Investors vs Where They Allocate Investments
The guiding principle for investors is to allocate their business to fertile places.
If today they choose your country, it’s because your country can provide what they need, and on time.
That "fertility" is not natural — it’s a man-made ecosystem.
This is why we see population growth and development rise in certain investments.
Key ideas explained
1. "Fertile places" = countries/regions with good conditions for business: stable laws, skilled workers, infrastructure, market demand, low risk.
2. "Man-made ecosystem" = things humans build: roads, ports, banks, internet, education, government policies, tax incentives. Nature doesn’t create this. People/government do.
3. Why population rises = When investors put money in a place, they create jobs. Jobs attract people. More people = more housing, schools, businesses. So investment areas grow fast.
Micas Zandamela
Philosopher and Teacher. Tries to prove that an African Social solution for African Issues is possible.
A scientific pragmatic approach to locally arising issues.
02/04/2026
Final do Ano do Centro Infantil da Sanana School
22/03/2026
Culmination Program
20/03/2026
5 best students for each class.
23/02/2026
A Economia Política da Sobrevivência: Reflexões sobre o Desenvolvimento em Moçambique
Como indivíduo e moderador deste debate, gostaria de trazer à tona algumas reflexões importantes sobre o desenvolvimento em Moçambique. O texto discute as estruturas de poder e a crise económica e social no país, é um ponto de partida valioso para essa discussão.
Título de Debate Filosófico:
"A Economia Política da Sobrevivência: Como as Estruturas de Poder em Moçambique Influenciam a Crise Económica e Social"
Tese:
As estruturas de poder em Moçambique, caracterizadas por uma elite política e económica que prioriza os interesses próprios em detrimento do bem-estar colectivo, contribuem para a perpetuação da crise económica e social no país, exemplificada pelo encerramento da Mozal e pela gestão questionável de empresas estatais como a Hidroeléctrica de Cahora Bassa.
Argumentos a favor da tese:
- A dominação do parlamento pelo partido no poder pode levar a uma falta de representação dos interesses da população, especialmente dos mais vulneráveis. Por exemplo, em 2020, o partido no poder ganhou 184 dos 250 assentos no parlamento, o que pode limitar a representação de outros partidos e interesses. Como dizia António Gramsci, "A hegemonia é a capacidade de uma classe de impor sua visão de mundo e seus interesses sobre os demais."
- A sociedade civil, incluindo organizações como o Centro para Democracia e Desenvolvimento, tem um papel crucial em pressionar o governo a adoptar políticas mais justas e equitativas. Segundo Michel Foucault, "O poder é exercido de forma difusa e capilar, e a resistência é uma forma de exercício de poder."
- A união dos esforços da sociedade civil pode levar a uma maior consciencialização e mobilização da população em torno dos direitos humanos e da justiça social. Por exemplo, a campanha "Meu Voto, Meu Poder" mobilizou milhares de pessoas em todo o país para exigir mais transparência e responsabilidade no governo. Como dizia Karl Marx, "A luta pela emancipação é uma luta pela liberdade e pela igualdade."
- A criação de taxas sobre as carteiras móveis pode ser vista como uma medida que penaliza os mais vulneráveis, enquanto os verdadeiros responsáveis pela crise económica permanecem impunes. Isso é um exemplo de como o Estado pode exercer sua "violência simbólica" sobre a população, como diria Pierre Bourdieu.
Argumentos contra a tese:
- A aprovação de leis e políticas pelo parlamento é um processo democrático, e o partido no poder tem o direito de implementar suas propostas. Segundo Joseph Schumpeter, "A democracia é um método de governo, não um fim em si mesmo."
- A sociedade civil não é representativa da população como um todo e pode ter interesses próprios que não coincidem com os da maioria. Isso pode levar a uma "tirania da minoria", como diria Alexis de Tocqueville.
- A interferência da sociedade civil pode ser vista como uma tentativa de desestabilizar o governo e criar confusão. Segundo Thomas Hobbes, "O Estado é o Leviatã, e sua autoridade deve ser respeitada."
Perguntas para debate:
- Como podemos garantir que o parlamento seja mais representativo da população e não apenas do partido no poder?
- Qual é o papel da sociedade civil em um sistema democrático e como podemos garantir que suas acções sejam transparentes e responsáveis?
- Como podemos promover um diálogo construtivo entre o governo e a sociedade civil para encontrar soluções para os problemas do país?
- Como podemos romper com as estruturas de poder que perpetuam a crise económica e social em Moçambique?
