ly/3Ta4SY2

💊Medicamentos como o Ozempic (nome comercial), cujo princípio ativo é a semaglutida, têm tido um uso crescente nos últim...
23/09/2026

💊Medicamentos como o Ozempic (nome comercial), cujo princípio ativo é a semaglutida, têm tido um uso crescente nos últimos anos. Em Portugal, este fármaco está aprovado para o tratamento da diabetes mellitus tipo 2 (DM tipo 2) associada a obesidade e/ou risco elevado de doença cardiovascular. Mas o que sabemos sobre os seus efeitos no cérebro?

🍴A semaglutida é um agonista dos recetores da hormona GLP-1, ou seja, imita a sua ação. Esta hormona GLP-1 é produzida no intestino, pâncreas e tronco cerebral em resposta à ingestão de alimentos. A ativação dos seus recetores estimula a libertação de insulina, melhora o controlo glicémico e aumenta a saciedade, promovendo a perda de peso.

🧠Os recetores da GLP-1 estão também presentes no sistema nervoso central, incluindo no hipocampo e no córtex cerebral, regiões chave para a cognição. Em modelos animais e celulares, os agonistas GLP-1 revelaram efeitos benéficos para o cérebro, aumentando a sobrevivência neuronal e a plasticidade sináptica. Observou-se também uma redução da acumulação cerebral das proteínas β-amilóide e tau hiperfosforilada, alterações comuns da doença de Alzheimer (o tipo mais comum de demência).

🗂️A DM tipo 2 está associada a um risco acrescido de demência em cerca de 48%. Estudos recentes em doentes diabéticos tipo 2 estimam que os agonistas GLP-1 poderão reduzir até 53% esse risco. Contudo, estudos em pessoas com doença de Alzheimer, não mostraram benefícios cognitivos. Isto indica que a janela de administração dos agonistas GLP-1 poderá ser determinante para os seus efeitos.

🔬Embora a evidência atual seja encorajadora, são necessários mais estudos
robustos para definir o potencial dos agonistas GLP-1 na prevenção da demência.

❔Poderão estes fármacos ajudar a combater outras doenças neurológicas?



Referências:
https://bit.ly/4r8LsiN
https://bit.ly/4gZzsLJ
https://bit.ly/3Vrrow6

📺Se já viste Otimize a Sua Saúde: Os Segredos do Seu Intestino, da Netflix, provavelmente percebeste que o intestino faz...
19/09/2026

📺Se já viste Otimize a Sua Saúde: Os Segredos do Seu Intestino, da Netflix, provavelmente percebeste que o intestino faz muito mais do que apenas digerir alimentos. Mas conheces a ligação que tem com o cérebro?

🧠O eixo intestino-cérebro descreve a comunicação bidirecional entre os sistemas gastrointestinal e nervoso. Esta ligação acontece através de várias vias, como o nervo vago, o sistema nervoso autónomo, hormonas e moléculas produzidas pela microbiota intestinal. Ou seja, o cérebro pode influenciar o intestino — e o intestino também envia informação ao cérebro.

😤Um exemplo simples? Em períodos de maior stress, podem surgir alterações no apetite, desconforto abdominal ou mudanças no trânsito intestinal. Por outro lado, fatores como a alimentação, o sono, a atividade física e a microbiota também podem influenciar os sinais que chegam ao sistema nervoso. Uma alimentação variada e rica em fibra, hidratação adequada, atividade física, sono regular e estratégias de gestão do stress contribuem para a saúde global, incluindo a gastrointestinal.

▶Ao longo de cerca de 1h20, o documentário acompanha quatro pessoas com experiências diferentes relacionadas com alimentação e saúde intestinal. Através dos seus casos, explora temas como a microbiota, a diversidade alimentar e a relação entre o intestino e o bem-estar. Entre testemunhos, especialistas e animações, apresenta conceitos científicos de forma leve, visual e acessível.

💭Ou seja, com este documentário aprendemos que cérebro e o intestino não funcionam isoladamente: estão em diálogo permanente. Talvez o “frio na barriga” ou as famosas “borboletas no estômago” sejam bons lembretes de que esta ligação é mais real do que parece!



Referências:
https://bit.ly/3URzAWe

https://bit.ly/3SpDmFL

https://bit.ly/3SNYw0j

🚶Sentes que às vezes te custa dar o primeiro passo para a realização de uma certa tarefa? 🐒Uma equipa da Universidade de...
15/09/2026

🚶Sentes que às vezes te custa dar o primeiro passo para a realização de uma certa tarefa?

🐒Uma equipa da Universidade de Quioto no Japão identificou, em macacos, um circuito cerebral que controla o início de uma tarefa quando esta envolve algo desagradável. A descoberta ajuda a explicar um fenómeno familiar: sabemos o que queremos fazer, mas, perante esforço ou desconforto, custa-nos dar o primeiro passo - a chamada procrastinação!

