19/04/2026
🚨💔 A CADA 48 HORAS UMA MULHER É ASSASSINADA EM MOÇAMBIQUE! 💔🚨
Violadas, Abusadas, Sequestradas... e Depois Mortas: O Terror que Não Para
Reportagem Especial de Khadir Juri NEW24
Maputo, 19 de Abril de 2026 – Imagine o horror: ser agarrada à força, levada para um lugar desconhecido, violada repetidamente durante horas ou dias... e depois morta como se fosse lixo. Não é ficção. É a realidade cruel que muitas mulheres e raparigas enfrentam em Moçambique.
A cada 48 horas, uma mulher é assassinada. Muitas delas não morrem apenas por espancamento ou esfaqueamento. Morrem depois de sofrerem violência sexual extrema, abuso prolongado e, em vários casos, sequestro. O corpo é encontrado dias depois, abandonado em matos, valas ou estradas isoladas.
Em 2025, o Governo registou 40 homicídios de mulheres no meio de 18.365 casos de Violência Baseada no Género (VBG), com cerca de 80% das vítimas sendo mulheres e raparigas. O Observatório das Mulheres alerta que, só em 2024, foram 119 mortes por violência física grave, incluindo dezenas de casos onde a violência sexual precedeu o assassinato. No primeiro semestre de 2025, mais de mil crimes contra a liberdade sexual foram denunciados – muitos terminando em morte.
Estes não são números frios. São vidas destruídas da forma mais brutal possível.
“Ela foi levada, abusada e depois morta como um animal”
Em Nampula, em finais de 2025, uma jovem de 17 anos saiu de casa para ir à machamba e nunca mais regressou. Três dias depois, o corpo foi encontrado numa zona de mato. Tinha sido sequestrada, violada por vários agressores e estrangulada. A família diz que ela gritou por socorro, mas ninguém ouviu... ou ninguém quis ouvir. O caso chocou a comunidade, mas até hoje os responsáveis não foram todos identificados.
Em Maputo, uma mãe de 32 anos foi sequestrada pelo ex-companheiro após uma discussão. Durante dois dias, sofreu abusos se***is repetidos, espancamentos e humilhações. Quando o corpo foi encontrado, apresentava sinais claros de violência sexual extrema. Os filhos pequenos ficaram com a avó, que chora todas as noites: “Ele disse que se ela não fosse dele, não seria de mais ninguém.”
Na província de Sofala, outra história dilacera o coração: uma rapariga de 15 anos foi raptada enquanto voltava da escola. Foi abusada sexualmente durante dias e depois morta a golpes de catana. O corpo apareceu numa estrada secundária. A mãe, destruída pela dor, pergunta à polícia: “Como é possível uma criança desaparecer e só aparecer morta depois de tanto sofrimento?”
Casos como estes multiplicam-se. Mulheres que sofrem violência doméstica, tentam fugir e são perseguidas. Raparigas sequestradas por desconhecidos ou conhecidos que as levam para locais isolados, abusam delas e as matam para “apagar provas” ou por puro ódio. Muitos corpos mostram sinais de violação antes da morte – marcas que a sociedade ainda tenta esconder por “vergonha”.
O ciclo do terror silencioso
Uma em cada quatro mulheres moçambicanas já sofreu agressão de género na vida. Muitas vítimas de abuso sexual não denunciam por medo de estigma, de represálias ou por falta de confiança no sistema. Quando o abuso evolui para sequestro e morte, a impunidade reina em vários casos.
O Observatório das Mulheres e activistas como Quitéria Guirengane não escondem a revolta: “Não basta matar. Abusam primeiro, destroem a dignidade, e só depois tiram a vida. Estas mulheres são torturadas antes de morrer. Chega de silêncio!”
O Governo pondera criar uma lei específica contra o feminicídio e reforçar o Código Penal. Mas leis não salvam vidas sozinhas. São necessários abrigos de emergência para vítimas de violência sexual, patrulhas em zonas de risco, formação especializada para a polícia e juízes, e campanhas fortes que cheguem às comunidades mais remotas.
Basta de contar corpos violados e mortos
Enquanto esta reportagem é escrita, outra mulher ou rapariga pode estar a ser sequestrada. Outra pode estar a sofrer abuso sexual neste exacto momento, sem saber se vai sobreviver.
Nós, como sociedade, temos o poder de quebrar este ciclo.
- Denunciar imediatamente qualquer sinal de violência ou desaparecimento.
- Ensinar aos nossos filhos que o corpo da mulher não é propriedade de ninguém.
- Apoiar as sobreviventes sem as julgar.
- Exigir justiça rápida e efectiva.
Pela jovem de 17 anos de Nampula.
Pela mãe de 32 anos de Maputo.
Pela rapariga de 15 anos de Sofala.
E por todas as que foram abusadas sexualmente, sequestradas e depois assassinadas – cujos nomes muitas vezes nem chegam aos jornais.
A cada 48 horas, uma mulher cai.
Mas a cada minuto, podemos escolher não virar a cara.
Pare o feminicídio.
Denuncie a violência sexual.
Proteja as nossas irmãs, mães e filhas.
Khadir Juri NEW24 – A verdade que dói é a única que pode salvar vidas.
💔 Violência sexual seguida de morte não é “caso isolado”. É uma epidemia. Denuncie: 119 ou o Gabinete mais próximo.*💔