Para romper com essas estruturas de poder, é importante aprender com as economias europeias, onde o salário é prioridade e a taxação é directa e clara. O Plano de Desenvolvimento deve incluir o ordenamento territorial, definir infraestruturas adequadas que facilitem a vida dos cidadãos e aproximar as empresas da vida dos profissionais. Salários baixos contribuem para a falência de um estado e comprometem a arrecadação de impostos sobre o cidadão.
Recomendações:
- Aumentar a transparência e a responsabilidade no governo, incluindo a publicação de relatórios regulares sobre a gestão financeira do país.
- Fortalecer a sociedade civil e garantir que suas vozes sejam ouvidas no processo de tomada de decisões.
- Implementar políticas que promovam a igualdade e a justiça social, incluindo a reforma do sistema de impostos e a melhoria das condições de trabalho.
- Investir em infraestruturas e serviços públicos que beneficiem a população, incluindo educação, saúde e transporte.
Em conclusão, é fundamental que a sociedade civil continue a pressionar o governo a adoptar políticas mais justas e equitativas, e que o governo seja transparente e responsável em suas acções. O desenvolvimento em Moçambique depende da capacidade de romper com as estruturas de poder que perpetuam a crise económica e social no país.
19/02/2026
Guerra na Ucrânia: neutralidade ou a favor de uma das partes?
Temos seguido, através dos meios de comunicação, as guerras actuais, na Ucrânia, Palestina, Irão e Israel. De forma isolada ou aberta, o que se nota são comentários tendenciosos a tomar partido de cada uma das partes. Por exemplo, a invasão do Iraque em 2003 foi uma violação clara da soberania iraquiana, e a intervenção militar na Líbia em 2011 resultou na morte do Coronel Moamar Kadaffi sem um julgamento justo.
Por um tempo, pensei que ter opinião era muito perigoso, imagine ser acusado de especialista na matéria? Mas o medo não é apoiar um lado e deixar o outro. A África já sofreu ocupação colonial e até agora ainda não se recuperou de estar sob a desvantagem da opinião pública daqueles tempos. Acredito que mesmo as instituições que deviam ter uma voz activa que condene os horrores do colonialismo tinham medo de expressar isso abertamente. Segundo o relatório da ONU, a colonização da África resultou na perda de mais de 100 milhões de vidas e na destruição de economias locais.
Naquele tempo de invasão, era justificável invadir um povo e tirar tudo, deixando só o sofrimento e a dor. Hoje, os horrores da história são cometidos e imediatamente justificados. A guerra na Ucrânia é um exemplo claro disso, onde a Rússia é acusada de agressão, mas também há quem argumente que a OTAN está a provocar a Rússia com a sua expansão para o leste.
As justificações são sempre as mesmas: deposição de regimes autoritários. Mas, de lá para cá, temos seguido comentários divergindo sobre o mesmo tema, acusando-se sobre quem tem direito a opinar ou não. Lê-se nos comentários que: porque a Rússia é agressiva, ela tem que parar a guerra. Porque a Ucrânia não quer a paz, por isso a guerra continua até hoje, porque a OTAN apoia a guerra, porque os EUA são a favor da guerra, pois saem mais fortalecidos e ganhando à custa das guerras.
A verdade é que os inocentes pagam um preço muito alto. E muita retórica nos parlamentos e conferências que não trazem soluções práticas e aplicáveis. O mundo desmorona-se por causa de uma simples discordância. O regresso ao armamento sempre foi um sinal de fraqueza e sempre será. O mundo é rico de matérias-primas e cada país tem o direito de exercer a sua soberania sobre elas.
Estas guerras são feitas na busca de hegemonia de poder, onde qualquer um que tem a mão no gatilho pode reagir. Hoje, as intolerâncias económicas, políticas, culturais e militares cresceram. Já não existe um estado frágil, qualquer um pode responder às provocações ao mesmo nível ou ao nível exacerbado. Segundo o Índice de Paz Global, o número de conflitos armados no mundo aumentou nos últimos anos.
Muitos dizem que os africanos tornaram-se bons entendedores da geopolítica. Eu acho que não existe um melhor entendedor de leis que um recluso. Os reclusos vivem a lei, sentem na pele o que é isso de lei, melhor que aqueles que vivem na liberdade e que nunca foram verdadeiramente confrontados contra a lei. Os negros no Ocidente, por exemplo, entendem muito o que é ser uma pessoa de cor, estudam muito a lei porque é da lei onde começa a sua liberdade, a lei controla toda a sua existência.
