25/05/2026
BATALHA COM FUTURO?
A Batalha é um concelho geograficamente bem localizado, que viveu á sombra do seu imponente Mosteiro durante muitos anos, gerando a partir de 2015, uma estagnação em quase todos os seus segmentos, por força da revisão do PDM.
A partir de 2021, avaliaram-se diversas situações, que se constituíssem como âncoras de desenvolvimento, como era o caso da possibilidade de reconstrução das antigas Termas Salgadas da Batalha, fundadas em 1940 e extintas no final da década de 60.
A concretizar essa possibilidade, teríamos as únicas Termas de água salgada do País. Essa pretensão da parte do Município da Batalha, iniciou-se em 2009, com a assinatura de contrato de exploração do furo de água termal no mesmo local onde existiram as Termas. A partir daí houve alguns contatos com a DGEG- Direção Geral de Energia e Geologia, com maior incidência em 2025, que exigia a construção de um balneário para te**es com voluntários para sustentar um estudo médico, que comprovaria a qualidade da água termal.
De referir que as indicações terapêuticas das termas eram para o tratamento de vias respiratórias, doenças musculo-esqueléticas e de dermatologia.
Apresentada a avaliação deste projeto em reunião de Câmara no sentido desta avançar com a concretização deste projeto, veio a maioria apresentar posteriormente um orçamento na ordem dos 5 milhões (!?) para que as Termas pudessem funcionar.
Perante esta proposta, os vereadores da Oposição, solicitaram a uma empresa da especialidade um orçamento para um balneário provisório, cuja estrutura modular seria reaproveitada posteriormente, bem como os equipamentos reintegrados no futuro balneário, com o valor de cerca de 280 mil euros a que se acresceria o valor das análises a realizar, os custos do estudo médico e de um novo furo, conforme exige a DGEG..
Porquê esta disparidade?
No nosso entender, devia a Câmara avançar com o estudo médico em balneário provisório, para em consequência obter o respetivo licenciamento, condição essencial para atrair investidores para a construção de um hotel incorporando o balneário termal.
Ninguém vem investir, sem saber se o projeto é aprovado pelas entidades competentes. Todos percebem isto…
Da experiência verificada noutras termas do País, o modelo terá que passar pela gestão privada, mediante procedimento publico que permita rentabilizar o furo concessionado ao Município.
A maioria submeteu uma proposta que teve o voto CONTRA da Oposição, aprovando a desistência do contrato de exploração do furo, perdendo-se assim um ativo importante do Município.
Outros concelhos estão a desenvolver processos de licenciamento para passarem a ter Termas, mas de água salgada só há condições na Batalha.
É uma oportunidade perdida que lesa os interesses dos Batalhenses…
E assim se vai desconstruindo uma Batalha com melhor futuro…