Joyce Barsotti Cunha

Joyce Barsotti Cunha

Delen

DIDÁTICA PARA INFOPRODUTORES -
Nós ajudamos infoprodutores a serem levados a sério

07/06/2025

Sobre a lógica torta das coisas simples

O portão já estava cheio. Criança no carrinho, gente com mochila do tamanho de um airfryer industrial, casal discutindo baixinho. E lá estava ela: zona 4, bilhete na mão, ouvidos em alerta.

— Chamando agora os passageiros da zona 1 — disse a voz monótona no microfone.

A moça de salto 12 e blazer bege passou feito celebridade no tapete vermelho. Zona 1 entrou. Depois veio a zona 2, com seus fones de ouvido sem fio e cara de quem sabe o que está fazendo. Zona 3. A turma dos “quase lá”. Ela seguia esperando.

Até que enfim:

— Passageiros da zona 4, por favor…

Ela se levantou. Respirou fundo. Segurou a mala e atravessou a ponte de embarque. Mas o que encontrou na aeronave foi um corredor parado, travado por um senhor da zona 1 tentando levantar a mala no bagageiro enquanto equilibrava um copo de café e uma revista de palavras cruzadas.

Lá no fundo do avião, o assento dela sorria. Mas até chegar lá, teve que assistir a uma coreografia descoordenada de cotovelos, mochilas e desculpas sussurradas. Tudo porque quem entra primeiro… atrapalha quem vem depois.

Na cabeça dela, uma pergunta:
“Por que não embarcam do fundo pra frente?”

Na cabeça da companhia aérea, uma lógica diferente:
“Quem pagou mais, entra primeiro.”

Ela finalmente sentou. Olhou pela janelinha.
E pensou que talvez, na próxima viagem, fosse ela a desfilar na zona 1, só pra ver como é a sensação de atrapalhar os outros com classe.

13/04/2025

Parecem só conversas.

Mas é muito mais do que isso.

É riso e choro.

É memória e descoberta.

É um reencontro que só foi possível porque, dessa vez, a gente se escolheu.

Photos from Joyce Barsotti Cunha's post 03/04/2025

Tecnologia e aprendizagem: há limites?

Vivemos tempos em que tudo pode ser simulado. Rostos, vozes, emoções. Há ferramentas que escrevem, falam, desenham. Que aprendem com velocidade assustadora. E agora, até a delicadeza dos estúdios Ghibli — que sempre nos lembraram da beleza do ordinário, da poesia no silêncio e da força das coisas simples — está sendo reproduzida por robôs que jamais viveram a infância, jamais sentiram saudade, jamais souberam o que é chorar de verdade.

Pode até ser bonito de ver. Mas um olhar mais cuidadoso faz perceber que falta alma.

E na aprendizagem, o risco é o mesmo: acharmos que basta acesso à informação, que basta conteúdo. Que basta uma inteligência artificial para substituir o que é, na verdade, insubstituível: o olhar de quem ensina, a escuta de quem guia, a sabedoria de quem viveu.

Há também uma questão ética que não pode ser ignorada: o que estamos fazendo quando copiamos, sem contexto nem vivência, algo que levou décadas para ser desenvolvido? Algo que carrega a história, a dor, a cultura e a sensibilidade de quem criou?

Quando uma máquina imita uma obra essencialmente humana, não estamos só acelerando um processo — estamos esvaziando seu sentido.

A tecnologia é ferramenta, não autora. É ponte, não destino. É meio, não essência.

Não podemos deixar que o encantamento pela máquina nos afaste daquilo que realmente transforma: a troca humana, o afeto, a presença, a dúvida que vira pergunta, a história que se entrelaça com a nossa e nos ensina mais do que qualquer algoritmo poderia prever.

Porque no fim, o que nos move não é a performance perfeita, mas a imperfeição autêntica de quem se permite aprender e ensinar com verdade.

Photos from Joyce Barsotti Cunha's post 23/05/2024

Eu sempre digo: TUDO COMUNICA!

