18/12/2016
DA SÉRIE:
ou (em kikongo, o prefixo ba- indica o plural ) são um grupo étnico banto que vive numa larga faixa ao longo da costa atlântica de África, desde o Sul do Gabão até às províncias angolanas do Zaire e do Uíge, passando pela República do Congo, pelo enclave de Cabinda e pela República Democrática do Congo. Em Angola são o terceiro maior grupo étnico.
Os Bacongo, cuja língua é o kikongo, ocupavam o vale do rio Congo em meados do século XIII, e formaram o Reino do Congo, que, até à chegada dos portugueses, no fim do século XV, era um reino forte e unif**ado, cuja capital M´banza Kongo f**ava na actual província angolana do Zaire.
Durante a guerra colonial, muitos Bacongo fugiram para o então Zaire, levando a uma considerável diminuição da presença dessa etnia em solo angolano. No entanto, após a independência de Angola, muitos refugiados (ou seus filhos e netos) retornaram a Angola. Mesmo assim, não se chegou mais a atingir os valores demográficos de 1960, quando os Bacongo representavam 13,5% da população angolana, contra os actuais 8,5% (estimativa). Importa salientar que os regressados do Zaire (hoje República Democrática do Congo) muitas vezes não voltaram a fixar-se no seu habitat original, mas foram viver nas grandes cidades - sobre tudo em Luanda, mas também mais a Sul, inclusive no Lubango .
Do ponto de vista político, a FNLA representou, de certo modo, os Bacongo angolanos, durante a luta pela independência e a primeira parte da guerra civil de Angola. Depois das eleições parlamentares de 1992, 2008 e 2012, a FNLA passa a desempenhar este papel de maneira apenas residual. Ao mesmo tempo, por iniciativa de grupos Bacongo, foram criados vários pequenos partidos políticos sem expressão signif**ativa.