28/07/2023
Em uma quarta-feira semi-ensolarada, (26.07.2023) valeram-nos algumas horas para conciliar as aventuras pelo mundo, através da leitura, com um banho de sol ⛅ no recinto do IFP - Chibututuíne.
É que o inverno não foi capaz de impedir o reencontro dos companheiros das habituais viagens livrescas do Clube do Livro. Desta vez, após dias de recesso, foram também formadas duas rodas de conversa, após leituras individuais. Era, afinal, momento de partilha de experiências das nossas aventuras proporcionadas pelas conversas com diversos autores.
Foi marcante, no caso, o comentário feito em relação a leitura do texto de Chiziane, P. *Niketche, _uma história de poligamia*. Um dos membros, após ter lido a obra, não se conformando com o final proposto pela narradora (ou pela autora), decidiu fazer seu próprio final. Incrível é que, para ela, apesar de todos os erros cometidos ao longo da vida, todos merecem uma segunda chance. Foi nessa linha que a história ficou reinventada.
Mas isso não basta, porque o livro em causa levou-nos a outros debates. Mais uma vez, viajamos pelo país todo, do sul, passando pelo centro, ao norte, e, novamente, do norte - ora - centro - ao sul. A própria Chiziane sugeriu esta maratona em Niketche. As diferenças culturais e sua relação com a forma como as relações conjugais são concebidas constituíram objecto de reflexão. Na mesma linha, e inevitavelmente, sobre a questão dos lares, em meio a poligamia, surgiram alguns debates: existem mulheres que sofrem mais que as outras? Ou as outras sofrem mais que aquelas? Que dilema, mas Niketche mostra que quanto mais se lida com outras pessoas, descobre-se que o nosso sofrimento é apenas mais um em meio a tantos... uma excelente oportunidade para entender as relações interpessoais.
O último debate disto saído tem a ver com a relação *nora-sogra*. _Hah, este nunca reúne consenso._ Quem é dono/a de quem? A sogra dona do filho? Ou a nora dona do marido? E então? Vale a pena viver com a esposa (nora) e mãe (sogra) na mesma casa? O que fazer e esperar dessas relações interpessoais? E, no fim, quem deve cuidar da mãe do marido? O próprio filho ou a nora?
Reflexões que nos fazem desejar que a próxima quarta-feira logo chegue. Ansiosos para apimentar o debate com as leituras que vamos fazendo... aliás, a leitura proposta de *Eu, mulher*, também de Chiziane, está em aberto.
_Até lá... boas leituras..._