Não condeno se a maioria dos africanos não tem boas memórias com o Ocidente, isso vem do facto de que o Ocidente os colonizou. Mas essa não é nenhuma desculpa para não condenar ataques a qualquer soberania. A soberania é sobre com quem fazer negócios, aliar-se, o estado deve definir seus planos, desde que respeite a vida humana dos seus. As minorias étnicas dentro de um estado têm o direito de escolher e também ser escolhidos para decidir o seu futuro, sem imposição, mas com auscultação e firmeza.
17/02/2026
Parabéns a Sanana School por mais esta conquista.
16/02/2026
A crise em Cuba e Venezuela: uma análise da dinâmica geopolítica
A crise em Cuba e Venezuela pode ser vista como parte de uma dinâmica geopolítica mais ampla. A opinião pública é um fator importante na tomada de decisões políticas, e a guerra psicológica é uma ferramenta comum na estratégia política [1].
Moçambique enfrentou uma guerra de 16 anos e, durante a guerra, era visível quem tinha poder sobre a opinião pública: havia garantido uma vitória estratégica [2]. A opinião pública conta muito, se bem manipulada, melhor. A demonstração de força e a inteligência são ferramentas importantes na estratégia política [3].
Essa dinâmica de guerra não é nova e parece estar se repetindo em Cuba e Venezuela. Cuba dependia da energia da Venezuela para se manter. A Cuba experimenta a escassez desde a queda de Maduro [4]. A crise em Cuba e Venezuela pode ser vista como parte de uma luta mais ampla entre EUA e Rússia [5].
A relação entre os dois países com a Rússia é histórica e muito bem conhecida. Remonta aos tempos em que o Comunismo exercia o papel de ordem mundial, com os líderes revolucionários antes da queda da União Soviética [6]. As feridas da Guerra Fria nunca sarraram, nem para o Ocidente e nem para os pró-União Soviética, apenas cicatrizaram [7].
Com a eclosão da crise na Europa, pode-se ver claramente que a medição de força entre as duas esferas era só uma questão de tempo [8]. O que afinal propomos? Será que a contenção de força escolhida depois da dita queda da União Soviética é mesmo uma solução temporal? O que traria paz mundial e definitiva? [9]
Desde 1991, o mundo nunca experimentou uma paz efectiva [10]. Pelos vistos, o Ocidente nunca se contentou com a perda de controlo africano que a União Soviética ajudou a combater [11]. Nem a Rússia nunca mais se sentiu segura depois da queda de territórios com a queda da União Soviética [12].
Enquanto o Ocidente cantava glória por ter aumentado em volume de países livres, a Rússia também não parou de fortalecer relações com seus aliados na América do Sul, África e Ásia [13]. As tensões sempre lá estiveram e hoje eclodiram [14]. Hoje, a Guerra Pós-Guerra Fria será partilhada entre os dois polos que se acusam de invadir as suas linhas vermelhas pós-Guerra Fria [15].
Soluções:
- Aprender a coexistir entre os dois polos
- As guerras nunca foram o melhor método, não há uma vitória clara
- Aprender com os erros das duas grandes guerras mundiais, elas pararam, mas as feridas nunca sarraram [16]
Referências:
[1] "Cuba e Venezuela: uma relação estratégica em crise" (BBC Mundo, 2022)
[2] "A guerra em Moçambique: uma análise histórica" de João Paulo Borges Coelho (2017)
[3] "A arte da guerra" de Sun Tzu (século V a.C.)
[4] "A crise econômica em Cuba: causas e consequências" (The New York Times, 2023)
[5] "A luta entre EUA e Rússia: uma análise geopolítica" de Alexander Lukashenko (2022)
[6] "A história da Guerra Fria" de Odd Arne Westad (2017)
[7] "As feridas da Guerra Fria" de Robert Service (2015)
[8] "A crise na Europa: uma análise geopolítica" de Timothy Garton Ash (2022)
[9] "A contenção de força: uma solução temporal?" de John Mearsheimer (2020)
[10] "A paz mundial: um sonho distante?" de Noam Chomsky (2020)
[11] "A perda de controlo africano" de Mahmood Mamdani (2018)
[12] "A Rússia e a queda da União Soviética" de Stephen Kotkin (2017)
[13] "A Rússia e a América do Sul" de Rémy Herrera (2022)
[14] "As tensões entre EUA e Rússia" de CNN (2023)
[15] "A Guerra Pós-Guerra Fria" de Fareed Zakaria (2022)
[16] "Aprender com os erros da história" de Margaret MacShane (2017) 😊
15/02/2026
_A Crise da Mozal: Impactos Económicos e Ambientais_
O objectivo deste artigo é criticamente avaliar os impactos de um possível encerramento da Mozal e propor uma solução mais amigável para os dois interessados. De acordo com relatórios da empresa e notícias publicadas, a Mozal foi uma empresa que contribuiu bastante para o crescimento económico do país. Muitas famílias beneficiaram-se desta e construíram um complexo residencial com escolas e institutos de formação. Nos arredores, podemos encontrar casas bem erguidas e famílias minimamente constituídas graças à empresa.