🔗O circuito liga duas regiões profundas do cérebro: o estriado ventral e o pálido ventral. Os investigadores testaram em macacos tarefas nas quais estes tinham de escolher uma recompensa ou uma recompensa acompanhada de punição (pequenos jatos de ar dirigidos à face).

📈Perante a segunda escolha, a actividade destas regiões cerebrais aumentava enquanto a motivação para iniciar a tarefa diminuía. Quando os cientistas inibiram selectivamente este circuito, a motivação para começar foi recuperada, sem mudar a forma como os macacos avaliavam o valor da recompensa.

🛑Este estudo sugere que “querer” um objectivo e “começar a agir” são processos essencialmente diferentes. O cérebro não avalia apenas se a recompensa é atractiva, mas também pondera os custos do caminho até obtê-la. O circuito parece funcionar como um travão, reduzindo o impulso para iniciar uma ação perante condições indesejáveis.

🧠A investigação mostra ainda que o estriado ventral responde rapidamente aos sinais desagradáveis, enquanto a actividade do pálido ventral diminui mais lentamente, sugerindo uma integração progressiva desses sinais.

🤔Esta descoberta oferece, assim, uma nova pista para compreender a procrastinação e a avolição, ou seja, a dificuldade em iniciar comportamentos, normalmente associada a condições como a ansiedade e a depressão. Interessante, não acham?

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Referências:
https://bit.ly/4dxccDU
https://bit.ly/4A8npog

😣Os bloqueios de nervo periférico (BNP) têm ganho destaque como  estratégia terapêutica na abordagem aguda e preventiva ...
05/09/2026

😣Os bloqueios de nervo periférico (BNP) têm ganho destaque como estratégia terapêutica na abordagem aguda e preventiva de diversos tipos de cefaleia (dor de cabeça). São uma técnica minimamente invasiva, consistindo na administração de um anestésico local (ex: lidocaína), o qual pode ser combinado com um corticóide.

⛔O grande nervo occipital (GON) é o alvo mais frequentemente utilizado, podendo também ser realizados bloqueios dos nervos pequeno occipital, supraorbitário, supratroclear e auriculotemporal. Entre as diferentes cefaleias, esta estratégia tem sido amplamente utilizada na enxaqueca, cefaleia em salvas, hemicrânia contínua, e nevralgias cranianas. No caso particular da enxaqueca, um dos tipos mais comuns de cefaleia, esta modalidade terapêutica tem resultados eficazes tanto na gestão de crises graves como no estado de mal migranoso, podendo ser aplicada no contexto de serviço de urgência. Na gravidez, dadas as limitações terapêuticas na escolha de fármacos, importa salientar que o bloqueio do GON com lidocaína constitui uma alternativa segura e eficaz.

❓Mas qual é o mecanismo de ação dos BNP? Pensa-se que podem ter efeitos tanto a nível do sistema nervoso periférico como do central. A nível periférico, interrompem o input aferente nociceptivo para o complexo trigemino-cervical, reduzindo a sensibilização periférica à dor e à inflamação neurogénica. A nível central, modulam a atividade do sistema trigemino-vascular, diminuindo a sensibilização central à dor. Os efeitos adversos mais frequentes são dor ou dormência no local da injeção, sendo a alopécia e a lipotrofia cutânea outros efeitos possíveis, sobretudo quando existe adição de corticóide. No geral, os BNP são considerados seguros e bem tolerados.



Referências

https://bit.ly/4xMmhEK
https://bit.ly/4xcbaF9
https://bit.ly/4gaI5E9

🛋Já te aconteceu adormeceres no sofá sem dificuldade, mas, mal vais para a cama, ficas completamente desperto? A explica...
02/09/2026

🛋Já te aconteceu adormeceres no sofá sem dificuldade, mas, mal vais para a cama, ficas completamente desperto? A explicação está na forma como o cérebro associa determinados locais a comportamentos específicos.
⏱A nossa capacidade para adormecer depende de dois mecanismos principais: a pressão do sono (necessidade de dormir), que aumenta à medida que estamos acordados, e o relógio biológico, que regula os períodos de vigília e de descanso (o chamado ciclo circadiano). Mas existe um terceiro fator igualmente importante: a aprendizagem. O cérebro cria associações entre ambientes e comportamentos através de um processo conhecido como condicionamento.
🛏Quando passamos muito tempo na cama sem conseguir dormir, por exemplo, a olhar para o telemóvel ou a pensar nos problemas do dia, o cérebro deixa de associar a cama ao sono e começa a relacioná-la com um estado de alerta. Em vez de funcionar como um sinal para descansar, a cama transforma-se num estímulo que promove a vigília.
😴É precisamente por isso que uma das estratégias mais eficazes para combater a insónia é surpreendentemente simples: se passarem cerca de 20 a 30 minutos e continuares sem sono, levanta-te da cama! Vai para outra divisão, faz uma atividade calma, com pouca luz e sem ecrãs, como ler algumas páginas de um livro ou ouvir música relaxante. Só deves regressar à cama quando voltares a sentir sono.
💤Esta estratégia ajuda a "reeducar" o cérebro, reforçando a associação entre a cama e o ato de dormir. Com o tempo, o organismo reaprende que aquele espaço serve para descansar e não para estar acordado, preocupado ou frustrado.
🛌Embora possa parecer contraintuitivo, permanecer na cama a lutar contra o sono tende a aumentar a ansiedade e a dificultar ainda mais o adormecer. Por vezes, a melhor forma de dormir é, precisamente, deixar de tentar forçar o sono.
🧠Resumindo: se o sono não aparecer, levanta-te! O teu cérebro vai agradecer e, a longo prazo, a tua qualidade de sono também.