Muita gente tem se perguntado se o vestido usado por foi um ato político ou apenas uma coincidência.

Se você não sabe do que eu estou falando, explico:

Cate Blanchett deu o que falar no Festival de Cannes, na estreia do filme “The Apprentice”. O vestido que ela usou gerou muitos comentários, especialmente porque, durante as fotos oficiais, a atriz segurou a cauda do vestido preto e branco para mostrar seu interior. Isso fez com que a cor verde da cauda ficasse evidente e em contraste com o vermelho do tapete, lembrando a bandeira da Palestina.

Embora Blanchett não tenha feito um pronunciamento oficial, seu gesto foi claramente interpretado como uma declaração política. Seu histórico de apoio a diversas causas, incluindo a Palestina e a desigualdade de gênero na indústria do cinema, reforça essa interpretação.

Mesmo que fosse coincidência, porém, cabe lembrar: a comunicação não depende apenas da intenção do emissor, mas também da interpretação do receptor no contexto.

A comunicação eficaz vai além das palavras; é sobre o impacto e a mensagem percebida.

Cate Blanchett, consciente do poder das imagens e dos símbolos, usou o tapete vermelho como uma plataforma para expressar suas convicções.

Esse episódio destaca como nossas ações e escolhas comunicam mensagens poderosas, intencionais ou não, e a importância de sermos conscientes do que transmitimos.

21/05/2024

[desabafo]

Faz tempo que não apareço por aqui. E isso tem uma razão: preguiça.

Você também sente falta dos tempos em que o IG era sobre fotos espontâneas e conteúdos despretensiosos? Era tudo tão solto, fluido, sem aquele constante “clique aqui” ou “inscreva-se agora”.

Ultimamente, estou desanimada e sem paciência com essa rede social. Não é só pela dificuldade de trazer minha essência mais livre e conceitual por aqui, mas também pela frustração de consumir conteúdo.

Estou cada vez mais seletiva com os perfis que sigo, evitando aqueles que só querem vender algo no final. Sinto que o Instagram virou uma grande, disfarçada e cansativa versão das Páginas Amarelas (quem lembra?). Parece que ninguém mais posta algo só pelo prazer de compartilhar um pedaço de si, da sua vida, do que o inspira.

As histórias não são mais para mostrar quem você é, mas sim para provar sua competência e incentivar a compra. Tudo tem uma intenção oculta.

Cansativo, não acha?

Não estou sugerindo que a gente deva postar memes o tempo todo (socorro!). É preciso equilíbrio.

Claro que todos aqui querem vender algo, seja sua influência ou produtos. Mas é sufocante não ter um momento de respiro, um espaço para o aleatório, para a vida real. Tudo virou uma vitrine de vendas disfarçada de conteúdo.

Por isso, tenho refletido sobre meu papel aqui e como quero me posicionar. Observar meu comportamento e sentimentos, assim como os das pessoas ao meu redor e das que admiro, tem sido um excelente guia. Meu público reflete o que sinto e penso. Atraímos pessoas com quem nos identificamos.

Quero compartilhar mais de mim mesma, de maneira genuína e autêntica, criando um espaço onde a inspiração e a espontaneidade possam florescer. Quero resgatar a essência do que realmente importa.

Acredito que, juntos, podemos transformar esse espaço em algo mais verdadeiro e inspirador.

Como você se sente sobre isso?

Vem comigo?

08/02/2024

Ter muito conhecimento sobre algo não te torna automaticamente um bom professor.

Ensinar é uma arte que exige empatia, paciência e capacidade de se conectar com o outro.

É importante lembrar que cada pessoa aprende de forma diferente. O que funciona para um, pode não funcionar para outro. Por isso, um bom professor adapta sua abordagem às necessidades de cada aluno.

✨ Ensinar não é apenas transmitir informações, mas sim inspirar, motivar e criar um ambiente propício ao aprendizado.

❤️ Se você tem paixão por um determinado assunto e deseja compartilhá-lo com o mundo, lembre-se: a jornada do ensino é tão importante quanto o conhecimento em si.