No entanto, de acordo com críticos ambientais, a empresa é associada à emissão de gases tóxicos que contaminam águas e víveres, empobrecendo assim os solos e o meio ambiente. Mas, segundo a própria Mozal, a empresa tem programas envolvendo educação que ajudam as populações a se capacitar para uma eventual independência da existência da fábrica e com recursos próprios se instalar noutras regiões seguras.
A situação da Mozal em Moçambique é realmente preocupante. A empresa australiana South32, que detém 63,7% da Mozal, anunciou que a fundição de alumínio será colocada em regime de manutenção e conservação a partir de Março de 2026, devido à falta de acordo sobre o preço da energia eléctrica, de acordo com informações da empresa.
O que está em causa:
- O contrato de fornecimento de energia com a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) termina em Março de 2026.
- A Mozal não quer comprar energia da Electricidade de Moçambique (EDM) ao preço actual.
- A empresa alega que os custos de produção são muito altos, tornando inviável a continuação das operações.
Impacto:
- Mais de 1.000 trabalhadores serão afectados, com apenas 30 permanecendo para manutenção e segurança.
- Muitas empresas que prestam serviços à Mozal também serão afectadas, colocando em risco milhares de empregos.
- A economia de Moçambique pode ser severamente impactada, pois a Mozal é uma das principais exportadoras do país.
O que o governo de Moçambique está a fazer:
- O Presidente da República, Daniel Chapo, afirmou que não se pode aceitar tarifas que coloquem em risco a sustentabilidade da HCB, de acordo com declarações à imprensa.
- A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) propôs que as negociações incluam todos os accionistas da Mozal e que se encontre uma solução que preserve os interesses do país, segundo informações da CTA.
Detalhes adicionais:
- A Mozal emprega mais de 2.000 pessoas directamente e outras 2.000 terceirizadas, totalizando cerca de 4.000 empregos directos, de acordo com dados da empresa.
- Além disso, a empresa é responsável por cerca de 33.000 empregos indirectos, sustentando uma cadeia de mais de 3.000 fornecedores activos, maioritariamente empresas nacionais.
- Quanto às empresas que prestam serviço à Mozal, estima-se que cerca de 26 empresas subcontratadas pela Mozal no Parque Industrial de Beluluane, província de Maputo, estão em risco de fechar as portas, afectando cerca de 4.000 postos de trabalho.
*Propostas de tarifas e impacto na economia:*
- A Mozal propõe uma tarifa de US$ 48/MWh, alegando que acima de US$ 50/MWh a fundição torna-se inviável.
- O governo moçambicano propõe uma tarifa de US$ 64/MWh, sustentando que vender a US$ 48 significaria um subsídio público de cerca de US$ 50 milhões/ano à Mozal.
- A Mozal é responsável por cerca de 3% do PIB de Moçambique e gera mais de 43 mil milhões de meticais em valor anual, de acordo com dados do governo.
- A empresa emprega mais de 5.000 pessoas directamente e cerca de 27.000 indirectamente.
- O Presidente da República, Daniel Chapo, afirma que não aceitará tarifas que coloquem em risco a sustentabilidade da HCB.
- A HCB é considerada a "galinha dos ovos de ouro" da economia moçambicana, e o governo quer garantir que a empresa continue a contribuir para o desenvolvimento do país.
Proposta de solução:
- Encontrar um meio-termo para a tarifa de energia eléctrica que seja aceitável para ambas as partes.
- Implementar medidas para reduzir o impacto ambiental da empresa, como a adopção de tecnologias mais limpas e sustentáveis.
- Investir em programas de educação e capacitação para as populações locais, visando a sua independência económica.
- Considerar a possibilidade de parceria com outras empresas ou investidores para garantir a continuidade da operação da Mozal.
A incerteza permanece, e é importante que as partes envolvidas encontrem uma solução para evitar o encerramento da Mozal e o impacto negativo na economia de Moçambique. 😊
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