Referências:
https://bit.ly/4eEowSK
https://bit.ly/3QXXu0G
https://bit.ly/4exzZmT

❎Errado! A verdade é que o cérebro infantil ainda está a desenvolver as ferramentas cerebrais necessárias para aprender ...
19/08/2026

❎Errado! A verdade é que o cérebro infantil ainda está a desenvolver as ferramentas cerebrais necessárias para aprender a medir e refletir sobre o tempo. Áreas como o córtex pré-frontal maturam lentamente e só mais tarde permitem avaliar a duração de eventos com a mesma consistência que os adultos.

⏳No cérebro humano, existem diferentes regiões envolvidas no processamento temporal: o cerebelo processa intervalos de tempo inferiores a 1 seg, enquanto o córtex pré-frontal e o estriado processam segundos a minutos.

⏱Normalmente, as crianças julgam a duração de um evento com base nas emoções e na intensidade da experiência, não numa “medida objetiva” de tempo. Experiências levadas a cabo para avaliar a perceção de tempo em crianças e adultos, que consistiram em expor estes dois grupos a dois vídeos com durações semelhantes, um com cenas de ação rápidas e outro mais calmo, mostraram que as crianças consideraram o vídeo mais “rápido” como mais longo. Este é um sinal que, para elas, não é o tempo cronológico que pesa, mas sim o impacto emocional e sensorial do que estão a ver.

🧒Existe também evidência científica que mostra que o nosso cérebro processa o tempo de modo diferente à medida que envelhecemos. A perceção subjetiva do tempo acelera: para um adulto, dias, meses ou anos parecem “passar a voar”, enquanto para uma criança os mesmos períodos podem parecer muito mais longos.

🛴No geral, as crianças vivem muito mais no presente. Quando estão a brincar, perdem a noção do tempo, mas quando esperam algo com entusiasmo, cada segundo parece transformar-se em minutos. Já os adultos distribuem o seu tempo em função de tarefas e preocupações, o que leva a uma perceção mais “estável”, mas também mais apressada.

😁Curioso, não acham?



Referências:
https://bit.ly/4rCmtnW
https://bit.ly/3M4YKwt
https://bit.ly/4arkHzJ
https://bit.ly/4osVSXo
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📖Hoje temos uma sugestão leve! O livro “Nudge: Como tomar melhores decisões”, publicado em 2008 por Richard H. Thaler e ...
11/08/2026

📖Hoje temos uma sugestão leve! O livro “Nudge: Como tomar melhores decisões”, publicado em 2008 por Richard H. Thaler e Cass R. Sunstein, tornou-se uma referência na forma como entendemos a tomada de decisões. A ideia central é simples: pequenas alterações na forma como as opções nos são apresentadas podem influenciar as nossas escolhas sem que nos apercebamos disso. A este “empurrão subtil” os autores chamam de “nudge”.

🤔Mas por que é que estes pequenos incentivos funcionam? A resposta está, em grande parte, na forma como o cérebro processa a informação. A neurociência mostra que nem sempre tomamos decisões de forma totalmente racional. Na verdade, grande parte das nossas escolhas ocorre de forma automática, rápida e quase inconsciente. Isto acontece porque o cérebro tende a recorrer ao pensamento automático sempre que possível para poupar energia.

🍬É precisamente aqui que os “nudges” entram em ação. Em vez de mudarem as opções disponíveis, alteram apenas a forma como essas opções nos são apresentadas. Por exemplo, já pensaste por que é que os supermercados colocam as guloseimas à saída, junto das caixas de pagamento?

🧠Áreas cerebrais como o córtex pré-frontal, a amígdala e o estriado, responsáveis pela tomada de decisão, pela recompensa e pelo controlo de impulsos, desempenham um papel importante na forma como o cérebro é influenciado pelos “empurrões” do dia a dia.

🆗Mas até que ponto é aceitável influenciar as escolhas das pessoas, mesmo quando isso é feito para promover comportamentos mais saudáveis? Os autores do livro defendem que estes incentivos devem ser transparentes e respeitar sempre a liberdade de escolha.

😁No fundo, este texto também foi um “nudge”. Se agora ficaste com vontade de ler o livro... Continua a ser uma decisão tua, mas talvez te tenhamos aguçado a curiosidade!



Referências:
https://bit.ly/44MbwWJ
https://bit.ly/4fAwJrk

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