Photos from Joyce Barsotti Cunha's post 06/02/2024

Pronta pra começar a planejar suas aulas online?

05/02/2024

A jornada para criar infoprodutos de sucesso não se resume apenas à expertise em seu nicho. A chave para conquistar e encantar seu público está em uma habilidade essencial: a inteligência emocional.

É importante compreender os desejos, frustrações e necessidades do seu público. A inteligência emocional te permite decifrar o código emocional por trás das demandas, te conectando com seus alunos em um nível mais profundo.

Também é possível criar conteúdos que não apenas informam, mas também inspiram, motivam e emocionam. Seus infoprodutos se tornam experiências transformadoras, gerando engajamento e fidelidade.

A comunicação se torna autêntica e empática, criando uma ponte de confiança entre você e seu público. Por meio da inteligência emocional, você constrói relacionamentos sólidos que vão além da venda, nutrindo uma comunidade vibrante em torno do seu infoproduto.

O mercado digital é dinâmico, e as necessidades do público se transformam constantemente. Com a inteligência emocional aguçada, você identifica essas mudanças com perspicácia e adapta seu infoproduto às novas demandas, garantindo sua relevância e longevidade.

Ao desenvolver sua inteligência emocional, você transcende a mera produção de infoprodutos e se torna um criador de experiências memoráveis, impactando a vida de seus alunos de forma profunda e duradoura.

**Sua jornada de sucesso no mercado digital começa agora.**

04/02/2024

A sensação de liberdade é algo importante pra mim.

É a busca por essa sensação que me faz amar esportes radicais (e parques de diversão com montanhas-russas que viram a gente do avesso).

E eu transcendo essa sensação de liberdade para meu trabalho.

Muitas vezes, as pessoas acham que ter conhecimento mais técnico sobre as coisas vai te engessar, mas é o contrário! É exatamente nesse ponto que temos mais liberdade para ousar e ir além!

É isso que trabalho com meus alunos: sem encaixotar ninguém, desenvolvemos a autonomia, usando ferramentas estruturadas para que todos possam voar alto e cada vez mais longe.

03/02/2024

É muito comum ouvir: “Como faço pra aprender tudo isso? É muita coisa!” Mais comum ainda são as pessoas não terem certeza se estão evoluindo ou não dentro de um curso, principalmente quando não têm algum tipo de acompanhamento mais de perto.

Não existe uma fórmula mágica. O importante aqui é sempre entrar em contato com o conteúdo. Além de estudar e fazer todas as tarefas, é útil ensinar o que está aprendendo a outra pessoa. Quem realmente aprende não é aquele que só escuta, mas sim aquele que ensina.

Quanto mais você se familiariza com as informações, ouvindo, escrevendo e ensinando sobre elas, mais tudo começará a fazer sentido.

Minha mentoria se baseia nisso: identificar as dificuldades e encontrar maneiras de superá-las.

Ter uma boa didática pode parecer complicado, mas na verdade é mais sobre olhar para seu aluno como uma pessoa e menos sobre criar métodos complexos.

Se você tem interesse em fazer uma mentoria comigo, dê uma olhada nos stories, talvez lá você encontre a oportunidade que está buscando.

Não tenha medo de expandir seus horizontes. Inspire. Transforme. 🌱

02/02/2024

No mercado digital, encontramos diversas opções de cursos lindos, com cenário bem estruturado e gravado em altíssima definição.

Porém, muitas vezes a didática é deixada de lado. Nesses casos, o aluno faz a compra encantado mas, quando está dentro do curso, se sente perdido e confuso.

Te convido a pensar sobre isso: quanto tempo você tem dedicado à estrutura didática e às estratégias de aprendizagem do seu infoproduto?

O seu infoproduto está realmente atendendo às necessidades do seu público?

A minha mentoria é voltada a encontrar essas respostas junto com você. Que tal agendar uma conversa introdutória para entender como funciona e dividir comigo a situação atual do seu curso on-line ?

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